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10/02/2011 11h25 - Atualizado em 14/07/2011 07h03

Como Júlio Verne inspirou a NASA

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo
Da Terra à Lua (From Earth to the Moon) (Foto: Divulgação)Da Terra à Lua (Foto: Divulgação)

Esta semana se comemorou o aniversário de Júlio Verne, dia 8 de Fevereiro, e até o Google participou das festividades. O famoso escritor francês ficou conhecido por suas obras de ficção científica, se é que poderia ser chamada de ficção, que serviram de inspiração até mesmo para a criação da agência espacial dos Estados Unidos, a NASA.

Vários livros dele pareciam prever a direção em que a humanidade evoluiria, como quando cita a criação de submarinos no livro “Vinte Mil Léguas Submarinas” de 1870 ou as viagens espaciais em “Da Terra à Lua” de 1865. Na época, o autor acreditava que a nave seria lançada através de um canhão, chamado na história de “Columbiad”, uma referência a um canhão utilizado na guerra de 1812.

Júlio Verne tinha um incrível dom de escrever sobre ficção de forma que ela se confundia com a realidade. Seu primeiro livro, “Cinco Semanas em um Balão”, oferecia tantos detalhes que fazia com que as pessoas se perguntassem se era uma história fantasiosa ou um relato de aventuras que realmente aconteceram.

Módulos espaciais (Foto: Divulgação)Módulos espaciais (Foto: Divulgação)

Neil Armstrong, comandante da Apollo 11 chegou a declarar: "Cem anos atrás, Júlio Verne escreveu um livro sobre uma viagem à Lua. Sua nave, Columbia, partiu da Flórida e pousou no Oceano Pacífico após completar uma viagem à Lua. Parece apropriado para nós dividir com vocês algumas das reflexões da tripulação conforme a Columbia dos dias de hoje completa seu reencontro com o planeta Terra no mesmo Oceano Pacífico amanhã".

As citações de Júlio Verne passam de previsões a coincidências instigantes. Ele estimava que a missão custaria o equivalente a $12.1 bilhões de dólares em valores atuais, valor que estava incrivelmente próximo dos 14.4 bilhões que custou a Apollo 8, o primeiro veículo tripulado a circunavegar a Lua. O lançamento ocorreu a 212 quilômetros de onde o autor havia indicado.

Para completar, a tripulação da nave do livro se chamava Ardan, Barbicane e Nicholl, enquanto a da Apolo 8 era Anders, Borman e Lovell. Até mesmo as cápsulas espaciais partilhavam semelhanças, como vistas na imagem.
 

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