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23/02/2011 19h07 - Atualizado em 14/07/2011 07h01

Conheça Rob Janoff, o inventor da marca da Apple

André Noia
por
Para o TechTudo

Uma maçã. Esta é a marca de uma das maiores empresas do mundo. E continua a ser o mesmo por anos. Rob Janoff é a pessoa por trás do desenho da marca da Apple, empresa que é sinônimo de tecnologia e inovação.

Evolução da marca da Apple (Foto: Reprodução)Evolução da marca da Apple (Foto: Reprodução)

Rob concedeu uma entrevista ao site Creativebits, e falou como foi o processo de criação da marca da Apple, e apesar desta entrevista já ser bem antiga, o tema continua sendo interessante para nossos leitores. O designer explicou o verdadeiro significado das cores (presentes nos primeiros logotipos), e da mordida – duas histórias que já se tornaram verdadeiras lendas urbanas.

Tudo começou em janeiro de 1977. Executivos da Apple encomendaram uma nova marca para a empresa, que estava prestes a lançar o Apple II. Steve Jobs, à época, não apresentou nenhuma restrição à criação, apenas mencionou que ela não deveria ter um aspecto “bonitinho”.

Rob Janoff trabalhou com lápis, papel, cola, tesoura e canetas, ferramentas que, nos dias atuais, inviabilizariam a criação de uma marca profissional. Foram apresentadas duas versões: uma com a mordida e a outra sem.

A nova marca da Apple era uma maçã mordida com as cores do arco-íris invertidas. Ela acompanhou o lançamento do Apple II, primeiro microcomputador com tela colorida.

Os mitos

Muito se especulou sobre o verdadeiro significado dos elementos presentes na marca da Apple, e Rob diz que as pessoas ficam frustradas quando descobrem o seu real significado.

A utilização do arco-íris invertido era uma novidade. Os logotipos da época eram basicamente compostos por duas cores. Por um bom tempo especulou-se que as listras coloridas eram a simples representação da bandeira gay e que a mordida da maçã seria uma homenagem a Alan Turing, cientista, matemático e pai da computação moderna, e que cometeu suicídio ao comer uma maçã envenenada com cianeto. Na verdade, Rob explicou que as cores apenas coincidiram com o lançamento do Apple II, e tiveram sua vigência prolongada até que não se aplicaram mais ao design e à proposta dos novos produtos da Apple.

Por sua vez, a utilização de uma maçã mordida nada tem a ver com o evento bíblico, com a descoberta da gravidade ou mesmo associação da palavra byte (em informática), com bite (mordida, em inglês). Segundo seu criador, a mordida foi utilizada para resolver um possível problema de escala, pois ao adicionar uma mordida, evitava-se que a maçã fosse confundida com uma cereja.

Rob continua fiel aos produtos da Apple, os quais sempre utilizou para trabalhar. Diz que pensa em em aposentadoria, mas que o atual cenário econômico não favorece essa decisão. Ele se entusiasma ao ver a sua criação (ou seu filho, como costuma chamar) em evidência por toda parte.

Sobre as mudanças sofridas pela marca ao longo dos anos, ele diz que ficou satisfeito com a evolução, e que espera ansioso para ver o resultado caso alguma modificação mais significativa venha a acontecer.

Via Creativebits

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