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28/04/2011 12h24 - Atualizado em 14/07/2011 06h52

Vida e morte portátil: O fim do PSP Go

Arthur Figueiredo
por
Para o TechTudo

Tudo começou com um boato. Semana passada circulou na internet que a Sony parou, por tempo indeterminado, a produção do portátil PSP Go. Um blog japonês, aparentemente de um funcionário de uma loja da Sony, afirmou que a empresa contou ao gerente da loja do blogueiro que a produção, de fato, acabou, e que novos carregamentos do aparelho não serão mais enviados.

PSP Go (Foto: Divulgação)PSP Go (Foto: Divulgação)

Em uma primeira nota oficial, a Sony não confirmou nem negou a informação, dizendo "Estamos em uma época muito empolgante para os sistemas PlayStation Portable. Antes do fim do ano nós lançaremos o NGP, nosso console portátil da próxima geração, que nós acreditamos que vai revolucionar o mercado de games portáteis. Até lá, a geração atual de PSPs continua com alta demanda".

O PSP Go – que possui as mesmas especificações técnicas da sua última versão, o PSP 3000, mas sem o drive de UMD e jogos disponíveis somente via download – teve uma vida um pouco complicada, com dificuldade em encontrar seu mercado, apesar de ter tido um bom lançamento. As vendas caíram rapidamente e a Sony, no ano passado, começou a oferecer um pacote com 10 (!) jogos para quem comprasse o sistema, mas mesmo isto não foi capaz de estimular as compras como a empresa gostaria.

Mesmo no Japão, onde o PSP continua a vender bem, principalmente pelo sucesso da série Monster Hunter, os números de vendas do PSP Go são muito fracas. Observando as vendas da última semana, o PSP foi o sistema mais popular do país, vendendo até mais que o Nintendo 3DS, com 35.478 unidades. O PSP Go vendeu 356.

A verdade é que o PSP Go foi um sistema de aceitação complicada desde o início. Lançado em outubro de 2009 nos Estados Unidos e Europa, e no mês seguinte no Japão, o sistema foi criado para se tornar uma versão "mais portátil" do PSP 3000 (é 16% mais leve e 35% menor), mas sem substituí-lo. Ambas as versões eram vendidas e tinham suporte técnico da Sony ao mesmo tempo.

É o fim do PSP Go (Foto: Divulgação)É o fim do PSP Go (Foto: Divulgação)

A crítica especializada ficou muito dividida com o seu lançamento. Uma das principais era seu preço. Apesar de possuir a mesma tecnologia de processamento gráfico, era mais caro que o PSP 3000. Nas prateleiras, custava apenas US$50 menos que um PlayStation 3. Era uma venda difícil de justificar para quem já tinha uma coleção de UMDs em casa, já que não há como transferir os jogos para a memória do Go.

Seu grande diferencial acabou se tornando seu maior problema. O fato de ser menor implica também em uma tela menor, o que desagradou muitos fãs, sem falar que seu design e disposição de botões foi considerado desconfortável (principalmente pela pequena distância entra o direcional digital e o disco analógico) para quem estava acostumado com o layout horizontal dos modelos originais. Além disso, jogadores mais tradicionais preferem o formato de UMDs – que em alguns mercados fez muito sucesso com a venda não só de games, mas de filmes, também –, e outros tinham certa dificuldade em baixar e organizar os jogos na memória interna.

Esta memória interna, por outro lado, se tornou um problema à parte. Os 16 GB (expansíveis para até 32 GB com o uso de um Memory Stick) não eram suficientes para muita gente. Talvez organizar UMDs seja mais fácil que cartões de memória...

Sem completar sequer dois anos de vida, a Sony confirmou oficialmente que não mais produzirá o portátil no Japão, continuando suas vendas somente nos Estados Unidos, por tempo limitado. A proposta da empresa é se concentrar no NGP - Next Generation Portable, que "empresta" o design clássico dos primeiros PSPs, com gráficos supostamente comparáveis aos do PS3, touchscreen, duas alavancas analógicas, uma nova mídia – similar a um cartão de memória – e outras novidades. O novo sistema deverá ser lançado no fim deste ano, inicialmente no Japão.

Via Kotaku.

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