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06/05/2011 19h14 - Atualizado em 14/07/2011 06h50

The Social Web of Things: Conceito de rede social integrada a sua casa

Anna Raquel
por
Para o TechTudo

E se a sua casa pudesse falar? A Sony criou um vídeo conceito de uma casa conectada, na qual eletrodomésticos e objetos comunicam-se com seu dono e entre si através de uma rede social particular. Mas será que isso é coisa de ficção científica? Na verdade, uma casa inteligente pode fazer parte de um futuro mais próximo do que imaginamos.


Rede de coisas

Com chips cada vez menores e mais baratos implantados em diferentes objetos, da TV ao microondas, é possível fazer com que eles conectem-se na Internet. Inclusive o aumento do número de coisas conectadas provocou uma falta de IPs (um endereço único que cada coisa conectada ganha ao entrar na Internet) que acelerou a mudança para uma versão desse endereço que permita mais objetos conectados. É a chamada “Web of Things”, ou “Rede de Coisas”.

Aliando essa possibilidade de comunicação entre objetos com os avanços na área interpretação de linguagem natural (ou seja, aquela falada pelos humanos) por computadores, sensores de presença e leitores de imagens, é bem possível que logo, logo nosso espelho responda quando perguntarmos se aquela roupa está legal para um encontro.

Ah, se minha geladeira falasse!

O vídeo imagina essa interação através de uma rede social parecida com o Twitter, no qual o morador dá apenas informações simples (“jantar com Sophia”) e a casa se encarrega de alertar o forno, limpar o carpete, desligar o microondas… E, quando os planos do moço não dão certo, cria um ambiente familiar e confortante pedindo a comida chinesa preferida e colocando um jogo na TV.

Se esse conceito tornar-se verdade, no entanto, não espere acompanhar altas discussões filosóficas entre sua geladeira e seu sofá, ou ter que bloquear a máquina de lavar porque ela gosta de responder perguntas sobre a secadora. Os objetos comunicam-se utilizando protocolos de dados e eu particularmente não me sentiria confortável em ter uma cafeteira com personalidade. Vai que ela acorda de mau humor e se recusa a fazer seu cappuccino?

Segurança, privacidade e isolamento

Apesar da ideia de uma casa que realiza seus desejos seja tentadora, é necessário pensar nas repercussões disso. Como funcionaria a segurança? Será que um hacker mal intencionado poderia “roubar” uma casa trancando o dono do lado de fora?

E a privacidade? Nós já somos fã de compartilhar detalhes demais nas redes sociais. Se pudermos programar os objetos para enviar informações para redes sociais, teremos logo uma enchente de tweets inúteis como “o chuveiro de @fulano informa que ele acabou de tomar banho”. Já é um trabalhão separar as informações relevantes hoje, como será a partir do momento em que até nossas ações mais simples poderão ser mensuradas e comunicadas para todos?

O vídeo termina com uma nota melancólica, na qual a tal Sophia que iria jantar resolve ligar, mas o jogo e a comida chinesa fazem o dono da casa desistir de atendê-la. Será que objetos “inteligentes” que podem se “relacionar” substituirão para algumas pessoas a necessidade de presença humana? Acho isso um pouco improvável de acontecer, mas é também um ponto a se considerar.

Como qualquer mudança de comportamento, esses novos conceitos trazem muitos questionamentos. A tecnologia para torna-los realidade já existe, porém serão necessários ainda muitos testes e pesquisas para que eles sejam oferecidos ao público de uma maneira segura, usável e saudável.

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