09/08/2011 13h31 - Atualizado em 09/08/2011 13h31

Cientistas criam detector de drogas para bebidas

Rebecca Porphírio
por
Da redação
Detector de drogas em bebidas. (Foto: Reprodução)Detector de drogas em bebidas. (Foto: Reprodução)

O professor Fernando Patolsky e o Dr. Michael Ioffe, do campus de química da Universidade de Tel Aviv, dizem ter desenvolvido um sensor que detecta com 100% de precisão se há ou não drogas dissolvidas em uma bebida.

Os israelitas dizem que o detector consegue indicar na hora se a bebida contém pelo menos duas das mais famosas drogas usadas para dopar mulheres em boates: o ácido gama-hidroxibutírico, ou Ecstasy líquido, e a ketamina, conhecida como “remédio para cavalo”.

O detector em si parece um misturador bem pequeno, usado para fazer drinks. Basta mergulhar o dispositivo na bebida e uma reação química causada pela droga faz o objeto acender.

Atualmente, Patolsky e Ioffe querem que o detector consiga reconhecer também o rohypnol, mais conhecido como “Boa Noite Cinderela”, droga amplamente usada para induzir rapidamente ao sono.

O que os israelitas ainda não decidiram é se a maneira de avisar o usuário sobre a droga na bebida será através da luz. Eles imaginam que, por preferir discrição nessa hora, seja melhor algum tipo de mecanismo que envie mensagens ao celular, por exemplo.

Os cientistas esperam que o mecanismo esteja à venda dentro de, no máximo, um ano e meio. A química para a produção é barata e não-tóxica, o que significa que não haverá necessidade de aprovação do governo.

Via AFP

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares

  • Sérgio Fogel
    2011-08-09T17:02:22

    Nada na reportagem sugere que os cientistas sejam "israelitas", que professem a religião judaica. Entende-se que sejam ISRAELENSES, gentílico de quem é oriundo do país. Convém mais profissionalismo ao responsável pela matéria.