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11/11/2011 14h22 - Atualizado em 11/11/2011 22h13

Estúdio Brasil 2011: fotógrafos experientes e criativos ensinaram a mirar o extraordinário

Juliana Sousa Da redação

Luz, câmera e criatividade. O recado do Estúdio Brasil 2011 foi dado: " fotografia não se faz só com a câmera. Faz-se com as viagens que fizemos e com as pessoas que amamos", ensina Cacalo, fotógrafo especialista em Still (de produto) e estreante no congresso, um dos maiores da América Latina que aconteceu entre os dias cinco e dez de novembro no Teatro das Artes, em São Paulo.

Ele e o time, composto por 20 palestrantes estavam dando uma única mensagem: para ser fotógrafo, mire o extraordinário, o incomum, o admirável, o imprevisto.

Cacalo, fotógrafo de still, no Estúdio Brasil 2011, SP. (Foto: Juliana Sousa)Cacalo, fotógrafo de still, no Estúdio Brasil 2011, SP. (Foto: Juliana Sousa)

Além da bagagem cultural e pessoal, Cacalo acredita na ousadia do fotógrafo na hora de conquistar clientes e fazer bons cliques. Prova disso foi o fusca em miniatura e outros acessórios que levou para o palco.

Fusca em miniatura é usada para fotos de produto (Foto: Juliana Sousa)Fusca em miniatura é usada para fotos de produto (Foto: Juliana Sousa)

Entre uma demonstração e outra, ele revelou o que muitos fotógrafos ignoram ou não concordam: "a resolução não faz diferença, a não ser que você seja um fotógrafo que vá expor num Museu em Xangai". Para quem gosta de alta resolução, "há um modelo da Hasselblad de 200 megapixel", recomendou. Para ele, a técnica serve de apoio para os resultados, mas é a criatividade a maior protagonista de um trabalho bem feito.

Lou Jones, fotógrafo palestrante do Estúdio Brasil 2011 (Foto: Juliana Sousa)Lou Jones, fotógrafo palestrante do Estúdio Brasil 2011 (Foto: Juliana Sousa)

Para fazer da luz artificial uma assinatura de trabalho, Lou Jones, fotógrafo de 65 anos que falou sobre flash, foi objetivo. Para ele, é preciso saber dominar o flash, caro ou barato, e entender a sua influência sobre a cena. A escolha de iluminação do objeto em foco prevê o resultado da imagem.

Menos é mais

Brian Smith faz demonstração de retrato com mulata sambista durante o Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)Brian Smith faz demonstração de retrato com mulata sambista durante o Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)

Brian Smith, fotógrafo de retrato, a maioria celebridades, levou uma mulata sambista (dançou ao som do batuque do Salgueiro), para o palco. Com plano de fundo dourado, luzes e de joelhos deixou a câmera disparar durante um bom tempo. Tudo para reproduzir na tela retrato com poses, em que tudo foi montado, pré-concebido, combinado. Smith deixou claro que a montagem faz parte da criação e da mensagem da fotografia. Sair do comum para ele é regra. 

Fotógrafo Brian Smith é conhecido pelas composições nada comuns. (Foto: Brian Smith)Fotógrafo Brian Smith, conhecido por composições
nada comuns. (Foto: Brian Smith)

Smith, que também palestrou no PhotoPlus em Nova York este ano, aposta no ousado. Para ele, o olhar do espectador espera sempre mais do que o óbvio e, por isso, deve ser surpreendido pela inovação e criatividade do fotógrafo.

Smith também analisou balanço de branco e a importância de não confiar nas configurações da câmera na hora de clicar. Fez a recomendação depois de esquecer de regular a câmera para clicar a mulata.

A fotografia fala

Roberto Comodo fala de composição de imagem no Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)Roberto Comodo fala de composição de imagem no Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)

Roberto Comodo falou sobre composição e mensagem, dois ingredientes que precisam estar no topo de importância do fotógrafo, que segundo ele, não pode viver à mercê de reproduções para melhorar seus cliques.

"[O fotógrafo] precisa saber o que gosta e por que gosta". A ideia parte do prinícipio da reflexão sobre a imagem que sempre tem algo a dizer. Para Comodo, só a reflexão pode ajudar o fotógrafo a sair da mesmice e ir além do comum.

Regra dos terços é desafiada por Comodo no Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)Regra dos terços é desafiada por Comodo no Estúdio Brasil 2011, em SP. (Foto: Juliana Sousa)

Ele também não se restringe à ideia da ditadra da regra dos terços, umas das básicas da fotografia que orienta a mirar os objetos dentro de pontos horizontais fixos numa espécie de jogo da velha imaginária. A multiplicidade dos pontos de foco em uma imagem pode ser melhor explorada.

Comodo recomenda boas referências na fotografia que são úteis para aumentar o repertório visual de fotógrafos. Citou Robert Doisneau, Cartier Bresson e outros fotógrafos reconhecidos. Ele não aconselha a reprodução, mas a ter sensbilidade para produzir com identidade, novas e únicas imagens.

O Estúdio Brasil encerrou a sua quarta edição ontem em São Paulo. O congresso teve 530 incritos. Para abril de 2012, no Wedding Brasil, a organização do evento, que também é responsável pelo congresso de fotografia de casamento, antecipa que um dos temas será iluminação natural de casamentos.

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  • Duda Weyll
    2011-11-11T23:07:14

    A regra dos terços é a expansão de Fibonacci, onde cada número é a soma dos dois números anteriores (0, 1, 1, 2, 3, 5...), explícita no comportamento de crescimento e evolução de grande parte da natureza (plantas, animais, clima, etc), não é 'uma espécie de jogo da velha'. A razão matemática de Fibonacci é agradável aos olhos, tlvz pq nosso cérebro aceite essa proporção por não precisar 'trabalhar' muito pra processá-la, e está presente nos tamanhos das páginas, telas de tv, pc, celulares, arquitetura, arte renascentista; ou seja, quase tudo. Como sair se a humanidade é feita disso?

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  • Duda Weyll
    2011-11-11T23:07:14

    A regra dos terços é a expansão de Fibonacci, onde cada número é a soma dos dois números anteriores (0, 1, 1, 2, 3, 5...), explícita no comportamento de crescimento e evolução de grande parte da natureza (plantas, animais, clima, etc), não é 'uma espécie de jogo da velha'. A razão matemática de Fibonacci é agradável aos olhos, tlvz pq nosso cérebro aceite essa proporção por não precisar 'trabalhar' muito pra processá-la, e está presente nos tamanhos das páginas, telas de tv, pc, celulares, arquitetura, arte renascentista; ou seja, quase tudo. Como sair se a humanidade é feita disso?

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