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05/04/2012 11h14 - Atualizado em 16/07/2013 11h19

Acesso Remoto: SaaS

B. Piropo Para o TechTudo

Até agora vimos duas formas de acesso remoto a nossos arquivos: a “nuvem pessoal” da Iomega e o Dropbox.

A diferença essencial entre eles é que o conceito de nuvem pessoal se baseia em fornecer acesso via Internet aos arquivos pessoais que permanecem armazenados em um dispositivo físico que pertence ao usuário, conectado diretamente à sua rede doméstica, enquanto o Dropbox usa, efetivamente, aquilo que se convencionou chamar de “nuvem”, ou seja, os arquivos permanecem nos computadores da empresa Dropbox, que o usuário sequer sabe onde se localizam, porém mantendo cópias sincronizadas no(s) seu(s) computador(es).

 

SaaSSaaS "Software as a Service", exemplo mais famoso do serviço seria o Google Docs (Foto: Reprodução)

Hoje veremos uma terceira modalidade, talvez a mais conhecida, na qual não apenas os arquivos do usuário como também os próprios programas usados para gerá-los permanecem exclusivamente na nuvem (ou seja, nos servidores da empresa), sem qualquer sincronização (no caso dos arquivos) ou instalação (no dos programas) nos computadores do usuário. Esta modalidade passou a ser conhecida por sua sigla em inglês, SaaS (de “Software as a Service”) e o exemplo mais popular, aquele que será discutido adiante, talvez seja o Google Docs.

Porém, antes de entrar no assunto propriamente dito, convém mencionar um ponto de importância crucial. Por propiciarem acesso remoto aos arquivos do usuário via Internet, todas as modalidades discutidas até o momento dependem não somente da existência desta conexão como também, no que toca à sua eficiência e facilidade de uso, da rapidez e confiabilidade deste enlace com a Internet. Porém em nenhuma delas este grau de dependência é tão elevado quanto na modalidade SaaS. E a razão é óbvia: como tanto os documentos do usuário quanto os arquivos executáveis dos programas que os criam permanecem nos servidores da empresa prestadora do serviço, é preciso estar conectado durante todo o tempo em que se cria, edita e até mesmo se visualiza o documento. Para ser exato, há um meio, anunciado este ano e por enquanto apenas funcional em dispositivos que usam o sistema operacional Android, de visualizar (mas não criar ou editar) documentos (que, para isto, precisam manter uma cópia armazenada no dispositivo) sem estar conectado. Mas isto não apenas oferece uma funcionalidade bastante limitada como também contraria a essência da concepção SaaS, onde em princípio, tudo deve permanecer “na nuvem”.

Portanto, se você dispõe de uma conexão de alta taxa confiável e permanente e (como é o caso da grande maioria dos usuários domésticos) não precisa de programas excessivamente sofisticados para edição de textos, geração de planilhas eletrônicas e apresentações, pode até se dar ao luxo de dispensar a instalação em sua máquina de qualquer “pacote” comercial de aplicativos (que em geral contêm, não por acaso, um editor de textos, um gerador de planilhas eletrônicas e um de apresentações, além de acessórios) e usar exclusivamente o Google Docs para gerar e editar todos os seus documentos. Por outro lado, se sua conexão é lenta, não esqueça que não somente o acesso a seus documentos quanto aos programas que os criam e editam será feito através desta lenta conexão usando seu programa navegador.

No que me diz respeito, trabalhar com um prestador de serviços na modalidade SaaS usando uma conexão lenta é um exercício de paciência que recomendo apenas aos eventuais candidatos a canonização. Portanto, se sua conexão é discada, leia esta série de colunas apenas a título de informação, já que definitivamente os 54 Kb/s (Quilobits por segundo) que ela oferece não são suficientes para efetuar um trabalho decente usando um provedor SaaS como o Google Docs (e, se eu estiver enganado, por favor me corrijam que prazerosamente publicarei a manifestação de qualquer leitor que tenha opinião contrária).

Assim, para usar o Google Docs (ou qualquer outro prestador de SaaS) como ferramenta de trabalho diário, sugiro uma conexão – preferencialmente permanente – com taxa de transmissão não inferior a 5 Mb/s (Megabits por segundo). E este é o patamar que eu considero o mínimo necessário para um trabalho produtivo. Daí para cima, quanto maior, melhor. A minha conexão doméstica provê uma taxa nominal de 20 Mb/s e é bastante estável, mas ainda assim, volta e meia percebo que minha digitação “atropela” a capacidade de edição do documento e a palavra ainda é exibida pelo meio no momento em que acabei de digitá-la. Portanto, mesmo com conexões rápidas e confiáveis, é preciso alguma paciência.

Por outro lado, o serviço indubitavelmente oferece vantagens que talvez façam valer a pena a espera.

Então, vamos examiná-las.

A partir da semana que vem, naturalmente.

B. Piropo

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