28/04/2012 06h15 - Atualizado em 02/05/2012 20h11

Para presidentes de sites de relacionamento, web é mais segura que a vida real

Bernardo Cury
por
Da redação

Buscar um amor na Internet não é mais uma ideia tão nova assim. Alguns sites de relacionamentos  com este foco já têm bastante experiência no mercado e completaram mais de uma década de vida. Para entender um pouco mais de como eles funcionam, o TechTudo conversou com os presidentes dos sites eHarmony, Stanlei Bellan, e ParPerfeito, Claudio Gandelman.

Stanlei Bellan (presidente do eHarmony) e Claudio Gandelman (presidente do ParPerfeito) (Foto: Divulgação)Stanlei Bellan (presidente do eHarmony) e Claudio Gandelman (presidente do ParPerfeito) (Foto: Divulgação)

Ambos os sites foram fundados no ano 2000 (mas há apenas 2 anos o eHarmony ganhou uma versão brasileira). "Após Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália, o Brasil se tornou o primeiro país a ter uma versão da eHarmony em língua não-inglesa", diz Bellan. Atualmente o site também possui existe no Japão.

Pesquisas realizadas pela Oxford Internet Institute e Millward Brown mostraram que sites de relacionamento cresceram mais de 500% nos últimos 10 anos, que 65% dos brasileiros já usaram ou ainda usam este serviço e que três em cada quatro solteiros brasileiros usam a Internet para encontrar um relacionamento sério. "Quando um casal decide ficar junto, eles obviamente saem do eHarmony, e eu torço para que sejam felizes e não voltem", brinca Bellan.

Gandelman dá ainda um exemplo de como sites de relacionamento ajudam a formar casais "improváveis": "Uma médica que mora em Moema, SP, conheceu um advogado dos Jardins, no Centro. Ela entrou em contato com a gente para agradecer, pois nunca teriam se conhecido, já que não moram no mesmo bairro, não têm o mesmo trabalho e nem o mesmo círculo de amigos. Mas se conheceram no ParPerfeito e vão se casar."

Em ambos os sites, o tempo médio para alguém "se dar bem" é de 4 a 6 meses. Mas eles alertam que isso depende muito de pessoa para pessoa, pois existem casos de pessoas que acham alguém em períodos que vão de um mês até um ano após de o cadastro em um dos sites. Gandelman complementa: "Muitas mulheres sofrem da síndrome de 'Lois Lane'. Isto é, ficam atrás do Super-Homem que não existe. Enquanto existem homens atrás de uma Mulher Maravilha. Existe par perfeito, só não existe o ser humano perfeito".

Casal que se conheceu no eHarmony (Foto: Divulgação)Casal que se conheceu no eHarmony (Foto: Divulgação)

Embora tenham um público que vai de 18 até 70 anos, os sites possuem uma faixa etária predominante de 25 a 45 anos. "Ao longo do tempo esse público mudou um pouco", conta Bellan. "No início, tínhamos mais usuários acima dos 30, mas demos uma pequena rejuvenescida". A única diferença expressiva entre as duas empresas é em relação a porcentagem do sexo dos usuários. Enquanto no ParPerfeito a proporção é mais balanceada, 51% homens e 49% mulheres, a eHarmony é mais fácil para eles conseguirem encontrar alguém do sexo oposto, com 58% mulheres e 42% homens.

Além de sites tradicionais de encontro de casais, existem versões de nicho que ambas empresas também investem. O ParPerfeito possui suas versões gay e evangélica, e a eHarmony, nos Estados Unidos, também possui sites separados por religião. "Acho extremamente natural e saudável essa busca de pessoas por um tipo específico", acrescentou Bellan.

Por fim, ambos presidentes garantiram que conhecer pessoas na web é uma forma muito mais segura que "offline": "Se a pessoa seguir uma pequena série de regras básicas, é extremamente mais seguro que uma balada. Em sites você troca mensagens, conhece seus amigos, vê  gostos e afinidades antes de se conhecerem de fato. Afinal, não dá para inventar seus amigos, né?", declara Bellan. E Gandelman acrescenta: "A Internet pode ser o lugar mais seguro, mas também o mais perigoso. Se em meia hora você for para casa de uma pessoa que acabou de conhecer online, isso pode ser tão arriscado quanto entrar no carro de alguém que encontrou pela primeira vez na noitada. Na web você pode fazer uma série de certificações para saber se é seguro, enquanto na vida real não".

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  • Washingtos Santos
    2012-06-12T13:19:31

    Interessante, eu não sabia que a web é de mentira.

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  • Eduardo Carlos
    2012-04-28T11:56:17

    Muito estranho que em toda reportagem em nenhum momento tenha sido citado os relacionamentos entre gays. Os próprios presidentes desses sites sabem perfeitamente bem que é muito grande a presença de gays em busca de um parceiros sérios em sites afins. Será que ainda permanece a tese que a presença de homossexuais denigre a imagem dos sites?

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