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12/06/2012 08h17 - Atualizado em 12/06/2012 08h17

Cupido virtual: 30% dos casais conectados se conheceu pela Internet

Rebecca Porphírio
por
Da redação

Não estranhe se, ao lamentar a vida de solteiro, você acabar sendo encaminhado para um site de relacionamentos online. Não, não se trata de nenhuma medida de desespero. Encontrar o parceiro na Internet já é uma realidade mais comum do que se imagina. O cupido, agora, é virtual: de acordo com pesquisadores americanos, 30% dos casais conectados se conheceu pela Internet.

Biblioteca da Universidade de Rochester, EUA. (Foto: Divulgação)

Quem assina o estudo são cientistas da Universidade de Rochester, EUA. Conhecer o parceiro online já é a segunda maneira mais comum de começar um relacionamento. Só perde para pessoas que se conhecem apresentadas por um amigo em comum. De acordo com a pesquisa, em 2011, 25 milhões de usuários no mundo já estavam namorando pela web. 

Encontrar o pretendente parece fácil. Basta uma conexão de banda larga, um site de relacionamento, uma rede social ou um programa de bate-papo e a magia acontece. Juntar as trouxinhas já é mais difícil. Alguns demoram mais do que outros. "Nos conhecemos pelo IRC e, desde que começamos a namorar, queríamos ficar juntos. Nos dávamos bem, foi natural, ninguém precisou pedir a mão de ninguém", explica a carioca Mônica Vitória. Para ela, as dificuldades do namoro online ajudam a amadurecer, ganhar confiança, saber lidar com as brigas. Ela e o mineiro Lucas MIlher namoraram à distância por 5 anos antes de se casar, se comunicando através de ferramentas e sites de redes sociais que foram mudando com o passar dos anos: IRC, Orkut, MSN, Skype e Facebook

Vic Lutterbach e Felipe Pires, apresentados pelo Orkut, casados há 5 anos. (Foto: Vic Lutterbach)

Não foi o caso de Vic Lutterbach e Felipe Pires. Os cariocas se conheceram pelo Orkut, mas não só moravam no mesmo estado, como no mesmo bairro. "Fomos amigos por um ano, namoramos offline por cinco meses e temos cinco anos de casado".  Há uma semana, viraram três, com a chegada do pequeno Tom.

Para os mais ortodoxos, procurar o parceiro online pode parecer "opção para encalhados". Há quem discorde. "A Internet é só um meio: são as pessoas que se aproximam ou se afastam. Eu acabei casando", conta Vitor Guerra, empresário de 28 anos. Ele é carioca, mas a esposa Marina Boscato é gaúcha. Apresentados pelo Orkut, não esperaram nem um ano para morar juntos. "Nunca brigamos por causa da distância", conta. 

E quem pensa que o cupido virtual só opera em território nacional se engana. O baiano Rhobert Mitchell conheceu a esposa Ewa Araujo pelo Last.fm, uma espécie de site com função de rádio online, pelo qual namoraram por três meses. Ele aqui, na Bahia, e ela lá, em Lodz, na Polônia, onde moram hoje. O casamento vai bem, obrigado, e já tem dois anos. 

E aí? Está esperando o quê para tentar as chances com o e-cupido?

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