Armazenamentos

19/04/2013 09h00 - Atualizado em 22/04/2013 08h20

Do disquete ao pendrive: veja a evolução do armazenamento móvel

Milena Pereira
por
Da redação

Desde os primeiros disquetes, e seus míseros 80 Kb de espaço, os dispositivos de armazenamento móvel evoluíram significativamente. O TechTudo esclarece para você um pouco da história do CD, ZipDrive, cartão de memória e outros dispositivos que marcaram época. Entenda como eles se tornaram cada vez menores em tamanho e maiores em qualidade.

Disquetes, CDs, e ZipDrive conviveram juntos durante algum tempo (Foto: Reprodução/Flickr/Churl)Disquetes, CDs, e ZipDrive conviveram juntos durante algum tempo (Foto: Reprodução/Flickr/Churl)

Disquetes

Os extintos disquetes, criados nos anos 70, em suas primeiras versões mediam 8 polegadas e disponibilizavam apenas 80Kb de espaço para armazenamento; pouco depois surgiu o modelo de 5,25 polegadas. Em meados dos anos 90, popularizou-se a versão mais compacta, com 3,5 polegadas e uma “impressionante” capacidade para armazenar até 1,44 Mb.

CD e DVD

O CD (Compact Disc) surgiu no início dos anos 80 e, devido a sua qualidade de som, em pouco tempo conquistou o espaço antes ocupado pelo disco de vinil. O sucesso arrebatador que fez acabou por popularizar, consequentemente, o gravador de CD. Desde então, mais do que ouvir músicas, tornou-se possível gravá-las, no CD-R, ou ainda apagá-las e regravá-las novamente, no CD-RW.

CD e DVD (Foto: Reprodução/Photl)CD e DVD (Foto: Reprodução/Photl)

Como todo tipo de dado pode ser armazenado nele, não tardou para que fosse um sucesso também na área de informática, já que com 12 cm de diâmetro possuia capacidade de armazenamento de até 700 Mb, o equivalente a 486 disquetes. Percebido isso, o disco compacto ganhou uma outra função: dispositivo de backup.

Já o DVD (Digital Versatile Disc) foi criado alguns anos depois, em 1997, porém, apenas no ano 2000 passou a ser comercializado em terras brasileiras. Com capacidade de 4,7 Gb de espaço, mal chegou e já conseguiu abocanhar 80% do mercado nacional de vídeos.

ZipDrive

Introduzido em 1994, o ZipDrive possuia o tamanho de um disquete de 3,5 polegadas, embora fosse mais robusto, e originalmente, tinha capacidade de armazenar 100 Mb.

ZipDrive tinha capacidade de 100 Mb (Foto: Reprodução/SXC)ZipDrive tinha capacidade de 100 Mb (Foto: Reprodução/SXC)

Nas versões posteriores, chegou ao limite máximo 750 Mb. Apesar de ter um espaço considerável para a época, ações judiciais contra a marca e o alto valor de venda não permitiram que ele desbancasse o disquete ou o CD.

No início dos anos 2000 já quase não se ouvia falar desse dispositivo de armazenamento.

Cartão de Memória

No final dos anos 90, os primeiros cartões de memória apareceram no mercado. A portabilidade e o grande espaço de armazenamento foram os principais atrativos da novidade. No entanto, a produção desenfreada para os mais variados suportes fez com que não houvesse uma padronização de formato, o que tornou diversos modelos obsoletos muito rapidamente.

Memory card (Foto: Reprodução/SXC)Memory card (Foto: Reprodução/SXC)

Apesar da grande variedade, os leitores de cartão de memória facilitam a vida dos usuários, já que tornam os dispositivos compatíveis em muitos computadores. Hoje, é possível encontra cartões de memórias em câmeras fotográficas, celulares, tablets, consoles de videogames portáteis e muitos outros dispositivos.

Atualmente, um cartão de memória, mesmo medindo milímetros, pode dispôr de até 128 Gb de espaço e velocidade de tranferência de dados de 45 Mb por segundo, em média. Na foto, um dos primeiros lançados, suportava apenas 128 Mb.

Pendrive

O Pendrive é um dispositivo de armazenamento móvel que permite a conexão, com um computador ou equipamento, através de entrada USB. Desenvolvido no ano 2000, ele surgiu com a missão de fazer backup e resgatar os dados danificados que o antigo disquete deixou de herança.

Pendrive (Foto: Reprodução/Techtudo)Pendrive Kingston HyperX 64 Gb (Foto: Milena Pereira/Techtudo)

Mais resistente, com maior capacidade de armazenar, e mais veloz, ele caiu no gosto popular e contribuiu para extinção definitiva do, já moribundo, disquete. Atualmente é possível encontrar pendrives de 100 mm, com até 512 Gb de espaço para armazenamento.

A Kingston anunciou que, em breve, irá comercializar o pendrive Data Traveler HyperX Predator 3.0 na versão de 1Tb. Esse, que será o pendrive mais potente do mundo, fará leitura e gravação de arquivos em velocidades de 240 MB/s e 160MB/s, respectivamente.

Tabela armazenamento móvel (Foto: Divulgação)Tabela mostra quantos disquetes seriam necessários para armazenar a capacidade de um CD ou pendrive, por exemplo (Foto: TechTudo)

Uma outra alternativa: HD Externo Portátil

Para aqueles que precisam armazenar um número maior de arquivos, o HD (“hard disk drive”, ou Disco Rígido), é altamente recomendado. Embora ele não seja o tipo de dispositivo que se carrega na bolsa usualmente, a capacidade de armazenamento oferecida é realmente mpressionante.

Detalhe do Seagate Wireless Plus (Foto: Pedro Cardoso/TechTudo)Detalhe do Seagate Wireless Plus (Foto: Pedro Cardoso/TechTudo)

Por incrível que pareça, o primeiro HD foi lançado em 1957, com seus 152 cm de comprimento e 174cm de largura. Na época, ele possuia capacidade de armazenar 5 Mb, um valor ínfimo comparado aos modelos feitos a partir do ano 2000. Na versão portátil, um HD pode comportar até 3Tb de dados em apenas 84 mm, menor do que um disquete.

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  • Bruno Cabral
    2017-06-08T11:31:16

    Esse disquete de vcs ta meio carinho hein, já comprei muito disquete a 2 Reais e 1,5 em promoção.

  • Gustavo Lander
    2013-04-19T11:18:43  

    só não entendio valor unitário do pen drive ser 2.800 na tabela..

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    • Gustavo Lander
      2013-04-19T11:18:43  

      errado, pendrive de 512gb importado da china custa incriveis 80reais, so procurarem no mercado livre

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    • Gustavo Lander
      2013-04-19T11:18:43  

      Marcos Pereira, só complementando, o preço do mesmo modelo de pendrive da Kingston de apenas 128gb custa 600 reais, embora nada barato, o custo de 1Tb é mais em conta. Mas pra ser sincero, só teria esse de 1Tb para backup de arquivos, não faz sentido (hoje em dia, vai que alguém lê isso 10 anos depois hehehe) mais do que isso pra armanezar miudezas do cotidiano.

  • Celso Cruz
    2013-04-19T19:02:54

    faltou o LS-120 (superdisk) da 3M que tinha o tamanho de um drive comum e os discos suportavam 120MB/240MB... pena que esta tecnologia não recebeu a devida atenção

  • Mauricio Meismith
    2013-04-19T14:12:34

    Milena, nunca existiu disquete de 5 1/4 com 500kb de capacidade, essa modalidade começou com os de 160kB (SS/SD), depois 360kB (DS/SD), 720kB (QD) e finalmente 1.2MB (HD) já os de 3 1/2 começaram com 720kB (SS/DD), depois 1.44MB (DS/DD), 2.88MB (ED) e 5.76MB (EDS). Era comum pegar disquetes SS (single side).

  • Marcos Pereira
    2013-04-19T11:33:52

    Show! Impressionante a evolução!

  • Jaime Pinheiro
    2013-04-19T09:16:40

    Muito boa a matéria.

  • Karen Sato
    2013-04-20T00:48:33  

    Esqueceram dos cartões perfurados da IBM... E minhas fitas K7 do meu antigo MSX...

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    • Karen Sato
      2013-04-20T00:48:33  

      Vou te dizer, esqueceram de mais coisa do que nós lembramos aqui nos comentários (ninguém lembrou das fitas DAT, usadas pra fazer backups em servidores, a cada comentário que escrevo aqui, lembro de outra forma de armazenamento rss), um site de grande circulação como esse, eles deveriam pelo menos revisar as matérias. Ou pelo menos pedir ajuda ao setor de TI deles que garanto que está dando gargalhadas com o que escreveram aqui rss

  • Claudio Lima
    2013-04-19T20:14:50  

    Milena, eu não costumo criticar, mas dessa vez não tem como. Esse texto está cheio de informações erradas e incompletas. CD foi lançado em 1982, nunca houve um disquete de 500Kb, faltam inúmeras mídias de armazenamento, cartão de memória e pen drive são a mesma coisa. Na verdade, o nome correto é flash drive, pois a memória usada é do tipo "flash".

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    • Claudio Lima
      2013-04-19T20:14:50  

      Pra certas informações, 5 minutos de pesquisa online (Google), já bastariam pra fazer uma matéria de nível. Se quem escreveu é de TI merece uma grande vaia, pois tinha a obrigação de saber um pouco do histórico da própria área, só aceito se isso foi escrito por um estagiário de jornalismo de 20 e poucos (bem poucos) anos que fica em estação de trabalho standalone kkkkk

  • Ivan Oliveira
    2013-04-19T12:53:46  

    Faltou falar do cartão perfurado, das fitas k7 e de rolo. As fitas k7 no Brasil eram populares nos anos 80 para os MSX, quase ninguém conhece ou lembra do outro uso delas além de fitas de áudio. Os cartões perfurados eram mais utilizados em empresas e universidades, mas ainda existiam no Brasil até a segunda metade dos anos 80. As de Rolo (fita magnética, tal como as fitas k7 e os disquetes que empregavam o mesmo material) eram mais comuns em empresas e universidades, em casa realmente não era comum para fins computacionais, apenas para quem queria usá-los para áudio.

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    • Ivan Oliveira
      2013-04-19T12:53:46  

      Disse tudo! Esses estagiários... tsc tsc tsc

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    • Ivan Oliveira
      2013-04-19T12:53:46  

      Mauro Sókrates, estagiários sem Google pra fazer uma pesquisa decente rss

  • Rodrigo
    2013-04-19T12:25:18  

    Milena Pereira cartão de memoria e pen drive sao a mesma coisa, o cerne, a memoria central é a mesma!! logo nao existe as duas ultimas linhas!!! as memorias ja possuem expectativas de chegaram e 2TB, em futuro muito proximo! acho que voce esta muito desinformada, deveria estudar mais!

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    • Rodrigo
      2013-04-19T12:25:18  

      Dizer isso é a mesma coisa que generalizar armazenamento ótico ou magnético, são memórias flash mas o conceito é diferente, seria a mesma coisa que dizer que cd é igual a dvd.