Facebook faz nova atualização no feed de notícias contra caça-cliques

A rede social anunciou mais três atualizações para que as pessoas vejam cada vez menos posts enganosos.


Alvo de críticas por parte dos usuários, o Facebook segue fazendo mudanças no algoritmo do feed de notícias. Desta vez, a rede social fez uma nova atualização contra páginas que usam técnias caça-cliques (clickbait). Desde o ano passado, a plataforma fez mudanças para reduzir posts de fontes que constantemente usavam manchetes que "retinham ou exageravam informações" — na expectativa do leitor clicar no conteúdo para descobrir a informação completa e gerar audiência.

Facebook (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) Facebook (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

Facebook (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

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"As pessoas nos dizem que não gostam de histórias exageradas, enganosas ou que pareçam spam. E isso inclui as manchetes caça-cliques que são feitas para chamar a atenção e atrair os leitores para clicar em um link. Como parte de nosso esforço para construir uma comunidade mais informada, estamos trabalhando para descobrir quais histórias podem ter manchetes ‘caça-cliques’, para que assim possamos mostrá-las com menos frequência", afirmou a rede social em post no blog oficial.

As pessoas nos dizem que não gostam de histórias exageradas, enganosas ou que pareçam spam

Facebook faz três grandes mudanças

Nesta quarta-feira (17), a rede social anunciou mais três atualizações para que as pessoas vejam cada vez menos posts caça-cliques, dando espaço ao que chamou de conteúdo autêntico. Páginas que fazem o uso desse tipo de estratégia já vem sentindo a mudança desde a última semana.

  • A plataforma está analisando posts individuais, além da página e do domínio (URL). O objetivo é reduzir com ainda mais precisão manchetes caça-cliques que não são exatamente o que prometem.
  • Para tornar a atualização mais eficaz, o site dividiu os seus esforços em duas frentes: examinam se um título "retém informações" [não revela tudo] ou se "exagera nelas", de maneira separada nas suas análises.
  • Por último, o Facebook está começando a testar esse filtro contra manchetes enganosas em outros idiomas, incluindo em português.

Para entender a mudança

Não só os usuários, mas também o próprio Facebook percebeu que não estava mais no caminho certo. Com um feed de notícias que não parece mais interessante, a rede social — ainda que próxima dos dois bilhões de usuários — corre um risco de perder audiência se continuar permitindo que páginas e pessoas públicas façam mau uso da plataforma.

"Um dos valores do Feed de Notícias é a comunicação autêntica, por isso temos trabalhado para entender o que é e o que não é considerado autêntico pelas pessoas", diz o comunicado. Ainda de acordo com o Facebook, nas análises feitas ainda no ano anterior, a plataforma entendeu que é possível encontrar diferentes tipos de manchetes caça-cliques com mais precisão quando isso é feito de forma segmentada. Ou seja, identificando quando um título retém informação ou se exagera.

Para o Facebook, manchetes com retenção de informações são aquelas que, intencionalmente, deixam de fora detalhes cruciais ou, pior, enganam as pessoas. Isso, na prática, força o público a clicar para descobrir o que está por trás da pegadinha ou da chamada do posts.

Alguns dos exemplos usados, são:

Quando ela olhou debaixo de seu sofá e viu ISSO…

Já o que chamou de "manchetes que exageram", detalhou como aquelas que usam linguagem sensacionalista no que, na verdade, são detalhes e tendem a fazer o acontecimento algo maior do que realmente é. Estimulando o clique por meio de sentimentos gerados pelo título.

Por exemplo:

UAU! O chá de gengibre é o segredo da juventude eterna. Você TEM que ver isso!

"Uma equipe do Facebook analisou milhares de manchetes usando esses critérios, validando cada uma delas para sinalizar títulos que poderiam ser identificados como caça-cliques. A partir daí, vamos usar tecnologia para identificar quais frases são mais usadas nesse tipo de chamada, de maneira semelhante aos filtros de spam aplicados em e-mails", explica o post assinado por Annie Liu, Jordan Zhang e Arun Babu, três membros da equipe de engenharia da rede social de Mark Zuckerberg.

Sendo assim, posts desta natureza vão aparecer com menos frequência no feed — derrubando o alcance e também conversão de links com esse tipo de chamda na rede social. A plataforma também explica que continuará a aprender ao longo do tempo: "esperamos continuar expandindo esse trabalho para reduzir cada vez mais esse tipo de conteúdo para mais idiomas". Hoje funciona em inglês, alemão, árabe, espanhol, francês, português, italiano, tailandês, vietnamita e chinês.

Impacto previsto

A rede social prevê que a maioria das páginas não sentirá mudanças significativas. Entretanto, é fato que aqueles que dependem de títulos caça-cliques ou que fizeram deles sua única estratégia para gerar audiência devem ver uma diminuição da distribuição dos seus links.

Caso a página pare de publicar esses tipos de conteúdo, suas postagens deixarão de ser impactadas pela mudança

"Páginas devem evitar chamadas que retenham informações necessárias para oferecer o conteúdo completo de um artigo e também aquelas que exageram, com a intenção de criar expectativas enganosas. Caso a página pare de publicar esses tipos de conteúdo, suas postagens deixarão de ser impactadas pela mudança", informou o trio. Ao usuários, resta aguardar pela melhoria do feed.

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