22/02/2011 21h01 - Atualizado em 14/07/2011 07h01

Confira como foi a maior feira de Arcade do mundo, a AOU 2011

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo

Todos os anos a Arcade Operators Union (AOU) Amusement Expo acontece no centro de convenções Makuhari Messe, fora de Tóquio, na cidade de Chiba. É lá onde acontece também a Tokyo Game Show, esta em setembro e que toma todo o centro, enquanto aqui só uma pequena porção foi utilizada. A AOU 2011 é uma oportunidade para as empresas do ramo dos fliperamas mostrarem suas últimas novidades e maiores sucessos.

Arcade Operators Union Amusement Expo 2011 (Foto: Divulgação)Arcade Operators Union Amusement Expo 2011 (Foto: Divulgação)

O mercado de fliperamas no Japão é muito diferente daqui com máquinas com altas capacidades de integração e interação que tornam a experiência algo completamente contrastante com o que vemos no resto do mundo. Há algumas máquinas mais familiares para nós, mas no geral, pensamos: “Mas que diabos… Japão…”

Mas ao menos as coisas estão bem financeiramente por lá, enquanto outros mercados andam tendo alguns problemas e duas das maiores casas dos Estados Unidos estão na corda bamba. Claro, no Japão estas casas também costumam contar com a renda de jogos como Pachinko, que são como caça-níqueis, totalmente legalizados no Japão, mas isso é outra história.

Dê uma conferida nas estrelas da AOU 2011:

Namco Bandai

Namco Bandai (Foto: Divulgação)Namco Bandai (Foto: Destructoid)

Empresa responsável pela série Tekken e Ace Combat pelo lado da Namco, e por vários jogos de anime, especialmente Gundam, pelo lado da Bandai, esse ano a Namco Bandai resolveu ser bem silenciosa e proibiu que fossem tiradas fotos do seu estande.

As principais atrações eram Tekken Tag Tournament 2 com filas para jogar que davam voltas no estande e um novo jogo de Gundam com seguranças que matariam você com uma espada laser se chegasse perto com uma câmera.

Fora do circuito principal estavam Maximum Heat, um jogo de corrida que usa óculos 3D e Super Mario Bros. Wii Coin World, mas não fique animados, esse é o tipo de jogo que não costuma sair do Japão.

Sega

Sega (Foto: Divulgação)Jogos de luta da Sega (Foto: Destructoid)

A antiga gigante dos jogos ainda se dá muito bem no ramo dos fliperamas no Japão graças a algumas franquias específicas que conquistam muito público. Graças a elas, o estande da Sega era enorme no evento.

Entre franquias um pouco menos conhecidas pelo ocidente estão o jogo de robôs Border Break Air Burst (robôs… Japão…), com grandes filas para os jogadores experimentarem e Let’s Go Island 3D, um jogo de tiro em uma ilha louca agora em versão 3D com uma cabine especial, na verdade muito parecida com a cabine de The Lost World: Jurassic Park que também era produzida pela Sega na época.

Já na área dos não tão desconhecidos por fãs Otakus, estava Hatsune Miku Project Diva Arcade Version A, jogo de dança da diva virtual que se tornou grande fenômeno no Japão (mulheres virtuais… Japão…).

E finalmente chegamos a Virtua Fighter 5 Final Showdown, com campeonatos rolando o dia todo e não muito a se falar a respeito. Um outro jogo de luta da Sega também chamava a atenção dos curiosos, era Chaos Code, que parece seguir o mesmo estilo de jogos como Guilty Gear e BlazBlue. Ao fim das sessões de jogo a Sega fez pesquisas com os participantes, perguntando sobre o som, os gráficos, o desafio, etc.

Shining Force Cross: Raid (Foto: Divulgação)Shining Force Cross: Raid (Foto: Destructoid)

Outra máquina popular era Shining Force Cross: Raid onde jogadores lutavam uns contra os outros no mundo de Shining Force misturando tanto controles comuns quanto a tela de toque do fliperama com bastante habilidade e agilidade.

Agora voltando a jogos que interessam mais o Japão, havia uma versão de Mahjong onde jogadores estavam conectados em rede (Mahjong… Japão…). Aparentemente a MJS Network Mahjong bancou boa parte do capital do evento.

E por fim a Sega tinha jogos de corridas específicos para o público japonês, como Star Boat e Star Horse 3 (Corridas de cavalo… Japão…). Há um grande público para jogos de corridas de cavalo no país do sol nascente e Star Horse 3 não decepcionou em um largo telão formado por três monitores um do lado do outro conforme os cavalos surgiam magicamente em meio a efeitos psicodélicos antes da corrida começar.


Taito

Taito (Foto: Destructoid)Taito (Foto: Destructoid)

Essa era uma das minhas favoritas nos anos 80 com arcades como Rainbow Islands e Bubble Bobble, a Taito é uma empresa com história nos fliperamas. Hoje em dia seus jogos estão muito mais voltados para interação, mostrando coisas como um jogo de Karaokê e até um jogo de dardos com alta tecnologia envolvida.

Já com algo mais parecido com videogames, a Taito mostrou seu jogo de tiro Music GunGun 2, mas as maiores filas estavam nas máquinas do jogo de luta Aquapazza: AqualPlus Dream Match. Algumas das máquinas estavam lá para demonstrar novidades em jogo em rede, mas ninguém ligava pra elas, Aquapazza que formava uma grande fila.

Konami

Konami (Foto: Divulgação)Konami (Foto: Divulgação)

Assim como a Namco Bandai, a Konami estava meio silenciosa. Sua principal máquina era obviamente a versão fliperama de Love Plus (Simuladores de encontros… Japão… tá, essa foi à última), grande sucesso no Nintendo DS e franquia já confirmada no Nintendo 3DS. É um simulador de encontros, na verdade até mesmo um simulador de namorada, que já ficou conhecido por ter jogadores que oficialmente se casaram com as personagens.

Com a saída de Guitar Hero do mercado agora a Konami pode respirar mais tranquila com sua séria Bemani / Beatmania, com celebridades da música japonesa falando sobre suas impressões com jogos como Guitar Freaks XG2 e Drum Mania XG2.

Concluindo

A AOU 2011 foi bem divertida e é uma pena que para ver a maioria dessas máquinas precisemos dar a volta ao mundo, mas quem sabe algumas, por uma muito remota chance, não acabam vindo parar aqui? Senão, ano que vem torcemos por mais.

Via Destructoid.

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