16/03/2011 19h23 - Atualizado em 14/07/2011 06h59

Criador do PS Move fala sobre controles mentais e Kinect

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo

Com conversas de novos consoles emergindo por toda parte da indústria, nessa fase de excitação que marca o fim da vida dos consoles e o período pré-E3 de uma possível revelação da nova geração, o Dr. Richard Marks, criador do PlayStation Move e Gerente de Projetos Especiais do setor de Pesquisa & Desenvolvimento da Sony, comentou sobre o futuro dos controles na empresa.

PS Move (Foto: Divulgação)PS Move (Foto: Divulgação)

Quando perguntado se controles que captam as ondas cerebrais do jogador seriam o futuro dos jogos, como alguns protótipos que já temos visto, ele respondeu: “É sempre onde acaba porque é o final que todos pensam, o objetivo final é a experiência cerebral. Mas eu acho que essa coisa de interface cerebral vai longe demais. Na verdade eu acho que o corpo deve continuar conectado. Como tendo a sua, você sabe, adrenalina correndo”.

Prosseguiu a falar: “Quando você joga algumas das experiências como Rock Band onde você começa a suar jogando na bateria, essas coisas são boas. Eu gosto disso e não quero remover isso tudo. Algumas pessoas simplesmente dizem: “Se ao menos eu pudesse me livrar desses problemas do corpo humano…”, eu não concordo com isso. Eu gosto quando está conectado. Então eu preferiria pegar mais informação sobre o que eles estão fazendo. Muita expressão vem através do que você faz com suas mãos e corpo”.

Obviamente essas declarações levaram à perguntas relacionadas ao periférico de captação de movimentos da concorrente direta da Sony, o Kinect da Microsoft. Richard deu sua opinião: “É realmente bom para dança. Não há forma de discutir isso. É ótimo para dança”.

Depois falou extensamente sobre outras características do periférico: “Mas talvez não seja tão bom para jogos de tiro em primeira pessoa ou jogos de estratégia. Esse tipo de coisa não fazem tanto sentido [pro Kinect] por si próprias. Então eu acho que é uma boa ferramenta, novamente, mas não resolve todos os problemas dos videogames nem um pouco”.

E especialmente comentou sobre o reconhecimento de voz: “Eu acho que na verdade [o Kinect] funciona melhor nessa área do que eu esperava que funcionasse. Eu experimentei o Kinect nas redes de voz, é melhor do que eu esperava. Mas é difícil, ainda é muito duro. Você tem que falar do jeito que ele quer que você fale. Você tem que meio que se modificar para se encaixar. Você assiste Star Trek e eles simplesmente falam com os computadores do jeito que eles querem, como se fosse outra pessoa”.

“Nós ainda estamos bem longe de [o Kinect] saber se você está falando com ele ou com outra pessoa em uma sala. E não ter que tratá-lo de maneira tão dura, acredito. Acho que não estamos lá ainda. Mas eu acho que é bom, acho que é um bom vetor. Há muita informação poderosa que pode sair da voz”, terminou Richard.

Via Eurogamer

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