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05/04/2011 18h46 - Atualizado em 14/07/2011 06h56

Autocompletar é total responsabilidade do Google, decide corte da Itália

Thássius Veloso
por
Do Tecnoblog

O Google perdeu uma ação na justiça de Milão, na Itália, que tentava responsabilizar o serviço de busca pela tecnologia de autocompletar. Basicamente, os reclamantes disseram que esse recurso, que hoje em dia está se disseminando, deveria ser responsabilidade da empresa mesmo no âmbito civil e penal. Sorte a deles que a corte da cidade concordou.

google (Foto: Divulgação)google (Foto: Divulgação)

Em sua defesa, o Google alegou que não pode responder na justiça pelos termos que o autocompletar oferece assim que o usuário começa a digitar as letras de sua pesquisa. O advogado que conseguiu essa vitória defende um cliente cujo nome era associado automaticamente a fraude e crimes, o que causou dor de cabeça para a “pessoa pública” que ele atende (sem revelar nomes, porém).

Nos autos do processo consta o argumento, por parte dos reclamantes, de que o Google pode não produzir manualmente cada uma das sugestões, mas mantém e é total responsável pelo algoritmo que as produz de forma automática. Com certa esperteza, eles mostraram que o buscador pode filtrar determinadas palavras (como “torrent”, por exemplo), o que só comprova que o autocompletar depende do Google para funcionar.

Depois de receber a decisão judicial, o Google comentou que os termos exibidos no autocompletar são gerados por algoritmos de computador baseado em buscas de usuários anteriores. Pode até ser, mas em nenhum regime do mundo está escrito que a opinião pública (representada pelos “usuários anteriores”) reflete a verdade nua e crua.

O que o Google deveria fazer é instalar algum filtro no autocompletar para evitar que nomes de pessoas sejam associados a crimes e ilícitos de forma automática. Ou a empresa deve continuar a ser responsabilizada por essa difamação velada.

Via: ZDNet

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