Video game

05/04/2011 11h49 - Atualizado em 14/07/2011 06h56

Preview: Brink, a união faz a força

Rafael Monteiro
por
Para o TechTudo

Imagine um jogo que mistura single player, para um jogador, e multiplayer online, como se fosse apenas uma coisa. Pois essa é a aposta de Brink.

Obviamente muitas empresas falharam em tentar algo parecido, mas não eram a Splash Damage, desenvolvedora de jogos como Quake Wars e Wolfeinstein: Enemy Territory, uma empresa com grande experiência em jogos online baseados em times e publicado pela Bethesda Softworks, que sabe reconhecer jogos de qualidade e não colocaria sua mão no fogo por qualquer um.

Brink (Foto: Divulgação)Brink (Foto: Divulgação)

Segundo os desenvolvedores, Brink é “O fim do gênero como o conhecemos”, onde eles constantemente mencionam: “A evolução começou”. Isso porque é como se o modo single player e multiplayer do jogo fossem uma coisa só.

A história tem origem quando são construídas as cidades flutuantes Ark, projetadas originalmente como ambientes ecologicamente sustentáveis mas que com a subida dos oceanos se tornam refúgios da humanidade. 25 anos se passaram e agora a cidade está enfrentando problemas de recursos, gerando tumultos internos.

Brink (Foto: Divulgação)Brink (Foto: Divulgação)

Você escolhe entre jogar com uma força de resistência lutando contra o sistema imposto pela Ark ou como o time de segurança, lutando contra os objetivos da resistência. São duas histórias completamente diferentes onde você não pode perceber realmente quem é o bandido e quem é o mocinho, são só pessoas desesperadas fazendo o que muitos nessa situação fariam.

Brink é um jogo baseado em times, não dá pra sair por aí por conta própria atirando e esperar vencer, simplesmente não funciona assim. Você escolhe uma dentre quatro classes e assume um papel dentro do time. Desde classes de combate até ação.

Você pode ser um soldado e se focar apenas na parte de ação do jogo, pode ser um engenheiro e nunca dar um tiro sequer, instalando máquinas que façam isso por você. Pode escolher curar seus companheiros ou prover munição, entre tantas outras funções que tornam o jogo estratégico, exigindo trabalho de equipe, mas não de uma forma chata.

Com cada classe você ganha experiência para evoluir seu personagem. A evolução é refletida em novas habilidades, personalização do protagonista ou de suas armas. Onde a linha realmente é apagada é que o seu personagem offline é o mesmo online, então você tanto carrega a evolução de um modo para o outro como nunca pára de evoluir.

Brink (Foto: Divulgação)Brink (Foto: Divulgação)

Misturado em meio à ação há inesperados elementos de parkour. Eles não são o foco exatamente do jogo, só estão lá para melhorar o fluxo da jogabilidade e tornar os tiroteios mais dinâmicos. Se há uma mesa no meio do caminho, você pode escorregar por baixo dela, pular por cima ou mesmo usá-la como impulso para pular em outro lugar mais alto. Um bocado de evolução para aqueles tempos onde você apertava a Barra de Espaço, seu personagem dizia “Huh” e pulava 15 centímetros.

As fases online e offline são basicamente as mesmas, mas de certa forma diferente, obviamente além do fato de offline você jogar contra bots. Isso devido ao sistema de missões que é quase aleatório.

Na verdade, os desenvolvedores disseram que uma inteligência artificial do jogo calcula quais seriam os objetivos que melhor ajudariam seu time e os lista para você, podendo fazer ainda alguns fora da lista para ganhar bônus e vantagem propriamente dita.

Por exemplo, você pode receber uma missão onde terá que resgatar uma pessoa. Você pode hackear a porta do local onde ela se encontra presa ou poderia tomar o centro de comando. O time pode se dividir para conquistar ou se unir para escoltar o refém com segurança.

O estreitamento entre online e offline é uma proposta pretensiosa e onde muitas empresas já falharam antes, mas se há alguém que pode transformar o improvável em crível, são os caras da Splash Damage.

Brink será lançado dia 17 de Maio de 2011 para o Xbox 360, PlayStation 3 e PC.

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  • Lucas Vital
    2011-04-12T14:09:26

    Com certeza vou fazer Pre-Order. Brink, Battlefield 3 e um possível Modern Warfare 3 são minhas apostas pro ano, já que Homefront decepcionou.