Cientistas de várias universidades do Reino Unido estão envolvidos no desenvolvimento da SCUBA 2, uma espécie de "câmera" com nada menos que 10 mil megapixels de resolução e 10 mil sensores supercondutores. Pensou em um tamanho para esse dispositivo? Onerosos 3 metros de altura e 2,3 metros de largura, que em breve estarão apontados para o espaço. SCUBA 2 pesa 4,5 toneladas.
SCUBA 2 registra imagens que nem os telescópios tradicionais conseguem detectar. (Foto: Joint Astronomy Centre, University of British Columbia e NASA/HST/STScI)A SCUBA 2 foi criada a partir de um projeto conjunto de profissionais das universidades de Edimburgo, Cardiff, British Columbia e Waterloo, juntamente com o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos, e do Centro de Astronomia norte-americano.
O dispositivo é considerado a maior "câmera sub-milímetro" já construída, com o objetivo de registrar imagens do espaço de locais que não poderiam ser detectados pelos equipamentos atuais.
Para que tudo funcione como planejado, a SCUBA 2 é conectada no telescópio James Clerk Maxwell (JCMT), que está instalado em Mauna Kea, Hawaii. A câmera é capaz de captar imagens entre as faixas de ondas sub-milimétricas em longa distância, através de um registro infravermelho. Tudo isso combinado com as micro-ondas detectadas pelo telescópio, responsável por aumentar as chances da identificação de imagens.
Para ver a Via Láctea
A SCUBA 2 é a atualização de uma versão anterior da câmera, e é capaz de mapear as áreas do céu de forma muito mais rápida.
A partir da fotografia é possível conhecer informações sobre o início da vida, as estrelas, planetas e galáxias, por exemplo.
Para que o dispositivo possa detectar a radiação de energia nas bandas de frequência submilimétricas, eles resfriam a SCUBA 2 a uma temperatura de -273,5 graus, que é uma temperatura muito próxima do zero absoluto. Isso é necessário, pois os primeiros estágios evolutivos das galáxias, estrelas e planetas só podem ser identificados com uma temperatura muito baixa.
Com a nova câmera, é possível verificar muito além dos objetos vistos através da luz emitida a partir da parte visível do espectro de cada corpo celeste. Em muitas galáxias, incluindo a Via Láctea, grandes quantidades de poeira fria absorve a luz visível, tornando essas regiões empoeiradas pouco visíveis quando analisadas pelo telescópio. E a missão da SCUBA 2 é ver o que esses telescópios não são capazes de ver.
Via Techradar.





