10/11/2012 14h00 - Atualizado em 10/11/2012 14h00

Pesquisadores estudam criar um aparelho que recarrega com o seu ouvido

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

Cientistas do MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) desenvolveram um implante auricular que se alimenta da energia gerada pelo corpo humano. Com a pesquisa, dispositivos eletrônicos criados para reparar e auxiliar funções orgânicas poderão operar sem a necessidade de baterias externas.

Pesquisa abre caminho para um futuro com implantes eletrônicos que usem a energia do organismo para funcionar (Foto: Divulgação/ MIT)Pesquisa abre caminho para um futuro com implantes eletrônicos que usem a energia do organismo para funcionar (Foto: Divulgação/ MIT)

O aparelho desenvolvido pelos bioengenheiros do MIT é menor do que uma moeda e gera toda a eletricidade que precisa para funcionar através da energia potencial existente em nossos ouvidos e nos de todos os mamíferos. Testado em ratos, que têm um sistema auditivo muito semelhante ao humano, bastaram poucos segundos para o chip colher energia suficiente para começar a transmitir sinais ao cérebro do hospedeiro.

Basicamente, o aparelho possui uma conexão que penetra em uma membrana, que separa essa câmara cheia de íons de influências externas. Funcionando como uma bateria, a câmara fornece voltagem, que é colhida pelo chip. Estabelecida a corrente, circuitos no dispositivo fazem a conversão e passam a energia para capacitores. Os cientistas montaram o aparelho com um transmissor que envia leituras da energia gerada em tempo real.

Os íons presentes no ouvido servem para converter energia eletromecânica em sinais que o cérebro consiga entender. Ao “roubar” parte dessa energia, os pesquisadores precisaram ser muito cuidadosos: se o chip tomasse uma quantidade muito grande, comprometeria o funcionamento do órgão como um todo. Se usasse pouca, seria incapaz de transmitir sinais corretamente.

No fim de muitos testes, chegou-se a uma configuração precisa que, uma vez conectada ao canal auditivo, leva apenas de 40 a 240 segundos para carregar os capacitores o suficiente para que a tecnologia implantada comece a transmitir sinais. O salto é enorme em direção a um futuro de implantes eletrônicos que dispensem baterias.

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Via MIT

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