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17/01/2013 11h52 - Atualizado em 17/01/2013 11h52

Nasa desenvolve módulos espaciais infláveis

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

O futuro da exploração espacial na órbita terrestre ganhará um modelo completamente novo de operação. A Nasa repassou US$ 17,8 milhões à Bigelow Aerospace para que a empresa desenvolva e coloque em operação um projeto antigo: módulos espaciais habitáveis infláveis, que podem ser usados em conjunto com a Estação Espacial Internacional.

Mais leves e baratos, módulos infláveis seriam uma opção interessante para a exploração espacial em órbita terrestre (Foto: Reprodução)Mais leves e baratos, módulos infláveis seriam uma opção interessante para a exploração espacial em órbita terrestre (Foto: Reprodução/Nasa)

A ideia pode parecer um contrassenso, dada a aparente fragilidade de uma estação espacial construída com material inflável, mas o projeto não é algo novo: a própria Bigelow Aerospace desenvolve a ideia dos módulos infláveis desde 1998 e, em 2006 e 2007, teria até testado com sucesso modelos protótipos na baixa órbita terrestre.

Na última quarta-feira (16), a Nasa revelou os detalhes do projeto. O BEAM (sigla em inglês para Módulo de Atividade Expansível Bigelow) será levado ao espaço pelo foguete particular SpaceX em uma missão que deve ocorrer em 2015. Quando a capsula pressurizada chegar perto da Estação Espacial Internacional, um braço mecânico buscará o módulo inflável e fará a instalação da unidade. Uma vez fixado na Estação, os astronautas liberarão o gás que irá inflar o módulo.

O design dos módulos infláveis da Bigelow é baseado em um antigo projeto da Nasa, que acabou sendo abandonado. Cada um pesará 1,3 toneladas e, quando totalmente cheio, terá 4 metros de comprimento e 3,2 m de largura. As dimensões do módulo são bem pequenas neste caso porque ele será usado apenas para testes da viabilidade de um habitáculo feito de material muito menos rígido e denso que o metal.

Nos tempos em que estudou a ideia do módulo inflável, a Nasa descobriu que o material mais macio era mais eficiente do que paredes rígidas na hora de resistir a impactos de micrometeoritos, principal risco enfrentado pela Estação Espacial Internacional que é, em grande parte, montada com estruturas metálicas.

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Via Nasa

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