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04/01/2013 10h30 - Atualizado em 04/01/2013 10h30

Vagrant Story, a 'saga' que nasceu e morreu no PSOne

Felipe Vinha
por
Para o TechTudo

Considerado um dos grandes clássicos do primeiro PlayStation, o RPG de ação Vagrant Story é até hoje um dos melhores títulos lançados pela produtora Square Enix, mas por algum motivo nunca ganhou uma continuação ou nova versão.

Vagrant Story era um belo jogo de PSOne (Foto: Reprodução)Vagrant Story era um belo jogo de PSOne (Foto: Reprodução)

O game saiu originalmente em 2000, mais ou menos no final da era do PSOne, quando o PS2 já estava chegando nas casas dos jogadores. Ainda assim ele marcou época por ter bons gráficos, um desafio digno dos jogos mais difíceis e também uma história que até hoje emociona muita gente, por conta de suas surpresas e reviravoltas.

Curiosamente, Vagrant Story se passa no mesmo mundo de jogos como Final Fantasy Tactics e Final Fantasy XIII – Ivalice. Este é um mundo criado pela Square Enix e que acabou sendo utilizado em alguns dos seus games, ainda que estes títulos não apresentem qualquer outra ligação.

Para ser mais preciso, a história de Vagrant Story se passa em um reino de Ivalice conhecido como Valendia, nas ruínas da cidade de Leá Monde. A saga é centrada no herói Ashley Riot, agente de elite conhecido como Riskbreaker, que vai até Leá Monde para tentar descobrir uma conspiração contra o reino.

Vagrant Story tinha uma história muito bem contada (Foto: Reprodução)Vagrant Story tinha uma história muito bem contada (Foto: Reprodução)

Como você pode imaginar, ao chegar no local a coisa toda é deflagrada e Ashley se envolve em uma grande aventura com conspirações reais, traições, amizades, inimizades e assassinatos nas castas mais altas da sociedade. Mas, apesar de ter uma história de primeira, a graça de Vagrant Story está em sua jogabilidade.

O game é altamente focado no combate, que é bem complexo, e na criação, modificação e desenvolvimento de armas e habilidades para o personagem principal, que é o único personagem controlado pelo jogador durante toda a aventura. Também há espaço para resoluções de quebra-cabeças e pontos de estratégia.

O sistema de combate, como citamos, é um dos principais atrativos do jogo, principalmente por ter uma complexidade em nível bem diferente dos jogos da época. É possível, por exemplo, decidir qual parte do corpo do inimigo atacar, seja cabeça, tronco, braços ou pernas. Claro que atacar determinado ponto influencia o desfecho da luta, e assim Ashley pode sair vitorioso mais facilmente ou não.

Os gráficos eram o forte no jogo (Foto: Reprodução)Os gráficos eram o forte no jogo (Foto: Reprodução)

Os ataques são baseados na barra de Risk, que funciona como uma forma de concentração para Ashley. Quanto mais ataques, a barra cresce e deixa Ashley “Menos concentrado”, reduzindo assim suas chances de acerto e força dos golpes. Apesar dos ataques serem livres, o Risk funciona como um tipo de equilíbrio.

Essa complexidade foi inserida no game justamente para diferenciá-lo da maioria dos jogos da época, para torná-lo único frente a outros RPGs de ação, que se assemelhavam mais com a série Zelda do que qualquer outro título (a série Alundra, por exemplo). Além de golpes físicos, Ashley também pode utilizar magia, mas também de forma mais limitada, o que não era comum em jogos do tipo. Para aprender uma nova magia é preciso encontrar um livro (Grimoire), por exemplo.

Porém, a jogabilidade de Vagrant Story não é baseada apenas nos combates. O jogo conta com outros elementos, como uma boa exploração de calabouços (dungeons) e outras funcionalidades que deixavam esta experiência mais variada, como a possibilidade de saltar, modificar o ambiente para abrir passagens e , claro, a possibilidade de forjar armas e armaduras, para equipar em partes diferentes do corpo do herói.

Vagrant Story e seu combate eram destaque (Foto: Reprodução)Vagrant Story e seu combate eram destaque (Foto: Reprodução)

Além de jogabilidade e história de primeira, Vagrant Story também se destacava por conta de seus gráficos, algo surpreendente para o PSOne, ainda que para o “final de geração” do console. Os personagens eram bem detalhados e modelados. Nada de personagens com “cabeções” e corpos pequenos, como na série Final Fantasy, e sim com feições humanas e corpos proporcionais.

Alguns personagens tinham até mesmo expressões faciais e seus movimentos durante lutas e cenas de corte eram totalmente realistas. Tudo isso somado passava a verdadeira intenção de Vagrant Story, que era a de ser um jogo mais sério, mais voltado para quem curtia um desafio e não gostava muito dos jogos de RPG em geral da época.

Esta atmosfera é refletida até mesmo no design dos cenários, mais sombrios e “pé no chão” do que as construções “mágicas” de outros RPGs. As edificações lembram antigos castelos medievais e todos os calabouços tem um verdadeiro ar de masmorras, sem muitas variações, mas ainda assim bem interessantes.

Vagrant Story mostra o ataque de um inimigo contra Ashley (Foto: Reprodução)Vagrant Story mostra o ataque de um inimigo contra Ashley (Foto: Reprodução)

Apesar de ter vendido relativamente bem quando foi lançado, e de ter sido muito bem avaliado por diversos sites e revistas da época, Vagrant Story costuma ser um jogo relativamente desconhecido entre os gamers atuais. É verdade que o jogo teve alguns relançamentos feitos pela Square Enix, como versões adaptadas para PSP e PlayStation 3, na série “Clássicos de PSOne”, mas nunca uma continuação ou remake.

Desde Final Fantasy XII e de suas continuações no Nintendo DS não visitamos o mundo de Ivalice novamente, mas a Square Enix relançou recentemente Final Fantasy Tactics com um tipo de “soft remake” no PSP, que não chega a ser um remake completo, mas conta com adições. Resta aos fãs torcer para que Vagrant Story receba tratamento similar em um futuro próximo. Assim poderemos vivenciar novamente a inovadora aventura de Ashley neste mundo complexo e interessante.

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populares

  • Gleyson Teixeira
    2014-08-27T14:29:26

    Era um clássico mesmo. O melhor que joguei na epoca

  • Luís Silva
    2014-08-11T20:54:23

    Um dos melhores da Square!

  • Thiago Chimato
    2013-01-22T10:54:10

    Acertadamente é um dos melhores jogos do play, joguei-o várias vzs, abri todas as skills de todas as armas, até as de punho abri! tentei fazer 100% no mapa mas não rolou, sinal q tinha coisa pra descobrir...belos tempos de bons jogos... massa, jogo mto massa! a única coisa q me chateava era a falta de cgs, oq na época era um dos pontos fortes da Square, espero q role alguma remake... pelo menos!

  • Ricardo Teixeira
    2013-01-07T12:46:49

    O meu irmão e eu jogavamos muito esse jogo, era excelente! Eu ainda tenho o CD dele, depois desse post, vou jogar pelo Emulador do meu PC pela empolgação!

  • Jeferson Ferreira
    2013-01-05T11:01:08

    Não gosto de comentar, mas eu tava falando desse jogo hoje aqui no trabalho com um amigo, hehe muito bom !

  • Michely Bastos
    2013-01-05T10:28:57

    a variedade armas que era possivel se fazer era muito bom, um jogo que dava gosto de jogar

  • Allan Fernandes
    2013-01-04T17:17:42

    Com uma historia simplemente otima, bem acabada e sem buracos, faz com muitos jogos dito sérios de hoje não consegue o mesmo efeito (independente do genero do jogo). O esquema de defesa era espetacularmente divertido.

  • Danilo Assuncao
    2013-01-04T11:25:10

    Excelente Jogo, merece uma continuação nos gráficos atuais.

  • Leandro Paiva
    2013-01-04T14:26:34  

    Jogo TOP, juntamente com seus irmãos mais proximos, FF Tatics e FF12.

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    • Leandro Paiva
      2013-01-04T14:26:34  

      A square enix bem que poderia fazer um remake desse jogo, eu era viciado nele na epoca de psone