02/10/2013 07h30 - Atualizado em 18/05/2015 15h03

O que é drone e para que serve? Tecnologia invade o espaço aéreo

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

O drone é uma das tecnologias que mais tem chamado a atenção nos últimos meses. Equipados para resistir a trabalhos pesados e ambientes hostis, esses equipamentos podem ter diversas utilidades. No entanto, se você ainda tem dúvidas sobre o que é um drone e para que eles servem, não se preocupe. O TechTudo reuniu as principais informações sobre esta tecnologia.

Vale a pena comprar um drone? Entenda quais são riscos e benefícios

Dones são equipamentos que podem ser usados para multiplas funções (Foto: AFP)Drones são equipamentos que podem ser usados para multiplas funções (Foto: AFP)

O que é um drone?

A associação mais simples para entender o que são drones, e mesmo para que servem, é lembrar de brinquedos de controle remoto. O conceito é simples: com um controle via rádio, você pode manobrar um drone sem tocar nele. No geral, estes aparelhos são concebidos para realizar tarefas arriscadas ao ser humano ou ferramentas para trabalhos que ninguém quer realizar.

Essas características ajudam a entender como esses equipamentos se tornaram muito comuns entre aparatos militares e de vigilância. No entanto, há aplicações mais pacíficas, como no uso profissional de fotógrafos, resgates e limpeza de lixo tóxico. Conheça melhor algumas utilidades:

Profissional audiovisual

Storm Drone 4 foi criado para funcionar com uma GoPro e custa aproximadamente R$ 2300 no Brasil (Foto: Divulgação)Storm Drone 4 foi criado para funcionar com uma GoPro e custa aproximadamente R$ 2300 no Brasil (Foto: Divulgação)

Os drones tem sido muito adotados por fotógrafos e cinegrafistas como suporte para câmeras com o objetivo de fazer imagens aéreas de casamentos, atividades esportivas e outras festividades. No Brasil, é possível comprar alguns modelos em lojas específicas por valores que partem dos R$ 2 mil. Muito leves, esses aparelhos costumam ter baterias bem pequenas, o que reduz sua autonomia de voo para poucos minutos.

Trabalho sujo

Quando grandes volumes de material radioativo são liberados na natureza, é necessário coletá-los rapidamente. No entanto, como essas substâncias são altamente nocivas, drones podem ser empregados nesse tipo de trabalho. No Japão, por exemplo, o acidente de Fukushima desencadeou o desenvolvimento de diversas unidades para trabalhar em acidentes radioativos. Infelizmente, os primeiros protótipos só ficaram prontos quando o vazamento já estava fora de controle, mas isso não impediu o uso dos aparelhos.

O T-Hawk (à esquerda) foi usado em Fukushima para registrar imagens dos reatores danificados. No futuro, drones poderão ser usado na limpeza de material tóxico (Fotos: Engadget/CNN)O T-Hawk (à esquerda) foi usado em Fukushima para registrar imagens dos reatores danificados. No futuro, drones poderão ser usado na limpeza de material tóxico (Fotos: Engadget/CNN)

Na época do desastre, os japoneses mandaram um T-Hawk, drone equipado com câmeras, para capturar imagens do interior dos reatores danificados e estimar danos e estratégias de contenção dos vazamentos. Esse tipo de imagem seria impossível de se obter sem um drone, já que seres humanos não sobreviveriam a uma viagem até a área para informar os estragos e estimar caminhos de ação.

No ar 

Há ainda drones com uso mais ofensivo, armados para bombardear alvos militares. Assim como os modelos de vigilância, eles voam para áreas pré-determinadas, onde soltam bombas sobre os alvos. No geral, são aviões mais simples e a perda dessas máquinas, em virtude da defesa do inimigo, não representam grandes perdas. Afinal, o custo de uma aeronave não tripulada é muito inferior ao de aviões convencionais e a sua queda não representa custo humano.

É comum associar drones com suas aplicações militares e de vigilância (Foto: Reprodução/Wired.com)É comum associar drones com suas aplicações militares e de vigilância (Foto: Reprodução/Wired.com)

Para se ter uma ideia, um drone da Força Aérea Norte-americana pode custar entre 800 mil e US$ 1 milhão (Entre R$ 1,8 milhão e R$ 2,2 milhões). Enquanto isso, um caça pode chegar a US$ 65 milhões (cerca de R$ 145 milhões).

Drones no Brasil, é verdade? Comente no Fórum do TechTudo!

Em grandes eventos, como na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, há a promessa das autoridades brasileiras de que equipamentos semelhantes serão utilizados para vigilância e segurança.

Outras aplicações

Em certo sentido, satélites e sondas espaciais também podem ser considerados drones: são aparelhos com funções complexas, desenvolvidos para operar em ambiente hostil ao homem e controlados remotamente. Há, também, drones submarinos, que podem submergir a profundidades impraticáveis para submarinos tripulados.

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  • Ronaldo
    2014-11-17T10:12:15

    Comprei um Quadricoptero para fazer umas pequenas filmagens aéreas e tirar fotos do alto, quando for viajar. Peguei daqueles grandes, que são mais estáveis e seguros.

  • Benedito Filho
    2014-07-16T11:56:38  

    Concordo com regulamentação, mas chamar tudo que voa com asa rotativa de DRONE, é um perigo, assim como chamar qualquer pessoa de aeromodelista. É preciso lembrar que existem Quadricopteros, Hexacopteros e Octacopteros ou simplesmente Multirotores, DRONE são maiores, pesam bem mais tem grande autonomia e carregam equipamento de filmagem e armamento. Aeromodelistas, geralmente são filiados a alguma entidade e seguem suas regras, detestam que seus Helimodelos ou Aeromodelos sejam chamados de brinquedo ou que sejam comparados a pessoas que tentam burlar a lei jogando celulares em presídios.

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    • Benedito Filho
      2014-07-16T11:56:38  

      Oi Benedito, eu queria saber de vc o nome desse aparelho q eles relacionaram aos submarinos?

  • Elias Gomes
    2015-02-25T16:59:12

    "Done???" . Rodapé da primeira figura da matéria não seria "DRONE?" KKKKK

  • José Braga
    2014-09-03T10:18:45

    Bem, eu procurei para saber a diferença entre drone e vant. As explicações serviram para o que queria. Obrigado.

  • Multicopter
    2014-08-04T03:07:58

    teste

  • Lucio Matias
    2013-10-02T13:23:15  

    Pena que a ausência de legislação adequada no Brasil impeça sua utilização para fins comerciais, em especial os Micro RPAs do tipo Multirotor que operam fora do espaço aéreo brasileiro. Operar qualquer destes equipamentos com fins comerciais é ILEGAL hoje em nosso país. Precisamos da legislação sim, para ampliar a segurança da operação, mas uma boa dose de bom senso ajuda a separar drones de até 7Kg voando abaixo de 150 metros, dos drones com mais de 40 Kg disputando espaço com as aeronaves convencionais. Mão a obra ANAC! Ou vamos marcar toca mais uma vez?

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    • Lucio Matias
      2013-10-02T13:23:15  

      Luciano, pode me indicar qual? Gostaria de conhece-la.

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    • Lucio Matias
      2013-10-02T13:23:15  

      ALESSANDER COSTA Existem sim legislação sobre esse assunto.