Internet

30/07/2014 14h12 - Atualizado em 04/08/2014 16h40

‘Internet das coisas’: 70% dos aparelhos estão sujeitos a ataques, diz HP

Aline Jesus
por
Para o TechTudo

Uma pesquisa realizada pela HP Security Research levou à conclusão de que 70% dos aparelhos ligados à 'Internet das coisas' têm falhas graves de segurança e estão sujeitos a ataques de hackers. Durante os testes, foram analisados os 10 tipos de aparelhos mais  utilizados atualmente para esse tipo de uso e foi encontrado um total 250 vulnerabilidades. 

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TVs e home theaters são altamente sensíveis a variações bruscas de tensão (Foto: Reprodução/Rudnick)Smart TV foi um dos dispositivos testados pela HP (Foto: Reprodução/Rudnick)



A 'Internet das coisas' ainda é um conceito em desenvolvimento e consiste em uma rede de aparelhos usados no dia a dia ligada a uma base de dados e à Internet, permitindo a comunicação entre todos esses objetos. Dentre eles estão carros, eletrodomésticos, smartphones, tablets e muito mais.

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Foram analisados, durante três semanas, dispositivos como TVs, webcams, termostatos, controladores de sprinkler, hubs para controle de vários dispositivos, fechaduras, balanças alarmes e abridores de portas de garagem. A maioria deles tinha algum tipo de serviço de hospedagem na nuvem e todos eram integrados com apps que permitiam o controle remoto por dispositivos móveis.

Geladeira possui aplicativos para ajudar o usuário a se alimentar melhor (foto: Divulgação/Electrolux) (Foto: Geladeira possui aplicativos para ajudar o usuário a se alimentar melhor (foto: Divulgação/Electrolux))Atuamelmente, diversos eletrodomésticos são ligados a apps e à Internet (foto: Divulgação/Electrolux)


Em média, foram encontradas 25 falhas por dispositivo, totalizando 250 vulnerabilidades. Problemas de privacidade, autorizações insuficientes, falta de criptografia de transporte de dados, interface web insegura e softwares de proteção inadequados foram alguns dos erros encontrados.

Dos aparelhos testados, 90% exigiam pelo menos uma informação pessoal, 70% usavam os serviços sem criptografia, permitindo identificação de dados em ataques, e 80% não pediam senhas seguras. Além disso, 60% dos aparelhos não usavam criptografia para a atualização ou download de softwares e o mesmo percentual levantou preocupações sobre a interface web (como sites de hospedagem na nuvem e apps), que seriam facialmente acessáveis por hackers


 “Esperamos que este estudo ajude consumidores, corporações e fabricantes a ganhar um nível mais alto de entendimento em relação ao risco que correm com a segurança da 'Internet das coisas', e a colocar o foco em algumas das falhas destacadas no relatório nas decisões que tomarem futuramente”, pede a HP.

De acordo com a companhia, para evitar ser pego de surpresa por programas e pessoas mal-intencionadas, é importante realizar alguns procedimentos, como realizar, periodicamente, revisão de segurança do dispositivo e todos os componentes associados. Também é fundamental, segundo a empresa, atualizar sempre os softwares do produto.

Houve, recentemente, identificações de vários casos específicos de produtos que não são tão seguros quanto parecem na “Internet das coisas”. Smart TVs, por exemplo, são um campo em que ainda há muitas vulnerabilidades. Até as lâmpadas inteligentes podem ser hackeadas. Por isso, é preciso tomar muito cuidado antes de se conectar à Internet com estes aparelhos da “nova geração”.

Via HP

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  • Herbertt Rabelo
    2014-07-30T17:17:53

    Não sendo um ataque Russo, tá tranquilo.

  • Antonio Souza
    2014-07-30T14:57:18

    Penso que o "menino do computador" vai mesmo ter que consertar TV, chuveiro, impressora, torradeira, geladeira, smartphone, cafeteira, fechadura, etc., etc.. Se a maioria dos usuários não consegue lidar com um sistema operacional frágil tipo o Windows, imagina ter uns 10 aparelhos sofrendo ataques de todos os tipos e de todos os lados. Coitado do técnico que for dar suporte para esse tipo de usuário.