05/02/2015 17h02 - Atualizado em 05/02/2015 17h38

CPBR8: censo de games revela que 82% dos brasileiros jogam no celular

Melissa Cruz Cossetti
por
da Campus Party 2015.

A Pesquisa Game Brasil 2015, divulgada na Campus Party 8, no Palco Marte, mostra que a plataforma mais popular atualmente é o smartphone, nas mãos de 82% dos jogadores entrevistados. Outro dado importante no estudo, realizado pela Sioux e pela Blend New Research e que ouviu brasileiros nos 25 estados e no Distrito Federal, é que o público feminino segue crescendo e já beira os 50% da comunidade.

Acompanhe a cobertura completa da Campus Party 2015

Apresentação da pesquisa no Palco Marte na CPBR 8 (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Apresentação da pesquisa no Palco Marte na CPBR 8 (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

A Microsoft lidera na preferência dos brasileiros com o Xbox 360, o mais popular entre os consoles, superando o PlayStation e o PlayStation 3, da Sony. O velho Wii, da Nintendo, segue esquecido e decadente na lista de desejo dos gamers no país. 

Smartphones, jogando com a mobilidade

Embora os smartphones apareçam como plataforma mais popular, o gamer brasileiro ainda é visto com um perfil multiplataforma. Com celulares alcançando 82,8% da amostra, os dispositivos móveis ultrapassam computadores e notebooks, que eram liderança em 2013, com 71,3%, e consoles, com 56,2%. Outro recorte a ser feito é dos tablets, que aparecem na resposta de 37,4% dos jogadores, sete pontos percentuais a mais que no ano anterior. Fica evidente que mobilidade é um fator determinante para muitos.

Com o público gamer ficando mais velho, em idade economicamente ativa, e abrangendo adultos de várias faixas de idade, um novo fator fica evidente nas pesquisas: 86,2% do uso de jogos acontece em deslocamentos, o que explica a preferência por plataformas móveis como smartphones e tablets.

O Fifa 15 rodou tranquilamente no Xperia T3 (Foto: Laura Rezende /TechTudo)Os usuários cada vez mais optam pelos games no smartphone (Foto: Laura Rezende /TechTudo)



No mundo dos celulares, os aplicativos mais baixados são jogos (78,1%), seguidos por outras formas de entretenimento (58%), fotografia (45,8%) e comunicação (45,1%). Ainda de acordo com a pesquisa, a frequência com que se baixa jogos semanalmente é de 33,5%. Nos tablets, 91,2% tem o costume de baixar jogos, 38,4% todas as semanas. As notícias, porém, não são tão boas para a indústria. Dos “jogadores de celular”, 75% consomem apenas jogos gratuitos, gerando um desafio para desenvolvedores.

“O mercado mobile se consolida como a maior plataforma de jogos, porém a barreira da compra continua sendo o maior desafio para quem desenvolve, uma vez que 75% das pessoas só faz download gratuitos” – afirma Guilherme Camargo, CEO da Sioux.

Quem paga por jogos móveis? Apenas 21% afirmou baixar algum item ou game pago. O principal motivo apontado por 57,3% dos entrevistados é de que “sempre existem outras opções gratuitas”. A maioria, porém, aceita jogos grátis com anúncios (66,4%), mas apenas 35,6% deles acham que a publicidade inserida no jogo não atrapalha a performance. O Android continua sendo o mais popular entre os games com 75,2%, seguido do iOS (iPhone) com 11,1%. O Windows Phone (Microsoft) fica com 7%. Sobre marcas, empate técnico: 33,6% prefere a Apple, e 33,2% a Samsung. Nos tablets, o Android é líder com 78,8%, contra 16,4% do iOS. Questionados sobre marca, reina o iPad, com 51,4%, e Galaxys, com 35,7%.

Smart TVs e os games fora do console

Mas que acha que os games estão restritos aos smartphones, PCs e consoles está enganado. Com aparelhos smart e a Internet das Coisas, a tendência desse cenário é de se fragmentar ainda mais. Em 2015, houve expansão das Smart TVs. Os televisores conectados e inteligentes, capazes de rodar aplicativos e jogos, aparecem na pesquisa com algum impacto. “A novidade ficou por conta da expansão das Smart TVs que já aparecem também como uma plataforma para jogos com 6,1%”, afirma Lucas, da Blend Research International.

Mulheres, faixa etária; quem joga no Brasil?


Foco de preconceito e julgamento por parte do público gamer, as mulheres seguem se posicionando como fortes consumidoras de jogos no Brasil. Na pesquisa anterior, o público feminino representava 41% dos gamers no país. Hoje, de acordo com a segunda fase da pesquisa, essa fatia cresceu para 47,1%, permeando todas as plataformas. A faixa etária mais representativa é de 25 a 34 anos (41,1%).

Entre homens e mulheres, menos de 10% se considera “gamer de verdade". A baixa autoestima diz respeito ao jogo casual, sem compromisso. “Apesar de toda a popularidade da categoria games em ambos sexos e idade, apenas 9,3% se consideram 'gamers de verdade' uma vez que a grande maioria joga como uma forma de entretenimento casual”, reforça Guilherme Camargo, da Sioux.

Meu pai, minha mãe, meu player 2

Entre os entrevistados que tinham filhos, 90,6% afirmaram jogar. Quando esses dividem o mesmo dispositivo ou jogo, 82,1% tem o costume de jogar simultaneamente. A diversão em família revela aque nenhum dos pais e mães entrevistados se opões ao fato dos filhos jogarem videogame em qualquer idade.

“Os gamers dos anos 80 já constituem família e a cultura de jogos eletrônicos entra de maneira natural em seus filhos, sem o medo ou preconceito da geração dos seus pais”, conclui Guilherme Camargo.

Qual é a melhor atração da Campus Party 2015? Comente no Fórum do TechTudo.

A maioria, 71,2%, aprovam que seus filhos usem videogames, mas optam por ficar por perto e fazer algumas ressalvas. Dos pais, 61,8% controla o que está sendo baixado ou jogado,  48,9% controla o tempo de duração de partidas e 35,1% o horário da diversão. Um terceiro fator, sobre com quem estão jogando, preocupa 22% dos pais. Outros 14,4% dos pais entrevistados afirmaram não fazer qualquer tipo de controle da atividade.

Old school? Xbox Live e PSN perdem para o varejo

Como novidade, este ano a pesquisa mergulhou nos mundo dos consoles e trouxe dados animados para o Xbox. A versão Xbox 360 é a mais popular (42,9%), superando a dupla Playstation 2 (38,9%) e PlayStation 3 (30,3%). Entre os consoles da oitava geração de videogames, lidera o PlayStation 4 (10,4%), seguido do Xbox One (7%) e Wii U (2,2%).

Xbox One completa 1 ano de vida; confira a trajetória do console (Foto: Reprodução/Débora Magri) (Foto: Xbox One completa 1 ano de vida; confira a trajetória do console (Foto: Reprodução/Débora Magri))Xbox One perde para o PlayStation 4 na pesquisa publicada (Foto: Reprodução/Débora Magri)

Entre os consumidores, 63,9% comprou no varejo oficial, seguido de 17,2% em mercados paralelos de usados e sites de leilões e 14% em viagens internacionais. A maioria prefere as lojas oficiais por causa da garantia (71,2%) e parcelamentos (14,4%). Entre os que compram fora do país, 98% é motivado pelo preço, e 2% pela disponibilidade imediata em lançamentos.

A compra de jogos ainda permanece física. Dos que compram mídias, 52,7% prefere o varejo, 33,3% lojas online e apenas 7,6% compram em plataformas online como Xbox Live e PlayStation Network. 45,7% dos entrevistados compram jogos usados, a motivação pode ser o preço baixo (77,9%) ou a possibilidade de usar o game como moeda de troca (16%).

Pesquisa revela os novos hábitos dos gamers  (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Pesquisa revela os novos hábitos dos gamers. Os consoles estão perdendo espaço (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

Jogando em português

Entre regular, bom e excelente, os brasileiros entrevistados se dividiram em 40%, 36,1% e 17,1%, quando questionados sobre a qualidade dos jogos dublados. O melhor lançamento de 2014, baseado em preço, disponibilidade, localização e jogabilidade para o país foi o GTA IV, com 30,1% da preferência, seguido do FIFA 2015 com 23,9% e do Assassins Creed com 19,9%. De todos os lançamentos disponíveis no Brasil, as modalidades preferidas foram ação/tiro (32,8%), aventura (26,9%) e futebol (17,4%).

PC gamer, customização e mais de uma tela

A Microsoft está aí com o Windows 8 na praça e trabalhando no novo Windows 10. Mas, o sistema operacional mais popular entre os games ainda é o bom e velho Windows 7 (44,2%). A versão atual, 8, segue um pouco atrás (33,9%).

Campus Party (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)PC's customizados na Campus Party 2015 (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

Nem todos são fãs do PC gamer, sendo o notebook o dispositivo mais usado (68%), e a grande maioria joga apenas com uma tela (90,6%). Mas há quase 10% que levam a sério rodear a máquina com monitores para ter um melhor desempenho. Os fãs de computadores customizador afirmam que poder alterar a máquina é a principal vantagem (25,8%), seguido pelo fato, também, de seus jogos clássicos e prediletos estarem disponíveis apenas em versões para computado (20,6%)r.

Quem joga no PC prefere comprar jogos no varejo online (40,1%), seguido pela loja física (34%), micro-transações dentro de jogos (11,2%) e um outro novo e crescente grupo (7%) pela plataforma Steam.

A divulgação da pesquisa, que está em sua segunda edição (a primeira foi feita pela primeira vez em 2013) acontece nesta quinta-feira (5), em São Paulo, na Campus Party 2015, no Palco Marte, na presença de Guilherme Camargo, CEO da Sioux e por Lucas Pestalozzi, presidente da Blend New Research, ambos responsáveis pelo primeiro painel realizado em 2013.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares

  • Elton Freitas
    2015-02-06T11:09:28

    Engraçado, eu não jogo no celular. Me sinto excluído

  • Hugo Souza
    2015-02-06T09:24:47

    O problema é que quem joga candy crush no celular é considerado gamer, é o mesmo que dizer que quem ouve restart é considerado roqueiro...