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05/02/2015 15h59 - Atualizado em 05/02/2015 20h06

CPBR8: 'Tecnologia é assunto vendido para homens', diz ativista da Mozilla

Laura Martins
por
Da Campus Party 2015

Ser mulher no mundo da tecnologia pode ser mais complicado do que parece. Para Melissa Devens, do projeto Women & Mozila (WoMoz), o público feminino é taxado ou de inferior aos homens, ou de maneira sexualizada na maior parte do tempo, sobretudo na Internet. Por isso, em entrevista ao TechTudo, Devens defendeu uma mudança profunda na cultura da tecnologia em geral.

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Melissa Devens fala de preconceitos na tecnologia (Foto: Foto: Laura Martins/Techtudo)Melissa Devens fala de preconceitos na tecnologia (Foto: Foto: Laura Martins/Techtudo)


Segundo a especialista, a área, que é tradicional domínio de homens, carrega preconceitos e julgamentos sobre as meninas. Tanto para aquelas que buscam apenas se divertir quanto outras que buscam espaço profissional. “Às vezes as mulheres têm vergonha de aparecer em eventos de tecnologia por se sentirem inferiores aos homens, por sentirem que não têm tanto conhecimento”, alerta.

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Melissa frisa que a atenção especial não deve ser somente para o caso das mulheres, mas para outros grupos. O foco acaba caindo sobre o público feminino exatamente por serem a maioria da minoria. “A web tem que ser feita para todos. A mulher não tem que olhar e se sentir mulher, ela tem que se olhar e se sentir ela mesma”, afirma.

A mudança cultural da tecnologia, defendida por Devens, inclui tanto os usuários quanto a indústria. “Tecnologia é um assunto que não é vendido para as mulheres, mas para os homens”, critica. É por isso que as mulheres e outros grupos de minorias (como os homossexuais) não se veem nesse mundo, ou se sentem excluídos dos processos.

A web tem que ser feita para todos 
Melissa Devens, WoMoz

Felizmente, aos poucos o cenário está mudando, segundo a representante do WoMoz. As discussões sobre o tema estão crescendo e empresas estão montando projetos que facilitem o ingresso de mulheres.

É o caso do projeto onde Melissa trabalha, que foi iniciado em 2009, mas perdeu força e foi retomado no ano passado. Para se ter noção, a primeira tentativa contava apenas com uma mulher no projeto brasileiro, e hoje o time formado por elas já são nove. O foco é fazer com que mais mulheres se juntem ao cenário e, principalmente, se sintam à vontade para fazer parte. Sem precisar se "esconder".

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