Mouse

23/06/2015 07h00 - Atualizado em 10/08/2015 13h20

Mouse: conheça a história deste periférico tão importante atualmente

Felipe Alencar
por
Para o TechTudo

O mouse é um dos itens mais imprescindíveis em um PC. Se você trabalha em frente a um computador, boa parte do seu tempo deve ser manuseando o periférico. Se você está lendo esse texto em computador desktop, provavelmente deve estar com a mão sobre o mouse agora. Peço que você, a partir de agora, utilize apenas o scroll do seu mouse para ir descendo esta página enquanto conhece um pouco mais sobre a história e surgimento deste discreto, porém importante periférico de nossas máquinas.

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Mouse sem fio M280, da Logitech (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)Mouse sem fio M280, da Logitech (Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)

Indicador de Posição X-Y para Sistemas com Tela – O QUÊ!?

Você sabia que o nome técnico do mouse, segundo sua patente, é Indicador de Posição X-Y para Sistemas com Tela? Pois é. Ele levou esse nome pois funcionava com duas engrenagens que registravam as posições horizontais e verticais do cursor. Como talvez você saiba, a posição do cursor é representada num gráfico de duas linhas, onde a linha horizontal é X e a linha vertical Y.

O nome “mouse” ou “rato”, em inglês, surgiu depois. Devido ao seu formato e ao fio que saía dele, que lembrava o rabo de um camundongo, o Indicador de Posição X-Y para Sistemas com Tela acabou ganhando o apelido de mouse. Apesar desse nome estranho, o embrião do mouse é mais estranho ainda.

Surgimento para fins militares

O primeiro protótipo do mouse surgiu em 1952, e foi criado para o Comando Marítimo das Forças Canadenses. Em parceria com várias empresas e universidades, as forças armadas canadenses criaram uma máquina que compartilhava dados de sonares e radares em tempo real. Assim, em combate, os soldados poderiam ter uma visão unificada do campo de batalha. Este protótipo se chamava DATAR.

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O interessante sobre a DATAR é que, para enviar os dados de sonares e radares, os utilizadores utilizavam uma trackball, semelhante a dos mouses domésticos mais antigos. Porém, a bola usada no DATAR era, literalmente, uma bola de boliche que era acoplada à máquina.

Douglas Engelbart, o pai do mouse

Douglas Engelbart: o criador do mouse (Foto: Reprodução/YouTube)Douglas Engelbart: o criador do mouse (Foto: Reprodução/YouTube)

O pesquisador Douglas Engelbart, do Instituto de Pesquisa de Stanford, desenvolveu, de maneira independente, o primeiro protótipo de um mouse nos moldes em que o conhecemos hoje. Tratava-se de uma caixa de madeira com um botão vermelho na parte superior dela. Da parte inferior saía um cabo que lembrava muito o rabo de um rato. Daí começou a surgir o nome mouse.

Porém, Engelbart estava trabalhando nesse projeto por volta do ano de 1963. Nessa época, os computadores ainda usavam cartões perfurados e outros métodos de entrada muito rústicos. Interfaces de usuário ainda eram muito raras, mesmo as que exibiam apenas texto. Elas só viriam a surgir anos depois, com os projetos da Xerox, que também adotaria o mouse. Devido a isso, Douglas Engelbart não pôde dar prosseguimento ao seu projeto, pois não havia uma necessidade real.

1970 e os primeiros mouses comerciais

O primeiro mouse da Xerox, com três botões (Foto: Reprodução/YouTube)O primeiro mouse da Xerox, com três botões (Foto: Reprodução/YouTube)

Em 1970, uma empresa alemã, chamada Telefunken, começou a vender, junto com seus computadores, o primeiro mouse comercial do mundo. Após ter comprado a patente de Douglas Engelbart, ela lançou o Rollkugel, equivalente a “bola deslizante” em alemão. Tratava-se de um mouse que, em seu interior, possuía uma esfera que registrava as coordenadas X,Y do cursor.

Em 1973, a empresa Xerox Alto também começou a vender seus computadores com muitas inovações para a época, tais como a interface gráfica, redes ethernet, servidores de arquivo e servidores de impressão.

O primeiro PC a usar um mouse da Xerox foi o Alto, lançado em 1983, e já pensado para o uso do mouse, cujo cursor interagia com a interface gráfica do dispositivo. Outra máquina que ficou famosa na época foi a Xerox Star, por ser mais completa e englobar funções que usamos até hoje, tais como as redes Ethernet.

A Apple entra na brincadeira

A empresa de Steve Jobs também resolveu desenvolver seu próprio mouse. Na verdade, era a mesma ideia da Xerox. A diferença é que o mouse do computador Apple Lisa, lançado em 1983, contava apenas com um botão. Esse padrão se mantém até hoje na Apple. Os mouses comercializados pela companhia possuem apenas um botão para executar as mais diversas ações.

A era dos mouses ópticos

Os mouses ópticos vieram para ficar (Foto: Karla Freire/TechTudo)Os mouses ópticos vieram para ficar (Foto: Karla Freire/TechTudo)

É quase certo que o mouse que você usa hoje seja do tipo óptico. A primeira vez que eles chegaram ao mercado foi em 1999, pelas mãos da Microsoft. A empresa fundada por Bill Gates criou o IntelliEye, um mouse que ao invés de usar a famigerada “bolinha”, utilizava um LED infravermelho, que poderia ser usado em qualquer superfície.

A evolução foi muito bem recebida. Dentre as vantagens dos mouses ópticos para os modelos mecânicos está de que não é mais necessário abrir o periférico para limpeza. Antes, ao longo do uso, muita poeira ia para dentro do mouse através da bolinha. Com o tempo, a poeira acumulava e a bolinha do mouse já não girava tão bem quanto antes. Assim, era necessário abrir o dispositivo para limpá-lo.

Hoje os mouses já não acumulam mais poeira por dentro e a velocidade e tempo de resposta deles estão muito melhores.

Os mouses da atualidade

Mouse da Razer com 12 botões configuráveis (Foto: Divulgação/Razer) Mouse da Razer com 12 botões configuráveis (Foto: Divulgação/Razer)

Atualmente, os mouses podem assumir outras funções além de apenas clicar e mover objetos na tela. Principalmente os mouses gamers podem efetuar uma série de ações. Muitos deles possuem mais de 20 botões e realizam uma infinidade de ações dentro de jogos e em vários programas.

Mas, no futuro, quem sabe os mouses também sejam aposentados e passemos a interagir com nossos computadores através de gestos ou comandos de voz. Apenas o futuro dirá.

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