21/12/2015 06h00 - Atualizado em 21/12/2015 06h00

Luva robótica promete ajudar pessoas cegas e 'enxergar' com as mãos

Barbara Mannara
por
Para o TechTudo

Para ajudar os deficientes visuais a ter uma visão mais clara com as mãos, uma luva robótica inteligente, equipada com sensores táteis para detectar objetos, está sendo desenvolvido. O aparelho foi divulgado na última quinta-feira (17) e criado em conjunto por pesquisadores da Universidade de Nevada e Arkansas, nos Estados Unidos.

Estudante cria luva ‘smart’ que transforma linguagem de sinais em som

A ideia do projeto é avançar com a tecnologia para ajudar pessoas e também ter um equipamento mais completo para ser aplicado em diferentes dispositivos e robôs.

Pesquisadores de Universidades americanas apresentam projeto de luva robótica para deficientes visuais (Foto: Divulgação/Unr)Pesquisadores de Universidades americanas apresentam projeto de luva robótica para deficientes visuais (Foto: Divulgação/Unr)

Para começar, o design em formato de “luva” foi pensado para deixar o uso mais prático no dia a dia, com um encaixe simples nas mãos e visual leve. O dispositivo inteligente permite fazer uma leitura completa do ambiente e de objetos, já que agrega diferentes tipos de sensores para medir temperatura, táteis, além de oferecer microfone embutido e câmeras com alta qualidade de imagem.

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O interessante é que todos esses dados são revertidos para o usuário por meio da luva, como um sistema independente, com retornos de voz ou táteis. Assim, o usuário pode ter uma ideia de como é formulado o ambiente, com localização, formato ou tamanho de determinado item. As ações ajudariam deficientes visuais a “ver” os locais e ter uma noção do espaço, objetos ao seu redor, com uma descrição inteligente.

O equipamento, segundo os pesquisadores, ainda garante a segurança do usuário, indicando a melhor forma de interagir com determinado item. O projeto ainda está sendo testado e não há previsão sobre a disponibilidade no mercado. Para formular a luva, os cientistas levaram cerca de três anos, teve custo de cerca de US$ 820 mil (cerca de R$ 3,2 milhões) e envolveu profissionais de biomedicina, eletrotécnica e engenheiros de sistemas das Universidades. O recurso por ser ainda utilizado para equipar robôs futuramente, dando uma melhor percepção do espaço com os sensores e ampliando as funcionalidades.

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Via Unr.edu

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