04/03/2016 08h34 - Atualizado em 04/03/2016 10h34

Ponte Rio-Niterói recebe homenagem do Google nesta sexta-feira

Thiago Barros
por
Para o TechTudo

A Ponte Rio-Niterói completa 42 anos nesta sexta-feira, 4 de março de 2016, e o Google prestou uma homenagem a este símbolo do estado do Rio de Janeiro com um Doodle na sua página principal. A imagem é um desenho da ponte com as letras da marca “Google” sendo exibidas como sombras dos famosos pilares do local, construído sobre a Baía de Guanabara para interligar os municípios de Rio de Janeiro e Niterói.

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O Doodle de hoje é exclusivo para o Brasil e foi criado pelo ilustrador convidado Patrick Leger. O desenho mostra parte da paisagem da Ponte Rio-Niterói, sobre a Baía com uma mistura entre natureza e prédios ao fundo. Ela tem 13,29 km de tamanho, sendo 8,83 km deles sobre a água e o tempo de travessia é de 13 minutos, sem engarrafamento. A Cartão-postal do Rio de Janeiro, já faz parte da rotina de tantos fluminenses que é chamada simplesmente de “Ponte” por muitas pessoas no estado. 

Doodle do Google tem homenagem a Ponte Rio-Niterói (Foto: Reprodução/Google)Doodle do Google tem homenagem a Ponte Rio-Niterói (Foto: Reprodução/Google)

A história da Ponte Rio-Niterói

A Ponte Rio-Niterói, que na verdade se chama Ponte Presidente Costa e Silva, afinal foi construída pela administração do Presidente, foi autorizada em 23 de agosto de 1968. O seu projeto foi idealizado por Mario Andreazza, então Ministro dos Transportes. A obra teve o seu início simbólico em 9 de novembro daquele ano, com direito à presença da então Rainha do Reino Unido, Elizabeth II.

A obra demorou pouco menos de seis anos para ser concluída, e foi entregue no dia 4 de março de 1974. Ou seja, 42 anos atrás. Considerada a maior ponte em concreto protendido do hemisfério sul e a 11ª maior ponte do mundo, a Ponte Costa e Silva já foi até a segunda maior do planeta, na época de sua construção.

Construção da ponte teve polêmicas (Foto: Antonio Nery/Ag. O Globo)Construção da ponte teve polêmicas (Foto: Antonio Nery/Ag. O Globo)


A Ponte recebe atualmente mais de 150 mil passageiros por dia, segundo informações da concessionária Ecoponte, em fluxos normais. E, além desta conexão Rio-Niterói feita por muitos trabalhadores diariamente, ela também se tornou um símbolo da saída do carioca, nos feriados, para a Região dos Lagos. Afinal, é o caminho para sair da cidade e ir até as rodovias que ligam às praias.

Polêmicas na Construção

A construção da Ponte Rio-Niterói foi um marco para a época. Pelo projeto, preparado por um consórcio formado por Noronha Engenharia que planejou os acessos, e pela Howard, Needles, Tammen and Bergendorf, que idealizou os vãos principais em estrutura de aço, incluindo as fundações e os pilares.

O canteiro principal se localizava na Ilha do Fundão, e alguns outros em Niterói. A grande estrutura foi fabricada na Inglaterra em módulos. A fabricação final se deu na Ilha do Caju, na Baia de Guanabara. Foi um trabalho enorme, especialmente para a época, e que ficou também marcado por um polêmica.

Passaram-se 1.890 dias entre a assinatura da autorização da mesma e a conclusão, mas 80% da obra foi feita nos 720 dias finais, por conta de uma mudança no consórcio que foi responsável. Neste ritmo acelerado e sem condições para se trabalhar como há hoje, os operários da construção enfrentaram diversos problemas.

Trabalhavam em locais muito altos, sobre as águas com até 20 metros de profundidade e poucos cuidados com a segurança. E, claro, houve acidentes. Oficialmente, conta-se 33 mortes durante a obra. Porém, há relatos de que teria havido muito mais, em torno de 400 fatalidades, mas que a maioria foi abafada pelo regime militar.

Presidente Costa e Silva

Artur da Costa e Silva foi o vigésimo sétimo Presidente da República no Brasil, e segundo da ditadura militar. Governou entre 15 de março de 1967 e 31 de agosto de 1969. Foi sob sua administração que foi promulgado o AI-5, que permitiu o fechamento o Congresso e a cassação de políticos, e institucionalizou a chamada repressão.

Posse do Presidente Costa e Silva, em 1967 (Foto: Foto: Arquivo/Agência Senado)Posse do Presidente Costa e Silva, em 1967 (Foto: Foto: Arquivo/Agência Senado)

Pouco antes de falecer, tinha planos de realizar uma reforma da Constituição, que incluiria a extinção do AI-5. Porém, uma semana antes da data prevista para assinar sua emenda, sofreu um derrame cerebral e foi sucedido por uma Junta Governativa Provisória. Veio a falecer poucos meses depois, e o projeto foi esquecido, abrindo caminho para a Emenda Constitucional 1, que deu posse ao general Médici.

Conheça a história dos Doodles do Google: 


Via GoogleO GloboEcoponte e Wikipédia


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  • Wellington Pablo
    2016-03-04T23:11:20  

    Minha professora de sociologia falou que há tantos corpos nessa obra que quando as pessoas morriam no RJ os corpos não eram nem levados no cemitério mais eram levados na construção da ponte para serem enterrados junto ao cimento. Ela também disse que seus amigos estimavam 150 mil cadáveres na época.

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    • Wellington Pablo
      2016-03-04T23:11:20  

      Entre com um processo em memoria de seus familiares, Wellington Pablo!

  • André Miguel
    2016-03-04T21:47:44  

    Belo exemplo da competência do regime militar. Outro exemplo são os colégios militares, sinônimos de qualidade no ensino.

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    • André Miguel
      2016-03-04T21:47:44  

      Coitado sabe nem o que está falando, perde-se a conta de quantas pessoas que eram contra o regime estão enterradas nesse 'espetaculo'.

  • Jhonatan Dias
    2016-03-04T16:55:26  

    No regime militar as obras saíam do papel!

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    • Jhonatan Dias
      2016-03-04T16:55:26  

      Saiam do papel, porque os órgãos de controle eram suprimidos(à força), pois o regime legava a eles apenas o papel de "acompanhantes" do que se fazia.

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    • Jhonatan Dias
      2016-03-04T16:55:26  

      eu axo q a verdade é "no regime militar tudo funcionava"

  • Margarida Maria
    2016-03-04T15:12:49  

    Falando sério, KD AS VIGAS?

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    • Margarida Maria
      2016-03-04T15:12:49  

      O gato comeu... ou derreteu... kkk

  • Eduardo Cunha
    2016-03-04T16:59:35

    Então, que esta homenagem seja para os funcionários que morreram durante sua construção. Parabéns a eles, pelo belo-feito. Eu sempre passo por ela e a vista é sempre linda.

  • Jhonatan Dias
    2016-03-04T16:45:20

    No regime militar era sim, obras eram construídas e entregues no menor tempo possível, bons tempos, agora o governo se preocupa mais é em construir estádios.