Armazenamentos

19/03/2017 06h00 - Atualizado em 19/03/2017 06h00

IBM cria técnica para armazenar dados em um único átomo

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

A IBM desenvolveu uma técnica que permite o armazenamento de dados em um único átomo, ou mais precisamente, um bit em um único átomo. Uma tecnologia desse tipo poderia permitir mídias capazes de altíssima densidade, em que quantidades enormes de informação poderiam ser guardadas em dispositivos pequenos: segundo a IBM, seria possível armazenar todo o catálogo de 35 milhões de músicas da iTunes em um dispositivo com dimensões similares às de um cartão de crédito comum.

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Ainda distante de aplicação em produtos domésticos, a técnica abre caminho para novas pesquisas e responde diversas questões sobre os limites físicos para se guardar e ler dados.

Gravação e leitura de dados em átomos fica, por enquanto, restrita ao laboratório da IBM (Foto: Divulgação/IBM)Gravação e leitura de dados em átomos fica, por enquanto, restrita ao laboratório da IBM (Foto: Divulgação/IBM)

Discos rígidos atuais, como o que você tem no seu computador, precisam de uma média de 100 mil átomos para reter um bit (que é a menor unidade da informação). Segundo os pesquisadores da IBM, testes em laboratório permitem calcular que um disco usando a nova técnica teria uma densidade de 600 terabits por polegada quadrada de superfície: são trilhões de bits em uma área minúscula.

A gravação em átomos criada pela IBM usa um processo magnético, semelhante ao que é usado para a gravação de informação nos discos rígidos. Entretanto, as condições para a realização do feito exigem um ambiente de laboratório extremamente controlado, com direito a vácuo e uso de hélio líquido para controle de temperatura.

A pesquisa da IBM pode levar a tecnologias de armazenamento de dados muito mais compactas e econômicas, já que as dimensões físicas de unidades que se beneficiassem da técnica seriam muito menores: computadores, notebooks, celulares e até data centers poderiam tirar proveito de alta densidade em dispositivos de tamanho muito reduzido.

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Embora essas condições necessárias para, hoje, gravar e ler dados diretamente de um único átomo deixem o sonho de armazenar petabytes de dados em mídias de armazenamento mais distante, a IBM confia que as descobertas relacionadas à pesquisa poderão ser aplicadas em produtos com foco comercial. Até hoje, ninguém sabia até que ponto é possível reter dados em átomos de forma confiável e o feito da IBM não apenas responde essa questão, como abre caminho para novas pesquisas e técnicas voltadas à criação de novas tecnologias de armazenamento de dados de altíssima densidade.

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Via TechCrunch, IBM

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recentes

populares

  • Edu Eduardo
    2017-11-01T17:25:19

    IBM é flórida!

  • Lucas Souza
    2017-05-21T00:02:46

    Ótima matéria Filipe, a meu ver, não irá demorar muito para esse feito ser aplicado em produtos de empresas multinacionais.

  • Abner
    2017-03-23T12:46:36  

    Essa tecnologia me fez lembrar do Dr. Emmett brown do filme de volta para o futuro 3, quando ele cria uma geladeira no faroeste.... kkkkk, a geladeira tinha o tamanho de um galpão.... resumindo armazenamento minúsculo mas para ler um ama maquina do tamanho de uma casa.

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    • Abner
      2017-03-23T12:46:36  

      tudo haver mesmo

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    • Abner
      2017-03-23T12:46:36  

      kkk

  • Marcelo Barbosa
    2017-03-23T17:53:49

    E o Palmeiras continua sem mundial...

  • PEDRO SILVA
    2017-03-21T18:00:53

    Eliminamos os componentes mecânicos dos HDs. Agora eliminamos 600% do seu tamanho. Logo teremos implantes neurais com toda a enciclopedia britanica à nossa disposição. Eu quero Black Mirror.

  • Renato Togashi
    2017-03-21T17:18:07

    Agora sim. Que venha Windows 11!

  • Geraldo Gomes
    2017-03-20T10:25:24

    Armazenamento em um átomo e equipamento para ler e escreve-los no tamanho de uma sala.

  • Alexander Vivoni
    2017-03-20T07:49:53

    Estamos nos aproximando da Memória Mnemônica de Star Trek.