Quanto dura uma câmera digital?
Uma das maiores vantagens das câmeras digitais é que se pode fotografar à vontade, sem preocupação com o preço de filme ou revelação. A conseqüência mais óbvia disso é que muito mais gente passou a tirar dezenas de milhares de fotos em questão de meses, algo que nos tempos do filme só os profissionais podiam fazer. E passaram a ter que prestar atenção em uma especificação técnica que até então só era preocupante para os profissionais: a expectativa de vida do obturador.
De vez em quando alguém até pergunta sobre a vida útil das câmeras digitais, mas desconfio que a maioria nunca pensou nisso. Pois saibam que muitas reflex digitais amadoras são feitas para durar “apenas” 50 mil fotos, enquanto algumas Micro Four Thirds têm expectativa de vida de 30 mil – algo que quem gosta de “largar o dedo” no disparador consegue atingir em coisa de um ano, ainda mais nos modelos capazes de “bursts” de mais de 10 quadros por segundo. Não por acaso, a durabilidade do obturador é uma das diferenças para os modelos profissionais, preparados para agüentar entre 100 e 300 mil cliques.
A boa notícia é que, para quem tem uma câmera compacta e cuida bem dela, a durabilidade raramente será um problema. Muitas dessas câmeras mais simples têm obturadores eletrônicos, bem mais resistentes que os mecânicos das câmeras reflex pelo simples fato de não terem partes móveis. Outras combinam os dois tipos, mas ainda assim têm uma expectativa de vida maior que a das reflex amadoras porque seu obturador mecânico é mais simples. Sem falar que é bem menos comum tirar tantas fotos com uma compacta e você provavelmente vai querer trocá-la por um modelo mais moderno antes de chegar ao limite.
É claro que a câmera – ou, mais precisamente, seu obturador – não se autodestrói espontaneamente quando o contador chega nesses patamares. Existem exemplares que duram bem mais, e outros que falham antes – como fica evidente no extenso banco de dados compilado pelo fotógrafo e programador Oleg Kikin. O que o número indica é a durabilidade estimada pelo fabricante, ainda que poucos se dêem ao trabalho de divulgar a informação nas especificações técnicas.
Na eventualidade do obturador falhar, até é possível recorrer a uma assistência técnica para substituí-lo. Só que o custo raramente compensa para uma câmera amadora – justamente aquelas com menor expectativa de vida. Na época que qualquer reflex digital custava milhares de dólares, podia até ser. Hoje, só mesmo para as topo-de-linha.
Quantas fotos já tirei?
Se, a esta altura, você está se perguntando quantas fotos já tirou com a sua câmera, uma opção é simplesmente olhar o número no final dos nomes dos arquivos gravados por ela – o problema é que está contagem pode ser zerada manualmente ou totalmente alterada se você usar os mesmos cartões de memória em mais de uma câmera. E o contador costuma “virar” a cada 10 mil fotos, então só daria para ter certeza com um acompanhamento mais sistemático.
Uma dica é apelar para o site MyShutterCount. Basta fazer o upload de uma foto recente, sem edição fora da câmera, que o serviço extrai o número de disparos registrado nos metadados EXIF do arquivo. Pode não funcionar para algumas marcas e modelos, mas é um bom ponto de partida. Existem também programas como PhotoME, que exibem todas as informações disponíveis no arquivo, e o EOSInfo, para alguns modelos da Canon, que extraem a contagem direto da câmera.
Quem for realmente obsessivo e resolver comparar a numeração do cartão com a obtida por um desses programas provavelmente encontrará duas contagens diferentes. É assim mesmo… o contador da câmera já vem com algumas exposições “de fábrica”, provavelmente resultado de testes, e avança mesmo quando disparamos a câmera sem cartão de memória, aumentando discrepância.
Saber o número de fotos tiradas por uma câmera pode ser especialmente importante na hora de adquirir uma reflex usada. Embora a única forma de ter certeza da contagem seja levar a câmera numa assistência técnica, muitas vezes basta perguntar ao vendedor. Se um modelo com vida útil estimada em 50 mil cliques já tiver chegado aos 40 mil, por exemplo, é melhor continuar procurando.
A principal vantagem de se abrir mão do espelho, no entanto, nada tem a ver com o tipo de visor, e sim com o tamanho da câmera. Como se pode ver na ilustração ao lado, copiada do site do padrão Micro Four Thirds, a remoção do compartimento do espelho reduziu pela metade o espaço necessário entre o encaixe da lente e o sensor, permitindo que as câmeras sejam bem mais compactas.
Em ambos os casos, o tal ponto nodal está à frente da objetiva. Na verdade, é isso que define uma lente “telefoto”, e não a distância focal avantajada. A projeção do ponto nodal para fora da lente é obtida graças ao uso de um elemento negativo próximo ao corpo da câmera. Esse elemento tanto pode ser embutido na objetiva, quanto encaixado entre ela e a câmera – os populares teleconversores ou extensores, como o da foto ao lado. De um jeito ou de outro, ganha-se distância focal, mas perde-se luminosidade e nitidez.
O uso desses tais componentes negativos faz parte da engenhosa combinação de algo entre 10 e 20 elementos óticos característicos das lentes modernas: até a mais simples das objetivas atuais é composta de, no mínimo, uma meia dúzia de discos de vidro (lente de plástico, só em celular e câmera de baixa qualidade). E para produzir um bom resultado, minimizando as chamadas “aberrações óticas” (assunto de uma futura coluna), esses discos precisam ser de materiais e formatos diversos.
A última novidade nesta área é a recém-anunciada Lumix G X Vario PZ 14-42mm F3,5-5,6 ASPH Power OIS (isso mesmo, a lente tem mais sobre nomes que um príncipe). Apesar do zoom de 3x, esta maravilha da engenharia ótica consegue ser praticamente tão curta quanto a pancake de 20mm da marca. Para tanto, teve que abrir mão dos anéis de controle do zoom e do foco, substituídos por controles eletrônicos – mas que usa a câmera para filmar vai ficar satisfeito com a troca.
Inicialmente, a grande vantagem era aumentar a distância focal sem necessidade de uma lente protuberante ou elementos externos móveis, tornando a câmera menor e mais resistente. À primeira impressão, podia-se até pensar que essas câmeras não têm zoom ótico (o único que importa, já que zoom digital não passa de uma enganação), mas na verdade ele está lá, embutido no corpo da câmera.
Anunciada na semana passada
Para quem ainda não tinha sido apresentado, EXIF é a abreviatura de
Mas ninguém precisa de uma câmera com GPS embutido ou de um celular poderoso para georeferenciar suas fotos: por menos de US$ 100, é possível comprar um acessório que se encarrega da tarefa – ainda que acrescente um passo extra ao processo. Um bom exemplo, ainda que já bem antigo, é o 
Você certamente já ouviu falar de “fotos de macro”, a forma mais popular de nos referirmos à macrofotografia. E, muito provavelmente, ouviu a expressão aplicada a imagens que, tecnicamente, não eram macros de verdade. Tudo porque, hoje em dia, usa-se o termo macro para qualquer foto bem próxima (em close-up, portanto) de objetos bem pequenos – como aquelas capturadas usando o modo simbolizado por uma florzinha na maioria das digitais compactas.
Na verdade, até
Para quem já tem uma reflex, mas não a lente macro, outra opção são
Os modelos mais comuns são os chamados flash circulares, com um orifício onde se encaixa a lente e um disco iluminado por múltiplos tubos fluorescentes ou leds. Mais recentemente, alguns fabricantes passaram a produzir também sistemas de iluminação para macro com leds montados em hastes flexíveis, que permitem que a luz seja direcionada a qualquer ponto da cena.




De modo geral prefiro as câmeras da Canon às da Sony, mas uma
Como você já tem uma câmera reflex, vale a dica das lentes da resposta anterior. Provavelmente a objetiva que veio com a máquina não é nenhuma maravilha. Se possível, invista em uma zoom bem clara, que não precisa nem ser da própria Nikon, ou em uma prime na distância focal que você mais costuma usar. A 






Na verdade, muita gente tem encarado a câmera como um brinquedo de gente grande. Ela é uma gracinha (exceto pelo bizarro flash articulado) e deve ser divertida de usar, mas será que vale os US$ 800 que a Pentax está pedindo? Isso sem falar nas lentes extras e no visor ótico externo, de US$ 250! Afinal, se a idéia é só ter uma câmera-miniatura pra pendurar no chaveiro, sempre existe a opção de comprar uma