<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Gadgets - TechTudo</title>
	<atom:link href="http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets</link>
	<description>Os melhores gadgets do mundo.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 18:34:39 +0000</lastBuildDate>
	<language></language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>O Maligno Segredo que a Apple (e o Google e a  Microsoft e a RIM e a Nokia) não quer que você descubra</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/20/o-maligno-segredo-que-a-apple-e-o-google-e-a-microsoft-e-a-rim-e-a-nokia-nao-quer-que-voce-descubra/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/20/o-maligno-segredo-que-a-apple-e-o-google-e-a-microsoft-e-a-rim-e-a-nokia-nao-quer-que-voce-descubra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 18:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=104</guid>
		<description><![CDATA[Houve um tempo em que existiam smartphones mas contava-se nos dedos a quantidade de aplicativos rodando neles. No meu Nokia E71 (o melhor smartphone não-multimídia de todos os tempos) eu tinha, fora os nativos os seguintes programas: Gravity – Cliente de Twitter maravilhoso, sinto falta dele até hoje Joikuspot – Programa que criava um hotspot [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve um tempo em que existiam smartphones mas contava-se nos dedos a quantidade de aplicativos rodando neles. No meu Nokia E71 (o melhor smartphone não-multimídia de todos os tempos) eu tinha, fora os nativos os seguintes programas:</p>
<p>Gravity – Cliente de Twitter maravilhoso, sinto falta dele até hoje</p>
<p>Joikuspot – Programa que criava um hotspot WIFI compartilhando a rede 3G com notebooks, outros celulares, desktops, etc.</p>
<p>Eu era feliz, sabia e nunca senti  necessidade de mais nada. Claro, com o passar do tempo o Symbian foi ficando cada vez mais obsoleto, não aguentava o hardware do N97 e eu precisava de multimídia, não fazia sentido sair carregando um smartphone E um iPod Touch.</p>
<p>Quando migrei para o iPhone não foi uma experiência dolorosa. Eu “perdi” menos de R$30,00, somando os custos dos dois programas acima. Ganhei novas Apps, um aparelho bem mais versátil e que até conseguia tocar um AVI sem engasgar, ao contrário do N97.</p>
<p>Eu poderia ter migrado para um Android, ou mesmo um Blackberry. Talvez um N810 rodando Maemo, aquele Linux esquisito que a Nokia tentou emplacar.</p>
<p>Hoje a menos que o iPhone pare de funcionar no Brasil, anuncie apoio à Al Qaeda ou fale mal da Luciana Vendramini eu não trocarei de sistema operacional.</p>
<p>Não é fidelidade, já passei da idade de ser fanboy de marca, por mais que goste de brincar de Macfag. Tenho uma curiosidade enorme em experimentar um aparelho Windows Phone, posso dizer que do pouco que já mexi é o sistema operacional mobile mais elegante e bem-resolvido da atualidade.</p>
<p>A interface é um primor, ele é todo voltado a ações, não a apps isoladas, e aparelhos como o HTC Ultimate fazem meu velho iPhone fugir fazendo caim caim caim, mas eu não posso mudar.</p>
<p>Não é por causa dos milhares de Dólares que a Apple paga para todos os seus usuários fingirem que estão satisfeitos (sério, já me vieram com essa), mas não deixa de ser uma questão também financeira.</p>
<p>Hoje devo ter fácil uns US$200,00 em Apps entre iPhone e iPad. Faço praticamente tudo com elas, mudar de aparelho migrando para outro sistema operacional seria fatal para minha produtividade.</p>
<p>Não estou dizendo que as Apps iOS são as mais maravilhosas e perfeitas do Universo (mentira, estou sim, macfag, lembra?) mas mesmo que não fossem, mesmo que eu fosse um usuário Android (toc toc toc) eu teria um conjunto de Apps, igualmente pagas que formariam minha suíte de produtividade.</p>
<p>Migrar para o iPhone me deixaria na mesma situação: Tendo que descobrir Apps equivalentes, pagando por elas e saindo no prejuízo mesmo quando estivesse usando uma versão de uma App que já havia sido comprada em outro sistema operacional.</p>
<p>Há raríssimos casos de aplicações que são vendidas no modelo cobrindo todos os ambientes, até pelo custo de desenvolver e manter várias versões.</p>
<p>As operadoras prometem celulares sem bloqueio, sem algemas, mas <em>por design</em> estamos presos aos fabricantes. Quanto mais <em>heavy user</em>, quanto mais produtivo seja nosso dia-a-dia com o smartphone ou o tablete, menos livres somos.  Abandonar o smartphone hoje é algo que precisa ser ponderado, como o Brad Pitt pensando na pensão alimentícia.</p>
<p>Por sorte existe uma luz no fim do túnel, as Web Apps em HTML5. A Microsoft demonstrou uma versão do Cut The Rope, um joguinho simpático de iPad, rodando no Internet Explorer, sem plug-ins ou Flash ou mesmo Silverlight. O Twitter chegou ao requinte de criar uma versão web que no iPad é indistinguível da versão nativa. Ou quase, mas não vamos nos ater a minúcias.</p>
<p>Com a evolução dos navegadores e das Web Apps poderemos chegar à Utopia da Multiplataforma, aquela velha promessa que o Java nunca cumpriu.  A questão é se os fabricantes querem isso. A Microsoft aposta e promove o HTML5, mas sua plataforma mobile é a com menos aplicações nativas e com a menor fatia de mercado. Os outros não têm interesse nessa popularização do formato.</p>
<p>SE a tendência se firmar, a dinâmica dos<em> heavy users</em> mudará, teremos mais liberdade para flutuar entre aparelhos e sistemas. Do contrário seremos obrigados a escolher um lado e permanecer com ele, até o fim. O que é mais compromisso do que eu estou disposto a aceitar, exceto com a Luciana Vendramini, claro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/20/o-maligno-segredo-que-a-apple-e-o-google-e-a-microsoft-e-a-rim-e-a-nokia-nao-quer-que-voce-descubra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma Wikipédia do Século XIX, com papel e garrafas</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/18/uma-wikipedia-do-seculo-xix-com-papel-e-garrafas/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/18/uma-wikipedia-do-seculo-xix-com-papel-e-garrafas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 13:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=100</guid>
		<description><![CDATA[No Natal de 1853 J. T. Watkins, Capitão do navio de transporte de tropas SS San Francisco recebeu um presente de Natal que nenhum comandante deseja: Uma tempestade em alto mar. Assolado por ondas descomunais e ventos de furacão, o pequeno navio de 85 metros de comprimento não era páreo para o Oceano Atlântico. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><div id="attachment_101" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2012/01/sssanfrancisco.jpg"><img class="size-full wp-image-101" title="sssanfrancisco" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2012/01/sssanfrancisco.jpg" alt="" width="500" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Naufrágio do SS San Francisco - Nathaniel Currier, 1854</p></div></center></p>
<p>No Natal de 1853 J. T. Watkins, Capitão do navio de transporte de tropas SS San Francisco recebeu um presente de Natal que nenhum comandante deseja: Uma tempestade em alto mar.</p>
<p>Assolado por ondas descomunais e ventos de furacão, o pequeno navio de 85 metros de comprimento não era páreo para o Oceano Atlântico. Um único vagalhão varreu mais de 150 pessoas do convés, a chaminé arrancada, a ponte de comando danificada. Com os motores parados e o leme danificado, não havia nada que a tripulação pudesse fazer.</p>
<p>O tempo foi passando e  o navio se distanciava cada vez mais de sua rota. Sem rádio (Marconi só nasceria em 1874) a única forma de comunicação era através de sinais luminosos e bandeiras. Não havia como pedir socorro e o San Francisco era somente um ponto no oceano.</p>
<p>Até que no dia 5 de Janeiro de 1854 uma frota de resgate achou exatamente aquele ponto, salvando os 500 sobreviventes da equipagem de 700 passageiros e tripulantes, incluindo o Cônsul brasileiro  Jacinto Derwanz.</p>
<p>Encontrar um navio perdido ao sabor das correntes foi algo inédito, fruto da ciência, do conhecimento, do pioneirismo e acima de tudo da teimosia de um sujeito chamado Matthew Maury.</p>
<p>Nascido em 1806, Maury é considerado pai da Oceanografia Moderna e da Meteorologia Naval. Fascinado por correntes, ventos e padrões Maury era um marinheiro nato, servindo como oficial dos EUA até sofrer um acidente em 1839. Atropelado por uma carruagem ficou impossibilitado de embarcar em navios.</p>
<p>Transferido para o Departamento de Cartas e Instrumentos ele começou a fuçar o imenso acervo. Entre outras informações havia diários de bordo de milhares de navios, bem como informações meteorológicas. Logo ele percebeu um padrão:</p>
<p>Capitães conheciam truques e atalhos, sabiam que em determinadas épocas do ano era mais vantajoso pegar determinadas rotas, economizando tempo de viagem. As correntes marítimas impulsionavam as embarcações que sabiam tirar proveito delas.</p>
<p><center><div id="attachment_102" class="wp-caption aligncenter" style="width: 371px"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2012/01/matthewmaury.jpg"><img class="size-full wp-image-102 " title="matthewmaury" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2012/01/matthewmaury.jpg" alt="" width="361" height="479" /></a><p class="wp-caption-text">Comandante Matthew Maury - Ella Sophonisba Hergesheimer, 1923</p></div></center></p>
<p>Embora conhecidas as correntes sempre foram vistas como um fenômeno local e ocasional. Maury as percebeu como parte de um sistema muito maior.  Ele compilou as informações de mais de 1 milhão de registros e criou um mapa de correntes do Atlântico Norte, mas ninguém o levou a sério.</p>
<p>Marinheiros são muito, muito conservadores, e ninguém queria saber das idéias de Maury. Quando o SS San Francisco desapareceu Maury viu ali a chance de validar suas teorias.</p>
<p>Debruçando-se sobre cartas náuticas, montanhas de cálculos e muito, muito café ele plotou a última posição conhecida do San Francisco, fatorou as condições climáticas, época do ano, registros meteorológicos, dados do navio e marcou no mapa um X: “O San Francisco está aqui”.</p>
<p>Querendo se livrar de Maury, o Comando Naval topou enviar uma frota SE ele prometesse parar de encher o saco com essa idéia louca de um sistema mundial de correntes marítimas.</p>
<p>Mesmo os mais ferrenhos críticos tiveram que dar o braço a torcer quando os sobreviventes do San Francisco começaram a sinalizar para a frota de resgate.</p>
<p>Maury tornou-se um super-astro no círculo naval, mas isso foi apenas o começo.</p>
<p>Como todo geek Maury era fanático por informação, e viu em sua recém-conquistada fama a chance de conseguir mais dados, tornando suas cartas mais precisas ainda. A melhor fonte de informação? Os próprios usuários.</p>
<p>Seu livro de correntes, ventos e rotas ajudava navios a economizar em alguns casos 12 dias de viagem, e valia seu peso em Ouro. Mesmo assim era distribuído gratuitamente pelo Observatório Naval dos EUA, sob uma condição:</p>
<p>Capitães deveriam anotar diariamente em um formulário próprio informações de data, posição, temperatura, velocidade e direção do vento. De tempos em tempos esses dados deveriam ser enviados para o Observatório.</p>
<p>Também deveriam, em um intervalo determinado de dias, anotar em um papel o nome do navio, a data e a posição, colocar o papel em uma garrafa e jogá-la no mar. Se encontrassem uma dessas garrafas deveriam recolhê-la, anotar os dados da garrafa e quando e onde foi encontrada e escrever informando o Observatório.</p>
<p>Antes da invenção do rádio Maury montou uma rede mundial de colaboradores, logo países compondo o equivalente a ¾ dos navios do mundo participavam do projeto, incluindo inimigos declarados dos EUA. As cartas geradas a partir deles eram disponibilizadas para toda a Humanidade. Até o Papa fez sua parte, criando bandeiras de distinção para navios dos Estados Papais que enviassem os dados meteorológicos para Maury.</p>
<p>Enquanto boa parte do mundo praticava a escravidão Maury conseguiu um feito só possível em um mundo sem fronteiras, sem distinções raciais ou sociais, onde a informação de um cargueiro chinês vale tanto quanto a de um destroier inglês. Ele mostrou que sem satélites, sem radares, sem estações de radiomonitoramento, sem balões ou sequer telégrafo intercontinental era possível que um grupo de pessoas colaborasse e criasse algo que nenhuma delas, não importa quão rica ou inteligente conseguiria sozinha.</p>
<p>Maury criou sua própria Internet, usando papel, garrafas e inteligência. Na estante de praticamente todo oficial naval do mundo, os livros de Maury são um “Bitch, please”para todo garoto que descobre a Wikipedia e acha que está sendo pioneiro em projetos colaborativos.</p>
<p>Hoje ele é matéria obrigatória na Academia Naval dos EUA e será homenageado com o USNS Maury, um navio oceanográfico de pesquisas de 110 metros de comprimento de classe Pathfinder, seu título informal: “Matthew Maury – O Trilheiro dos Mares”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2012/01/18/uma-wikipedia-do-seculo-xix-com-papel-e-garrafas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>HP Touchpad e o sonho impossível do Tablet de US$100,00</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/09/01/hp-touchpad-e-o-sonho-impossivel-do-tablet-de-us10000/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/09/01/hp-touchpad-e-o-sonho-impossivel-do-tablet-de-us10000/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 21:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tablets]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=96</guid>
		<description><![CDATA[Desde que o mundo é mundo, antes ou próximo de quando se declara falência é normal que a empresa faça uma grande queima de estoque, a preços incrivelmente baratos, mas por algum motivo esotérico a HP vendendo seu estoque intocado de Touchpads a US$100,00 não passou essa imagem, por mais que seja a realidade. Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/HP-TouchPad2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-97" title="HP-TouchPad2" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/HP-TouchPad2.jpg" alt="" width="420" height="287" /></a></p>
<p>Desde que o mundo é mundo, antes ou próximo de quando se declara falência é  normal que a empresa faça uma grande queima de estoque, a preços incrivelmente  baratos, mas por algum motivo esotérico a HP vendendo seu estoque intocado de  Touchpads a US$100,00 não passou essa imagem, por mais que seja a realidade.</p>
<p>Isso tem a ver com percepção. O consumidor sabe que tablets de qualidade são  caros, mas não “sente” o preço como correto. Ele compra, claro, afinal iPads são  iPads, mas um produto não-testado sem a mágica da Apple não tem o “direito” de  custar tão caro. Ao baixar o preço do Touchpad a HP permitiu que o público  cedesse à tentação de experimentar.</p>
<p>As vendas avassaladoras que limparam o estoque da HP criaram esperanças do  Retorno do Touchpad. Agora uma negociação da HP com seus fornecedores veio a  público, há peças encalhadas para produzir mais 100 mil unidades. A HP, claro  posou de boazinha dizendo que está atendendo a uma demanda, que fará uma nova  fornada e não faltarão Touchpads.</p>
<p>Outros analistas mais adeptos de cigarrinho de artista do que os primeiros  vêem nisso a morte do iPad. Dizem que o futuro é o Tablet de US$100,00 e citam o  modelo de consoles de games como exemplo. EU digo: BULLSHIT!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/Penn-and-teller-bullshit.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-98" title="Penn-and-teller-bullshit" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/Penn-and-teller-bullshit.jpg" alt="" width="297" height="305" /></a></p>
<p>É CLARO que todo mundo quer um tablet de US$100,00, mas eles já existem faz  tempo. E ninguém compra. O sucesso da venda do Touchpad não está no preço em si,  está na qualidade. É um hardware muito bom, não dá para comparar com os  xing-lings da categoria. É mais ou menos Hilda Furacão versus Bruna Surfistinha.</p>
<p>O problema é que o Touchpad, como todo gadget precisa escolher entre duas  categorias excludentes: Bom ou Barato. A HP poderia continuar vendendo tablets a  US$100,00 mas seria perseguida por acionistas com tochas. Explicando para os  analistas emaconhados que não entendem como o Mundo funciona:</p>
<p>O Touchpad tem um CUSTO de fabricação. O <a href="http://www.isuppli.com/Teardowns/News/Pages/HP-TouchPad-Carries-$318-Bill-of-Materials.aspx">iSuppli  fez uma de suas tradicionais pesquisas</a> e detalhou peça a peça o custo do  bicho, já trabalhando claro com valores para venda em escala de componentes.</p>
<p>O resultado foi que o TouchPad de 32GB custa em componentes US$318,00.  Somando-se o custo de montagem, chega a US$328,00. O de 16GB sau a US$306,00.  Isso para o Pequeno Ping entregar a caixa (US$6,00) pronta, fechada, na porta da  fábrica. Falta o frete. O custo original de US$499,00 já não parece tão absurdo.</p>
<p>Com esses valores para cada TouchPad de US$100,00 a HP estaria perdendo  US$206,00, mesmo ignorando TODOS os custos pós-fabricação.</p>
<h2>“mimimi modelo de videogames”</h2>
<p>O pessoal bobo-alegre que descobre um modelo de negócios e acha que ele pode  ser replicado em qualquer caso está justificando o TouchPad de US$100,00  alegando que as empresas podem assumir para si a diferença de preço e recuperar  o prejuízo, com lucro, através de venda de Aplicações, igual Microsoft e Sony  fazem com seus consoles.</p>
<p>Não, não, NÃO!</p>
<p>O modelo funciona para consoles por estes trabalharem com regras  diametralmente opostas aos tablets. Vejamos:</p>
<ul>
<li>Tablets são perfeitamente usáveis apenas com Apps gratuitas, ou mesmo sem  nenhuma aplicação de terceiros. Um console PRECISA de jogos.</li>
<li>30% dos donos de iPad <a href="http://www.macgasm.net/2010/10/21/30-percent-ipad-owners-buying-apps/">nunca  compraram uma aplicação</a>.</li>
<li>Dos que compraram a média é de <a href="http://www.jeffbullas.com/2011/04/04/29-statistics-reveal-how-the-apples-ipad-is-changing-our-lives/">18  apps gratuitas e 10 pagas</a>.</li>
<li>A média de preço de uma App de iPad <a href="http://www.jeffbullas.com/2011/06/08/10-new-apple-ipad-facts-and-figures/">é  US$3,64</a>, mas a grande maioria é de US$0,99.</li>
</ul>
<p>Digamos que o sujeito compre 10 Apps pelo preço médio. Temos US$36,40. A  Apple paga 70% aos desenvolvedor, o que a deixa com US$10,92.</p>
<p>Lembre-se, temos que cobrir os US$206,00. Isso vai levar alguns anos. Só que  NÃO TEMOS ALGUNS ANOS. Videogames funcionam nesse modelo por terem vida longa,  MUITO longa, são o Yoda dos gadgets. Principalmente, os custos são amortizados,  hoje um XBox ou PS3 não custam nem metade do que custavam em termos de  produção, 6 anos atrás.</p>
<p>Tablets têm vida média de um ano, se tanto. Entre o iPad 1 e 2 foram meros 11  meses.</p>
<p>É loucura apostar que um usuário gastará US$206,00 no tablet, durante um  período de um ano, e mesmo que gaste isso só serviria para cumprir os custos. A  HP não é uma ONG.</p>
<p>Em conclusão: Um tablet de US$100,00 realista precisa custar no máximo  US$30,00 para ser produzido, e US$30,00 não rendem um Touchpad, rendem o <a href="http://www.maylonggroup.com/M-150_MID.htm">Maylong 150</a>, um tablet de  US$100,00 que a <a href="http://arstechnica.com/gadgets/reviews/2010/11/worst-gadget-ever-ars-reviews-a-99-android-tablet.ars">Ars  Technica classificou</a> como o pior gadget já criado.</p>
<p><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/M-150.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-99" title="M-150" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/08/M-150.jpg" alt="" width="500" height="324" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/09/01/hp-touchpad-e-o-sonho-impossivel-do-tablet-de-us10000/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>3 hábitos que a tecnologia tornou obsoletos</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/08/08/3-habitos-que-a-tecnologia-tornou-obsoletos/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/08/08/3-habitos-que-a-tecnologia-tornou-obsoletos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 18:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geolocalização]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Smartphone]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=86</guid>
		<description><![CDATA[Por mais que as mudanças em nossas vidas sejam incrivelmente rápidas hoje em dia, é comum que não percebamos quando elas acontecem. Pouca gente sabe a data exata em que usou um disquete pela última vez, e duvido que uma fração significativa dos leitores lembre quando abriu uma enciclopédia sem ser por saudosismo. Observar essas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que as mudanças em nossas vidas sejam incrivelmente rápidas hoje em dia, é comum que não percebamos quando elas acontecem. Pouca gente sabe a data exata em que usou um disquete pela última vez, e duvido que uma fração significativa dos leitores lembre quando abriu uma enciclopédia sem ser por saudosismo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-87" title="mapavelho" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/07/mapavelho.jpg" alt="" width="420" height="324" /></p>
<p>Observar essas mudanças é complicado, pois sem um distanciamento histórico, a maioria dos eventos perde o seu significado. Nem Heródoto no meio da praça no Egito conseguiria entender tudo que estava acontecendo, na Revolução de 2011. Mesmo assim pensando um pouco dá para identificar 3 coisas que ninguém mais faz, ao menos ninguém moderninho descolado, geek e que vive em países com luz elétrica e água encanada. Vejamos eles:</p>
<p><strong>1 – Se perder</strong></p>
<p>Isso. Simples assim. Eu tenho um problema sério de me localizar. Meu senso de direção é nulo. Levo de 15 a 20 vezes até aprender um caminho, e de vez em quando erro. Até hoje preciso parar para pensar antes de nomear uma rua no Centro do Rio. Qualquer viagem –e por viagem entenda sair do bairro- significava horas consultando Guia Rex, um negócio antigo com usa usabilidade tão boa quanto aquele livro que grita em Harry Potter.</p>
<p>Cidades estrangeiras –e por cidade estrangeira entenda tudo que não seja Rio de Janeiro- eram um terror. Eu era forçado a me voltar contra todos os instintos básicos cimentados por milhões de anos de evolução masculina, e <em>perguntar</em> o caminho, repetidas vezes.</p>
<p>Hoje isso acabou. Primeiro foram os mapas escaneados e jogados no Palm, depois as aplicações que se posicionavam via triangulação de torres de telefonia, e ao final, o GPS. Ferramentas como o Google Maps e o Bing conseguem dizer exatamente onde estou, para onde quero ir, traçam o caminho, indicam os vários meios de transporte e mostram até a portaria do prédio.</p>
<p>Para quem conseguiu se perder na garagem de um hotel, não ter medo de se localizar em qualquer lugar do mundo civilizado, achar qualquer bar, teatro ou cinema é maravilhoso, é ficção científica!</p>
<p><strong>2 &#8211; Descobrir filme no cinema</strong></p>
<p>Até o final dos anos 80 existiam duas formas de saber que um filme estava em cartaz: Ver a chamada no Fantástico ou ler os anúncios no segundo caderno dos jornais. No máximo um comercial de 15 segundos, onde tínhamos uma idéia bem vaga do enredo. O gráfico de bilheteria dos filmes era completamente diferente do atual, ao menos no Brasil, onde não havia grande campanha de lançamento. O boba-a-boca era essencial, as pessoas iam ver filmes recomendados por amigos.</p>
<p>Hoje há filmes que postam os 20 primeiros minutos na Internet. Outros enchem a web de trailers, entrevistas, posts de blog detalhando a história, vlogs do diretor, imagens, joguinhos de iPhone, etc, etc e etc. Poucos diretores conseguem manter seu trabalho oculto sem que o público perca o interesse. J.J. Abrams é um desses. Com Cloverfield a Internet foi pisoteada por uma campanha que durou meses, onde basicamente NADA do filme foi mostrado. Em Star Trek, a mesma coisa.  Nada de 15 trailers, exbição para críticos antes do filme estar finalizado, nada.</p>
<p>Isso tem o bom efeito colateral de não saturar o espectador de informação, e não tirar o impacto das grandes cenas, que sequer deveriam ir pro trailer.</p>
<p>Antigamente era comum chegar no cinema, olhar os cartazes e decidir qual filme assistir. Hoje é impensável, ninguém fala “vamos ao cinema?”  sem ter perfeita idéia do que vai assistir. Já saímos com ingresso comprado, resenhas lidas no Rotten Tomatoes, pesquisa no IMDB sobre o elenco e equipe, trailers, <em>featurettes</em>, entrevistas assistidos.</p>
<p>Por mais que o lado saudosista e romântico grite, hoje em dia é muito melhor. Se você não quiser ser atolado de informações sobre um filme, não seja. A cena pós-créditos de Capitão América está na Internet faz tempo, pergunte se cliquei pra ver.</p>
<p>Poder chegar no cinema com tranquilidade, comprar a pipoca, o refrigerante, o frango assado e o purê de batatas, ir pro assento com calma sem correr desesperado para evitar que um bando de adolescentes hiperativos roube os melhores lugares, isso não tem preço.</p>
<p>Não tem preço mas se for em 3D custa o dobro.</p>
<p><strong>3 – Ligações Telefônicas Casuais</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-88" style="margin-left: 6px; margin-right: 6px;" title="telefonista" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/07/telefonista.jpg" alt="" width="245" height="361" />Antigamente dava na telha e ligava-se pra um amigo perguntando das novidades. Como o telefone era o único meio de contato, notícias triviais não se propagavam bem, Douglas Adams já deixou claro que as más-notícias é que são a coisa mais rápida do Universo. Assim se seu amigo foi devorado por um Leão-Marinho, você fica sabendo. Se ele comprou o álbum importado do Dire Straits que você era doido pra copiar (em K7, estamos falando do passado) só saberá meses depois.</p>
<p>Por isso ligávamos casualmente,  pra jogar conversa fora.</p>
<p>Hoje o “e aí, quais as novidades?” se tornou algo desagradável. Temos Twitter, Tumblr, Facebook, Google+, Email, ICQ (ok, ICQ ninguém mais tem), MSN, Gtalk, Orkut e mais umas 200 redes sociais. Publicamos tudo de nossas vidas, mas mesmo assim há chatos que aparecem num MSN da vida e perguntam “que manda de novo?” Eu até responderia o que mando, mas este é um portal de tecnologia de família.</p>
<p>O telefone é uma ferramenta cada vez menos e melhor usada. Toda a conversa casual migrou pra Internet, onde podemos (em teoria) fazer duas coisas ao mesmo tempo, mantendo janelas com Twitter e Instant Messengers, enquanto (é preciso reforçar o “em teoria”) trabalhamos na janela principal.</p>
<p>O pessoal mais velho tem dificuldade com esse conceito. Conheço gente cuja mãe liga a cada dez minutos, para falar&#8230; nada. Questões simples que seriam resolvidas via Twitter ou IM, mas que interrompem a cadeia de pensamento, e no final, irritam.</p>
<p>Já o pessoal mais novo considera o Smartphone tudo menos um&#8230; telefone. Fazer chamadas é apenas a 4ª atividade mais popular para os donos desses aparelhos, <a href="http://techland.time.com/2011/07/21/study-fewer-than-50-of-smartphone-users-make-calls/">segundo uma pesquisa</a> que revelou que apenas 43% dos donos os usam para&#8230; telefonar.</p>
<p>Vivemos um tempo em que nossos hábitos são alterados pela tecnologia disponível, mas como essa tecnologia não é absorvida de forma uniforme por todo mundo, temos que conviver com todo tipo de comportamento, do sujeito que se recusa a usar telefone, pois tem Gtalk ao cidadão que envia um SMS dizendo “liga pra mim” pra em seguida perguntar um número de telefone ou algo que poderia ser resolvido no primeiro SMS.</p>
<p>E nem cheguei  no clássico telefonema “recebeu meu email?”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo muda, e hoje em dia muito mais rápido do que em qualquer era. A lição que precisamos tirar disso é que se recusar a mudar com o mundo é ruim, mas achar que ele não muda também não é nada bom.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/08/08/3-habitos-que-a-tecnologia-tornou-obsoletos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novos gadgets, velhas histórias</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/25/novos-gadgets-velhas-historias/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/25/novos-gadgets-velhas-historias/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 13:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geolocalização]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=80</guid>
		<description><![CDATA[Na época em que Julian Assange e o Wikileaks ainda eram levados a sério o grupo disponibilizou um enorme arquivo criptografado contendo sabe-se lá o quê (espero que não seja uma sex tape) e a promessa de que a chave seria distribuída se algo acontecesse com o albino favorito das teorias conspiratórias. Talvez isso tenha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época em que Julian Assange e o Wikileaks ainda eram levados a sério o grupo disponibilizou um enorme arquivo criptografado contendo sabe-se lá o quê (espero que não seja uma sex tape) e a promessa de que a chave seria distribuída se algo acontecesse com o albino favorito das teorias conspiratórias.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-84" title="Wikileaks" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/07/wikileaks.jpg" alt="" width="300" height="180" /></p>
<p>Talvez isso tenha sido o motivo de Assange ainda estar vivo. Isso e o fato de não vivermos em um filme de Hollywood.</p>
<p>Antigamente seria inviável distribuir tanta informação de forma tão rápida. Isso é péssimo para quem quer manter segredos, mas ainda assim preferem os dias de hoje, onde uma mensagem secreta pode ser passada em uma foto inocente em um site de receitas.</p>
<p>Quem também não gosta disso é Hollywood. Boa parte dos roteiros clássicos seriam inviabilizados pelos nossos gadgets modernos.</p>
<p>Ninguém mais duvidaria na clássica cena do quarto bagunçado por fantasmas, que magicamente volta ao normal quando as testemunhas são trazidas para presenciar o fenômeno. Bastariam algumas fotos do iPhone.</p>
<p>Neo, precisando de uma linha física para entrar e sair da Matrix? Com smartphones com 3G e 4G e WIFI em qualquer cafeteria o agente Smith pediria as contas e voltaria pro deserto.</p>
<p>Para quê ficar batendo cabeça tentando descobrir o que era o cubo de Hellraiser? Basta olhar na Wikipedia.</p>
<p>Os filmes mudaram bastante, até os clichês precisam ser atualizados. Qualquer um que já usou Foursquare ou Google Maps sabe que não faz sentido levar 3 minutos para localizar uma ligação telefônica. Na verdade o BINA é instantâneo, antes do telefone tocar, em centrais digitais (ou seja, todas) você já recebe o número de origem. E as operadoras sabem onde seus aparelhos estão instalados.</p>
<p>Boa parte da dramaturgia é baseada em personagens que não possuem uma informação crucial. Um livro em língua estrangeira, um anagrama, um nome. Hoje qualquer um de posse de um celular decente tem acesso a boa parte do conhecimento produzido pela Humanidade, isso é muito legal no mundo real mas no reino da fantasia é uma danada de uma limitação.</p>
<p>Essa limitação em si não é novidade. As novas tecnologias se incorporam às obras de ficção, hoje Romeu e Julieta jamais morreriam no final, bastaria uma ligação de celular e não teriam se desencontrado. Todos os filmes baseados em cartas roubadas e trocas de identidade não resitiriam a 30 segundos de Google.</p>
<p>Não há nada de errado nisso, mas hoje a evolução tecnológica é tão rápida que as séries mal conseguem acompanhar. Antigamente tínhamos jargão científico e tecnológico na ficção sendo usados por uma minoria. O espectador normal não percebia as bobagens ditas, e com o tempo (exceto Armageddom) os roteiristas se familiarizaram com a tecnologia e esta passou a ser usada de forma mais&#8230; decente.</p>
<p>Um bom exemplo é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JMLH_QyPTYM">esta excelente paródia de como seria 24 Horas, se a série se passasse nos anos 80</a>.</p>
<p>Hoje tudo evolui tão rápido e é usado por tanta gente que fica evidente quando o autor não sabe do que está falando. Isso prejudica a história, pois -principalmente nas séries- são aventuras contemporâneas em um mundo onde o espectador é figura atuante. Não estamos vendo um foguete futurista sendo operado por um astronauta, mas um personagem em 2011 mexendo em um computador, coisa que fazemos o dia inteiro.</p>
<p>Quando há falta de cuidado os resultados podem ser catastróficos, como nesta cena de NCIS -seriado que adoro- durante uma invasão de um hacker. Note que para ajudar um personagem assume METADE DO TECLADO, transformaram um computador em um piano. NUNCA na História da TV algo tão ridículo foi feito. E não é ridículo do ponto de vista de hackers, é ridículo do ponto de vista de qualquer um que já usou um computador na vida.</p>
<p>A arte mais nobre que existe é a de contar histórias, mas isso não quer dizer que não existam maus artistas. É muito bonitinho dizer que não entende de computador se você tem dinheiro para pagar outros e deixar que façam o trabalho braçal, mas quem vive de contar histórias não pode se dar a esse luxo.</p>
<p>Quando a Trinity usou o NMAP para invadir o sistema da usina nuclear em Matrix os geeks bateram palma, foi um detalhe técnico correto, sinal de que mesmo dentro do limite da ficção alguém tentou manter um pé na realidade. Os leigos não perceberam, mas a cena PARECEU correta. É o que importa.</p>
<p>Um autor precisa se preocupar com isso, mais que nunca a dramaturgia precisa respeitar a inteligência do espectador,  mas para isso é preciso ser inteligente como o Sherlock Holmes da BBC e seu uso de SMS e buscadores durante a série, e não burro como quem acha natural duas pessoas usando o mesmo teclado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/25/novos-gadgets-velhas-historias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Outro dia, outro mundo que muda</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/08/outro-dia-outro-mundo-que-muda/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/08/outro-dia-outro-mundo-que-muda/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 18:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geolocalização]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Smartphone]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=77</guid>
		<description><![CDATA[Sem muito esforço todo mundo consegue lembrar de momentos onde imaginou como seria legal viver na Renascença, ou na Grécia Antiga, talvez nos anos febris do pós-Segunda Guerra, vendo o surgimento de novas ciências, novas tecnologias. Temos a impressão totalmente errada de que nada acontece de realmente grandioso nos dias de hoje, que antigamente era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem muito esforço todo mundo consegue lembrar de momentos onde imaginou como seria legal viver na Renascença, ou na Grécia Antiga, talvez nos anos febris do pós-Segunda Guerra, vendo o surgimento de novas ciências, novas tecnologias.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-82" title="Robô - Stock Xchng" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/06/robo_stock_xchng.jpg" alt="" width="300" height="300" />Temos a impressão totalmente errada de que nada acontece de realmente grandioso nos dias de hoje, que antigamente era legal, um dia alguém inventava eletricidade, no outro tínhamos microondas.</p>
<p>Não é nem nunca foi bem assim. O mundo hoje evolui em uma velocidade muito mais alta do que em qualquer outro tempo. Como exemplo, o bom e velho disco de música. Surgiu comercialmente nos Gramofones em 1894. Aprimorado, existe até hoje. Todo hipster que se preza tem uma coleção de LPs, mas você nunca ouviu falar das bandas.</p>
<p>O próprio LP apareceu no mercado em 1931, mas só se popularizou em 1948. Pense bem, foram  17 anos. 17 anos atrás era 1994, mal havíamos dominado o fogo. Imagine uma tecnologia de 94 tentando achar seu espaço hoje, como novidade!</p>
<p>O Compact Disc apareceu no mercado americano em 1983 (com a incrível variedade de 16 títulos). Hoje sua morte é dada como certa. O DVD é de 1996, em alguns lugares como a Austrália, só apareceu em 1999, e hoje, 12 anos depois se tornou obsoleto.</p>
<p>Nós vemos tecnologias nascerem e morrerem igual figurantes de filmes de viagem no tempo. Agora pense quanto tempo um babilônio manteve a mesma tecnologia de vasos de cerâmica, ou como as técnicas de fabricação de carroças são hoje basicamente as mesmas de 1000 anos atrás.</p>
<p>É fácil achar que não há mudanças, mas hoje em dia não só elas ocorrem no mundo à nossa volta como em nossas próprias vidas. Isso  é muito legal mas muito assustador para quem não tem jogo de cintura para se adaptar.</p>
<p>Nosso hábitos mudam, algumas vezes percebemos bem depois, outras nem isso.</p>
<p>O melhor exemplo é o imemorial hábito de chamar os amigos para mostrar fotos de viagem. Uma mesa com uma pilha daqueles albinhos, uma prateleira da estante com souvenirs e camisetas, claro. Muitas camisetas dos destinos visitados. Viagem sempre foi algo que existia no passado. A única perturbação nessa regra eram os cartões-postais, raramente enviados e que no máximo diziam &#8220;fulano está em tal lugar&#8221;.</p>
<p>Hoje a Viagem perdeu o sentido épico, não é mais uma empreitada de isolamento, onde um telefonema para casa só seria dado em caso de tragédia iminente. Um amigo viajando não é alguém que parte para o desconhecido, é alguém que no máximo mudou os lugares onde faz check-in no Foursquare.</p>
<p>Antigamente dizia-se &#8220;que máximo fulano foi para tal lugar&#8221;. Hoje fala-se &#8220;fulano ESTÁ em tal lugar&#8221;. A comunicação instantânea e a mobilidade fazem com que qualquer email chegue a qualquer lugar (relativamente civilizado), e em último caso, manda-se um corvo.</p>
<p>Alguns tradicionalistas dirão que isso tira a magia das viagens, que perdemos a atenção. Já vi gente achando um absurdo alguém estar passeando em Londres e falando besteira no Twitter com os amigos no Brasil.<br />
Um lado meu concorda, mas é meu lado arcaico, conservador, chato careta e que se preocupado com a sexualidade alheia. Após segundos de reflexão percebo que essa é a nova forma de lidar com viagens, e é muito melhor do que qualquer outra que já existiu.</p>
<p>Sei que é uma afirmação polêmica, mas acredito que compartilhar é sempre melhor, o mundo das redes sociais, dos smartphones tablets e notebooks viabilizou esse paradigma da mobilidade, e adiar para o final da viagem a divulgação de fotos, vídeos e impressões deixa de ser uma necessidade e se torna algo sem-sentido.</p>
<p>Antigamente tínhamos desejo de compartilhar com os amigos uma paisagem, um detalhe, um momento, e só podíamos fazer isso semanas depois, após gastar dinheiro com revelação, slides, churrasco, etc. Hoje é possível -né, Alesie?- achar um cachorro simpático perdido em uma rua de uma ilha grega, fotografar e compartilhar, na hora, ao vivo e a cores.</p>
<p>Se isso não é evolução, não quero saber o que é.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/07/08/outro-dia-outro-mundo-que-muda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O melhor gadget do ano não existe</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/06/13/o-melhor-gadget-do-ano-nao-existe/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/06/13/o-melhor-gadget-do-ano-nao-existe/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 19:45:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=73</guid>
		<description><![CDATA[Na semana passada aconteceu nos EUA a E3 – Electronic Entertainment Expo, a maior feira de tecnologia de entretenimento do mundo. Ainda é um evento esperado, mesmo em uma era onde as notícias saem direto da boca das empresas e caem no colo dos consumidores e entusiastas em segundos. Tivemos um monte de anúncios, algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/06/tomcruise.jpg"><img class="size-full wp-image-74 " title="tomcruise" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/06/tomcruise.jpg" alt="" width="480" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Obsoleto. Você verá o motivo.</p></div>
<p>Na semana passada aconteceu nos EUA a <a href="http://www.e3expo.com/">E3</a> – Electronic Entertainment Expo, a maior feira de tecnologia de entretenimento do mundo. Ainda é um evento esperado, mesmo em uma era onde as notícias saem direto da boca das empresas e caem no colo dos consumidores e entusiastas em segundos.</p>
<p>Tivemos um monte de anúncios, algumas promessas impossíveis (e nem foi eleição) e alguns gadgets que podem ser Sucesso ou Mico do Ano, como o controle Wii U da Nintendo.</p>
<p>Só que o grande gadget apresentado, a grande mudança de paradigma não “existe”.</p>
<p>Antigamente a idéia de futuro eram computadores que ocupavam paredes inteiras, cheios de luzes piscando, blips, creeps, sweeps, boings e outros barulhos. Era a idéia do quanto maior melhor. Isso valia também pra equipamentos eletrônicos em geral. Decks enormes, equalizadores cheios de LEDs, Videocassete com globo de espelhos, a papagaiada toda.</p>
<p>A Nintendo com o <a href="http://www.nintendo.com/whatsnew/detail/5M4HrBRE69Bh4iKqimiF5RDqSiIUGd4B">Wii U</a> criou MAIS um acessório. Alem do Wii Board, Wii Motion Plus, WiiArco, Wii Nunchaku, WiiMote, WiiVolante, WiiRabbit, sei lá.</p>
<p>A Sony tem aquele sorvete fosforescente, a Microsoft tem até teclado pro Xbox. No final todo gamer precisa de um gavetão pras tralhas.</p>
<p>Eu não via isso nos filmes de ficção. O único sujeito que carregava um cinto cheio de gadgets era o Batman. E James Bond.</p>
<p>Claro, por mais que os fabricantes dessem impressão de estar correndo na contra-mão, era uma questão de ser realista. Não havia tecnologia para substituir os controles, joysticks, teclados e tantas outras formas de interação com nossas máquinas. Ao mesmo tempo nunca houve um interesse dos fabricantes em universalizar seus controles. No auge cheguei a ter NOVE controles remotos espalhados pela sala, tive que comprar mais um sofá, para poder perder todos entre as almofadas.</p>
<p>Quando a Microsoft anunciou o Projeto Natal, que mais tarde se tornou a tecnologia Kinect, um monte de gente ficou com pé atrás, afinal era algo muito diferente da realidade dos games. Jogar SEM joystick exigiria uma metáfora completamente nova para o design de interfaces.</p>
<p>A tecnologia, embora revolucionária e funcional, tinha limitações. Através de magia negra o sistema reconhecia movimento corporal do jogador, mas não havia um rastreamento fino. Não era possível definir dedos individuais ou a direção do olhar, por exemplo.</p>
<p>Com isso os primeiros jogos do Kinect eram muito casuais, o que deixou os gamers hardcore com raiva (se bem que tudo deixa os gamers hardcore com raiva).</p>
<p>A parte principal entretanto não foi percebida: O Kinect era MAIS que um substituto de Joystick. Ele vem com reconhecimento de voz também. Sem necessidade de treinamento.</p>
<p>Falar com o computador é algo que sempre foi natural nos filmes, mas na vida real ainda é algo mais usado como recurso de acessibilidade do que funcionalidade do dia-a-dia.  As pessoas se sentem esquisitas falando com o PC.</p>
<p>Só que o videogame, a televisão, não são computadores (eu sei, são sim, mas mantenha o raciocínio). Não vamos entabular longas conversas, vamos comandar início de jogos, ou execução de filmes, mudança de canais ou trocas de armas e mapas.</p>
<p>Um jogo como Civilization ou Age of Empires ficaria excelente se pelo menos parte da interface fosse de voz, mas a grande dúvida continuava: Como um sistema de detecção de gestos se comportaria com jogos que tradicionalmente demandam teclado, mouse ou pelo menos joystick?</p>
<p>A resposta veio esta semana, quando a Ubisoft demonstrou seu trabalho para suportar Kinect nos jogos da série Ghost Recon.</p>
<p>Assista ao vídeo abaixo. A reação mais comum das pessoas é “isso é Tony Stark puro”. Não duvido que a idéia do gesto tenha surgido dali, afinal a vida imita a arte, já dizia Arthur Clarke.</p>
<p><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/t5HGfaTZn_8?version=3&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/t5HGfaTZn_8?version=3&amp;hl=en_US" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Não temos, claro, um ambiente holográfico com projeções 3D no ar, isso é impossível, mas em muito pouco tempo termos óculos usando a mesma tecnologia de giroscópios dos celulares e tablets modernos que darão a perfeita ilusão que essas projeções existem.</p>
<p>Enquanto isso começaremos a interagir com nossos brinquedos, depois nossos computadores utilizando a mesma forma de interação natural que usamos uns com os outros: Gestos e voz.</p>
<p>A era dos controles está acabando. Hoje não faz mais sentido você ter um daqueles pesadelos com 500 botões, que NUNCA serão usados. Bolas, nem as teclas coloridas da TV a Cabo a gente usa direito. Hoje nossas máquinas estão se tornando inteligentes o bastante para entender o que queremos fazer, e se adaptar a esses desejos.</p>
<p>Essa inteligência tem como resultado a simplificação do lado de cá, com o efeito colateral impressionante de tecnologias como o Kinect terem tornado obsoleto o que seria o supra-sumo da tecnologia de reconhecimento de gestos: O filme Minority Report.</p>
<p>Sim, obsoleto, pois enquanto no filme Tom Cruise precisava de luvas com LEDs para utilizar a interface, nos dias de hoje as crianças brincam com os joguinhos do Kinect de mãos limpas, e logo farão como os garotos em De Volta Para o Futuro 2, chamando o videogame com controle físico de “brinquedo de criança”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/06/13/o-melhor-gadget-do-ano-nao-existe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Adeus, Spirit</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/27/adeus-spirit/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/27/adeus-spirit/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 May 2011 16:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Robótica]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=67</guid>
		<description><![CDATA[A NASA, em 25/5/2011 cancelou depois de um ano as tentativas de contactar a sonda Spirit. Projetada para uma missão de 3 meses, o robozinho sobreviveu a invernos marcianos de –40 graus, tempestades de areia e Sol inclemente por longos seis anos. Uns acham que é o fim. Eu não. Deixo aqui uma visão mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2011-156&amp;cid=release_2011-156">A NASA, em 25/5/2011</a> cancelou depois de um ano as tentativas de contactar a sonda Spirit. Projetada para uma missão de 3 meses, o robozinho sobreviveu a invernos marcianos de –40 graus, tempestades de areia e Sol inclemente por longos seis anos. Uns acham que é o fim. Eu não. Deixo aqui uma visão mais otimista em honra a uma maquininha valente…</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-70" title="spirit" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/05/spirit1.jpg" alt="" width="620" height="350" /></p>
<h3>Histórias de Viajantes</h3>
<p>Na órbita de Netuno as estrelas começaram a cintilar, como se vistas por uma atmosfera que ali não existia. Em alguns segundos uma região do espaço se contorcia como uma bandeira, enquanto toda a cor tendia ao azul, ao branco e a faixas do espectro proibidas para olhos humanos, se ainda existissem. Do nada, onde havia apenas espaço, surge a Nave. Sem fanfarra, sem explosão de luz, sem ruído. Muito quântico, nada hollywoodiano, mas assim é o Universo.</p>
<p>Atraída pelo fraquíssimo sinal de rádio a equipe de pesquisadores decidira por unanimidade investigar. Inteligência era algo raro demais para ser ignorado, raro o suficiente para justificar os imensos recursos necessários para abrir uma ponte Einstein-Rose entre dois pontos no espaço.</p>
<p>Os exobiólogos se contentariam com qualquer coisa rastejante, mas toda uma geração de exosociólogos e xenolinguistas adorariam encontrar Vida Inteligente, para finalmente validar suas profissões. Até então nunca haviam conseguido.</p>
<p>Os Viajantes imediatamente começaram a sondar a região. Computadores com QIs que humanos chamariam de gênio mas que para os Viajantes eram meras ferramentas logo identificaram uma anomalia: O sistema solar não tinha planetas interiores, somente um cinturão de asteroides. O primeiro planeta era uma pequena esfera avermelhada, com um lado totalmente calcinado. Algo muito grande havia acontecido ali. Como em um velho guerreiro (um conceito desconhecido para os Viajantes) as cicatrizes contavam sua história.</p>
<p>A flutuação no nível de neutrinos vindos da estrela foram a resposta: Aparentemente comportada, em verdade era uma armadilha mortal, um Sol que de milhões em milhões de anos expelia trilhões de toneladas de plasma, em uma espécie de roleta russa cósmica. Desta vez pelo menos três planetas estavam na linha de fogo.</p>
<p>Mesmo com toda sua tecnologia os Viajantes tremeram ao pensar no Evento. Com oito minutos de alerta nem eles conseguiriam salvar sua espécie, que dirá os filhos de uma estrela tão nova.</p>
<p>Só que o sinal continuava a ser emitido. De alguma forma algo criado por uma civilização primitiva sobrevivera a um cataclismo solar, um pulso eletromagnético inimaginável e um inferno de chamas.</p>
<p>Alguns dos Cientistas expressavam admiração pelos colegas há muito mortos e sua inventividade. Outros imaginavam estar diante de uma espécie bem mais avançada. O Cientista-Chefe estava mais interessado em desvendar o mistério, e sem se dar ao trabalho de consultar os subalternos, direcionou a Nave para o 1o Planeta, fonte do Sinal.</p>
<p>Imagens de neutrinos mostraram que não havia vida ou civilização ali. Nenhuma estrutura. Observações iniciais fizeram com que um dos cientistas mais jovens vislumbrasse uma série de canais, um belo feito de engenharia planetária mas que se revelaram apenas uma ilusão de óptica.</p>
<p>Telescópios da Nave centrados no Sinal mostravam um objeto minúsculo, pequeno demais para ser uma nave. Nenhum gerador de Matéria Negra, nem mesmo um simples módulo de ponto zero, a fonte de energia do objeto era desconhecida. Não que fosse necessário mais incentivo, mas mesmo assim em uma rara ordem desnecessária para uma espécie que funcionava baseada em consenso o Cientista-Chefe comandou o lançamento de uma nave auxiliar.</p>
<p>Protegidos por campos atmosféricos –trajes espaciais haviam sido abandonamos milênios atrás- os cientistas cercaram o objeto, examinando-o em com todo tipo de sensores. Um deles ergueu um apêndice, no gesto universal de saudação “estou desarmado”. Universal ao menos segundo todos os exoantropólogos, que não estavam ali para comprovar tal universalidade.</p>
<p>O objeto ignorou a presença dos Viajantes. Poderia ser um ato de extrema arrogância de uma Entidade Superior, ou mais provavelmente uma forma de proteção. Foram precisos vários minutos até que a realidade fosse percebida. Por mais inimaginável que seja, estavam diante de uma máquina incapaz de se comunicar e interagir com seres inteligentes.</p>
<p>A noção era ridícula e contrariava o fato incontestável de que a máquina sobrevivera a um evento de destruição de proporções cósmicas. Nada tão simples poderia ser tão resistente.</p>
<p>O Cientista da Informação do grupo se aproximou com uma Sonda Universal. Os dados o fizeram repetir a sondagem. Aquela máquina funcionava com uma única CPU de 20MHz, sua memória era de 128MB, um valor tão baixo que não existia fora das aulas de teoria básica. Como algo poderia funcionar com tão poucos recursos?</p>
<p>A resposta veio aos poucos, enquanto os circuitos de tradução do Computador Central faziam engenharia reversa nos circuitos do objeto. Aos poucos um modelo exato era montado na mente cristalina da Nave. Espectrografia de Antineutrinos indicava a composição de cada peça. “Usavam Silício” – disse o Cientista da Informação – “Li sobre isso em livros antigos mas nunca pensei em ver algo assim funcionando”.</p>
<p>O Computador Central da Nave desvendou o principal mistério. Há muito congelada, a pequena máquina havia sido coberta por centenas de anos de poeira vermelha, enterrada para sempre. Quando a estrela lançou sua língua de plasma e destruição a máquina, sepultada, estava do lado oposto do planeta. As tempestades e ventanias que se seguiram a livraram de sua cobertura protetora de terra.</p>
<p>Como já havia acontecido antes, aquele brilhante equipamento inimaginavelmente simples e resistente acordou de seu sono e seguindo sua programação apontou a antena para um planeta que não mais existia, tentando contatar seus criadores.</p>
<p>Seu chamado para as estrelas havia sido atendido, por criaturas mais estranhas do que a pequena máquina –e mesmo os Homens que a criaram- seriam capazes de imaginar.</p>
<p>Agora era claro. Uma espécie perdida, o primeiro sinal de Inteligência encontrado pelos Viajantes, e o único memorial de sua existência era um pequeno robô e seu grito solitário na superfície de um planeta vermelho.</p>
<p>De posse de toda a informação na pífia memória do robô, os viajantes voltaram para a Nave. Em um último gesto o Cientista-Chefe ordenou que as células solares fossem substituídas por uma minúscula Unidade de Ponto Zero, que abasteceria a máquina por incontáveis milênios. Em sua volta foi erguida uma redoma de carbono cristalino antiestático. Nunca mais sua voz seria calada pela poeira dos anos.</p>
<p>Foi um gesto pequeno, mas o máximo que poderiam fazer em honra a uma espécie irmã, que em sua infância demonstrara a mesma curiosidade que os Viajantes. Que a pequena sonda-robô prosseguisse em sua missão, anunciando ao Universo que a Humanidade por um breve momento havia existido.</p>
<p>Adeus, Spirit.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/27/adeus-spirit/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>27</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A bomba-relógio dos iPads e da Mídia Digital</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/17/a-bomba-relogio-dos-ipads-e-da-midia-digital/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/17/a-bomba-relogio-dos-ipads-e-da-midia-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 May 2011 15:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formatos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=62</guid>
		<description><![CDATA[&#160; Hoje não resisti a brincar com um jornalista inglês correspondente no Paquistão; ele estranhou não ter recebido seus jornais, perguntou se era feriado. Respondi que era o Século XXI. A mídia impressa cada vez mais se rende ao formato eletrônico, as editoras brasileiras abraçaram o iPad e já estão de olho no Android, essas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_63" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/05/techtudobomba1.jpg"><img class="size-medium wp-image-63 " title="techtudobomba1" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/05/techtudobomba1-300x225.jpg" alt="" width="400" height="325" /></a><p class="wp-caption-text">Galileu no iPad - funciona redondinha.</p></div>
<p>Hoje não resisti a brincar com um jornalista inglês correspondente no Paquistão; ele estranhou não ter recebido seus jornais, perguntou se era feriado. Respondi que era o Século XXI.</p>
<p>A mídia impressa cada vez mais se rende ao formato eletrônico, as editoras brasileiras abraçaram o iPad e já estão de olho no Android, essas safadinhas&#8230;</p>
<p>No exterior surgem periódicos específicos para a mídia tablet, como a <a href="http://itunes.apple.com/us/app/project-magazine/id404942717?mt=8">Project </a>de <span style="text-decoration: line-through;">Tony Stark </span>Richard Branson, e <a href="http://itunes.apple.com/us/app/the-daily/id411516732?mt=8">The Daily</a>, de <span style="text-decoration: line-through;">Montgomery Burns</span> Ruppert Murdoch.</p>
<p>Ler revistas no iPad é excelente, a possibilidade de compartilhar as informações via redes sociais é muito atraente, e o simples fato de não ter que carregar uma pilha de papel de um lado para outro já é vantagem. Quando olho minha coleção da Wired ocupando boa parte da prateleira fico feliz de viver no futuro.</p>
<p>Mas&#8230; será que tudo são flores? Será que esse futuro maravilhoso da mídia digital é tão bom assim? As árvores dizem que é, mas da mesma forma que campanhas pró-vegetarianismo estreladas por vacas, há um interesse oculto. Deve existir algum ponto negativo.</p>
<p>Há. E é um problema sério, que não foi pensado, ou pelo menos tornado público.</p>
<p>Ter centenas de livros no iPad ou no Kindle é algo viável, palavras ocupam muito pouco espaço, mas revistas, principalmente projetadas para tablets são outra história. Uma edição de uma revista relativamente fina ocupa pelo menos 200MB. Se for uma edição com muitas imagens e vídeos, conteúdo multimídia que cada vez mais se torna obrigatório, esse número aumenta. O primeiro número da Wired chegou a quase 500MB.</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<div id="attachment_64" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/05/techtudobomba2.jpg"><img class="size-full wp-image-64 " title="techtudobomba2" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/05/techtudobomba2.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">A Época é outra que se adaptou bem.</p></div>
<p>Digamos que você assine a Época, com uma média de 200MB por exemplar. Em dez semanas temos 2GB de revistas em seu iPad. Se for um modelo de 16GB mais de 10% de seu espaço de armazenamento estará ocupado por UMA revista. Se você for um leitor contumaz, ou mesmo SEM o Tumaz, lerá mais de um titulo.</p>
<p>Duas revistas, 20% do armazenamento.</p>
<p>52 semanas em um ano. Multiplicando por 200MB temos 10.4GB.</p>
<p>O espaço ocupado na estante deixa de ser tão feio, né?</p>
<p>“ah, mas não é preciso guardar tudo”</p>
<p>Claro que não, mas e se eu quiser, ou precisar consultar a revista? Uma das grandes vantagens da mídia eletrônica é a facilidade com que pesquisamos grandes volumes de informação. Uma revista em formato digital deixa de ser papel parado e se torna uma fonte rica e viva de dados.</p>
<p>O armazenamento em tablets é bem precioso, ainda é caro e limitado. Cartões de memória não resolvem, são mais coisas pra gente perder, e Murphy garantirá que você irá precisar de materiais em dois cartões diferentes simultaneamente.</p>
<p>Existe a possibilidade da Nuvem, mas no Mundo Real, fora das demonstrações de feiras de tecnologia a velocidade e confiabilidade das conexões wireless ainda deixa a desejar. Há muitos pontos cegos e pontos de baixa performance, além do custo de manter e disponibilizar esse conteúdo para eventual consulta.</p>
<p>Para alguns isso já ocorre, mas eu entendo que o sujeito tem que ser um louco furioso igual ao Murdock do Esquadrão A para querer levar 40 mil músicas e 10 temporadas de Smallville de um lado para outro. Pessoas normais gerenciam suas bibliotecas de mídia e só colocam nos dispositivos moveis um subconjunto do que possuem.</p>
<p>Só que mesmo pessoas normais sempre levam TODOS os livros digitais em seu dispositivo.</p>
<p>Mídia de leitura e consulta é percebida de forma diferente na cabeça do leitor. Sua própria necessidade tem um <em>timing</em> diferente. Ninguém concebe espear um download de 200MB para procurar algo em uma revista, muito menos quando nem lembramos do número onde a matéria saiu.</p>
<p>Principalmente, a compra digital ainda é algo que não foi bem assimilado pelo leitor. A falta de algo físico para interagir deixa muita gente desconfortável. Por mais cruel que seja, o papel é real, a informação é intangível.</p>
<p>A sensação de apagar um número de uma revista digital, para liberar espaço no tablet soa como jogar dinheiro fora, por mais que jogar uma revista velha no lixo não pareça –e seja- a mesma coisa.</p>
<p>Portanto é provável que em um futuro próximo nossos iPads estejam lotados e tenhamos que fazer várias Escolhas de Sofia,  por mais doloroso que seja.</p>
<h2>Como resolver?</h2>
<p>Imagino que uma alternativa seja as editoras criarem agregadores, arquivando exemplares antigos das revistas sob sua bandeira. Esses exemplares seriam armazenados sem imagens, com o texto extremamente compactado e com muitos índices de pesquisa.</p>
<p>Com isso o leitor/pesquisador evitaria ao máximo a consulta online, teria acesso ao grosso das citações e matérias, e se fosse o caso aí sim baixaria somente o artigo que interessa.</p>
<p>Resolveria o problema do uso offline ou em condições não-ideais, resolveria o problema do espaço (a idéia é que os tablets mais novos venham sempre com mais memória) e resolveria o problema da “sensação de propriedade”. Você não apagou nem abriu mão de nada, só guardou as revistas velhas na versão digital do armário da garagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/05/17/a-bomba-relogio-dos-ipads-e-da-midia-digital/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Smartphones, iPads e Conselheiros Famintos</title>
		<link>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/04/27/smartphones-ipads-e-conselheiros-famintos/</link>
		<comments>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/04/27/smartphones-ipads-e-conselheiros-famintos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:15:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Smartphone]]></category>
		<category><![CDATA[conteúdo]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[precificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/?p=53</guid>
		<description><![CDATA[Em um texto clássico de meu nobre colega de ofício e corporação João Ubaldo Ribeiro, de título “O Conselheiro Come” o Bom Baiano narra uma anedota clássica sobre Ruy Barbosa, onde após horas de consultoria seus interlocutores se despediam e iam embora sem meter a mão no bolso, pois o grande autor, causídico e diplomata [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um texto clássico de meu nobre colega de ofício e corporação João Ubaldo Ribeiro, de título “O Conselheiro Come” o Bom Baiano narra uma anedota clássica sobre Ruy Barbosa, onde após horas de consultoria seus interlocutores se despediam e iam embora sem meter a mão no bolso, pois o grande autor, causídico e diplomata tinha vergonha de tocar em assunto tão vil quanto o metal.</p>
<p>Entrava em ação a esposa, que chamava a visita para um canto, esticava a mão e dizia “O Conselheiro come&#8230;”</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-59" title="copyright_stockxchng" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/copyright_stockxchng.jpg" alt="" width="300" height="300" />Em nosso relacionamento com o mundo tecnológico somos esses visitantes. Muitas vezes sem maldade, achamos natural sair sem pagar. Uma música, uma foto, um texto. Eu, artesão da palavra e que faço dela o meu viver, acho por vezes antipática a mensagem que alguns sites colocam alertando do justo Copyright de seus textos, quando fazemos um CTRL+V no conteúdo. Imagine quem não tem essa percepção.</p>
<p>Por três Séculos a mídia eletrônica sempre foi gratuita. Em 15 de Novembro de 1899 as autoridades portuárias inglesas não pagaram nada para receber os sinais de rádio do SS St Paul, que trazia a bordo Guglielmo Marconi, que aproveitava a viagem de volta para a Inglaterra para testar seu equipamento, e avisou a 122Km de distância que estavam chegando.</p>
<p>O único dinheiro envolvido com a mídia eletrônica era o aparelho em si. Pagar pelo conteúdo era heresia. Claro, o conteúdo em si era bancado pela publicidade, mas isso não interessava para o espectador.</p>
<p>Com o tempo essa percepção APARENTEMENTE mudou, hoje pagamos pelos canais de TV por assinatura, mas será que realmente estamos pagando conscientemente pelo conteúdo, ou em nossas cabeças pagamos por aquelas caixinhas pretas cheias de cabos, e pelas antenas bonitinhas?</p>
<p>Um exemplo: todo, TODO comparativo de preço entre filme físico e download gera insatisfação. As pessoas insistem em levar em conta o preço da mídia como fator determinante. Já vi gente comparando até com DVD-R comprado em camelô e gravado em casa.</p>
<p>A ÚNICA coisa que nunca levam em conta é a remuneração do autor. A percepção geral é que o grande impedimento do barateamento de filmes e séries e músicas e shows é a mídia física.</p>
<p>Esse é um preconceito MUITO grande, essa minimização do trabalho intelectual é cruel, pois sem o autor só temos mídia virgem e fora inspirar demolições, virgens não têm grandes utilidades.</p>
<p>Costumo dar um exemplo de como o CONTEÚDO tem essa percepção de irrelevante: 100% das pessoas que baixam filmes e séries ilegalmente pra consumo próprio, adquirindo temporadas inteiras que custam centenas de Reais nas lojas JAMAIS teriam coragem de afanar um único DVD pirata de um camelô, e se sentiriam moralmente ofendidas pela simples possibilidade de tal gesto.</p>
<p>Nós AINDA valorizamos muito mais o MEIO do que a MENSAGEM. Isso não vai mudar tão cedo. A situação temerária da velha mídia no mundo online, as publicações específicas para iPad como The Project, The Daily e mesmo a Wired vendendo muito pouco mostram que não é só uma questão de migrar conteúdo para o novo formato, o valor é perdido quando é alcançado esse estado de intangibilidade (isso foi profundo).</p>
<p>Um outro exemplo, igualmente real:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-55" title="conselheiro1" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/conselheiro1-239x300.jpg" alt="" width="239" height="300" /></p>
<p>Um livro, papel couchê, policromia, 256 páginas, capa dura, conteúdo excelente. Preço: R$26,70.</p>
<p>NOTA: Valores em Reais convertidos do Dólar, você não acha nada com tal qualidade a esse preço nas livrarias brasileiras, em nosso pais ler é supler- superfu- supler- Como demonstrado.</p>
<p>Estou falando do Excelente<em> </em><a href="http://www.amazon.com/Daily-Show-Stewart-Presents-Earth/dp/044657922X/"><em>Earth (The Book): A Visitor&#8217;s Guide to the Human Race</em></a>, produzido pela equipe do comediante Jon Stewart, segundo algumas fontes o Marcelo Tas americano. É um preço ótimo, infelizmente o frete não compensa. Há a alternativa: O Audiobook. Narrado pelo supracitado comediante, mais o resto da igualmente ótima equipe do Daily Show. São 3 horas e 39 minutos, por R$25,04.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/conselheiro2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-57" style="border: 1px solid black;" title="conselheiro2" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/conselheiro2.png" alt="" width="465" height="272" /></a></p>
<p>Mas e as fotos? Eu quero as fotos!</p>
<p>Ahá! <a href="http://itunes.apple.com/us/app/the-daily-show-with-jon-stewart/id391599131?mt=8">Há uma app de iPad!</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/conselheiro3.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-56" style="border: 1px solid black;" title="conselheiro3" src="http://www.techtudo.com.br/platb/files/2173/2011/04/conselheiro3.png" alt="" width="465" height="272" /></a></p>
<p>COMO ASSIM, BIAL? <strong>R$23,53</strong>? <strong>US$14,99 </strong>POR UMA APP?</p>
<p>Eu comprei, mas sou tiete do <span style="text-decoration: line-through;">Tas</span> Stewart, mesmo assim é a app mais cara que já adquiri.</p>
<p>Vejamos: EU sou autor, EU mesmo sem ser conselheiro comi (ou pelo menos bebi) MUITO de meus livros e tive uma reação quase histérica ao ver uma aplicação com o MESMO conteúdo do livro, que em teoria seria o que me interessaria, sendo cobrada com preço de livro, e não joguinho de US$0,99?</p>
<p>São 475MB de conteúdo, não exatamente uma foto e dois parágrafos de calaboca.</p>
<p>Eu sei que é difícil, mas temos que nos livrar dessa idéia de comparar bananas com laranjas. Músicas são Músicas, Livros são Livros e Joguinhos são Joguinhos.  As escalas são diferentes, o trabalho envolvido é diferente, as vendas são diferentes.</p>
<p>Um Best Seller na área de informática nos anos 90 vendia na casa de 2000 exemplares, livros de grande projeção começavam com impressões de 10 mil e títulos menores, 500. Mantendo esses números E seguindo a sugestão LOUCA de todo ebook custar US$0,99, aí sim se tornaria verdadeira a lenda mentirosa de que somente <span style="text-decoration: line-through;">Jorge Amado</span> Paulo Coelho vive de literatura no Brasil.</p>
<p>Não podemos comparar com aplicações que vendem 5 milhões de cópias, mas mesmo elas precisam SIM ser valorizadas, muitas podem e devem custar mais de US$0,99.</p>
<p>Não gostaria de terminar com um tom desanimador, mas não tenho um modelo a sugerir, pois primeiro temos que vencer o preconceito contra o meio eletrônico, temos que valorizar o conteúdo que torna nossos gadgets relevantes e entender que sem nossos filmes, nossos jogos e nossas apps, um iPhone, um Android, um iPad não são mais que metal frio de alma pequena. E isso não vale a pena.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.techtudo.com.br/platb/gadgets/2011/04/27/smartphones-ipads-e-conselheiros-famintos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
