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A cultura de privacidade do Google

qui, 26/01/12
por Renê Fraga |
categoria Google

Depois do problema ocorrido no lançamento do Google Buzz em 2010, onde uma falha no modelo de privacidade do produto afetou diversos usuários e colaborou inevitavelmente para seu próprio fim, a gigante de Mountain View se viu obrigada a montar uma equipe especializada em analisar e aprimorar suas ferramentas.

Para evitar que novos problemas pudessem ocorrer em outros produtos, o Google nomeou Alma Whitten, uma engenheira de software, a um estranho cargo de Diretora de Privacidade para garantir que o grave problema ocorrido ao Buzz não voltasse mais a ocorrer.

“Fizemos progresso incrível no ano passado”, disse Whitten em entrevista ao CNNMoney. “Nós construímos o carro, e agora nós estamos fazendo apenas o ajuste no motor”.

Com Whitten no comando, o Google tem promovido uma “revisão de privacidade” para cada novo produto, além da criação de subgrupos especializados em áreas específicas de privacidade, como o anonimato dos dados, localização e publicidade.

Esses subgrupos analisam os produtos para determinar se os engenheiros deixaram passar algum problema ou recurso que possa afetar os dados dos usuários, além de verificar se estão suficientemente separados dos dados que serão repassados aos anunciantes.

“Nós não queremos ter uma situação em que uma decisão está sendo feita sobre algo crítico, em que alguém acha que o código está fazendo uma coisa, mas está realmente a fazer outra coisa”, disse Whitten .

Como resultado dessa força-tarefa, o Google tem cada vez mais direcionado seus engenheiros a trabalharem a fundo nos códigos para que os especialistas de privacidade possam compreender o processo antes que uma decisão seja tomada e liberada aos usuários.

Whitten diz que sua mais importante conquista, até o momento, tem sido a construção de uma cultura de privacidade do Google, algo que sempre foi um assunto frequentemente questionado pelos usuários e pelo mercado. Agora, com o sucesso da iniciativa, a cultura interna do Google tem visto a privacidade como algo realmente crítico aos negócios.

“Nossos usuários são o nosso maior negócio, é a coisa No. 1 que não podemos estragar”, disse Whitten. “É por isso que ter a certeza de que o Google tem um processo de privacidade realmente bom que me ajuda a dormir à noite.”

Esta semana, como foi noticiado aqui no TechTudo, o Google resolveu simplificar todos os seus tempos de uso e privacidade . Em vez de 70 diferentes políticas para cada um seus produtos – como pesquisa, mapas, Gmail, etc – a empresa trabalhou para consolidar um único acordo de privacidade, desta vez bem mais curto e simples.

“Estas mudanças entrarão em efeito no dia primeiro de março, e começamos a notificar os usuários hoje, por e-mail e também com um aviso na nossa página inicial. Trataremos você como um único usuário em todos os nossos produtos, o que proporcionará uma experiência mais simples e intuitiva com o Google”, disse Whitten no blog oficial do Google.

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Steve Wozniak ama seu iPhone, mas está apaixonado pelo Android

ter, 17/01/12
por Renê Fraga |
categoria Android, Google

Diferente da opinião agressiva de seu amigo Steve Jobs – que planejava destruir o Android a qualquer custo -, Steve Wozniak, também co-fundador da Apple, sempre procurou mostrar um lado mais simpático, mesmo quando suas experiências pessoais o levam a elogiar produtos feitos por concorrentes da Maçã.

Em entrevista ao site The Daily Beast, Woz revelou que considera o iPhone o melhor smartphone em sua opinião pessoal, mas, em certos pontos, ele destaca que existem alguns importantes atrasos quando comparado ao Android. “Meu telefone principal é o iPhone”, disse Woz. “Eu amo a beleza dele, mas eu realmente gostaria que ele fizesse todas as coisas que meu Android faz”. Para ele, os comandos de voz funcionam melhor no Android, além de o sistema de navegação incorporado ao GPS ser uma das vantagens do sistema operacional do Google.

Ainda segundo Woz, os smartphones com Android não são tão simples de usar quanto o iPhone, mas eles não são tão complicados assim. “Se você estiver disposto a fazer um trabalho para compreendê-lo um pouco, bem, eu odeio dizer isso, mas há mais recursos disponíveis em alguns aspectos”, explica Woz. Há poucas semanas, ele apareceu no campus da Google, em Mountain View, para receber, em primeira mão, o Galaxy Nexus e teve sua passagem registrada em fotos junto as estátuas do Android.

Apesar de ter recebido o Galaxy Nexus, de acordo com Dan Lyons, autor da publicação, Wozniak apresenta ter uma preferência maior pelo Motorola Droid Razr, um dos lançamentos recentes da Motorola e que se destacou no mercado por seu design ultrafino. Questionado sobre sua afinidade com Andy Rubin, chefe do Android, o criador do computador pessoal lembrou que ambos já trabalharam junto no passado e que há muito respeito entre eles. “Eu conheço Andy há muito tempo e eu o respeito muito”, disse.

Com relação à concorrência acirrada entre Apple e Google, Woz afirma lembrar muito da guerra entre Windows e Macintosh na década de 1990. Apesar das semelhanças, ele destaca que o Android é um produto com uma qualidade bem próxima a do iOS, algo que não acontecia “ao comparar o Mac com Windows”, afirmou.

Por fim, Woz fez uma dura crítica à Apple e ao recurso Siri, que, atualmente, vem integrado ao iPhone 4S e permite que os utilizadores façam perguntas e solicitações em linguagem natural. Antes da aquisição do recurso pela Apple, segundo ele, o software funcionava de forma primorosa, com poucos erros. Hoje, porém, não funciona tão bem e parece não compreender perguntas rotineiras que ele tinha o costume de fazer.

Para finalizar suas críticas e mostrar uma imparcialidade de fazer inveja aos evangelistas de plantão, Woz não esqueceu de citar o problema da bateria que afeta o dispositivo mais recente da Apple. “Eu tive um monte de problemas e tinha que desligar para salvar a vida da bateria”, resmungou.

Em 2011, durante a quarta edição da Campus Party, eu tive o imenso prazer de conhecer Steve Wozniak pessoalmente e trocar algumas poucas palavras com ele (além de pedir um autógrafo, é claro!). Tirando as ideologias de lado, inclusive possíveis diferenças de opinião, ele é o grande responsável pela evolução que temos hoje, principalmente na computação pessoal.

Enquanto Steve Jobs era o homem do marketing, Woz foi o grande responsável por realmente colocar as ideias para funcionar da forma mais literal possível.

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O presente de Natal do Google para a Mozilla

sex, 23/12/11
por Renê Fraga |
categoria Google, Google Chrome

Embora os desenvolvedores da Mozilla tenham ganho, durante o ano de 2011, uma série de bolos da equipe do Internet Explorer, da Microsoft – que celebravam as versões públicas do navegador – o maior presente veio do Google: US$ 300 milhões anuais para manter o buscador líder da internet como o mecanismo de pesquisa padrão no Firefox.

A revelação é do blog All Things, do jornal Wall Street Journal, que conseguiu apurar os valores que foram negociados entre a gigante de Mountain View e a fundação sem fins lucrativos. O veículo ainda descreve que o acordo de royalties não foi uma tarefa fácil pois existiam outros players interessados em assumir o espaço.

“O gigante das buscas vai pagar quase US $ 300 milhões por ano para ser a escolha padrão no navegador Mozilla Firefox, um enorme salto de seu acordo anterior, devido ao interesse de ambos os concorrentes Yahoo e Microsoft”, publicou a blogueira Kara Swisher.

Em 2010, para se ter uma ideia, o Google foi o responsável por gerar cerca de 84% dos rendimentos da Mozilla, chegando a um volume total de US $ 123 milhões em receita. Um aumento que já era significativo quando comparado outros acordos antigos, em 2006 e 2008, que foram avaliados entre US$ 60 e 80 milhões.

Fontes do jornal ainda cogitaram que o novo contrato, avaliado em quase 1 bilhão de dólares, em 3 anos, será essencialmente os ganhos que Google conseguirá arrecadar através da busca do Firefox, o que aparentemente não deve trazer perdas ou ganhos, pelo menos para a empresa de Larry Page e Sergey Brin.

Com relação a Mozilla, será interessante observar como a organização irá trabalhar com todo esse novo dinheiro em caixa, principalmente neste momento onde seu produto principal passa por um pequeno declínio, tanto em market share quanto no ambiente de recursos e inovação.

Em novembro, o StatCounter divulgou um relatório que mostrou uma mudança drástica no panorama geral dos navegadores da internet, destacando uma ultrapassagem do Google Chrome quando comparado com uma leve queda do Firefox em uso no mundo.

Em declarações públicas após o fechamento do acordo, o CEO da Mozilla, Gary Kovacs, se mostrou estar entusiasmado com o novo acordo, que atinge centenas de milhões de usuários do Firefox em todo o mundo, mas evitou qualquer declaração sobre o Chrome.

“Temos o prazer de anunciar um novo acordo significativo e mutuamente benéfico de receita com o Google. Este novo acordo estende nosso relacionamento de longo prazo com a pesquisa Google, por pelo menos, três anos”, disse Kovacs.

No outro lado da moeda, Alan Eustace, vice-presidente sênior de pesquisa do Google, também evitou dar maiores detalhes sobre a visão da empresa ao investir no desenvolvimento de dois navegadores ao mesmo tempo, em um momento que seus trabalhos passam por foco e priorização.

“Mozilla tem sido um parceiro valioso para o Google ao longo dos anos e esperamos dar continuidade a esta grande parceria nos anos que estão por vir”, declarou o executivo do buscador.

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Google X, o laboratório secreto do Google

sáb, 19/11/11
por Renê Fraga |
categoria Android, Google

De acordo com uma reportagem recente do The New York Times, o Google mantém um laboratório secreto em suas instalações. A publicação revela, ainda, que o co-fundador Sergey Brin seria o responsável por liderar uma pequena equipe no desenvolvimento de protótipos futurísticos, um ambiente praticamente desconhecido da maioria dos funcionários da empresa.

“O laboratório fica em um local não revelado, onde robôs podem andar livre e o futuro pode ser imaginado. É um lugar onde a sua geladeira pode ser conectada à Internet, alertando quando os mantimentos chegam a um nível baixo. Seu prato pode postar automaticamente [nas redes sociais] uma foto do que você está comendo. O robô pode ir para o escritório enquanto você fica em casa de pijama. E, talvez, um elevador para o universo”, descreve, com extrema imaginação, o jornal americano.

Conhecido como Google X – não confundir com a antiga página focada nos usuários de Mac (página espelho do blog Google Discovery) -, o laboratório é uma espécie de caixa mágica onde produtos são inventados e testados. Atualmente, mais de 100 projetos estão em andamento e muitos deles direcionados a resolver problemas com o uso da tecnologia.

Dois destes projetos, porém, já são conhecidos público. Estamos falando da tecnologia de direção autônoma para carros, que foi citada em um artigo anterior aqui no TechTudo, e o Android @ Home, uma iniciativa lançada no Google I/O 2011 que dá, ao sistema operacional móvel, a possibilidade de descobrir, conectar e se comunicar com os aparelhos e dispositivos em uma residência.

As outras criações, segundo fontes do NYT, estariam praticamente em estágio conceitual, longe de qualquer realidade. No entanto, há uma esperança de que Brin poderia vir a aprovar o lançamento de um novo produto até o final do ano, algo cujo os detalhes se mantém em completo segredo.

Enquanto muitas das empresas tentam manter seu foco em seus próprios negócios, o Google tem uma atração por tentar criar novos mercados, segmentos onde as empresas dificilmente colocariam investimentos sem uma boa garantia de retorno. A ideia, se comparado, apresenta grandes similaridades com a Xerox PARC, que nos anos 70 desenvolveu o primeiro computador pessoal (laboratório que mais tarde receberia a ilustre visita de Steve Jobs).

No caso do Google, a robótica parece ser o grande desafio de Mountain View. “Frotas de robôs poderiam ajudar o Google a recolher informações, substituindo os seres humanos que, hoje, registram fotos para o Google Maps. Os robôs nascidos no laboratório poderiam ser destinados às casas e escritórios, onde poderiam ajudar com tarefas mundanas ou permitir que as pessoas trabalhem remotamente”.

Outro foco da empresa está em conectar tudo à web, principalmente objetos e equipamentos. Entre as ideias, estão um regador de jardim que possa funcionar de qualquer lugar, um moedor de café com chave remota e até mesmo uma lâmpada de luz que possa ser ligada ou desligada com um clique do mouse ou um toque na tela de um equipamento com Android.

Para compor a equipe, a gigante de Mountain View contratou diversos funcionários da Microsoft, Nokia Labs, Stanford, M.I.T., Carnegie Mellon e New York University. O grande destaque fica por conta de Johnny Chung Lee, um dos desenvolvedores do Kinect, a tecnolologia de grande sucesso da empresa de Steve Ballmer.

“Atualmente, passo a maior parte do meu tempo com projetos futuros, pois esperamos que estes venham a ser promovidos e ganhem um importantes espaço dentro da empresa no futuro”, disse Brin numa entrevista recentemente, sem mencionar o Google X.

No livro In The Plex, uma citação de Larry Page mostra a visão do CEO sobre a tentativa da empresa em levar a tecnologia para segmentos diferentes. “Eu simplesmente sinto que as pessoas não estão trabalhando o suficiente em coisas impactantes. As pessoas estão realmente com medo do fracasso e, por isso, é difícil para elas fazerem coisas ambiciosas. E elas também não percebem o poder das soluções tecnológicas para as coisas, especialmente computadores “.

O porta-voz do Google Jill Hazelbaker não quis comentar sobre o laboratório, mas disse que investir em projetos especulativos tem sido parte importante do DNA do Google. “Enquanto as possibilidades são incrivelmente excitantes, por favor, tenha em mente que as somas envolvidas são muito pequenas em comparação com os investimentos que fazemos em nossos principais negócios”, esclareceu.

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Apple Siri pode se tornar o pior pesadelo do Google

ter, 25/10/11
por Renê Fraga |
categoria Android, Google

Embora a Apple não tenha, inicialmente, convencido seus usuários e fãs com a nova versão do iPhone, a tecnologia Siri, por outro lado, tem se mostrado como uma funcionalidade “matadora” ao atrair as atenções dos usuários e interessados em obter um assistente virtual.

Com seu funcionamento acionado inteiramente por voz, o recurso embarcado pela Apple traz, como diferencial, a possibilidade de permitir que seu utilizador possa conversar naturalmente com o aparelho, ou seja, sem trazer o famoso guia de comandos pré-ativos, o que quase sempre era padrão neste tipo de tecnologia.

Além da conversação, que chega até mesmo a contar uma piada do próprio iPhone, o Siri é capaz de trazer uma série de atalhos aos recursos do próprio smartphone, como mandar e-mails, sms e fazer ligações. No entanto, a possibilidade de fazer pesquisas, procurar por receitas, mostrar a previsão tempo e fazer cálculos matemáticos, podem proporcionar uma futura mudança de comportamento.

Até hoje, se é que podemos generalizar, as pesquisas no celular funcionavam em um modo quase próximo ao que costuma ocorrer nos computadores: um termo era quase sempre injetado na página inicial do Google e os resultados eram mostrados numa página de resultados dentro de navegador. Com as facilidades do sistema da Apple, isso muda tudo. E muda mesmo.

Com o Siri, as pessoas podem vir a deixar de pesquisar no Google para obter as respostas instantâneas do assistente da Apple, comprometendo, aos poucos, os negócios da gigante de Mountain View para o segmento móvel, afetando principalmente a sua base de negócios mais importante: o seu mecanismo de pesquisa.

A mudança não deve ocorrer pelo fato de trazer mais relevância ao consumidor, mas por induzir a um novo formato rápido de consumir informações e sem a necessidade de digitar uma única palavra. Por mais irônico que seja, este era o futuro que Eric Schmidt, em seus tempos de CEO, sonhava para a empresa: “Acredito que a maioria das pessoas não querem que Google responda às suas perguntas. Eles querem que o Google lhes diga o que deve ser feito em seguida”.

No entanto, a tecnologia encontra a resistência de Andy Rubin, Chefe do Android, que se declara publicamente contra a ideia de ver os usuários conversando com uma máquina em vez de estarem conversando ou obtendo informações com uma outra pessoa. A razão por trás de sua declaração até pode ter um efeito moral, mas atualmente é um elo frágil e ameaçado pela visão de futuro da empresa criada por Steve Jobs.

“Eu não acredito que o telefone deva ser um assistente”, disse Rubin, em uma entrevista durante o lançamento do Nexus Prime. “O telefone é uma ferramenta de comunicação. Você não deveria estar se comunicando com o telefone, mas conversando com alguém do outro lado do telefone”.

Apesar de ainda ser muito cedo para uma definição do futuro, principalmente por não termos uma avaliação correta da percepção dos usuários com a nova tecnologia, as vertentes apresentadas pelo Siri podem se tornar um problema crítico ao Google, principalmente com relação a base de celulares e equipamentos da plataforma iOS.

Caso suas implicações realmente venham a exceder as expectativas do mercado e se tornem uma forte alternativa de como interagimos com nossos celulares, isso com certeza implicará em novas mudanças no mundo mobile.

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Google+ chega a 50 milhões de usuários

seg, 26/09/11
por Renê Fraga |
categoria Android, Google, Orkut

Com apenas 88 dias de existência desde seu lançamento, o novo projeto social do Google começa a dar sinais de que está obtendo sucesso e aprovação dos usuários. De acordo com Paul Allen, fundador do site Ancestry e CEO do App FamilyLink, o produto já teria alcançado a marca de 50 milhões de usuários nesta segunda-feira (26/09).

Allen, que vem acompanhando o Google+ desde seus primeiros dias, estima que o crescimento tem se mantido em taxas que nunca antes foram monitoradas, principalmente quando comparado aos números históricos de redes sociais como o Facebook, Twitter, Linkedin e o MySpace (este último chegou a ser a rede social mais usada no mundo).

Mesmo inicialmente limitado por convites, o projeto social da gigante de Mountain View chegou a obter em seus primeiros dias uma verdadeira explosão de popularidade, chegando a 10 milhões de usuários e mais de 1 bilhão de itens compartilhados em apenas um único dia, revelado pelo CEO Larry Page, no último mês de Julho.

Com a descontinuação dos convites e uma integração mais próxima com o botão do Google+1, atualmente com mais 5 bilhões de impressões diárias, o Google+, ou melhor, um “serviço de identificação”, descrito recentemente pelo presidente do conselho Eric Schmidt – talvez por permitir que usuários apenas utilizem seus nomes reais – tem ganho a atratividade necessária para colocar a empresa de volta ao mapa dos sites sociais.

Para se ter uma ideia exata deste crescimento alucinante, os 50 milhões de usuários obtidos pelo Google+, nos últimos 88 dias, só foram conseguidos pelo Facebook em 1325 dias, ou seja, um pouco mais de três anos após seu lançamento ao público. No caso do Twitter e do MySpace, que também tiveram altas taxas de crescimento, só chegaram a marcas similares após 1 ano de vida no mercado.

Mas o que tem chamado tanto a atenção dos usuários? Um dos grandes pontos de destaque do Google+ é a sua interface simples, intuitiva e dinâmica que revela um lado diferente quando comparamos com arquiteturas carregadas de recursos, como tem ocorrido cada vez mais com o Facebook e Twitter, que tentam preencher todos os espaços com novas funcionalidades ou alteram suas funções navegacionais sem se importar com o feedback de seus usuários.

No Google+, os executivos do Google tem demonstrado cada vez mais que estão prestando a atenção no que os usuários estão falando de sua plataforma, incluindo os feedbacks diretos que permitem realizar correções e melhorias em alta velocidade. Uma prova disso foi o lançamento recente dos Hangouts para celulares, um dos temas mais discutidos entre os desenvolvedores do Google Developer Day 2011, o que demonstrava uma tendência importante para o Google investir suas fichas e pretensões.

Com a abertura das APIs a empresa também busca uma maior integração com sites externos, aplicativos e outras criações que poderão dar ao projeto social uma expansão significativa na usabilidade de sua plataforma, permitindo que as informações possam conectar e interagir com outros usuários, incluindo novos modelos de trabalhos colaborativos e até formatos inovadores de entretenimento virtual.

Apesar do sucesso, que atualmente classifica o Google+ como o projeto social com o crescimento mais rápido da internet, ainda há muito o que fazer e promover como integrações com o Google Reader (o que otimizaria os Sparks), permitir que os usuários do Orkut também possam iniciar Hangouts (o que reduziria a barreira entre os produtos), reintrodução de uma nova pesquisa em tempo real para encontrar conteúdo no Google Search, integração dos perfis corporativos, etc.

No caso do Orkut, que destaca o nosso mercado entre dois produtos sociais, seria muito interessante ver o Google+ assumindo o sistema de atualizações (timeline) da maior rede social do Brasil, ou pelo menos doando a interface para que haja um ambiente mais amigável para as publicações e discussões, algo que hoje está praticamente paralisado devido ao funcionamento que não valoriza o conteúdo relevante.

Na questão do acesso móvel, principalmente entre os usuários do Android e iPhone, o Google Brasil caminha para intervir no mercado com um novo aplicativo nos próximos dias.

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Review: Samsung Galaxy SII, o Android mais poderoso das galáxias

seg, 29/08/11
por Renê Fraga |
categoria Android

Lançado no mês passado no Brasil, o Samsung Galaxy SII tem sido um sucesso no mundo, com uma estimativa de venda que já ultrapassa 5 milhões de unidades. Qual seria o motivo deste engajamento tão forte com relação a este produto? É fácil analisar quando lembramos da versão anterior, o Galaxy S, que também ganhou destaque por trazer uma performance notável e uma tela de fazer inveja aos concorrentes.

Teria o Galaxy SII a mesma potência de seu antecessor? Para chegar a uma conclusão definitiva sobre o produto, eu praticamente tomei o Galaxy SII como meu aparelho principal nas últimas três semanas. Com um processador dual core de 1,2 GHz, que leva todos os processos do Android a uma velocidade que faz a diferença, inclusive na própria inicialização do aparelho, as primeiras impressões realmente me impressionaram.

Antes mesmo de sair mexendo, a tela de 4.3 polegadas se mostra ainda mais bonita que na versão anterior, com imagens beirando a perfeição e um brilho que permite seu uso mesmo em dias mais ensolarados. A tela grande também ajuda na usabilidade, permitindo remanejar ícones e gadgets mais facilmente, fazendo com que a leitura de textos também seja mais confortável. Apenas para lembrar, o Galaxy S tinha uma tela de 4 polegadas.

A primeira vista, o aparelho dá uma impressão de ser mais pesado, devido a sua tela gigante, mas a Samsung surpreende ao mostrar que o hardware, na verdade, ficou mais leve e mais fino. A tampa traseira, que é áspera e inquebrável (você pode dobrar sem medo), também ajuda a fazer com que o aparelho fique mais preso na mão, o que dá mais segurança ao manejá-lo com apenas uma mão.

As câmeras externas do Galaxy SII também estão ainda melhores, incluindo o upgrade para a gravação de vídeos em 1080p e flash embutido para fotos noturnas. Em testes usando o Skype, verifiquei que ambas as câmeras têm uma qualidade muito boa para vídeo-conferência, sendo possível conversar tranquilamente através de uma conexão Wi-Fi.

Como a maioria dos aparelhos lançados em 2011, o Galaxy SII vem com a última versão do Android, a 2.3.3 (Gingerbread), que apresenta uma série de otimizações e recursos como o gerenciador de tarefas nativo, que permite remover aplicativos em segundo plano e, também, gerenciar manualmente a memória do aparelho.

Rodando todo e qualquer App da Android Market, o Galaxy SII se saiu muito bem em aplicativos de jogos e ferramentas mais complexas, como o Google Maps. O destaque, no entanto, fica por conta da capacidade da memória do aparelho em executar múltiplos aplicativos ao mesmo e não apresentar qualquer lag ou travamentos.

A bateria do Galaxy SII também parece estar melhor do que seu antecessor, suportando um bom período caso o utilizador saiba dosar o uso do 3G e Wi-Fi. Nos meus testes pessoais, no qual procuro desligar a internet móvel quando não estou usando, consegui mantém o aparelho ativo por 12h a 15h, sem necessidade de voltar a colocá-lo na tomada.

Por ter preferência por telas maiores, o Galaxy SII se apresenta como um dispositivo compatível com as minhas necessidades, principalmente quando estou longe do meu notebook e do meu tablet, o Galaxy Tab de 7 polegadas. No entanto, por ter um Galaxy S, senti falta do sintonizador de TV Digital que, às vezes, ajudava a manter a minha distração em dia.

Agradeço a Samsung Brasil por disponibilizar o Galaxy SII a esta coluna.

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Google adquire divisão da Motorola para defender o Android

seg, 15/08/11
por Renê Fraga |
categoria Android, Google

O Google anunciou, na manhã desta segunda-feira, a aquisição da Motorola Mobility – a divisão de smartphones, tablets e acessórios -, cuja negociação pode ser classificada como a mais cara da história da empresa, por um valor de 12,5 bilhões de dólares. Com 20.000 funcionários, a Motorola Mobility tinha um market share de 29% entre os aparelhos com Android, segundo um relatório recente da Localytics.

Com a compra, o Google poderá contar com mais de 17 mil patentes concedidas e 7 mil em processo de registro que deverão, certamente, auxiliar a gigante de Mountain View a defender a plataforma Android e seus fabricantes das práticas anti-competitivas que vinham crescendo por parte da Microsoft e Apple.

A aquisição também encurta a possibilidade de a Microsoft ampliar seus tentáculos para cima das empresas que tinham potencial para estimular novos problemas para a plataforma livre. De acordo com site Business Insider, Steve Ballmer estava, também, de olho nas patentes da Motorola e poderia fechar uma parceria ou aquisição nos próximos dias.

“A aquisição da Motorola Mobility, um parceiro dedicado ao Android, permitirá ao Google sobrecarregar o ecossistema Android e aumentar a concorrência na computação móvel. A Motorola continuará a ser um membro licenciado do Android e a plataforma permanecerá aberta”, divulgou a gigante de Mountain View nesta manhã.

Embora ainda não seja possível ver o futuro da nova divisão do Google, a Motorola Mobility possui uma gama de acessórios curiosos e que poderão fazer parte do portfólio do Google, inclusive em investimentos além dos dispositivos móveis. Com a aquisição formalizada, o Google se tornará um dos maiores fornecedores do setor de TV a cabo no mundo, principalmente na área de modems.

Outro fato curioso da aquisição está na falta de integração com o próprio Google. Larry Page, que vem fazendo uma mega reforma em sua empresa, declarou que a Motorola será operada sem qualquer privilégio, o que tenta reduzir, pelo menos verbalmente, qualquer mal-estar junto aos demais fabricantes que utilizam o Android. Por outro lado, a falta de um objetivo claro deixa o futuro da empresa sem proposta, mesmo que o lucro não seja mais o fator principal para as suas operações.

O Google também procurou desmentir qualquer informação sobre desenvolvimento de hardware, negando qualquer mudança nos planos do Android ou em sua linha de celulares Nexus. “Atualmente, mais de 150 milhões de aparelhos operam com o Android, produzidos por 39 fabricantes, em 123 países. Nós não temos interesse em sermos o único fabricante. Todos os nossos parceiros mostraram confiança no anúncio de hoje”, disse Andy Rubin, Chefe do Android.

Em declarações publicadas nesta segunda, executivos da Samsung, HTC, Sony Ericsson e LG já mostraram estar felizes com a proposta do Google e, claro, com a liberação das patentes para uso conjunto. “Nós felicitamos as notícias de hoje, o que demonstra o profundo compromisso do Google em defender o Android, seus parceiros e o ecossistema” disse JK Shin, Presidente da Samsung Mobile Communications Division.

À primeira vista, porém, pode parecer que as coisas estejam caminhando para um processo de estabilização entre as partes, mas analistas de mercado esperam que seja um momento ideal para surgimento de novas rodadas de aquisições, incluindo uma maior aproximação da Microsoft com a Nokia e HTC, o que poderia dar, a Ballmer, o controle de inúmeras outras patentes, controle de mercado e mais brigas litigiosas nos próximos meses e, talvez, anos.

Para os consumidores finais, a aquisição da Motorola significa uma vitória para a continuidade da concorrência, incentivo à inovação e desenvolvimento do segmento móvel. O Google demonstra, mais uma vez, estar preparado para investir o quanto for necessário para defender o interesse dos usuários e estimular melhores as práticas no mercado.

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Google acusa Apple, Microsoft e Oracle de práticas anti-competitivas

qui, 04/08/11
por Renê Fraga |
categoria Android, Google
| tags Android, apple, Google, microsoft

Nos últimos meses, a mídia mundial vem dando destaque aos processos que a Apple e Microsoft têm movido contra os fabricantes do Android, principalmente aqueles em que as vendas estão em pleno crescimento, como a Motorola, HTC e Samsung.

Nestes processos, as empresas de Steve Jobs e Steve Ballmer reclamam que os aparelhos com o sistema operacional do Google estariam infringindo uma série de patentes e que suas vendas deveriam ser canceladas ou taxadas com multas por venda.

Há poucos dias, por exemplo, uma batalha de patentes na Austrália, envolvendo a Apple e Samsung, pode fazer com que o novo tablet da empresa sul-coreana, o Galaxy Tab 10.1, tenha o seu lançamento oficial cancelado naquele país. Nota: a Samsung, porém, já alertou a imprensa que vai colocar seu tablet à venda e irá defender sua propriedade intelectual.

Outra empresa que vem colocando o Android na parede, é a Oracle. A gigante dos bancos de dados acusa o Google de usar elementos Java que não seriam totalmente livres, sendo que o acordo da liberação da tecnologia para uso de Mountain View havia sido fechado antes da aquisição da Sun Microsystems.

Na última batalha ocorrida nos tribunais, o juiz responsável por analisar as acusações da Oracle e Google sugeriu que ambas se comportassem como adultos, dando a entender que a briga entre as empresas estaria ficando mais complexa do que se poderia imaginar.

“Vocês dois estão pedindo para ir à Lua. Sejam mais razoáveis”, pediu o juiz William Alsup aos advogados de ambas as empresas, de acordo com um relatório da Reuters, publicado no último mês de julho.

Com este cenário piorando a cada dia, o Google lançou em seu blog oficial, nesta quarta-feira, uma carta aberta que tenta defender seus interesses junto ao público e revela uma frustração ao mostrar que os concorrentes estariam promovendo uma campanha hostil para fechar ainda mais o cerco em relação ao seu sistema operacional móvel.

Escrito por David Drummond, vice-presidente sênior e diretor Jurídico do Google, a empresa acusa a Apple, Microsoft e Oracle de estarem interferindo em seus negócios, principalmente devido ao sucesso da plataforma móvel, que chegou, recentemente, a 550 mil ativações por dia e conta atualmente com 39 fabricantes e 231 operadoras no mundo.

“Eu trabalho no setor de tecnologia há mais de duas décadas. Microsoft e Apple têm estado sempre na garganta um do outro. Então, quando planejam ir para a cama juntos, você tem que começar a se perguntar o que está acontecendo”, escreveu.

Para o executivo do Google, as patentes foram criadas para incentivar a inovação, mas ultimamente elas estariam sendo utilizadas como uma arma para detê-la. Ele afirmou, também, que os concorrentes estão deixando de competir através da construção de novos recursos ou dispositivos, para lutar simplesmente através de litígio.

“Os concorrentes querem impor um imposto por patentes questionáveis, tornando os aparelhos mais caros para os consumidores e mais difícil para os fabricantes venderem seus aparelhos equipados com Android”, disse.

Drummond também lembrou, em seu texto, que a estratégia anti-competitiva lançada pelos concorrentes tem um fator obscuro: aumentar o valor das patentes para muito além do que realmente valem. As patentes da Novell, compradas pela Apple e Microsoft por US$ 4,5 bilhões, hoje já estariam valendo quase cinco vezes mais que o valor estimado no leilão.

“Não somos ingênuos. A tecnologia é uma indústria forte e em constante mudança e nós trabalhamos muito duro para nos mantermos concentrados em nosso próprio negócio que é fazer melhores produtos. Neste caso, porém, achamos que era importante falar e deixar claro que estamos determinados a preservar o Android como uma opção competitiva para os consumidores, impedindo aqueles que estão tentando estrangulá-lo”, disse.

Ao trazer a questão para mais perto do público, a gigante das buscas tenta mostrar, de um modo transparente, como os seus concorrentes estão tentando prejudicar os seus produtos, até mesmo elevando o custo para quem deseja adquirir um dispositivo com Android. Por outro lado, o Google revela a verdadeira face de seus concorrentes, que às vezes se apresentam como uma boa marca, mas no fundo trabalham somente para prejudicar os consumidores e travar o futuro da inovação.


Frente do prédio do Google em Zurique – Foto: Arnd Wiegmann / Reuters

Atualização: Há poucos minutos, o jornal The New York Times chamou a atenção ao publicar uma matéria que revela uma tentativa da Microsoft de amenizar a situação. De acordo com Brad Smith, conselheiro geral da Microsoft, a empresa de Ballmer tentou fazer a licitação das patentes da Novell junto com o Google, mas a empresa de buscas teria recusado o convite.

“Google diz que nós [Microsoft] compramos as patentes da Novell para mantê-lo longe. Sério? Nós pedimos para eles licitarem em conjunto conosco. Eles disseram que não”, escreveu o funcionário da Microsoft no Twitter.

Em resposta, David Drummond voltou a atualizar seu post no blog oficial do Google com explicações adicionais sobre a questão levantada pela Microsoft. Segundo o executivo, a solução da Microsoft não resolveria os problemas com o Android e embarcaria o Google em uma nova rodada de custos para manter sua defesa.

“Se você pensar sobre isso, é óbvio que rejeitamos a oferta da Microsoft. O objetivo deles tem sido o de manter o Google e os fabricantes de aparelhos com Android longe de quaisquer patentes que possam ser utilizadas para se defenderem dos ataques da Microsoft”, publicou nesta quinta-feira.

“A aquisição conjunta das patentes da Novell, daria a todas as partes uma licença que eliminaria qualquer proteção ao Android contra ataques da Microsoft e de seus parceiros de licitação. Certificar-se de que seria incapaz de fazer valer essas patentes para defender o Android – e ter-nos forçado a pagar pelo privilégio – parece ter sido uma estratégia engenhosa para eles. Nós não caímos nessa”, publicou.

Drummond também citou um julgamento, acontecido no mês de abril, onde um tribunal dos Estados Unidos forçou a Microsoft, Oracle, Apple e EMC a venderem patentes e obrigou-as a fornecerem uma licença para a comunidade open-source. “Isso só reafirma o nosso ponto: nossos concorrentes estão travando uma guerra de patentes contra o Android e estão trabalhando juntos para nos impedir de obter patentes que ajudariam a equilibrar a balança”, finalizou.

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Larry Page coloca o Google em reforma

ter, 26/07/11
por Renê Fraga |
categoria Google
| tags Google, investimentos, larry page

Desde que assumiu novamente o comando do Google, o co-fundador Larry Page tem feito diversas mudanças como forma de incorporar um novo foco corporativo, principalmente voltadas a dar sustentação suficiente às prioridades crescentes que, para conseguir competir e responder aos concorrentes de forma mais rápida e ágil, a empresa vinha necessitando.

No entanto, para conseguir cumprir suas promessas e dar fôlego aos acionistas mais críticos, Page tem feito uma verdadeira reforma estratégica, redirecionando equipes para um trabalho ainda mais próximo dos projetos de núcleo – aqueles em que o sucesso está consolidado, mas onde há a necessidade de se inovar para não deixar a peteca cair, como Gmail, Chrome e Android.

Por outro lado, o Google, que sempre mostrou dinamismo para criar serviços experimentais e levar seus usuários para um verdadeiro centro de pesquisa e desenvolvimento a céu aberto, deu início a um estranho processo de fechamento e descontinuação de projetos, encerrando os mais de 50 experimentos do Google Labs, incluindo serviços como Powermeter, Directory, Google Health, além da clássica Toolbar para Firefox.

Outros produtos, como o Google Desktop, Piloto Automático, etc, ainda podem vir a ser encerrados para liberar os engenheiros às novas tarefas, principalmente no desenvolvimento do Google+, o projeto social que tem o desafio de transformar o Google em uma gigantesca rede social e estimular seus usuários a novas formas de colaboração, integração, comunicação e consumo de informação.

Todas essas mudanças, por mais drásticas que sejam para os usuários, principalmente àqueles que adoravam testar as criações de Mountain View, despertam uma nova fase da gigante das buscas, ajudando a otimizar os processos internos e evitando que equipes fiquem presas em tarefas sem grande futuro ou relevância.

No entanto, estas mudanças não indicam o fim das inovações, mas um direcionamento correto para a evolução dos serviços e produtos. Algo que, a longo prazo, demonstrará mais resultados relevantes do que apenas uma tentativa de descobrir o futuro. Com relação aos 20% de tempo livre dos funcionários, no qual projetos como o Orkut foram criados, nenhuma mudança foi feita e continuam sendo estimulados entre os funcionários.

Assim como em qualquer investimento, o Google assume grandes perdas neste momento para investir em forças-tarefas que levem a empresa para um futuro mais consolidado, além de melhorar em muito a sua velocidade interna. Com equipes mais livres, a empresa pode finalmente planejar com mais agilidade a evolução de produtos como Gmail, Google Docs, etc, e novos investimentos como Wallet, que trazem uma abordagem mais alinhada com visão da empresa para o futuro.

A falta de um foco mais prioritário mostra ter sido a principal causa que levou o Google a não investir em áreas corretas, deixando o mercado praticamente livre para que empresas como o Facebook pudessem tirar proveito das falhas e absorver milhares de usuários. Eric Schmidt, presidente executivo, confirmou este fato em uma entrevista recente na qual declarou que a falta de ações abriram espaço para o investimento dos concorrentes.

“Essencialmente, o que o Facebook fez foi descobrir uma forma de perceber quem é quem. Esse sistema está em falta na Internet como um todo. A Google deveria ter trabalhado nisso mais cedo”, afirmou Eric Schmidt. “A lição tem que ser apreendida em torno das novas tecnologias. Precisamos nos dirigir para este fenômeno muito rapidamente e levar em conta os pormenores. Pelo contrário, seremos deixados para trás.”

Para conseguir finalmente reagir no mercado das redes sociais e levar a empresa para um novo nível de participação, Larry Page agora tem a dura tarefa de impor novos rumos e estabelecer novas metas de desenvolvimento. No momento, o Google parece estar no caminho certo. O Google+, ainda com menos de um mês de existência, já conta com 20 milhões de visitantes, um recorde de crescimento quando comparado com os atuais concorrentes.

Além do Google+, Page ainda precisa definir planos para os Chromebooks, os notebooks com Chrome OS, que foram lançados há poucos meses e serão uma porta importante para que a gigante tenha informações mais valiosas e próximas dos consumidores. Há, também, o Google Music e o lucrativo universo das músicas digitais onde o Google ainda não conseguiu atingir um
ponto ideal para tirar rendimentos do setor.

“Fizemos um bom começo, mas estamos a apenas 1% do o que é possível. O Google está apenas começando e é por isso que estou aqui – trabalhando duro para levar a empresa para o próximo nível”, disse Page na última conferência para acionistas.

Se existe alguém que possa levar o Google para um desafio ainda maior, esta pessoa é o seu próprio criador: Larry Page.

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  • Renê Fraga

    Renê Fraga é bacharel em Administração de Empresas e criador do Google Discovery, o maior blog independente em português sobre o Google. Atualmente trabalha com comunicação digital e mídias sociais.

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