A cultura de privacidade do Google
Depois do problema ocorrido no lançamento do Google Buzz em 2010, onde uma falha no modelo de privacidade do produto afetou diversos usuários e colaborou inevitavelmente para seu próprio fim, a gigante de Mountain View se viu obrigada a montar uma equipe especializada em analisar e aprimorar suas ferramentas.
Para evitar que novos problemas pudessem ocorrer em outros produtos, o Google nomeou Alma Whitten, uma engenheira de software, a um estranho cargo de Diretora de Privacidade para garantir que o grave problema ocorrido ao Buzz não voltasse mais a ocorrer.
“Fizemos progresso incrível no ano passado”, disse Whitten em entrevista ao CNNMoney. “Nós construímos o carro, e agora nós estamos fazendo apenas o ajuste no motor”.
Com Whitten no comando, o Google tem promovido uma “revisão de privacidade” para cada novo produto, além da criação de subgrupos especializados em áreas específicas de privacidade, como o anonimato dos dados, localização e publicidade.
Esses subgrupos analisam os produtos para determinar se os engenheiros deixaram passar algum problema ou recurso que possa afetar os dados dos usuários, além de verificar se estão suficientemente separados dos dados que serão repassados aos anunciantes.
“Nós não queremos ter uma situação em que uma decisão está sendo feita sobre algo crítico, em que alguém acha que o código está fazendo uma coisa, mas está realmente a fazer outra coisa”, disse Whitten .
Como resultado dessa força-tarefa, o Google tem cada vez mais direcionado seus engenheiros a trabalharem a fundo nos códigos para que os especialistas de privacidade possam compreender o processo antes que uma decisão seja tomada e liberada aos usuários.
Whitten diz que sua mais importante conquista, até o momento, tem sido a construção de uma cultura de privacidade do Google, algo que sempre foi um assunto frequentemente questionado pelos usuários e pelo mercado. Agora, com o sucesso da iniciativa, a cultura interna do Google tem visto a privacidade como algo realmente crítico aos negócios.
“Nossos usuários são o nosso maior negócio, é a coisa No. 1 que não podemos estragar”, disse Whitten. “É por isso que ter a certeza de que o Google tem um processo de privacidade realmente bom que me ajuda a dormir à noite.”
Esta semana, como foi noticiado aqui no TechTudo, o Google resolveu simplificar todos os seus tempos de uso e privacidade . Em vez de 70 diferentes políticas para cada um seus produtos – como pesquisa, mapas, Gmail, etc – a empresa trabalhou para consolidar um único acordo de privacidade, desta vez bem mais curto e simples.
“Estas mudanças entrarão em efeito no dia primeiro de março, e começamos a notificar os usuários hoje, por e-mail e também com um aviso na nossa página inicial. Trataremos você como um único usuário em todos os nossos produtos, o que proporcionará uma experiência mais simples e intuitiva com o Google”, disse Whitten no blog oficial do Google.














O Google anunciou, na manhã desta segunda-feira, a aquisição da Motorola Mobility – a divisão de smartphones, tablets e acessórios -, cuja negociação pode ser classificada como a mais cara da história da empresa, por um valor de 12,5 bilhões de dólares. Com 20.000 funcionários, a Motorola Mobility tinha um market share de 29% entre os aparelhos com Android, segundo um relatório recente da Localytics.
Nos últimos meses, a mídia mundial vem dando destaque aos processos que a Apple e Microsoft têm movido contra os fabricantes do Android, principalmente aqueles em que as vendas estão em pleno crescimento, como a Motorola, HTC e Samsung.

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