Aposentadoria Gamer: Arcade
Ah, os jogos de fliperama. Bons tempos foram os anos 1990 no Brasil nos quais em praticamente qualquer esquina se encontrava uma máquina com um Street Fighter ou Space Invaders perdido. A história dos Arcades é curiosa, porque ela teve uma passagem consideravelmente curta no ocidente, mas ao mesmo tempo ainda faz parte da cultura no oriente. Só quem viveu essa época sabe o quão divertido era jogar um game em uma máquina de rua.
Começando pela experiência coletiva, afinal, essa foi a primeira oportunidade que tivemos de jogar games para mais jogadores simultâneos sem que estivéssemos em nossos lares – o que nos trouxe os primeiros “oponentes desconhecidos”, como aquele novo morador do bairro que sabia jogar Tekken melhor do que qualquer um.
A “enxuta” história dos Arcades pelo mundo
Talvez muita gente não lembre, mas a origem dos Arcades foi fundamental para a origem dos videogames caseiros e de toda a evolução da história dos jogos eletrônicos. Isso porque lá no início dos anos 1920, as “máquinas de jogos” conhecidas eram aquelas clássicas e mecânicas que haviam nos parques de diversões, como jogos de atirar bolas ou tiro ao alvo.
Porém, foi lá no Japão, em 1966 que uma empresa chamada SEGA (ela mesma), criou o Periscope, a primeira máquina de jogos controlada por mecanismos eletrônicos. Deste período até o início da década de 1970, empresas como Taito e Nintendo invadiram o mercado de entretenimento no mundo todo com máquinas cada vez mais complexas para jogos que simulavam experiência como tiro e corrida, época na qual os Pinballs eletrônicos também se popularizaram (ainda que os Pinballs tenham surgido no século XVII, caso você não saiba).
Em meados de 1972 começaram a surgir os primeiros fliperamas eletrônicos, com a popularização de Pong no ocidente e, a explosão da tecnologia no Japão com Space Invaders, Galaxian, Pac-Man e Donkey Kong, este último criado no Japão mas lançado inicialmente nos EUA em uma tentativa (de sucesso) da Nintendo de sobreviver ao mercado ocidental. O “boom” dos fliperamas foi sem precedentes, mas esfriou em meados da década de 1980 graças ao surgimento dos primeiros videogames caseiros, como Atari, NES/Famicom e Master System.
O mercado de jogos de rua ressurgir mesmo no início dos anos 1990, com os primeiros Arcades e seus jogos de luta para até dois jogadores. Foi graças a Street Fighter, Mortal Kombat e muitos outros, que iniciou-se uma nova febre nos fliperamas no mundo todo (inclusive no Brasil, que contava com representação comercial de gigantes como Capcom e SNK na época). Anos mais tarde, o mercado de Arcades foi ultrapassado pelos jogos para computador (que ganhavam suas primeiras placas aceleradoras 3D) e videogames, de forma que sua popularização só continuou graças a experiências de jogos que só eram possíveis em ambientes como os que tinham os fliperamas, como os jogos de tiro e corrida.
Justamente por esse motivo que no ocidente, culturalmente acabamos nos moldando para as experiências cada vez mais realistas em jogos (algo que só os consoles e PCs mais modernos fazem hoje). No Brasil, os fliperamas perderam o espaço no mercado também por conta dos altos impostos (sempre eles).
Já, no Japão, os Arcades evoluíram da mesma forma que os consoles de mesa e os computadores. Até hoje, você encontra não apenas os fliperamas clássicos e Pinballs modernos em praticamente todos os bairros de Tokyo e outras grandes metrópoles do país, mas também máquinas que só se popularizaram por lá, como os Pachinkos (parecidos com Pinballs verticais, mas sem as alavancas e com o objetivo de posicionar o maior número de bolinhas em pontos específicos da máquina a fim de ganhar prêmios dos mais variados), os jogos de esporte e aposta (como Gallop Racer), os Purikuras (para fotografia entre amigos) e os musicais, como Drum Mania e Taiko no Tatsujin.
O vídeo abaixo mostra o quanto os Arcades ainda são popular no Japão. Mas, se você quiser mesmo saber a história e as várias vertentes dos jogos de rua no oriente, recomendo a leitura do livro “Arcade Mania”, escrito pelo jornalista Brian Ashcraft do Kotaku.
Street Fighter II
O melhor jogo de luta da história? Nem de longe. Street Fighter II foi na verdade o primeiro jogo de luta empolgante e competitivo dos Arcades. Graças a ele que muitos outros games surgiram, justamente por ele quebrar uma série de barreiras até então não imaginadas.
A começar pelo estilo de jogo: dois jogadores, um contra o outro, escolhendo seu personagem com estilo de combate único e, uma única magia secreta, realizada graças a uma sequência específica de movimentação dos controles e de um dos botões de ataque. Entre Hadoukens e “Facões”, Street Fighter II fez a história da Capcom nos fliperamas mudar completamente. Os jogos que surgiram depois dele perderam o preconceito da “pancadaria exacerbada”. Mais do que isso, o game de luta mais famoso dos Arcades soube envelhecer com o tempo – até hoje a diversão é garantida com ele.
Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time
As Tartarugas Ninja foram, possivelmente, meus primeiros grandes heróis da infância. Lembro de assistir todos os dias o desenho animado e, praticamente toda semana rever um dos três primeiros filmes da série. Agora, mais do que isso, só mesmo os games da série que me conquistaram de verdade – a grande maioria no estilo Beat ‘em Up.
Turtles in Time também foi lançado para SNES (e eu o joguei incontáveis vezes, acredite). Mas sua contraparte nos Arcades era ainda mais impressionante. A qualidade (e quantidade) dos sprites na tela, a trilha sonora melhor trabalhada e, a lendária máquina para até quatro jogadores simultâneos foram motivos suficientes para eu investir muitas fichas por muito tempo.
Final Fight
Guy, Cody e Haggar só foram me conquistar mesmo anos mais tarde que a febre Final Fight já havia esfriado. Isso porque tinha um pensamento claro de que se eu quisesse curtir um Beat ‘em Up com personagens humanos e clima de rua, minha escolha sempre pendia para a série Streets of Rage no Mega Drive. Nos Arcades, por ter que pagar para jogá-los, eu acabava escolhendo games do gênero os quais o tema era completamente surreal (como o TMNT acima).
Mesmo assim Final Fight ganhou meu respeito e admiração. O game é simples e ao mesmo tempo criativo. Os inimigos são muitos e os chefes sempre empolgam. Mais do que isso, o Beat ‘em Up da Capcom passava uma imersão única justamente pelo tamanho exagerado dos personagens e cenário, algo que nos Arcades fazia toda diferença.
TOP 10 – Diversão sem compromisso
Não foi difícil escolher meus dez games favoritos nos Arcades. Isso porque eu segui um padrão de estilo de jogo limitando-o a dois fatores simples: games que foram lançados no Brasil (e que eu joguei de verdade nos fliperamas) e jogos os quais dependiam unicamente da clássica combinação de alavanca e botões de ação – apenas um dos dez games fugiu dessa regra. Veja minha lista de favoritos e entenda meus motivos:
1. Street Fighter II
2. TMNT: Turtles in Time
3. Final Fight
4. Alien vs Predator
5. The Simpsons
6. X-Men vs Street Fighter
7. The King of Fighters `98
8. Cruis’n USA
9. Golden Axe
10. Killer Instinct

Nove dos dez games são do gênero luta (claro que cada qual no seu estilo). Indo diretamente ao quarto da lista, Alien vs Predator é até hoje o melhor game que um fã dos filmes vai jogar. O Beat ‘em Up da Capcom que nunca foi lançado para outra plataforma trazia a opção de jogar com humanos ou Predadores contra Aliens no melhor estilo frenético. O mesmo pode ser dito de The Simpsons, que apesar de mostrar um lado mais agressivo dos personagens do desenho, trazia uma das melhores experiências cooperativas em um fliperama (ainda mais para as máquinas que traziam quatro controles).
X-Men vs Street Fighter foi meu sonho de infância sendo realizado. Meus heróis dos quadrinhos favoritos enfrentando os lutadores mais famosos dos games. Simples assim; The King of Fighters 98 era um daqueles games que você só podia jogar se gostava dos clássicos da SNK ou não ligava de “apanhar” do vizinho do bairro toda hora no game; Golden Axe e Killer Instinct seguem o mesmo preceito de TMNT: são ótimos games nos consoles, mas suas versões para Arcade são ainda mais impressionantes.
Por fim, Cruis’n USA é solitário no seu gênero e formato de fliperama. Incluo ele entre os dez mais pela forma como ele popularizou os jogos de corrida em Arcades no mundo todo, mas principalmente os fliperamas no Brasil. Até hoje, se você encontrar algum lugar com Arcades na sua cidade, tenha certeza que haverá uma máquina de Cruis’n USA para ser jogado. Ele é o Counter-Strike dos fliperamas no Brasil e merece todos os créditos por isso.
O que ficou faltando na lista? Muito game bom, acredite. Seguindo as regras que eu me impus, relembro jogos como Pit-Fighter, Mortal Kombat, Dungeon’s and Dragons, Moonwalker, Metal Slug (qualquer um), qualquer crossover da Capcom com a Marvel, Virtua Fighter, Tekken e muitos outros que eu tenho certeza que você deve lembrar.
Mas existem uma infinidade de jogos que buscam uma experiência singular nos Arcades que eu deixei de fora justamente pela dificuldade que terei de jogá-los na sonhada “Aposentadoria Gamer”. Seguindo a mesma rota de Cruis’n USA, não tem como deixar de lembrar de Daytona USA, SEGA Rally Championship ou até 18 Wheeler: American Pro Trucker. E os games de tiro? Nossa, quanto joguei Time Crisis, The House of Dead e Silent Scope. Sem falar nos jogos musicais, com Dance Dance Revolution no topo da lista sempre.
Onde jogar os clássicos de Arcade hoje
Se estamos falando unicamente de jogos que não dependem de outro tipo de controle (como tapetes e pistolas), praticamente todos os melhores games de Arcade podem ser jogados através de emulação. Pois é, pela primeira vez na minha coluna estou assumindo o valor da emulação de jogos. Afinal, como jogar tanto game de fliperama hoje em dia?
Ainda assim, devo lembrá-lo que a grande maioria dos clássicos também ganharam seus remakes imperdíveis. Os três primeiros games da minha lista, por exemplo, ganharam versões em HD ou totalmente 3D (no caso de TMNT) para as redes online Xbox Live e PlayStation Network. Portanto recomendo que você procure o remake do seu game favorito antes de jogá-lo em um emulador qualquer.
….
E aí, o que achou deste especial dos Arcades? Quais foram os games que você jogou que gostaria de ter na sua casa, ocupando a sala de estar da sua mãe com uma linda máquina de fliperama? E qual é a sua história com os “jogos de rua”? Conte para nós.
A “Aposentadoria Gamer” como eu a planejei está chegando ao fim, amigo. Na próxima semana, fecharei este mega-especial de consoles com uma plataforma que ainda é comercializada no mercado, mas que já está praticamente aposentada: o PSP da Sony. Julgo que esta será a melhor oportunidade para, iniciar uma nova sequência de especiais por aqui e, ao mesmo tempo, relembrar o quanto o primeiro portátil da Sony foi determinante para que o PSVita chegasse a esse nível de design e experiência (prestes a iniciar no final de fevereiro, com seu lançamento no ocidente).
Portanto, enquanto a próxima semana não chega, aproveite para relembrar todas as demais plataformas que passaram por aqui:
Atari 2600
NES
Master System
Neo Geo / Neo Geo CD
Super Nintendo
Mega Drive
Game Boy / Game Boy Color
3DO
Jaguar / Jaguar CD
Nintendo 64
PlayStation
SEGA Saturn
Game Boy Advance
Dreamcast
GameCube
Xbox
PlayStation 2
PC (1980-1999)
PC (2000-2010)
- Entre!
Gênero: Luta
Cá estamos para fechar com chave de ouro a história dos games no PC. Na semana passada, relembrei os games que fizeram a história dos computadores entre os anos
Tamanha evolução nos PCs significa também que mudamos a forma como curtir essa experiência. O que antes seria a plataforma perfeita apenas para FPS, RTS e Adventures, tornou-se a plataforma mais versátil e poderosa do mercado. Graças aos PCs que os jogos multiplayer em rede se tornaram um sucesso. Graças aos PCs que a indústria viu um futuro promissor nos games com suporte a jogatina online. Graças ao PC (ok, e um pouco também ao primeiro Xbox) que o mercado de distribuição de jogos digitalmente provou ser o futuro da indústria, com o Steam comandando essa nau.
Pode parecer “trapaça” escolher The Orange Box como o melhor lançamento de PC da primeira década deste século. Afinal, estamos falando de uma compilação de cinco jogos e não apenas um. Mas, tem como deixar de incluir em um TOP de PC um destes cinco games presentes nesta compilação?
O RPG pós-apocalíptico da Bethesda também não poderia ficar de fora deste TOP 10 de PC. Mais do que isso, Fallout 3 está entre meus três favoritos por ser um dos primeiros RPGs ocidentais que realmente não usou artifício algum dos RPGs orientais. Em outras palavras, Fallout 3 transborda todo clima sombrio e desafiador que a série sempre teve, revitalizado pelo visual em terceira (ou primeira) pessoa mas, sem deixar de lado todo um sistema de jogabilidade complexo e ao mesmo tempo intuitivo.
Muito mais do que um medidor Benchmarks de PCs, Crysis é o resultado perfeito de uma das engines mais bem acabadas do mercado, a CryEngine2 criada pela alemã Crytek e que também deu vida a Far Cry em sua primeira versão. O game tinha tudo para ser apenas “mais um FPS futurista”, mas desbancou qualquer concorrente da época e fez muito tecnófilo descobrir que tinha um PC completamente desatualizado para o mercado de games.

Minha história com os computadores é curiosa. Meu pai (sempre ele) foi o grande responsável por eu gostar de jogos também para computador. Para a minha sorte, até a minha adolescência nós sempre conseguimos acompanhar a evolução do mercado de informática, jogando praticamente todo grande lançamento da época. De jogos como Sokoban e Prince of Persia, a Carmageddom e Doom, foi no PC que eu e meu pai dividimos a maior parte do nosso tempo juntos para games.
O pai do FPS. Simples assim. Antes dele, os poucos jogos em primeira pessoa não tinham os elementos que consagraram o gênero durante gerações, como a arma visível no centro da tela, o sangue gratuito (que obviamente gerou polêmica) e, principalmente, chefões de fase pra lá de desafiadores (qual outro game você tem a chance de acabar com Hitler?).
O clima ainda é de DOS, mas a criatividade já transborda as paredes digitais. Criado pelo gênio do humor nos games, Tim Schafer, Day of the Tentacle é considerado até hoje um dos mais completo, desafiador e divertido Adventure de todos os tempos. Continuação direta do primeiro Maniac Mansion, outro clássico dos PCs, o game conta a história do trio Bernard, Hoagie e Laverne que são enviados em épocas diferente do tempo para tentar salvar o fim do mundo desejado por dois tentáculos afetados por um produto radioativo.
Pois é, eu já disse o quanto sou fã do trabalho de Tim Schafer? Grim Fandango é outro dos clássicos Adventures que marcou gerações. Diferente dos jogos anteriores da Lucas Arts, este aqui não usava a engine Scumm, mas também foi o primeiro jogo da empresa feito totalmente em 3D, se aproveitando da plataforma Windows na época.
É chegada a hora. O maior e mais completo videogame da história está prestes a ser relembrado (e porque não dissecado) por aqui. A história do PlayStation 2 pode ser facilmente confundida com a história dos videogames no geral, pois muito além de ser mais um console no mercado, o segundo videogame da Sony provou para todos na indústria o quanto que um bom hardware facilita a programação de bons jogos, resultando em um maior número de títulos e atingindo um maior número de pessoas. Não dá para dizer até hoje se o PS2 atendeu unicamente aos jogadores hardcore, os old-school ou os casuais, pois de fato ele atendeu a todos na medida certa.
Sabiamente a Sony também fez grandes parcerias exclusivas com muitas produtoras de games, garantindo a exclusividade de títulos como Grand Theft Auto e Metal Gear Solid 2 por bons anos antes que eles fossem lançados para o Xbox. Seus principais jogos foram lançados mesmo no Natal de 2001, mesma época do lançamento dos consoles concorrentes, que de certa forma foram ofuscados pelos games do PS2. Se não bastasse, desde o anúncio do console a Sony soube martelar no recurso online do aparelho, lançando em 2002 seu adaptador para rede online acompanhado de um headset e do game SOCOM U.S. Navy SEALs. Como vantagem sob seu concorrente direto, a Sony não cobrava uma única taxa para se jogar online. Mas o grande trunfo mesmo foi fazer com que a Electronic Arts garantisse a exclusividade de seus games online até meados de 2004.
Sim, amigo. Shadow of the Colossus também arrebatou meu coração gamer. Também não é para menos, da simplicidade genial a colossal tarefa imposta ao nosso herói resultou na verdadeira e seguramente, melhor forma de expressão de arte em videogame. Shadow of the Colossus é um dos poucos games com capricho digno de resumir o quanto nossa indústria de jogos é madura, criativa e capaz de se reinventar.
Talvez você não se lembre, mas o primeiro Zone of the Enders foi vendido trazendo como bônus uma demo de Metal Gear Solid 2. Até hoje o mercado aponta a excelente venda do game graças ao bônus com a nova aventura de Snake. Isso porque o primeiro ZoE, apesar de ter uma excelente história, era um game que carecia de muitas coisas, entre elas uma boa jogabilidade e um visual mais refinado.
A primeira vez que terminei MGS 3 foi em duas manhãs, enquanto escrevia um dos maiores detonado que já fiz para uma revista de games. A imersão foi tanta que, até hoje, sempre que eu jogo algum game que acontece em uma floresta ou que o tema envolve a Guerra Fria, me faz lembrar e Metal Gear Solid 3. A história criada por Kojima é tão completa (e complexa) que nos faz refletir se, de fato, não existiu um Big Boss de verdade no pós guerra.
Lançado em novembro de 2001 nos EUA e entre fevereiro e março de 2002 no Japão e Europa, o primeiro Xbox nasceu graças a visão da Microsoft de investir em uma plataforma focada para games e que trouxesse também recursos suficientes para ser uma estação de entretenimento completa.
Mas foi no final de 2002 que a Microsoft lançou seu principal trunfo para seu console: a Xbox Live. Vendido como um kit extra, o pacote trazia um headset e uma assinatura anual da rede online, que permitia partidas entre jogos multiplayer (como Halo 2) e download de conteúdo adicional para o console. Em dois meses mais de 250 mil jogadores já eram assinantes da Xbox Live. Em 2009 o número já ultrapassava a casa dos 20 milhões de usuários, provando o que a Microsoft já sabia: o futuro dos games era através da rede online.
Halo não é minha série favorita, mas é seguramente a melhor série criada para o primeiro Xbox da Microsoft e, até hoje, uma das melhores séries dos consoles da empresa. Halo 2 pode não ter um dos finais mais memoráveis da franquia (tem gente que até hoje o considera um grande capítulo de introdução para Halo 3), mas introduziu uma série de elementos que deixaram a série muito mais atraente e original, como o uso de duas armas simultâneas e o ataque e controle de veículos inimigos.
Fable pode ser considerado o “Zelda do Xbox”. Porém este não é o motivo pelo qual eu o incluo no TOP 10 do console. O game criado pelo mestre inglês Peter Molyneux (o mesmo das franquias Populous e Black & White), chamou atenção de todos pela sua ambiciosa gama de possibilidades frente a qualquer outro RPG da época. A começar pelo protagonista, um menino sem nome que parte para uma jornada em busca de treinamento em combate para se vingar da destruição de seu vilarejo. Ao longo da aventura, nosso herói é posto a prova por uma série de desafios que o dão a escolha de trilhar o caminho do bem ou do mal, de modo que cada jogador consegue criar sua própria jornada, o que resulta em um personagem com aparecia correspondente a suas ações no jogo.
Não sou muito fã de Star Wars, mas tive que dar o braço a torcer para Knights of the Old Republic e o trabalho realizado pela BioWare. Assim como Fable, este RPG da série criado por George Lucas bebe da mesma fonte de liberdade de escolhas com resultados distintos na trama. Em KotOR (como ficou popularmente conhecido), as ações de nosso personagem (seja ele homem ou mulher) o transformam em um herói aliados dos Jedi ou um tirado ao lado dos Sith, o que inclui o estilo de combate e, principalmente escolhas de caminhos e diálogos que surgem na trama.
Cuidar de uma fazenda virtual pode até ser bacana. Mas bom mesmo é cuidar do vilarejo dos Smurfs, com direito a ajuda do Papai Smurf e ataques do Gargamel.
Ocarina of Time na palma da mão e ainda com suporte para 3D. Melhor que isso é saber que o visual do jogo foi completamente refeito. De longe é o melhor remake que a Nintendo fez desde… desde… deixa pra lá.
Naija, a menina com corpo de sereia que navega pelos mares de Aquaria não é apenas protagonista de um dos games mais belos do iPad, mas principalmente de um dos jogos de plataforma mais criativos do tablet.
Enfim, o Mortal Kombat em 3D que sempre desejamos jogar. E não é só pela carnificina gratuita ou pela jogabilidade refinada. Falo do jogo de luta com a melhor história para o modo single player… ok, quem se importa com a história quando estamos falando de Fatalities?
Poderia ser também o melhor jogo Indie lançado este ano. As análises por aí compararam Superbrothers com Zelda. Eu prefiro compará-lo com Out of this World embalado por uma das trilhas sonoras mais envolventes em um jogo feito com sprites.
Acredite, por mais que você só veja utilidade para o Kinect em jogos de dança e aeróbica, em Forza 4 ele se faz necessário e muito útil. Graças ao acessório você pode curtir seu game no joystick ou volante ao mesmo tempo que movimenta a câmera usando a sua própria cabeça, o que rende maior realismo, experiência, habilidade, adrenalina e por aí vai…
Skyward Sword merece muitos outros méritos obviamente. Poderia ser também o Zelda mais RPG de todos, ou o Zelda mais realista de todos ou o Zelda menos genérico de todos. Mas entre todos os prós, definitivamente o maior é sua jogabilidade, capaz de provar para todos que a Nintendo estava certa quanto ao Wii e seus sensores de movimento.
Se
Enfim, os pedidos dos fãs de Rock ‘n Roll e guitarra de verdade foram atendidos. Esqueça os instrumentos de plástico quando o assunto é aprender a tocar pra valer. Rocksmith só funciona com guitarra de verdade e jogador dedicado. Coisa fina para quem pensa em tocar
Tower Defense é um dos gêneros mais fáceis de ser trabalhado. Coloque dois elementos antagônicos e você já terá o seu jogo. Vampiros versus Zumbis, Humanos versus Aliens, Políticos versus Ficha Limpa; A graça aqui é que ao invés de defender o terreno é você quem o ataca com sua horda de soldados motorizados.
Eu diria também que este é o melhor jogo de iPhone/iPod lançado este ano. De forma lúdica, mas também criativa, GameDev Story não se propõe a libertar o Shigeru Miyamoto que existe dentro de vocês, mas sim ajudá-lo a ao menos compreender o quão desafiador é cada etapa no desenvolvimento de um game.
Simples, divertido e muito bem acabado. Esse é Smelly Cat, produzido pelos brazucas da
Você já jogou Magic The Gathering? Pois é, Shadow Era é o card game eletrônico mais competente lançado até hoje que se aproxima do jogo criado pela Wizards of the Coast. Isso porque ele foi cuidadosamente desenvolvido com base na opinião dos próprios jogadores, que colaboram até hoje com os desenvolvedores a cada novo update. Leia a entrevista que eu fiz com o criador
Pois é, Read Dead Redemption foi lançado em 2010, mas eu só consegui jogá-lo e terminá-lo este ano. E sim, minha teoria estava certa – este é o GTA no Velho Oeste que todos sempre sonhamos jogar. Melhor coisa que eu fiz ao terminá-lo foi reler todos os gibis do Tex que estavam guardados.
A verdade amigo é que a máxima “casa de ferreiro, espeto de pau” também se aplica para os jornalistas de games. Jogar todos os jogos lançados é apenas uma das várias lendas da nossa profissão. Na lista de lançamentos de 2011 que eu infelizmente não consegui jogar, Skyrim com certeza está no topo. Mas tudo bem, 2012 está logo aí.
Monster Hunter é o game perfeito para quem é fã de RPG, de mundo medieval, de criaturas gigantes e de experiência online não massiva. Por isso que ele é um dos games mais jogados no Japão desde 2007. Por isso que Monster Hunter Freedom Unite (o último lançado no ocidente) me fez acumular quase 500 horas de diversão no PSP.
Criado pela Ubisoft (sempre eles), Outland foi também a melhor experiência que eu tive este ano com um lançamento exclusivo para as redes PSN e Xbox Live Arcade. Puzzles desafiadores, chefes colossais e uma trilha sonora perfeita apenas completam a aventura mais colorida protagonizada pelo herói minimalista.
Isso mesmo. O game de corrida aquático mais bem feito desde Wave Race 64 é um game de Android e IOS, feito por dois caras que tiveram o cuidado de criar a própria engine para simular a água da forma mais realista possível. Jogue sem moderação.
No PS3, ModNation Racers passou despercebido. No PS Vita, amigo, tenha certeza que ele será um dos mais vendidos. Isso porque além de toda diversão proporcionada pelas corridas, o game também traz um modo de criação de karts, personagens e até pistas muito mais competente no portátil. O pouco que 
- Entre!
- Não venha com esse papo de não temos tempo, David! Besteira! Vinte anos no mercado de venda de pneus me ensinaram muita coisa, garoto, e uma delas é que nenhum prazo é inalcançável!
Se fossemos colocar todos os consoles da Nintendo em uma curva de evolução, teríamos no NES e SNES o ápice dos jogos hardcore, no Nintendo 64 o coração dos jogos multiplayer, no Wii os mais altos índices de jogos casuais e, no GameCube o termômetro mais equilibrado no que diz respeito aos quatro outros consoles.
Lançado no final de 2001 no Japão e EUA e início de 2002 na Europa, o GameCube foi o primeiro console da Nintendo a abrir mão dos cartuchos e prol das mídias em disco. Porém, diferente de seus concorrentes, a Nintendo buscou no minimalismo fazer do GameCube o menor console de mesa lançado no mercado. Como resultado, sua mídia utilizada foram os MiniDVDs ao invés de DVDs de tamanho convencional, o que de certa forma criou um desafio para os desenvolvedores na hora de comprimir um game para os quase 2GB de espaço. Dado este cenário, 25 dos 640 jogos lançados para a plataforma trouxeram dois discos para serem jogados.
O GameCube também foi marcado por grandes acessórios, entre eles o WaveBird (controle wireless), o Broadband Adapter (adaptador para jogar online) e o Game Boy Player (acessório para conectar cartuchos de Game Boy Advance e jogar através do console). Para quem buscava maiores recursos, a Nintendo lançou em parceria com a Panasonic o Nintendo GameCube Q, que trazia os mesmos recursos do modelo clássico, porém com a adição de um drive de DVD para a reprodução de filmes.
Sim, eu realmente sou fã de Zelda. Mas o grande motivo de eu colocar Wind Waker como o melhor jogo de GameCube é um só: eis aqui o game criado por Shigeru Miyamoto mais criticado pela mídia e jogadores quando anunciado, mas que fez todo mundo dobrar a língua quando foi lançado. Claro que todos queríamos um Zelda hiper-realista como o revelado na Space World, mas o que Miyamoto fez foi nos mostrar um Link cartunesco que mais parecia uma versão masculina das Meninas Super-Poderosas.
A chegada de Samus Aran no Game Cube foi triunfal por vários motivos. O primeiro deles por marcar o fim do longo hiato sem um novo Metroid (afinal, desde o SNES não era feito um novo game da série para consoles); O segundo, e possivelmente o mais marcante, pela completa transformação que a franquia sofreu ao ser levada pela primeira vez para o mundo dos jogos poligonais.
Se a opção fosse escolher por um Resident Evil entre os três melhores games de GameCube, muitos colocariam facilmente RE4, boa parte incluiria RE0, quase ninguém colocaria os ports de RE2, RE3 e RE Code Veronica X. Mas eu tenho certeza que a grande maioria concordará comigo ao elencar o remake de Resident Evil entre os três melhores do console.


O Dreamcast teve o seu “Super Mario” e esse não foi um game do ouriço Sonic, mas sim o RPG de ação Shenmue. Criado por Yu Suzuki (uma das maiores mentes dentro da SEGA – pai de Hang On, OutRun e Virtua Fighter), a história do jogo foi concebida para ser desmembrada em sete episódios. Por ter um custo altíssimo de produção e, obviamente pelo insucesso do Dreamcast, Shenmue só teve dois episódios lançados, tornando-se o primeiro jogo do gênero a, infelizmente, não ter sua história concluída.
Se Shenmue foi o pai do QTE, Jet Grind Radio foi o pai do cel-shading (filtro aplicado em modelos poligonais para causar um aspecto de desenho animado). Porém esse não é o único trunfo do game conhecido também como Jet Set Radio. Falo de um dos jogos mais originais do console da SEGA. Ainda que eu repudie o ato de pichação nas ruas, tenho que concordar que fazê-lo através deste jogo tenha sido genial.
Por falar em diversão, eis um dos jogos mais divertidos e descompromissados do Dreamcast. Crazy Taxi bebe da mesma fonte de Grand Theft Auto no sentido de fazer de você um exímio motorista, porém o grande trunfo do jogo foi permitir que cumpríssemos nosso fardo trabalho de taxista levando pessoas das mais diversas personalidades possíveis para os mais remotos cantos da cidade. Tudo isso ao som da banda The Offspring que embalava a diversão e potencializava a adrenalina do jogo.