Seja épico

“Algumas montanhas são escaladas. Outras, derrotadas.”
- Emon
Dizem que na vida há certas coisas que você tem que fazer antes de morrer, pelo menos uma vez. Algumas delas são:
- Usar uma peruca
- Fazer alguém sorrir
- Andar descalço na grama
- Criar algo do zero (desde café até um bebê, tanto faz. E não precisa ficar necessariamente bem feito)
- Amar alguém
- Mandar alguém para aquele lugar (pode ser o mesmo alguém aí de cima)
- Ficar amigo de um animal
- Dançar pelado
- Jogar Shadow of the Colossus
Se alguém alguma vez lhe disser que videogames não são uma forma de arte, exerça o item 6 da lista acima e em seguida mande esse energúmeno jogar Shadow of the Colossus.
Neste jogo somos apresentados a um rapaz (a princípio sem nome) que adentra uma cidade abandonada montado em seu cavalo Agro, carregando o corpo de uma jovem cuidadosamente envolto em panos. Após cruzar uma longa ponte que separa essa Terra Proibida do resto do mundo, o protagonista penetra em um templo em ruínas e exige que Dormin – a divindade que ali habita – ressuscite a jovem. Para tal, explica a entidade incorpórea, o rapaz terá que destruir os dezesseis Colossos que vagam pelas terras devastadas, contando apenas com sua misteriosa espada, seu fiel cavalo, sua determinação e, principalmente, sua coragem.
Ah, e um arco mixuruca.
Quem é esse rapaz? Quem é a jovem morta e qual sua relação com ele? Que lugar estamos e por que foi abandonado? O que são esses “colossos”? Tudo isso e muito mais após nossos comerciais:
(Intervalo comercial. Saiba como anunciar seu produto aqui no meio da coluna e irritar o leitor)
A princípio, Shadow of the Colossus é um jogo muito esquisito: não há “fases” propriamente ditas; o jogador é livre para viajar por toda a extensão da Terra Proibida (sem inimigos ao longo do caminho) e a única indicação de objetivo é o reflexo de sua espada contra o sol, formando um facho luminoso apontando ao longe. Se decidir segui-lo, o protagonista e seu pangaré Agro vão cavalgar por colinas, riachos, florestas e desertos até encontrar cada um dos colossos a serem derrotados.
E seus algozes, infelizmente, fazem jus ao nome, porque são GIGANTES de rocha e vegetação – montanhas vivas com dezenas de metros de altura, vagando por entre as ruínas da antiga civilização que ali um dia existiu. Essas forças da natureza só podem ser derrubadas quando a espada do protagonista é cravada nos símbolos sagrados espalhados (e ocultos) em lugares variados de seus corpos – algo que obrigará o protagonista a desvendar onde e como alcançar cada um desses pontos fracos.

Assim sendo, Shadow of the Colossus é, em síntese, um puzzle-game; um “jogo de quebra-cabeças” contado de forma poética através da única mídia capaz de traduzir inteiramente seu potencial.
E é o melhor jogo que já joguei em toda minha vida.
(pausa dramática)
Shadow of the Colossus é a verdadeira síntese do épico.
Jogos com essa intenção normalmente colocam o jogador na pele de “super-pessoas”, cujos grandes feitos tornam-se mundanos frente às suas capacidades; o quão grandioso é matar um minotauro se você é um semi-deus? Ou explodir uma espaçonave quando você é um Robocop espacial?
Em Shadow of the Colossus, você é apenas um garoto. Um jovem frente a um objetivo aterrador: destruir dezesseis gigantes de pedra, escalando cada um a mãos nuas e cravando-lhes uma espada na cabeça. Como derrubar uma criatura cujos passos são terremotos? Como alcançar uma monstruosidade que voa, por exemplo?!
Sua força não é infinita (há um indicador de “cansaço” enquanto você está escalando os colossos), você não tem poderes, treinamento e nem mesmo a aptidão física de um guerreiro digno de tamanha tarefa hercúlea. Sua única vantagem é sua determinação.
E seu cavalo.
Isso porque Agro é seu único ajudante e amigo durante a jornada. Na solidão vasta da Terra Proibida, o animal é seu veículo de locomoção entre as grandes distâncias e essencial para se vencer certos colossos. Ele é tão real a ponto de ocasionalmente não responder aos comandos do jogador – um detalhe proposital dos desenvolvedores do jogo, um toque delicado e imprescindível na construção de um personagem cuja ligação emocional com o jogador dá-se pelo fato dele ser, acima de tudo, seu confidente silencioso e incansável; única testemunha dos feitos incríveis do protagonista. Nunca me importei tanto com um animal virtual do que com Agro. Não há Tamagoshi que o supere.
Conforme a jornada avança, mais e mais perguntas se formam na mente do jogador, uma vez que não há quase diálogos no jogo. O mistério faz parte do conto e você deve confiar nele enquanto envolto na sensacional trilha sonora composta por Kow Otani. A música narra sem palavras cada passo do ciclo, desde as notas suaves e intrigantes da descoberta de uma nova ruína, até o crescendo heróico da escalada de um colosso: a cada etapa de dificuldade ela parece gritar a emoção e a adrenalina necessárias para que você segure com mais força, corra mais rápido e salte mais longe, até que se encontre com as mãos suadas segurando o controle e vibrando de vitória no sofá da sala quando a última espadada fizer o gigante tombar com um estrondo ensurdecedor.
Porque Shadow of the Colossus é uma aventura fantástica em que você sente-se CAPAZ. Se você é capaz de escalar com as próprias mãos uma montanha viva, cravar sua espada em seu topo e derrubá-la, você é capaz de QUALQUER COISA.
Você deve jogar Shadow of the Colossus. Faça isso por você. Seus filhos devem jogá-lo. É uma lenda sobre determinação, sobre força de vontade, sobre vencer o desafio que NINGUÉM acreditou que você poderia vencer.
E quando aquela pessoa que diz que videogames não são arte olhar para você e perguntar “por que você está com esse sorriso?”, você vai sorrir ainda mais e responder:
- Porque eu estive lá. Eu e meu amigo Agro.

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- Veja os primeiros 13 minutos do jogo
- Shadow of the Colossus: Trailer
14 maio, 2011 as 11:15
esse jogo é o único motivo de eu querer ter um ps3!
14 maio, 2011 as 13:20
ahahahha so lembrando essa parada da egua, eu botei o nome do meu cachorro de Agro, e quando chamo ele me sinto em uma jornada epica hahahhahaha
14 maio, 2011 as 13:23
ae so masi uma dica
pq no mrg vcs nao fasem um Construindo o robo de cinema mas sobre SOTC
ae ia ser maneiro, ja imagineu muitas vezes como seria um filme dele ^^
so me chamar que eu dou minha opinao de merda hahhahahaha
14 maio, 2011 as 13:47
Eu imagino a Cara do Affonso olhando para o primeiro Colossuse dizendo o seu baixinho e inigualável:
- Meldels…
uhauhahuahua
“Clap Clap Clap” para o senhor, Mr. Affonsolano!
14 maio, 2011 as 14:09
muito foda o texto, genial
14 maio, 2011 as 15:21
Otimo texto Affonso,também sou mega fã de Shadow of The Colossus assim como você, e esse texto definiu o que cada fã sente quando vence um colossus, como um verdadeiro Davi numa terra de Golias.
Queria indicar para você Solano um podcast especial sobre o Shadow of The Colossus feita pelo pessoal do Oriongames tenho certeza que você vai curtir..
olhar ae o link: http://www.oriongames.com.br/podcast/62/47—shadow-of-the-colossus.htm
Abraços!
14 maio, 2011 as 15:27
Sensacional como sempre.
14 maio, 2011 as 15:29
Eis alguns lembretes:
- Assistam ao filme “Reine sobre mim” (Com Adam Sandler) que faz uma bela homenagem ao Shadow of The colossus!
- Shadow of the Collossus e ICO sairá em HD ainda esse ano na PSN e com suportes de trofeus! (imagina só cada Colussus derrubado um trofeu… só ai são 16..rss)
- “Last Guardian” a continuação de Shadow of The colossus sai até o inicio do próximo ano para PS3! (há rumores que saia também para o X-box 360) então juntem seu rico dinheirinho para compra-lo pois vale a pena!
Abraços a todos!
14 maio, 2011 as 19:10
Shadow of the Colossus é um ode ao sadismo. Os colossi tão lá sem fazer mal pra ninguém, só brisando e daí vai um moleque com um palito de dentes e começa a furar eles. E o mais legal: não há recompensa por derrubar os colossi, só deterioração do Wanda/Wander enquanto ele mata mais seres que não fizeram nada pra ele por amor.
15 maio, 2011 as 11:47
Gosti do texto mais esqueceu de mencionar o primeiro pluzze que origino esse talento todo ICO nome estranho e foi por essa razão que resolvi jogar o game onde tinha um rapaz de mãos dadas com uma moça e chifres … queria saber se a galera conhece ou tem idéia do que fez o shadow of the collossus ser o que é , joguei ambos e adoro jogar até hoje = ]
15 maio, 2011 as 12:21
Gostei dos comentarios ri pacas quando falou do item 6 rs completei o jogo em todos os niveis só não gostei que eles dexaram o melhor pra depois que completa o game ainda to tentando pegar tudo do mapa até hoje mais é um sacrificio kkk jogar ele = ]³ só queria saber como chegar com o agro em partes que a abertura mostra , finalizando de chefe o texto e o estimulo pro povo , mais fale sobre o ico apesar do nome não agradar de inicio quando se joga és outra visão e os pluzze dele são os melhores a parte de dexar ela sozinha é um desespero ao coração parece até fatal frame quando os batimentos aumenta = ]³ .
15 maio, 2011 as 21:03
Como sempre , o Affonso deitando em seus textos .
Simplesmente ,esse jogo marcou minha vida . De uma simples diversão até atuando como um motivador em minha vida pessoal,esse jogo se tornou um pedaço de mim ,e eu com certeza nunca vou esquecê-lo. Sabe aquela sensação de “Caral**” qndo vc termina de ver um filme,uma saga por exemplo,como o Senhor dos Anéis ? Então,quando terminei o jogo,fiquei perplexo por 2 horas ,pensando em tudo que aquele jogo me fez passar,os seus desafios,e as minhas conquistas. Um jogo que vou citar até para meus netos quando eles vieram com o papo ” existia videogame na sua época vovô ?” . E direi que sim ,que tive a chance de jogar um jogo que mudou a minha vida em vários aspectos,e o nome dele é Shadow of the Colossus .
17 maio, 2011 as 11:52
Affonso segue mitando nos seus textos…
=D
18 maio, 2011 as 10:28
Affonso, já existe o shadow of colossus para PS3? Me refiro à versão do PS2 mesmo.
Na amazon só encontrei uma pré-venda, dizendo que a versão será liberada em 31/12/2011
É isso mesmo?
Abraços!
18 maio, 2011 as 14:42
Isso, Tiago! Está pra sair, fica de olho.
18 maio, 2011 as 15:44
Achei este jogo patético e cansativo. ruim até o extremo da ruindade absoluta. Argumeto poético prum jogo horroroso destes jamais me convencerão do contrário. E o melhor jogo que já joguei na minha vida foi RED DEAD REDEMPTIONS isso sim é jogo de Homem. Porra!!!! hehehe
18 maio, 2011 as 16:34
Oh boy! Os colossos malvados machucaram vc, foi..? ;)
18 maio, 2011 as 16:43
Muito bom e épico o texto, assim como os MRG’s, que pra sairem são épicos XD !!!!!!
abraço
20 maio, 2011 as 9:42
Ótimo texto, só senti falta do botão Retweet e share do Facebook
20 maio, 2011 as 18:09
Caracas fiote… só vc mesmo pra atrair essa imensidão de leitores para uma coluna que fala de games….
Eu não joguei ainda Shadow Of The Colossus, preciso desse jogo estou ansioso com meu PS3 clamando por mais um jogo épico. Quando digo mais um jogo é pq devo concordar com um dos comentários, RDR foi o melhor jogo que já joguei na minha vida, e o que mais está me estimulando a jogar SotC é exatamente os detalhes que achei brilhante em RDR.
Paisagem, jogar o jogo sem ter obrigatoriedades de fases e frescuras, poder mergulhar em um mundo totalmente novo. Espero não me frustrar.
Mas surgiu cá em minha mente, ao ler esse fabuloso (mais um) texto de Affonso Solano uma grande dúvida. O Diogo tem algum dedinhos ai, não tem não? O modo sonhador e mesmo apaixonado com que ele fala no MRG passa muito próximo desse coração todo empregado no texto.
Parabéns.
D.
27 maio, 2011 as 12:04
Shadow of collosus acima de tudo isso é uma grande historia de amor,todo amor é egoista logo o personagem principal rouba a espada sagrada da vila dele por que sua namorada,irma ou que ela seja foi sacrificada,ele entra num reino proibido faz um trato com a voz que pede pra ele matar colossus que na maoria das vezes são inofensiveis.chega a ser facil algun deles.A musica é épica o jogo em si tambem mas nao deixa de ser uma historia de egoismo e qual amor que não é ?
1 junho, 2011 as 1:04
Claro, séculos depois, finalmente li isso. E nem sei porque deixei enrolar por tanto tempo, admito que não sou um grande conhecedor seu Senhor Afonso Solano. E nem do grande MRG, e minha embolação em TUDO e deixar de ouvir e ler melhor textos como estes faz eu me sentir o MAIOR PECADOR DO UNIVERSO depois de ler isso ou ouvir um MRG randomico.
Mas vamos pro texto que é o que importa, não?
Eu era novo quando joguei Shadow Of the Colossus, acho que tinha 13 ou 14 anos..ou até menos. Só que, tudo o que você disse, mesmo sendo o meninoide lerdo que sempre fui, aconteceu comigo. O ser epico, o sentimento de solidão, de enfrentar situações impossíveis sozinhos e superar elas, foi tudo sentido, mesmo com a cabeça imatura, nerd e gordinha dos meus 14 anos. Mas acredito que, o local onde eu morava na época fez eu me espelhar muito em Wander, pois era muito sozinho, tinha poucos amigos e quem me ajudava sempre era sei lá, meu Playstation 2 e algum bicho de pelúcia.
Shadow of the Colossus talvez não é meu jogo preferido porque mudo muito de gosto fase que passo, atualmente é Portal 2, mas no começo do ano passado por exemplo foi Assassin’s Creed 2 e seguindo ano Red Dead Redemption fez meu coração.
Mas posso dizer que, do mesmo modo que jogos como Zelda, Metal Gear Solid, Shenmue marcaram minha vida gamer de um jeito totalmente idiota. Shadow Of The Colossus atinge um patamar muito mais alto que eles, e marcaram minha vida gamer de um jeito Simples, Inspirador e Épico.
1 junho, 2011 as 7:46
Olá Javan!
Fico curioso para saber como teria sido o impacto do Shadow of the Colossus em mim se o tivesse jogado com 13, 14 anos, como você (quando joguei, tinha por volta de 24 anos). Nossas experiências pessoais moldam a maneira como absorvemos as coisas, e é bacana ver a perspectiva que você teve – embora diferente da minha – igualmente impactante e espelhando a sua realidade da época!
De fato, pelo que você diz o seu gosto parece seguir o “caminho do lobo solitário”, levando em conta os outros jogos que tiveram grande impacto em você em outras fases. Bacana ver esse “perfil” tornando-se cada vez mais definido, ainda que não delimitador.
Grande @braço!
1 junho, 2011 as 7:49
Hum… sim, acho que concordo que o amor “romântico” é, por sua natureza e definição, “egoísta”.
Porém nunca fica claro em Shadow of the Colossus se a mulher morta é amante, irmã ou qualquer outra coisa do Wander! ;) Fosse ela uma dessas outras opções, você ainda chamaria a saga de “egoísta”?
@br!
3 junho, 2011 as 16:17
Maravilhoso esse post afonso, escutei no MRG vc comentar que esecreveu sobre O MELHOR JOGO da história e vim logo ver. Eu aprendi tudo nesso jogo. Como muitos falaram esse jogo geradiversos sentimentos.
Faço questão que meus filhos joguem. Sempre falo que para mim nunca existiu nem existira melhor jogo.
Acho tudo maravilhoso, gráficos, ambiente a trilha que te eleva a cada batalha.
Mas acima de tudo eu começei como um jovem e só pensava em destruir os colossus, e só depois do
9 (a tartaruga dos gêiseres) pelo trabalho que ela dá foi que pensei qual foi o mal q eles me fizeram e começei a lamentar cada vez que matava os colossus. Realmente é uma obra de arte.
Enfim acabei me estendendo mas ta aqui meu comentatário de amor por esse jogo.
Vc não avalia um jogo desse, apenas vive junto essa experiencia.
Eu estive lá. Eu e meu amigo Agro!!
3 junho, 2011 as 18:45
Cult!
Clássico!
O jogo é tão bom que muitas vezes, apenas andar com o cavalo pelas montanhas e cenários intermináveis era suficiente para a imersão deliciosa.
Bravo!!!
3 junho, 2011 as 22:52
Valeu, Cristiano! :)
3 junho, 2011 as 22:55
É verdade Diego, eu também eventualmente comecei a questionar o que eu estava fazendo, quando aqueles “monstros” na verdade não estavam incomodando ninguém! :) E o impressionante é que nós (jogadores) começamos a sentir isso sem que o jogo nos “diga” nada – essa sensação é sugerida pelo contexto geral.. Genial, não?
Grande abraço!!
4 junho, 2011 as 3:17
Arrepio de 20 segundos depois de ler isso!
Parabéns, senhor Affonso, texto genial para um jogo genial.
Também não posso evitar uma explosão de alegria quando penso que Fumito Ueda nos brindará com um novo jogo, The Last Guardian, muito em breve.
8 junho, 2011 as 4:01
“- Porque eu estive lá. Eu e meu amigo Agro.”
Afonso Solano.
Bem o que falar com um dos únicos personagens com quem eu me importei… Cara eu to aqui relembrando, o Agro, não tenho palavras para descrever o que foi aquela queda, deu vontade de parar de jogar. Mas como Agro é um semi-deus que absorveu os poderes dos colossos era invevitável ele escapar daquele destino (sim meu “mundinho” é hardcore)…
Alias “mundinho”, sério “mundinho” não se aplica a esse jogo, um termo em ingles cool e foda talvez, “feeling” ah sei lá. Agro foi muito mais que um cavalo ou amigo, ele era seu porto seguro sempre estava lá quando você assobiava e não importava como, ele chegava até você, desde que água não estivesse em volta…. Agro era tão foda que no final do jogo ele finalmente decidiu me obedecer e pular de um precipício, encerramos nossa jornada juntos na eternidade, pelo menos nesse mês!
Agora no novo jogo temos que cuidar de um colosso-grifo atingido por flechas, mas sério Agro nunca será substituído…
Já sei qual é a do Harry Potter fazendo peça de cavalo no teatro xD!
9 junho, 2011 as 8:59
“- Porque eu estive lá. Eu e meu amigo Agro.”
Afonso Solano.
Muito bom! adorei a leitura.
O que seria um jogo tediante a primeira vista na verdade se tornou o melhor que ja joguei. Ate o momento nunca me emocionei com um game, a não ser esse. Cheguei no ultimo colosso cheio de furia. MEU CAVOLO MORREU FDP E A CULPA É SUA!!!
Emprestei o jogo pra um amigo meu a muito tempo atraz. “Vc tem q jogar cara, é muuuito bom. Vc controla um garoto e seu cavalo e tem q enfrentar 16 colossos”
ele pergunta: “So 16 inimigos o jogo todo? Vem ca, vc ja jogou outro jogo alem desse?”
Ele adorou o game e zerou no mesmo dia.
9 junho, 2011 as 11:06
Nossa esse jogo é muito bom, lembro que quando comprei ele na época, não dei muita bola joguei um pouquinho e deixei ele de lado pois estava finalizando God of War 2, mas quando comecei a joga-lo, me maravilhei com o jogo, a cada fase via que esse jogo era muito especial, também me perguntei numa fase do jogo porque tenho que derrubar os colossis que estão lá sem fazer nada, mas sabia que existia um motivo maior, confesso que caiu uma lágrima na cena em que o Agros cai e acho que foi o melhor jogo que joguei, até minha esposa que não é fan desse tipo de jogo ficava sentada comigo desfrutando da história e até mesmo minha filha que tava começando a jogar comigo falava “oia o bisso pai, monta no cavaio, pega a laiato”, mau posso esperar para jogar ele novamente no ps3 para poder mostrar pra ela pra ver se ela lembra e jogarmos juntos e quando alguem perguntar falarmos “Estivemos lá, eu e meu amigo Agro”
9 junho, 2011 as 13:48
O jogo é fantástico mesmo.
9 junho, 2011 as 14:26
Bom pessoal gosto muito de desse jogo mas não estou conseguindo passar deste 8º coloso por por favor se tiverm alguma dica eu vou gostar de pegar porque estou acahndo um pouco dificil mas muito bom jobo abraço a todos.
10 junho, 2011 as 23:34
PArabéns cara! Mesmo a fama subindo a sua cabeça e estando cada vez mais mala nos podcasts esse texto mostra sua delicadesa em apreciar tão bela obra, só comprei um PS3 por causa doShado of Colossus, pra poder jogá-lo em HD, e tbm com esperanças de um Last Guardian foda… na minha opinião umas das coisas que mais favorecem o game é a fragilidade de nosso personagem, pq imagina se fossemos o Kratos ali, detonando tudo, o jogo ia ser ruim….
Abraços e parabéns pela coluna.
12 junho, 2011 as 15:08
Lembro que comprei o jogo numa sexta feira, e assim que cheguei em casa contei ao meu amigo, q logo em seguida já estava lá para me ver jogar. Esse foi meu erro.
Ela ja tinha feito final, por isso ficava o tempo todo dizendo “faz isso, agora sobe ali, agora acerte a espada naquele ponto brilhante” o que tirou boa parte da graça que é a descoberta do jogo.
Dia seguinte, meus pais não estavam em casa, meu amigo também não. Só sobrara eu, meu cavalo e 16 gigantes.
Dessa vez era só eu e eles e assim foi sendo derrotado um por um, o sábado passou sem eu me dar conta.
Até que lembrei do relógio e vi: já era 06h da manhã de domingo e pensei: “melhor parar, senão vou terminar o jogo em 1 dia”.
Domingo, ainda me restavam 4 ou 5 colossus, me vi em um grande dilema: Queria enfrentá-los, do mesmo modo que eu não queria chegar ao meu objetivo. Não resisti e enfrentei um por um até exterminar todos e ver um dos finais mais incriveis que já vi.
Tarde de domingo.
Os 16 jaziam na terra proibida, e dessa vez senti realmente a solidão, maior que a que senti durante minha “viagem”, talvez fosse uma sensacao de “culpa” por ter derrotado aqueles 16.
Sabado da semana seguinte.
Estava eu novamente iniciando uma nova jornada épica contra aqueles 16, eu sabia o que deveria fazer, sabia quais eram seus pontos fracos, mas aquela era uma experiencia que deveria ser revivida.
12 junho, 2011 as 22:58
Parabéns, você foi ÉPICO.
:)
12 junho, 2011 as 22:59
Obrigado, Josias!! :)
15 junho, 2011 as 16:52
Olá Affonso!
Eu nunca tinha ouvindo nenhum MRG, porém meu amigo sempre me falou muito bem. Então ontem ouvi pela primeira vez e ele tinha me pedido pra ouvir esse aqui: “MRG 006 Voz do Robô Especial: Um Inocente Dia dos Namorados!”. Adorei e vim ver o blog. E quando li esse post fiquei realmente com o queixo no chão!! O final então, porra! Senti a minha espinha dorsal gelar! Você falou tudo e mais um pouco.
Porém uma coisa que só notei vendo os comentários aqui e até mesmo um seu. Que a maioria já se pegou no “Por que estou fazendo isso? Por que estou matando esses bichos que não estão fazendo nenhum mal? Nem sei o que ela é pra mim!”
Até perguntei pra esse meu amigo se ele já passou por isso e ele falou que sim, porém foi muito rápido.
Eu NUNCA tinha pensado nessas coisas, só fui parar para pensar quando li os comentários desse post. Eu fiquei tão envolvido pelo jogo que, mesmo EU [JOGADOR] não sabendo o que ela era de mim, eu sabia do mais importante: Eu a amava mais do que tudo e enfrentaria qualquer obstáculo para salva-la. E eles eram 16.
Bryan
15 junho, 2011 as 19:00
Olá, Bryan! Obrigado! :)
Acho que esse efeito “anestésico” q vc teve também faz parte da proposta dos produtores do Shadow of the Colossus… O genial é que a experiência cria dois tipos de reação; a dos que se perguntam no meio da aventura “por que estou aqui? qual o propósito disso tudo?” e a daqueles que estão tão imersos que não percebem!
Grande abraço!!
15 junho, 2011 as 22:21
Irei dançar pelado o dance central , abraço.
15 junho, 2011 as 23:02
Fico feliz por você! :D Depois nos conte como foi!
@braço!
1 agosto, 2011 as 16:04
Uma pena que a sua melhor experiência com videogames tenha sido esse jogo.
Ele é deprimente.
Tecnicamente é um jogo bastante impressionante…
Mas fora isso o jogo me dá sono…
Sério.
2 agosto, 2011 as 13:17
Concordo em gênero número e grau com voce afonso é épico e realmente um conto… pra voce ter ideia vou contar a história desse jogo pros meus filhos dormirem na cama… meu sonho é que eles façam um remake ou um reboot ou wyatever que eles inventarem pra play 3 ou xbox realmente merece, sem dúvida um dos melhores jogos que já joguei… e eu estive lá…
Eu e meu amigo agro!
7 agosto, 2011 as 13:02
curioso,o Alfonso diz que um cara que consegue matar os 16 colossus é capaz de tudo,mas eu nunca consegui montar no cavalo sem apertar r1 :P
6 setembro, 2011 as 20:01
é engraçado, vira e mexe volto aqui e me pego lendo esse texto e continua fazendo muito sentido
grande texto Affonso!
7 setembro, 2011 as 2:25
Obrigado, meu querido! :)
7 setembro, 2011 as 12:49
Shadow of the Colosus … é a razão por eu estar feliz hoje , é o motivo pelo qual me emocionei tantas e tantas vezes , desde ouvir uma trilha sonora até quando o AGRO cai no rio ( ele nao morre ) … muuito bom esse texto cara !
mi emocionei , fui motivo de piada ao me emocionar…rs
Mais eu agradeço!
Obrigado por existir Shadow !
meus filhos , meus netos , meus bisnetos…
Vão jogar essa lição de vida !
9 setembro, 2011 as 15:55
Não há vergonha em se emocionar, meu amigo! Até o RAMBO chorou!! ;)
Grande @braço e obrigado por ler!
10 setembro, 2011 as 18:02
Muito bom Affonso Solano, quando vamos ter esse cara e seu cavalo AGRO Matando um Robô Gigante?