Terras Devastadas

“Nosso maior objetivo para o futuro é acabar com a violência. O mundo é viciado nela.”
-Bill Cosby
Não importa o conteúdo, sempre que abro uma garrafa qualquer, ouço em minha mente o clássico som de gás sendo liberado.
Para ser honesto, eu mesmo nunca ouvi esse som, a não ser por uma seqüência de comerciais antigos que assisti em um aparelho de TV anos atrás; pessoas bonitas e bronzeadas correndo em uma praia perfeita, sorrindo enquanto uma garrafa vermelha com um nome ridículo cruzava a tela. Não me lembro de todos os detalhes, mas sei que ao final de cada comercial havia sempre o close da garrafa sendo aberta e o som do gás sendo liberado. Aquilo parecia ser muito importante para o sucesso do comercial. Ter gás nos líquidos costumava ser muito importante para as pessoas.
Hoje, mais de duzentos anos depois da Grande Guerra de 2077, o nível de radiação dos líquidos que tomamos é muito importante para as pessoas.
Saciado, guardo minha garrafa d’água na mochila e me ponho de pé na colina. As Terras Devastadas se estendem no horizonte amarelo a minha frente, castigando o pouco de minha pele exposta ao sol. Puxo meu rifle para frente e aponto sua mira telescópica para o conjunto ruínas abaixo de mim. Lá embaixo está o grupo de pessoas que venho rastreando desde ontem à noite – três homens e duas mulheres de aparência tão perigosa quanto deplorável, protegidos por armaduras remendadas e armas de fogo mal cuidadas. Os fiends – como são chamados os membros da gangue – são saqueadores cujas práticas de assassinato e estupro somente se equiparam ao seu apreço por drogas poderosas.
Em qualquer outra oportunidade eu daria meia-volta e seguiria viagem. Infelizmente, há dois dias troquei minha antiga armadura de couro por esta de metal – que embora vastamente superior, me faz suar como nunca. Eu não contava com isso antes de deixar a última cidade e agora meu estoque d’água está quase no fim.
E ficar sem água no deserto das Terras Devastadas é quase tão ruim quanto ficar sem balas.

Mantendo o sol atrás de mim, desço o desfiladeiro o mais discretamente possível até que esteja a uma distância em que eu tenha certeza de que sou capaz de acertá-los, ao nível do chão. Um sexto homem acompanhado de dois cães de guarda se junta ao grupo, vindo de trás dos escombros onde estão reunidos – isso pode significar a existência de todo um acampamento entranhado ali, mas não tenho escolha; ou saio daqui com água ou vou morrer de sede nos próximos dias.
Meu primeiro tiro é quase perfeito: a bala atinge a nuca do homem e espalha os pedaços do seu rosto sobre seus companheiros horrorizados. Antes que o segundo possa gritar qualquer coisa meu segundo tiro perfura seu pescoço. A mulher ao seu lado perde o braço direito. Os cachorros latem.
Não tenho a intenção de ser misericordioso com essas pessoas.
Erro meu quarto tiro quando os dois homens restantes se jogam no chão, gritando sem saber onde seu atacante está. Meu quinto acerta o chão, apenas a alguns centímetros da cabeça de um deles. Os cães começam a correr na minha direção, me denunciando. Perdi de vista a outra mulher.
Maldição.
Não há tempo para recarregar o rifle, então puxo minha espingarda e espero os animais chegarem mais perto. Consigo derrubar um antes que o outro avance e me morda o braço protegido pela armadura. Ouço os tiros ricochetearem ao meu redor e me jogo atrás de uma rocha, desajeitado com o cão me puxando. Encosto o cano da espingarda contra seu corpo mal cheiroso e disparo, causando uma explosão de sangue, pêlos e ganidos no ar. Por um instante, eu me odeio.
E estou prestes a me odiar ainda mais – tiro da bolsa um Psycho e o injeto em meu pescoço: o surto de adrenalina me acerta como um soco e meu raciocínio torna-se dez vezes mais claro. Detesto correr o risco de me viciar em drogas militares, mas preciso de uma vantagem.
Os dois últimos homens – agora certos de minha localização – avançam aos gritos e tiros desordenados. Saco minha Magnum .44 do coldre e saio de trás da rocha disparando tiros certeiros: um deles perde parte do rosto enquanto o outro tomba com o peito perfurado.
Meu coração mal desacelera quando vejo surgir de trás das ruínas mais dois homens e um terceiro; este exibindo uma armadura de ferro completa, seu rosto protegido por um capacete fechado e empunhando um incinerador. A mulher que deixei escapar deve ter chamado reforços.
Disparo minha munição .44 no fiend de armadura, mas ele mal percebe. Se chegar perto de mim com aquilo eu não vou durar cinco segundos. Os outros dois se posicionam atrás dele, evitando meus tiros enquanto avançam lentamente em fila na minha direção. Às minhas costas, a colina de onde desci; escalá-la está fora de questão. Me escondo atrás da rocha novamente e abro minha mochila, tirando as três dinamites que peguei em Goodsprings. “Vão ter que funcionar”, penso, acendendo a primeira.
Ainda sentindo os efeitos da droga, me inclino e arremesso o explosivo na direção do trio.
Eu erro.
A dinamite desfere um arco alto demais e explode dez metros além dos alvos. Viro-me para acender a próxima quando ouço o que parece ser uma pequena discussão entre eles – quando espio, um dos homens tenta sair correndo para longe do confronto e é incinerado pelo homem de armadura.
Aproveitando a pausa, arremesso a segunda dinamite. Ela cai sob os pés do homem do incinerador e seu acompanhante. Eu me agacho atrás da rocha. A explosão é ensurdecedora.
Quando me levanto para olhar, pouco restou dos meus últimos inimigos. Pedaços de carne e metal se misturam a terra, e embora eu estude o cenário ainda de arma em punho, não vejo nenhuma outra alma viva. É hora de recolher minha recompensa.
Começo a vasculhar os corpos. Drogas, armas desgastadas, pouco dinheiro. Nada de líquidos. Com cuidado, faço a curva depois das ruínas para onde correu a mulher que deixei escapar e de onde saiu o homem de armadura.
Para a minha surpresa, uma enorme e redonda escotilha se encontra ali, com o número “3” desgastado no metal. Por trás dela há um “cofre”, uma das muitas instalações subterrâneas construídas antes da guerra, protegendo seus sortudos habitantes do holocausto nuclear. Muitas já se abriram, deixando seus moradores descobrirem o novo mundo aqui fora. Outras foram abertas à força, invadidas por gangues em busca de abrigo. Outras nunca foram abertas. A única certeza que tenho sobre essa é que está repleta de suprimentos. E talvez de outras pessoas. Ou… coisas que a radiação criou.
Nunca se sabe; posso ter tropeçado em uma mina de ouro ou uma mina terrestre.
Eu entro.

_______________________________________________
- Confira a visita do meu colega colunista Ricardo Farah no MRG! :)
27 julho, 2011 as 19:25
PQP! Um conto no universo do melhor jogo que existe, Fallout!
Continue escrevendo esse conto por favor, porque com certeza será foda demais, nao consigo pensar em mundinho sem pensar em fallout nao da, na minha opiniao, fallout consegue ser mais mundinho que gta que red dead simplesmente por ele ser em primeira pessoa(ignoremos a terceira pessoa desse jogo pq eh ridicula) pois como vc pode se sentir inteiramente na pele de um personagem se voce consegue saber oq o ataca pelas costas, concorda?
Muito bom seu conto, e muito boas as suas colunas, continue assim.
Vlww
27 julho, 2011 as 19:38
nome do livro será Como matar um robo.
27 julho, 2011 as 19:39
Caraca Afonso,
Nunca mais vou olhar o Fallout da mesma forma!!
Clap, clap, clap
27 julho, 2011 as 20:53
Adoro Fallout, e as vezes me pego nesse mundinho, envolvido pelas situações do jogo. Apesar disso tudo, achoq ue a coisa do envolvimento depende muito da pessoa que esta jogando. FallOut é um bom exemplo de que vc pode transformar o jogo num épico, ou simplesmente sair matando tudo que aparece e fazendo cheat pra munição. Eu joguei outros jogos que me deixaram abismados, quando compreendi a profundidade da coisa. Um deles é a série FATAL FRAME. Embora muito do aspecto psicológico de terror ajude, o que mais me pegou eram os livros, cenários e flashbacks. Quanto mais eu lia, via e explorava, mas eu ficava convalecido com os próprios fantasmas que eu tinha que detonar… Nesse mundinho de FATAL FRAME, eu temia não só por minha vida, mas pelas coisas que eu TINHA que fazer.
27 julho, 2011 as 21:11
Ficou maneiríssimo!
27 julho, 2011 as 21:22
Cara, vc deveria fazer as dublagens dos jogos no Brasil, com essa narrativa dá muito mais tesão de jogar do que ouvir um narrador ingles sem expressões.
Parabens pelo texto, isso não é entrar no mundinho e sim entrar de cabeça no mundão do game, imersão total. Mais imersão que isso só se tivesse um cabo ligado a nuca para jogar no estilo “Matrix”.
Não joguei até porque nunca tive muito tesão pelo Fallout por ser RPG de mais para o meu estilo, Mas agora deu uma puta vontade de jogar.
27 julho, 2011 as 21:54
Fala Lenadro! Obrigado!:)
Pois é, confesso que eu tb não sou muito fã de RPGs, mas qdo peguei o Fallout 3 (e, mais recentemente, o New Vegas) fiquei VICIADO.
Se quiser mais inspiração ainda, assista o filme “O Livro de Eli” pq visualmente é MUITO semelhante. ;)
@braço!
27 julho, 2011 as 23:21
Puuuuutz. Já pago pau pro Affonso desde que conheci o MRG (que a cada semana que passa, se torna o podcast mais esperado). Depois que vi o depoimento emocionante sobre Shadow Of Colossus, meu respeito foi definitivamente conquistado. Se não bastasse, agora você decidiu prestar uma bela homenagem para o jogo que mais curti jogar em toda a minha vida.
Comecei a trajetória do mundinho com o GTA San Andreas, e fiz o “downgrade” pro GTA III, Vice City, os dois “Stories” e finalmente o IV – obviamente, explorando ao máximo cada um, curtindo cada detalhe daquelas cidades vivas, chegando ao cúmulo de pesquisar as cidades reais e comparar as localizações coincidentes. Pra mim, a experiência com o mundinho não se compara com nenhum jogo casual, por mais que estes se esforcem pra exigir habilidades e refinamento de seus reflexos.
No caso do Fallout 3, a imersão pra mim foi mais intensa que qualquer outro. Cara, o mundo acabou. O melhor que eu vou conseguir é sobreviver, é a ambição máxima. No início da jornada, um rato gigante pode ser um inimigo perigoso o suficiente. Aquela cama que eu uso pra dormir na casa em ruínas, já foi de um casal, que morreu abraçado ali. Aquele parque infantil já viu momentos alegres de muitas crianças. É melancolia em estado bruto.
Joguei essa versão umas 5 vezes, testando cada possibilidade de interação com os personagens, visitando cada lugar por caminhos diferentes, respirando a atmosfera do que sobrou do mundo, com a certeza que um dia aquilo lá vai ser a realidade de alguém, infelizmente.
Já o New Vegas, considero que o jogo é mais bem elaborado em si, mas a atmosfera não guarda o mesmo peso. É uma visão diferente: o mundo não “acabou”, tem salvação/chance de reinício, o que atrapalha são só as pessoas – sim, essas mesmas que iniciaram a guerra e criaram esse mundo aí. Ainda assim, tem seu valor e uma capacidade de imersão rara.
Affonso, recomendo fortemente a HQ “All Roads” (prequel de New Vegas). Além do “Livro de Eli” que você sugeriu, outros dois também carregam muito do DNA do Fallout: “A Estrada” e “O dia seguinte”.
E mais uma vez, parabéns pelo excelente texto!
27 julho, 2011 as 23:28
Caramba, Marcio! Belo texto vc também! Excelente a maneira como você descreveu a sua visão! :)
Vou conferir o “All Roads”!!
@braço!
27 julho, 2011 as 23:41
ta loco Affonso, quanta rasgação de ceda
imagine se fossem deathclaws, ou invés de meros humanos
auhauhauhauauaua
brincadeira, ótimo texto
28 julho, 2011 as 0:45
Solano, não entendi, no MRG tu detonou o game, falou que era a pior visão em terceira pessoa que já havia visto. Falou mal dos gráficos também,disse que a imersão não era boa. E agora tá dizendo que está viciado no jogo? Afinal, qual das duas opiniões é a real?
28 julho, 2011 as 1:48
Oi, Heitor!
Acho q vc se equivocou ao dizer que eu “detonei” Fallout: New Vegas lá no MRG (http://bit.ly/i4syLs).
O que eu disse lá foi que tudo de BOM q eu adorei em Fallout 3 (que eu acho sensacional) CONTINUOU na em “New Vegas” (com algumas melhorias, como o Corraini bem apontou), assim como tudo que não gostei em Fallout 3 continuou em “New Vegas”.
Minha crítica final lá foi que “Fallout: New Vegas” era de fato somente uma expansão; uma oportunidade para os que amaram “Fallout 3″ viverem ainda mais naquele lugar. Nunca disse que achava o jogo ruim – dei nota 3 Robôs Gigantes (de 5) exatamente porque achei que ele fez o prometido: foi um “mais do mesmo, e nada mais”.
Meu objetivo nesse texto foi apenas trazer o leitor para a experiência do “Mundinho” de Fallout – apesar do jogo possuir sim alguns defeitos que de vez em quando me “tiram” da imersão, a complexidade e a grandiosidade da experiência perduram. Daí o texto! :)
@br!
28 julho, 2011 as 3:14
Afonso vi no mrg 140 esse link no fim da pág e resolvi visitiar, realmente você escreve muito bem! tem um cliente garantido! A tempos não jogo pois estou com notebook e não uso videogames mas espero este ano voltar a jogar, devido ao seu texto já estou procurando as especificações da série para planejar o meu próximo computador, valeu e parabéns!
28 julho, 2011 as 8:43
Que beleza, Edmilson! Seja bem vindo de volta então! :)
28 julho, 2011 as 9:10
Muito emocionante…
Affonso, gostaria que você fizesse uma narração semelhante de uma batalha de ginásio no Pokémon.
Grato.
28 julho, 2011 as 10:35
Ótimo conto, gostaria de ver mais desses aqui. Nunca joguei FallOut, mas sempre tive uma certa atração pelo mesmo, e, meu caro Affonso, seu texto me convenceu a comprá-lo. Sucesso!
28 julho, 2011 as 14:17
Os últimos “FPS” (aspas propositais) que eu joguei foram Mirror’s Edge e Portal. Ótimas histórias e ótimos universos por sinal!
FPS casual rola um Left 4 Dead de vez em quando…
Mas um FPS (for real) com história, acho que o último foi Doom 3 (que eu nunca terminei por falta de paciencia… acho que o jogo não me cativou)… Mas o Affonso tem o dom de CONVENCER a gente a jogar até CAMPO MINADO! hehehehe
Nunca joguei nenhum jogo da série FallOut… mas a partir de hoje vou ficar de olho nas promoções da Steam pra ver se eu acho os primeiros jogos pra comprar (se é que existem para PC, já que meu último videogame foi um Super Nintendo).
28 julho, 2011 as 17:06
Maravilha de post senhor Solano
Jogo que ainda não tive o prazer de experimentar, mas que em post como esse
aumenta a vontade de jogar o mais rápido possivel.
Tambem pensei logo em O livro de Eli. Tanto pelas imagens quanto pela sua narrativa.
Parabens e maravilha de post!
28 julho, 2011 as 22:10
Afonso, então tá, me convenceu (comentário 13 respondido no 14), a sua resposta foi razoável. Gosto muito deste jogo mas tenho uma ressalva, não dá pra jogar em 3ª pessoa. A gente perde totalmente a imersão. Os gráficos não são lá essas coisas. Tem que ser em 1ª pessoa, mas o jogo é bom demais. dá até uma certa tristeza quando estamos jogando nesse mundo desolado.
Vou encerrar por aqui, a minha mãe está mandando eu baixar o volume, eu estou ouvindo o MdM e ela não deixa eu fechar a porta do quarto. Droga!
28 julho, 2011 as 22:20
EXCELENTE O TEXTO!
Lembrei muito das HOOOORAS que passei jogando Fallout 3.
Ficou muito foda. Parabéns Affonso o/
28 julho, 2011 as 22:30
Sensacional! FNV é um dos melhores jogos que já joguei na vida. Nunca vi o “mundinho” sendo trabalhado tão bem!
Parabéns pelo texto Affonso!
29 julho, 2011 as 0:00
Então… ouvi um “click” seguido de um rápido barulho metálico… vejo o mundo explodindo junto com meus pedaços… ai… dou load no ultimo save e desarmo a mina… tenho que ser mais cuidadoso.
29 julho, 2011 as 0:10
@ZackMalvado
Hahah aí não vale!! :)
29 julho, 2011 as 2:38
Pow aki o sollano responde pra geral hem que legal, pq la no MRG é dificil. Mas ae aconselho para todos o MRG, que é muito melhor que o Jovem Nerd hehehehe. Parabens Afonso pelos textos estão cada vez melhores. sobre o fallout não pude jogar pois assim que o jogo acabou de chegar do japão, minha adorada mãe pegou o jogo do carteiro e deixou em cima da cadeira da varanda e saiu, qdo cheguei só vi destrosos espalhados pela casa, meu lindo cachorro (Um Pitbull) havia triturado sem a minima culpa o meu jogo, ae traumatizei e não comprei novamente. mas daki um tempo sei que vou acabar comprando, e trocando de cachorro. abraço continue Matando e não se deixe corromper pelo lado Oculto (Negro) da Força.
29 julho, 2011 as 6:20
Parabéns pelo texto, muito bom!
Lembrei do Fallout 1, velhos e bons tempos. Ainda não joguei o 3, mas ta na lista.
29 julho, 2011 as 9:31
Ótimo texto. Confesso que andava exausto com Fallout: New Vegas, acabei de chegar na cidade do pecado e o jogo tinha meio que me dado no saco, mas esse texto me deu ânimo para continuar a jogar.
Eu concordo que o Fallout: New Vegas é só uma expansão do Fallout 3, mas eu achei sensacional a adição do Modo Hardcore no jogo, pra quem gosta de imersão no jogo como os caras do MRG ( e me incluo nessa ) é um prato cheio.
Eu sou fã desse tipo de texto dentro do mundo do jogo, você bem que poderia incentivar o pessoal a mandar uns textos assim, e quem sabe publicar os melhores, é uma boa idéia, não?
abraço.
29 julho, 2011 as 10:38
Ficou EXCELENTE o texto, eu particularmente tenho no mínimo 100 horas de jogo dividido em uns 2 saves. Eu fiquei quase as minhas férias inteirinha jogando Fallout 3.
29 julho, 2011 as 13:01
Gostei de ver que conseguiu superar sua primeira impressão ruim de Fallout. (Vide episódio do New Vegas do MRG).
Apesar dos gráficos de 2005, o jogo conquista nos detalhes, na ambientação, nos quests secundários e nos personagens.
Gostei muito do conto. abs
29 julho, 2011 as 16:33
Affonso, de imediato só posso dizer; parabéns!
Tenho que concordar que você realmente é um bom escritor e que deveria investir nessa área.
Eu como um fã da serie Fallout após as centenas de horas jogadas admito que o jogo realmente tem muitos defeitos. Mas ao escutar/ler a palavra mundinho a primeira coisa que me vem à cabeça é uma cena onde eu me levanto de um velho colchão em meios a escombros e alguns corpos previamente mortos. E é por isso que acho q essa série foi a melhor q ja joguei em toda minha humilde vida. Não pelos gráficos(q são ultrapassados) não por ser mais um rpg(coisa de eu gosto bastante) mas pela imersão que ela me causou e me causa até hoje(talvez pelas musicas tbm q são mto boas).
E como dito por Leonardo Cruz a adição do modo Hardcore em FNV aumentou essa imersão em 1250%.
Novamente parabéns Affonso espero fielmente mais contos como esse.
30 julho, 2011 as 2:26
Excelente texto! Fiquei com vontade de ler mais!
Afonso, se eu fosse um zumbi seu cérebro extremamente apetitoso!
30 julho, 2011 as 12:52
FIcou bom mesmo.
Eu não curto muito fps, por que geralmente fico entediado nos 5 primeiros minutos com a jogabilidade repetida, e saio fazendo jackass pelo cenário. Mas o teu texto conseguiu me dar uma ideia do mundinho nesse tipo de jogo
30 julho, 2011 as 15:56
Affonso, como sempre parabéns!
A coluna é muito boa, e como já comentei anteriormente você sempre se supera!
Um livro de contos do Sr. Solano seria muito bem vindo!
Parabéns novamente!
Abraço!
1 agosto, 2011 as 2:30
Caralho Affonso, que tortura terminar desse jeito ! Escreve uma continuação :)
Realmente o enredo/mundo de Fallout gera contos tão sensacionais.
Parabéns cara, fiquei de queixo caído !
1 agosto, 2011 as 15:53
Excelente em !
Nossa muitas idéias borbulhas em minha cabeça… gosto muito de escrever contos. Uso para melhorar minha
capacidade de desenvolver textos (melhorar meus trabalhos acadêmicos consecutivamente) e para soltar a imaginação.
Acho mais fácil escrever textos de escudo e espada, só escrevi 4 contos com armas de fogo modernas, um pode ser achado no meu blog, “Cris e Owen”.
Parabéns, ficou muito bom.
O jogo parece ser muito bom, cenário muito bom… Pareceu bem “O livro de Eli”. Gostei.
2 agosto, 2011 as 9:58
PUTZ!
cada vez melhor hein affonsinho! realmente me surpreendeu a qualidade desse conto, fica parecendo até que Fallout é um jogo bom! :P
parabens e continue assim!
2 agosto, 2011 as 15:33
Hey! Alguém aqui já jogou STALKER Shadow of Chernobyl? Apesar de alguns bugs, é um dos jogos mais imerssivos que já joguei, inclusive já escrevi um conto em seu “mundinho”. fica a dica!!!!
2 agosto, 2011 as 17:01
o texto esta espetacular, bem imersivo e nostalgico!
MAS VOCÊ É UM DESGRAÇADO FONFON!
minhas aulas acabaram de voltar e você me deixou com vontade de jogar!
3 agosto, 2011 as 11:19
Não costumo fazer comentários, mas tenho que admitir que você me “conquistou”. Em seu texto percebi o quão incrível seriam diversas narrações de jogos. Nossa imaginação se encarrega da imagem em alta definição, nos fazendo esquecer qualquer imperfeição dos polígonos, muitas vezes, mal feitos dos games.
Parabéns pelo texto. Acredito que vale a pena fazer isso com outros jogos.
4 agosto, 2011 as 10:51
Grande Afonso,
Mandou muito bem no texto, trazendo à cabeça que conhece o jogo verdadeiras imagens. Deu pra imaginar o personagem ativando o VATS pra mirar na cabeça, etc.
Eu sou fã da série Fallout desde o primeiro jogo no PC e esse é um dos cenários mais originais e maravilhosos dos jogos de RPG. Eu sou um dos que torce para surgir um Fallout Online um dia.
Mandou muito bem mesmo, parabéns.
War. War never changes.
5 agosto, 2011 as 19:00
Cara, que texto! Muito melhor que muito livro que é editado por aí… continue nos presenteando com escritos tão legais quanto este. Abs matadores.
6 agosto, 2011 as 11:28
Fallout é simplesmente demais… =) Sinto falta de encarnar no meu personagem novamente (Dr. John Seward) e sair por aí explorando as Wastelands novamente… Joguei mais da metade do jogo usando meus óculos e variedades de jaleco, e só mudava de armadura quando tinha muito inimigo junto no mesmo lugar! *rs*
Mais tarde descobri os Mods do F3 e ao invés de usar cheats pra ficar super poderoso, fiz uma companion chamada “Mindy”, uma garotinha de vestido rosa que usava um sniper riffle… Ela atirava mal e não era muito resistente, mas era melhor compania do que os outros do jogo, com exceção é claro do Dogmeat =)
mmm.. preciso comprar o New Vegas pra pc urgentemente! *rs* Só não sei se vai rodar na minha carroça =)
6 agosto, 2011 as 23:14
Parabéns pelo texto, estou neste instante baixando a última atualização do fallout new vegas, old world blues, e já deu mais vontade de jogar. sou muito fan da série e tenho todas as expansões do fallout 3 e do new vegas no meu ps3.
abraços!
9 agosto, 2011 as 21:34
E a continuação quando sai? =D
9 agosto, 2011 as 23:12
Caramba…muito bom o texto!
Nunca joguei Fallout, mas pelo que li, ele me lembra muito o universo da série “A Torre Negra” de Stephen King, a qual estou lendo e gostando muito (por mais que ainda esteja a caminho do terceiro livro, que, curiosamente, possui o mesmo título que vosso texto, mr. Affonso, TERRAS DEVASTADAS!)
10 agosto, 2011 as 13:33
Vou poupar elogios(em número) ao sr. Solano, porque acho que todo mundo já expressou o quão incrível é o texto. Um dos melhores, por sinal, e sempre uma ótima leitura, como já disse em outra passagens.
A única pergunta que me resta é: este livro, é de contos, ou é uma única narrativa? Mantenha-nos informados, comprarei com cerveja. Ainda mais se for pós-apocalíptico.
10 agosto, 2011 as 18:10
Bah, Affonso, curti muito tua narrativa!
Sou fanático pela serie Fallout, joguei desde o primeiro na época do lançamento no Brasil e terminei o 2 de troçentas formas diferentes com vários tipos de personagens.
Queria dar minha opinião sobre o estilo de escrita que tu adotaste aqui, que seria uma narrativa em primeira pessoa e em tempo real. Este estilo de escrita pode te causar muitos problemas no futuro, para o caso de que tu realmente queira investir em contar essas histórias, pois a construção das frases e relatos, por diversas vezes podem ter conflitos de tempo que, mesmo desenvolvidos corretamente e bem escritos, podem confundir o leitor.
Escrever em primeira pessoa e em tempo real é bem comum e pode ser muito legal, mas se tu queres investir no ramo (da mesma forma que eu venho fazendo, trabalhando, pesquisando, etc), te sugiro que evite esse estilo, pois a todo momento a história depende do teu protagonista para que seja contada, ou seja, se tu pretendes criar algum tipo de plot o qual tu necessite da ignorância do personagem, por exemplo, aí tu podes ter alguma dificuldade no momento de misturar os tempos verbais, etc.
Tente achar o ponto certo da narrativa, como se fosse em terceira pessoa (um narrador contando tudo) ou mesmo em primeira pessoa, mas em forma de relato, ou seja, como se tudo fosse no passado… e assuma que é um relato mesmo.
Tu tens jeito pra coisa cara… na moral, vai parecer estranho isso que vou dizer, mas já acompanho o podcast há anos e me vejo, em muitos aspectos, inclusive no gosto pela escrita, meio parecido contigo… afinal, também sou ilustrador, gamer, etc.
É isso, broder, keep working hard! Se quiser trocar uma ideia sobre criação, narrativa, etc, será um prazer debatermos. Eu trabalho há alguns anos com criação de conteúdo para jogos, roteiro, ilustração, quadrinhos, gamedesign etc…
Manda um abraço, direto de Buenos Aires, pra gurizada aí!
18 agosto, 2011 as 20:30
Lendo esse texto, muitíssimo bem escrito aliás, me veio à cabeça, imediatamente, uma famosa coluna do crítico de cinema americano Roger Ebbert. Na coluna, ele argumenta contra a classificação de jogos como “arte”, dizendo, basicamente, que algo em que se pode “ganhar ou perder” nunca será uma forma de arte. Para ler o texto na íntegra (se tiver estômago): http://blogs.suntimes.com/ebert/2010/04/video_games_can_never_be_art.html
Antes de mais nada, é risível a idéia de que alguém ainda se apegue a questões como essa, depois de Godard, Picasso, Jorge Luis Borges e outros caras terem atirado o conceito clássico de arte no lixo.
Mas o ponto é que esse texto mostra como os jogos tem um valor MUITO acima do ganhar/perder. Acho que o principal que buscamos hoje é a imersão. Seja em jogos como Assassin’s Creed e suas belas paisagens que nos fazem esquecer da vida, ou em jogos com ambientes hostis como os da série Fallout, que conseguem o impossível feito de nos manter imersos num mundo cheio de destruição e de críticas à sociedade.
Nada como escrever a própria história enquanto se joga, aliás :)
19 agosto, 2011 as 0:54
Excelente argumento, Ivan!
E obrigado! :) Grande abraço!!!
17 novembro, 2011 as 0:06
Novamente li o texto sem ter nunca jogado o jogo e gostei muito do que li, a construção do universo e a exposição dele através de uma “esquecida marca de refrigerantes de rótulo vermelho” apresentam o que talvez seja a questão mais importante da história (a escassez de aguá e a guerra nuclear) de uma forma interessante e criativa e termina com um gancho que quase merece uma continuação (quem sabe, hein Affonso?). Uma mina de ouro ou uma mina terrestre?
26 janeiro, 2012 as 15:20
Acho que você está falando isso por que ainda não viu o site http://www.tvdigitalnopc.com.br