TechTudo

Mac – TechTudo
  • REVIEWS
  • BLOGS
  • DICAS & TUTORIAIS
  • ARTIGOS
  • JOGOS
  • DOWNLOADS
  • FÓRUM

Review do Fling e Joystick-it: o iPad precisa de controles físicos?

sex, 21/10/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, iPad, review

A resposta oficial da Apple seria “não”, já que eles não recomendam nem o uso de stylus e outros acessórios que substituam o toque dos dedos. Isso faz bastante sentido, já que muito da experiência multitouch deve-se ao maior controle (literalmente) manual da interface. Ainda assim, sempre achei bem interessante ver os protótipos e acessórios que lançam para trabalhar em conjunto com o touchscreen de iPads e iPhones. Os que gostam de games já devem ter visto as propostas arcade da Atari (Atari Arcade) e da ThinkGeek (iCADE) e a nostalgia deixa a ideia bem tentadora.

Não cheguei a testar esses mini-fliperamas, mas testei outros dois acessórios do tipo: o Fling, da Ten One Design, e o JOYSTICK-IT, da ThinkGeek. A função de ambos é adicionar um controle físico nos jogos, fixando na tela do iPad através de ventosas e sem a necessidade de cabos ou conexões.

 

JOYSTICK-IT

Esse foi o primeiro que testei. O estilo arcade me conquistou de primeira e logo já baixei os clássicos da App Store para combinar com o clima.

Alguns dos jogos que testei com o JOYSTICK-IT: PAC-MAN, Ms. PAC-MAN, Age of Zombies e Death Rally. Foi o suficiente para ter o meu veredicto.

Na própria descrição da loja eles afirmam que o controle é para enhanced gaming precision, ou seja, para mais precisão no jogo. Isso foi o que menos tive testando o acessório! A resposta é realmente terrível e não funcionou em nenhum dos títulos que citei acima, falhando com bastante frequência.

Apesar de leve, o controle é um tanto grande e a “pegada” do iPad fica bem comprometida, principalmente se o game tem mais botões pela tela. Quanto à ventosa que fixa no vidro, depois de pouco tempo de jogo ela sai do lugar que foi colocado, deslocando-se para os lados e piorando de vez a conversa entre ambos.

Se nem com o Pac-Man (que tem o controle básico de quatro direções) ele funcionou direito, imagina com jogos mais complexos… Cheguei a pensar que o problema era com a unidade que eu tinha em mãos, mas encontrei reviews semelhantes pela web com as mesmas reclamações. Uma pena, pois se cumprisse o que promete, seria simplesmente sensacional!

Os preços do produto vão de US$17.99 a US$29.99 na loja oficial, ThinkGeek.

 

FLING

Depois foi a vez de testar o Fling. Por meio de duas ventosas, é bem fácil posicionar o controle sobre o iPad, na borda, sem prejudicar a visibilidade dos games. Diferente do JOYSTICK-IT, o Fling não se soltou ou mudou de lugar em momento algum, o que já é um ponto bem positivo!

Jogos que ficaram legais com o Fling:
• PAC-MAN
• Ms. PAC-MAN
• Death Worm
• Zombie Infection HD
• Modern Combat 2
• X-MEN

Jogos que testei e não tiveram uma resposta tão legal (principalmente pela limitação de alcance):
• Age of Zombies
• RAGE
• Death Rally
• Spider-Man: Total Mayhem

Alguns jogos, como RAGE, precisam de uma área bem maior para percorrer pela tela, e o Fling acaba limitando o alcance desses movimentos, deixando o jogo impossível com o controle físico. Age of Zombies e Death Rally tiveram o mesmo problema de “abrangência”.

Posso dizer que o acessório é um pouco mais rígido do que eu imaginava, então é mais um fator que pode prejudicar a jogabilidade de alguns games em particular, mas depois de muitos testes, não fez nada com a tela do iPad — ufa!

Os preços do produto vão de US$19.95 a US$29.95 na loja oficial da Ten One Design.

 

O vídeo

Segue um vídeo que gravei com alguns dos jogos citados, usando os controles e fazendo comparações para ter uma ideia melhor de como tudo isso funciona. [Link direto para o YouTube]

 

Conclusão

Se ficou alguma dúvida:
• Teoricamente os acessórios devem funcionar em outros modelos de tablet com touchscreen, mas como testei no iPad, não posso garantir aqui que o resultado seja o mesmo com outras marcas.
• Ambos são muito grandes para o iPhone (ou iPod touch) e podem atrapalhar a visão dos jogos; Porém, há versões menores das mesmas marcas para esses casos.

Em relação ao JOYSTICK-IT, realmente não recomendo e, depois dessa experiência com o produto, já nem ligo para os tais mini-fliperamas. Ainda há esperaças de que eles sejam realmente legais como parecem ser? Eu não apostaria…

Como disse acima, a ideia de acrescentar essa experiência arcade no iPad é muito bem-vinda, desde que melhore ou pelo menos mantenha a qualidade dos apps. Não é todo aplicativo com esse controle stick que irá responder bem ao Fling, mas não deixa de ser um acessório divertido para os gamers.

Onde encontrar? Aí caímos naquele problema: as lojas brasileiras contam com pouquíssimos acessórios em relação às gringas, então não deve ser fácil encontrar por aqui. O jeito é comprar de sites internacionais, pedir para algum amigo que vá viajar, ou coisas do tipo. Só tomem cuidado com as falsificações, pois produtos xing-lings dessa categoria podem comprometer a tela do seu gadget.

Espero que tenham curtido o review! ;-)

8 comentários »

O que o Mouse tem de Mágico

sex, 23/09/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, Apple, Mac, review

Quando falamos da Apple logo lembramos dos nomes de mais peso: Mac, iPhone, iPad e iPod. Essas são mesmo as estrelas da empresa, mas também estão rodeadas de outros produtos menores que participam do dia-a-dia eletrônico dos usuários.

“Periféricos” é uma das categorias menos lucrativas da Apple, como podemos notar no gráfico de receitas abaixo. Ao lado da categoria de softwares, os acessórios como mouse, teclado, trackpad e até carregador de pilhas não são o centro das atenções, muito menos o foco de desenvolvimento da empresa. Mesmo longe desse foco, não deixam de dar um bom suporte às vendas de seus grandes investimentos e recebem sua devida atenção entre uma e outra leva de lançamentos.

 

O modelo anterior

Primeiro, para os que gostam de datas e nostalgia: “A partir da primeira metade da década de 1980, mais precisamente em 1983, a Apple passou a utilizar o mouse como dispositivo apontador em seus micros Apple Lisa.” (Wikipedia)

Desde então o mouse da Maçã teve uma longa jornada até chegar nesse modelo aqui que vou citar.

Logo que comprei meu primeiro Mac, também quis comprar um mouse da Apple e a opção da época — nem faz tanto tempo assim! — era o Mighty Mouse. Contando brevemente a experiência que tive com esse meu primeiro ratinho branco, posso citar a falta de precisão, o pesadelo para mantê-lo limpo, e a pouca durabilidade. Depois de alguns meses de uso, a bolinha de rolagem (ou scroll) já não funcionava mais e os cliques começaram a falhar logo em seguida. Um pesadelo que foi parar dentro da gaveta.

 

Deixando o passado para trás

Desde 2009 o Mighty foi substituído pelo (ainda atual) Magic Mouse. Mesmo assim, depois desses dois anos, conheço muitos que ainda não confiam no acessório pela má impressão que seu antecessor causou. Eu também não troquei para o Magic de cara e somente há alguns meses abandonei meu mouse sem fio da Microsoft para estabilizar a força na mesa de trabalho, hehe!

Entre as principais mudanças: a ausência de botões, integração com os novos gestos multitouch do Mac OS, novo design leve e baixinho e, é claro, a eliminação do modelo com fio.

 

Multitouch

O que mais me atraiu no Magic Mouse foi o multitouch. Principalmente com o Mac OS X Lion rodando no Mac, a integração fica bem interessante para aproveitar os movimentos de toque. Inicialmente pode parecer complicado lembrar de todos esses gestos, mas confesso que nem uso todas as sequências sugeridas pelo sistema.

Mesmo que você prefira ficar no mais simples dos gestos, o scroll, a diferença de um mouse sem botões e sem aquela maldita bolinha já é um avanço muito grande quando comparado a outros modelos. Sério.

 

Design

Além do “trauma” da geração passada, muitos ficam com receio de não se acostumarem à ergonomia do novo modelo, que é bem mais baixo e bem mais leve que a maioria no mercado. Já ouvi reclamações de quem ficou com dores no pulso quando tentou usar o Magic, assim como elogios de que ficou mais confortável para manusear o cursor. Alguns dizendo que é impossível controlar os gestos multi-touch, e outros dizendo que não ficam mais sem seus novos atalhos.

Acredito que não adianta afirmar que a mudança foi positiva ou negativa, pois é claro que depende do costume do próprio usuário. Comparando com o mouse que usava antes, sem fio da Microsoft, a leveza do Magic Mouse é um ponto positivo.

 

Veredicto

Minha principal recomendação é que você teste o mouse. Ele pode ser encontrado em lojas autorizadas da Apple e também na mesa do seu amiguinho que tem um. Tanto na ergonomia como no uso do multitouch é literalmente uma questão de costume no uso diário. Depois de uma péssima experiência com o Mighty Mouse, aprovei (e muito) o Magic!

Hardware aprovado.

E quanto ao software?

Para não dizer que não fiz críticas negativas, gostaria de ver mais opções de configuração de gestos no Lion, principalmente para acessar Launchpad e Dashboard de formas diferentes. Imagino que com a maior adesão do multi-touch — tanto por parte da Apple como de seus concorrentes — essa integração só tenha a crescer, pelo bem do usuário.

O Magic Mouse custa R$229 na loja oficial da Apple, ou US$69 se você conseguir comprar em terras gringas (cerca de R$128 quando convertemos). Apesar de ser um número alto, não foge muito da média de preços cobrada no Brasil para mouses sem fio e com recursos multi-touch. A opção da Microsoft, por exemplo, custa os mesmos duzentos e vinte e nove nas lojas mais populares… Uma pena ter esse empecilho nacional.

3 comentários »

Até onde vai o mercado das cópias

sex, 22/07/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, Apple, iPad

As falsificações existem desde o início dos tempos. Falsetas, xing-lings, paraguaias, cada um chama as versões não-oficiais de um jeito, e são exemplos dessa categoria: tênis da Mike, lâmpadas Phipilis, bolsas Luis Viton, MP12 da Somy e, como não poderia deixar de citar, o HiPhone da Orange (com antena e dois chips!).

A gente vê dessas coisas nas barraquinhas montadas em plena Avenida Paulista, em milhares de sites pela web e até na mão do seu amiguinho que se acha bem esperto em pagar menos por algo que é “igual” o original. Aliás, qualquer gadget de hoje em dia que ganhe uma certa fama, ganha também sua versão chinesa quase que imediatamente, por muitos dólares a menos e frete grátis.

Processos e revoltas por parte dos fabricantes e donos de patentes, mas, apesar dos esforços para controlar essas constantes falsificações, não tem como impedir que elas existam, pois é um mercado gigantesco (em tamanho e lucro) e claramente cheio de gente para continuar consumindo.

Uma pessoa leiga vai a uma operadora e não sabe diferenciar os modelos. “Esse é o iPad da Samsung”, diz o vendedor. Ou então “Esse é igual o iPhone só que bem mais barato e dá para abrir o Word!” — sim, já ouvi isso em lojas nacionais.

Nenhuma novidade. Mas sempre tem alguém para ir além das expectativas. Quem chutou o balde, desta vez, foi uma tal rede de lojas — sim, no plural — chinesas que não faz questão de esconder: são Apple Stores falsificadas. Levando os nomes de Apple Store ou Apple Stoer — com as letras invertidas — todo o esquema de móveis, imagens e disposição de produtos é “inspirado” nas lojas oficiais, mesmo sem nenhuma autorização.

Falando em inspiração, uma das polêmicas da semana foi a grande homenagem que fizeram às Smart Covers, exclusivamente (cof!) para a Samsung e seu Galaxy Tab. Com o criativo nome de Smart Cases, até a famosa cor azul foi levada adiante. Depois de todo o rebuliço que esse acessório causou, a Samsung negou ter aprovado a ideia para finalizar o assunto. Por sua vez, quando a Apple anunciou suas capas inteligentes, sabia que conhecia aquele design de algum lugar… A Convertible Magazine Jacket, da Incase, já existia há algum tempo e a capa da frente, em “gomos”, é praticamente a mesma.

 

É a mesma coisa? Depende. Se por um lado a capa é bem semelhante, o que faz diferença na Smart Cover é exatamente o uso dos imãs com o iPad 2, que é simplesmente genial. Ainda assim, muito do crédito vai para a Incase ou talvez para alguma fabricante menor que ninguém nem tenha ouvido falar… Nada se cria, tudo se copia?

No Twitter, chegaram a me dizer que o que é bom precisa ser copiado. Pelo bem da evolução tecnologica, espero que nem todos pensem assim! Como dizia um professor na faculdade, copiar e aprimorar são termos bem diferentes. E são mesmo. Se uma empresa xing-ling quer vender suas capas magnéticas por $2, quem compra sabe que está pagando por uma imitação. Mas e quando players poderosos do mercado começam a praticar essa arte?

Minha opinião continua a mesma: quer usar imãs? Use! Eles são simples e inteligentes. Quer ter uma capa dobrável… Ótimo! Entretanto, caso sua empresa queira respeitar seus consumidores, que tal usar seu time de inovação e tecnologia para ir um pouco além? Mas isso é difícil, caro e trabalhoso, então fica bem mais conveniente dizer que é “igual mas diferente”.

Sabe aquela inspiração que o Gates teve há algumas décadas atrás? Então, fica a provocação, hehe! Por outro lado, a Microsoft quis aproveitar o conceito de mouse sensível ao toque, criando seu próprio produto, com sua própria identidade, e longe de ser semelhante ao Magic Mouse.

A concorrência beneficia o usuário/consumidor quando os produtos são aprimorados, levados a um outro nível ou segmento, e não quando copiados. Alguns pensam que não tem problema, outros acham um absurdo. Moral da história: se os produtos de uma empresa não têm identidade própria, o que difere uma marca de peso de um HiPhone?

33 comentários »

Review: 8x de zoom na lente do iPhone

sex, 15/07/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, iPhone, review

Há anos minha câmera compacta está guardada na gaveta, sem uso. Já até comentei aqui sobre essa possível mudança no hábito de fotografar, trocando as famosas Cybershots, Poweshots e semelhantes por celulares e smartphones. Realmente a mobilidade online ganha na praticidade, apesar de (ainda) não alcançar o poder de resolução das chamadas “point & shoot” digitais.

Esta semana testei a lente tele de 8x da Photojojo, uma conhecida loja virtual de gadgets fotográficos. Sim, é estranho acoplar acessórios num aparelho pequeno como o iPhone, mas ele pode ser interessante para alguns casos. Apesar de a loja vender a lente como uma espécie de “Sigma 500mm para levar no bolso”, acredito que a ideia não seja bem por aí, mas vou explicar no decorrer do post. Vamos lá para avaliar esse kit!

 

Vem na caixa

Estes são os itens da caixa:
• uma case para encaixar no iPhone
• um mini tripé para ajudar a estabilidade das imagens
• uma lente tele de 8x de zoom
• uma pequena bolsa para guardar a lente
• um paninho de limpeza
• uma miniatura de lagarto — sim, isso mesmo!

Esse kit mostrado na foto é feito especialmente para o iPhone 4 para posicionar a lente exatamente na frente da câmera do aparelho. No site oficial também há a opção para a geração anterior de iPhones (3G e 3GS), mas, pelo menos por enquanto, nada para iPads e iPods touch.

 

Exemplo com a lente

 

Exemplo sem a lente

 

Exemplo com a lente

 

Exemplo sem a lente

 

Principais vantagens

Nem preciso dizer que a principal vantagem é a aproximação — duh! Apesar de não ser algo para levar no bolso, pode ser bem útil em viagens para fotos de paisagens, além de tirar proveito do pequeno tripé que vem no kit. Lembrando que você pode usar o tal tripé sem acoplar a lente e, principalmente para gravar vídeos, ajuda bastante quem usa o iPhone como câmera principal.

Considerando que o zoom do iPhone, assim como todo zoom digital, não é muito eficiente para a resolução da imagem. Com a lente, essa ampliação de objetos mais distantes fica bem melhor!

Nota: como o próprio nome já diz, é uma telephoto, então foi feita para fotos a grande distâncias, de no mínimo três metros.

 

Desvantagens

O principal ponto negativo é o foco. Fica um pouco difícil encontrar o foco ideal com a lente e às vezes o próprio app Camera do iPhone fica perdido para estabilizar. Considerando que a imagem é aproximada oito vezes, se você não usar o mini tripé, qualquer tremida pode borrar a imagem ou duplicar algum objeto na solução HDR do iOS.

Ao lado, um exemplo de uma foto da lua que tirei e acabou ficando com um “fantasma” mesmo com o uso do tripé.

Há também o problema de vignetting (ou vinhetas) nas imagens, quando as extremidades ficam um pouco escurecidas por uma limitação focal. Entretanto, não é sempre que isso aparece nas fotos e, em épocas de Instagram, pode até dar um toque especial no resultado final, hehe!

 

Conclusão

Mais uma vez, a pergunta que deixo é: qual o seu tipo de uso? Para quem substituiu a point & shoot por um iPhone, gosta de levar o gadget em viagens ou simplesmente é viciado no Instagram ou em outras redes de fotos, é um belo brinquedo!

Quando disse que “uma Sigma 500mm de bolso” não era a melhor maneira de descrever o produto, é porque não tem como fazer uma comparação de resoluções. Também daria o palpite de a loja focar mais no uso para vídeos, que é bem legal. Durante a semana faço um vídeo e posto pelo Twitter para os interessados.

O kit tele da Photojojo é vendido por US$35 no site oficial, mais o frete. Há também outras opções na própria loja como adaptadores olho de peixe (fisheye) e macro, para distâncias menores. Um kit muito semelhante também pode ser encontrado em lojas xing-ling que todos nós conhecemos, mas é claro que a qualidade deve deixar a desejar… Assim sendo, cuidado na hora de comprar em outras lojas para não levar gato por lebre, hehe!

Se ficou alguma dúvida sobre o kit da lente, podem deixar nos comentários…

10 comentários »

Rabiscando com as stylus no iPad

sex, 27/05/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, iPad, review

Acredito que vocês já devem ter visto vídeos de artistas fazendo desenhos de cair o queixo em seus iPads. Talvez o mais famoso deles seja o Kyle Lambert e suas ilustrações que vão de Beyoncé a Toy Story. Quem assiste fica com vontade e, mesmo sem 1/10 do talento de Lambert, a gente quer brincar também! É aí que surge a ideia de usar uma caneta eletrônica no iPad: as chamadas stylus. Outros também podem querer para fazer anotações com a própria escrita ou simplesmente não gostam da tecnologia touchscreen.

Recentemente, testei três marcas diferentes dessas canetinhas. Comprei uma da Griffin e, graças ao amigo (e sócio) Renato Pessanha, também pude rabiscar com os modelos da Targus e Pogo. Vou focar o assunto no iPad, mas é claro que elas também funcionam na tela de iPhones, iPods touch e outras tablets.

Griffin

Procurando por reviews em blogs e vídeos no YouTube, acabei optando pelo produto da Griffin. Com um pouco de receio de me decepcionar, acabei aprovando a tal caneta. É claro que não dá para esperar o mesmo resultado de um lápis ou algum tipo de sensibilidade de pressão, pois essas são limitações da tecnologia de toque que temos à disposição. Alguns apps podem até simular a pressão do traço, mas vou deixar esse assunto para um segundo post dessa série. Vamos aos critérios!

• Material: a ponta da stylus é de borracha macia e lisa, então não arranha o iPad. O acabamento é caprichado e um detalhe legal é que o clip de alumínio permite que você deixe a caneta (levemente) presa ao ímã da Smart Cover.

• Sensibilidade: para interagir com o iPad é necessário o mínimo de pressão na tela. Comparando lado a lado com o modelo da Pogo, a diferença é bem grande.

• Ângulo: como a ponta é arredondada, ela dá uma boa liberdade para apoiar a caneta em ângulos diferentes com a mesma sensibilidade de traço, sem encostar a parte metálica na tela.

• Preço: US$19.99 no site oficial, onde comprei a minha. Somando US$7.50 de frete, o brinquedo saiu por menos de R$45. A única coisa chata foi o tempo de entrega: quase dois meses para chegar, mas o pessoal da Griffin atendeu à minha reclamação rapidamente. Alguns sites vendem essas stylus por R$70 ou até R$100, então cuidado com os preços e falsificações!

Targus

Nem vou repetir os critérios acima porque achei a Griffin e a Targus praticamente iguais! A única diferença é que a primeira tem um ‘GRIFFIN’ gravado na lateral e… só.

• Vantagens: para citar alguns diferenciais, a Targus tem opções de cores mais legais e até um modelo que vem com uma caneta (de tinta) na outra ponta.

• Preço: US$14.99 no modelo básico e US$24.99 na opção 2 em 1 com caneta esferográfica.

O difícil mesmo é encontrá-la no Brasil! O site oficial não entrega por aqui e, mesmo tendo um site brasileiro, o produto em questão não consta no catálogo. Nas lojas de acessórios, que são poucas, também não encontrei nada. Outra marca que parece ser bem similar às Targus e Griffin é a BoxWave, que aceita compras de outros países.

Pogo

Talvez por ter sido uma das primeiras no mercado para iPad e ter esse nome diferente, a Pogo ganhou grande popularidade entre os usuários de gadgets da Apple. Ela também é a mais encontrada nas lojas, principalmente aqui no Brasil onde os acessórios ainda são difíceis de achar.

Tamanha a fama, quase comprei uma dessas canetinhas, mas ainda bem que não o fiz! Das três marcas que testei, a Pogo foi de longe a pior na experiência de desenhar na tela digital.

• Material: a ponta da Pogo é bem diferente das outras. No lugar da borracha das concorrentes, ela tem um tipo de espuma um tanto áspera em sua superfície de contato. A impressão que tive é que a tal espuma ficará parecendo uma escova de dente velha depois de alguns meses de uso… Será?

• Sensibilidade: é preciso pressionar demais a ponta na tela e, apesar de não ter riscado, dá até aflição de usá-la de forma tão firme contra o iPad.

• Ângulo: durante o teste, muitos traços não eram registrados. Primeiro, por essa (falta de) sensibilidade citada acima; Segundo, pela necessidade de deixá-la perpendicular à tela para garantir uma boa resposta.

• Forma: parece um detalhe bobo, mas a Pogo é bem menor que suas concorrentes e fica um tanto estranho usar uma caneta tão fininha para fazer traços mais precisos.

• Preço: na mesma faixa das demais, está à venda no site oficial por US$14.95 e por quatro centavos de dólar a mais na famosa Think Geek.

Concluindo, já que o preço não difere da concorrência, não vejo sentido algum em comprar a Pogo. Se for pelo motivo de não encontrar outras marcas aqui no Brasil, fique mesmo com as dez stylus que vêm em nossas mãos. Caso ainda assim você queira comprar uma Pogo, mais uma vez: cuidado com as falsificações!

Outras marcas

Só no post do Smashing Magazine (que citarei abaixo) foram testadas oito marcas diferentes, fora outros nomes que encontrei em reviews pela internet, mais a diversidade de modelos que nem marca têm. O assunto é vasto, então vou deixar algumas dicas de posts com análises dessas e outras marcas de stylus.

- Desenhando no iPad, no Blog do iPhone
- Are Touchscreen Tablets Effective Design Tools?, no Smashing Magazine

Em respeito à tela do seu iPad, por favor, não compre canetinhas de um dólar em sites xing-ling porque tem uma grande chance de você arruinar seu gadget para sempre. Outra dica importante é manter canetas esferográfica numa distância segura para não confundir os modelos e… Nem preciso completar, né? Hehe!

Aplicativos úteis

Falei de três ferramentas, mas e os apps!? Em um próximo post farei uma continuação deste assunto com dicas de aplicativos que estou testando para as tarefas de desenhar, rabiscar e escrever com a stylus.

As tais stylus (ou canetas, como preferirem) não são essenciais, mas sim um acessório divertido para ter ao lado do iPad. Para quem tem o dom de desenhar então, uma combinação e tanto!

8 comentários »

Acessórios para iPads: Smart Cover e luva da Incase

sex, 06/05/11
por Larissa Herbst |
categoria acessórios, iPad, review

Iniciando uma série de posts sobre acessórios de iPad, escolhi dois itens que facilitam a vida de quem tem uma tablet da Apple para um review. Ou melhor… Dois! O primeiro é o produto oficial de Steve Jobs para a segunda geração de iPads; O outro item é uma luva — ou estojo, ou case, como preferir — de uma das fabricantes mais conhecidas e também uma das que mais gosto: a Incase.

Não adianta comprar um iPad e sair com ele embaixo do braço ou jogado na bolsa/mochila com um belo molho de chaves para fazer estrago, não é? Então vamos lá!

•

Smart Cover

O acessório que roubou a atenção no lançamento do iPad 2 foi a Smart Cover, a “capa inteligente” da própria Apple. Ela utiliza ímãs de forma bem criativa para encaixar na segunda geração de iPads, acrescentando poucos milímetros à sua espessura.

Os tais ímãs são fortes e não só prendem a lateral do iPad como também conseguem erguer o mesmo sem risco de soltar. Tem gente até colocando na porta da geladeira e realmente funciona! Ainda assim, é melhor não arriscar, então não tente isso em casa sem a supervisão de um adulto ou pelo menos duas mãos embaixo para o caso de uma queda “acidental”, hehe!

Além de cobrir a tela, a capa magnética também liga e desliga o iPad (quando aberta ou fechada sobre ele) e pode ser dobrada para servir de apoio.

Na foto acima, deixei o iPad na vertical para mostrar que até assim ele fica parado, entretanto, na posição horizontal (landscape) a estabilidade e segurança é bem maior, principalmente para “escrever”.

Quanto ao material, escolhi o poliuretano na cor azul, mas também há opções em couro num total de dez cores. Assim como a case da primeira geração, é bem fácil de sujar, mas também é fácil de limpar: paninho com água e está novo… Ou não, dependendo de quem usa, é claro.

Pelo menos para o meu uso, digo que é um acessório essencial, pois deixo o iPad 2 o tempo todo com a SmartCover e já nem uso mais o botão de ligar/desligar do aparelho. No caso do primeiro iPad, usava a case oficial da Apple apenas ocasionalmente por atrapalhar um pouco o uso no dia-a-dia.

As capas inteligentes da Maçã só servem para o iPad 2 e ainda não estão à venda (oficialmente) no Brasil, mas lá fora custam US$39 cada, numa Apple Store.

Antes de terminar — e até já comentei sobre isso aqui, no post de dúvidas sobre o iPad 2 —, vale lembrar que essas capas não garantem total proteção contra quedas e batidas, pois cobrem somente o display. Para uma maior proteção, vou tratar abaixo do outro acessório que escolhi, da Incase.

•

Luva da Incase

Capas para iPad (assim como para iPhone) existem aos montes, desde R$5 na banquinha da esquina até R$300 em grandes lojas brasileiras; Dos materiais mais baratos até novas tecnologias de impacto, com bolsos e divisões extras.

De cara já posso excluir todas as opções de silicone e similares, desde que uma dessas capinhas simplesmente derreteu no meu iPod video, deixando belos e irreversíveis arranhões pelo gadget de (na época, há alguns anos) um mês de idade. Infelizmente, não era uma dessas capinhas de procedência duvidosa, e longe de ser barata.

Colocando os traumas de lado, vou falar de uma marca que merece atenção! Sempre fui fã do design e das ideias da Incase voltadas para tecnologia, e a Sleeve Plus resolveu o problema da proteção que citei acima.

Resumindo, ela é de neoprene — o material queridinho dessa e de muitas outras fabricantes — e revestida por dentro com um material bem macio, como uma pelúcia, para garantir que o iPad não risque. As bordas, além de uma proteção extra, também são furadas para garantir uma boa… ventilação? Pois é!

O zíper do topo também é revestido por dentro para não arranhar quando fechado com pressa e, o mais importante: o iPad 2 cabe com precisão dentro da luva, inclusive se estiver com a Smart Cover, como na foto acima.

Falei de todos esses detalhes porque algumas cases prometem proteção, mas fica bem fácil de fazer um risco sem-querer-querendo no uso diário. Ainda assim, esse review ficará incompleto porque eu não vou jogar nada no chão pra ver o resultado e nível de proteção do produto. Passando segurança para deixar na mochila, é suficiente pra mim. Vocês entendem, né?

E quem tem o iPad de primeira geração? Fiz o teste aqui e também ficou justo, como dá pra ver na foto abaixo. Só não dá pra guardar com alguma outra capa extra.

O preço é razoável quando comparado às concorrentes: US$39.95 no site oficial. O problema mesmo é encontrar produtos dessa marca pelo Brasil, então o jeito é viajar ou recorrer a amigos que estejam passando por uma Apple Store ou loja do tipo. Em contato com a empresa, eles responderam que podem enviar produtos para o Brasil no caso de compras via telefone. Alguma cobaia para testar esse meio?

Uma pena que boas marcas de acessórios — como a Incase e muitas outras — não estejam tão presentes nas revendedoras brasileiras como poderiam, mas quem sabe esses possíveis próximos passos da Apple pelo país chamem a atenção de novas marcas e modelos para acompanhar…

•

Outros modelos de cases (inclusive da própria Incase) contam com divisões, porta-coisas e outros atrativos para incrementar o produto; Por outro lado, também ficam grandes demais e acabam ocupando mais espaço do que deveriam. Aí fica de acordo com o gosto e costume de cada um.

Vale dizer que este post (infelizmente) não foi pago pela Incase, muito menos pela Apple, e conta apenas com a minha experiência de uso diário. Assim sendo, se alguém não recomenda um dos produtos, pode desabafar nos comentários sem problemas!

Daqui a algumas semanas volto com essa série de artigos para falar de outros acessórios. Quais serão? Espero que tirem proveito e deixem suas dúvidas e sugestões.

16 comentários »

  • Larissa Herbst

    Larissa é formada em Propaganda e Marketing, trabalha com design de interfaces para web, mobile e aplicativos, é heavy user de tecnologia e nerd nas horas vagas.

    Ivan Neto

    Ivan é designer multimídia e pai da Jade. Fundou a INCOMUM e a Brainjuice, empresas pioneiras em cross-media e na criação de produtos para a plataforma Apple. Criou o Blogo, um dos melhores editores de conteúdo para Mac, e já teve seu trabalho destacado pela Apple, Mashable, MacBreakWeekly e Macworld.

  • Últimos posts

    • Sobre o evento educacional da Apple
    • O que uma televisão da Apple pode trazer para nós, espectadores
    • Pé na porta e tapa na cara: a iTunes Store chegou com tudo no Brasil
    • Um iPhone com jeitinho brasileiro e sem picles, por favor
    • Mais alguns passos para a era pós-PC
  • Categorias

    • acessórios (6)
    • Apple (9)
    • Games (3)
    • iOS (17)
    • iPad (21)
    • iPhone (10)
    • iTunes (6)
    • Mac (27)
    • Música (2)
    • review (13)
    • Sem categoria (3)
    • Software (28)
  • Mais colunas

    • Baixatudo
    • Blogs
    • Fotografia
    • Gadgets
    • Google
    • Hardware
    • Internet
    • Jogos
    • Linux
    • Microsoft
    • Mobile
    • Negócios