TechTudo

Microsoft – TechTudo
  • REVIEWS
  • BLOGS
  • DICAS & TUTORIAIS
  • ARTIGOS
  • JOGOS
  • DOWNLOADS
  • FÓRUM

Prepare-se para o Windows 8 Consumer Preview

ter, 28/02/12
por Rodrigo Ghedin |
categoria Windows

Tudo o que se viu, falou e criticou sobre o Windows 8 até hoje já dá para encher páginas e mais páginas. Baseados no Developer Preview liberado na BUILD do ano passado e em posts pra lá de completos do Building Windows 8, a Microsoft tem sido cuidadosa na liberação de informações sobre a nova versão do sistema.

Amanhã, tudo muda. Com a liberação do Windows 8 Consumer Preview, será a vez dos consumidores, usuários domésticos, terem um gostinho do Windows 8. Mais refinado e sem os bugs e inconsistências do Developer Preview, ele representa uma grande mudança em relação ao roadmap do Windows 7.

Tweet do @Windows avisando sobre a data do Windows 8 Consumer Preview.

É amanhã!

Por que Consumer Preview e não Beta?

No período de desenvolvimento do Windows 7 foram apenas duas versões preliminares à final: Beta e Release Candidate. No Windows 8, já tivemos o Developer Preview e, amanhã, teremos o Consumer Preview. O uso dessa nomenclatura diferente não é mero capricho da Microsoft.

Por “Beta”, na acepção clássica do termo entende-se um programa não garantido e com sérias chances de apresentar erros. O Beta é a chance que a Microsoft tem de analisar o comportamento do software em ambientes menos controlados, mais caóticos. Com a ajuda dos beta testers e de ferramentas de telemetria, eles conseguem resolver desde bugs bem específicos até erros de usabilidade e outras imperfeições que só o uso em larga escala evidenciam.

Screenshot da Start Screen do Windows 8.

Start Screen do Windows 8. (Imagem: Microsoft/divulgação)

O Consumer Preview não é um Beta. Não é, também, a versão final ou algo equivalente a ela, mas tampouco se dispõe a apresentar bugs. Pelo contrário, é uma versão incompleta, porém teoricamente com menos bugs do que se esperaria de um Beta. Não será absurdo instalá-lo em máquinas principais caso não se esteja no meio de algum grande trabalho e o interessado possa “se dar” uma tarde para fazer backup, instalar o sistema e restaurar o backup. Eu e muitos outros faremos isso porque será relativamente seguro proceder de tal maneira — e a ansiedade é grande :-)

Quando e como?

A apresentação da Microsoft no Mobile World Congress, em Barcelona, está marcada para as 10h da manhã no horário de Brasília. Serão duas horas de muito falatório e demonstrações, provavelmente muita coisa da qual já sabemos e uma ou outra novidade. Vale a pena assistir, de qualquer forma. Os bits da imagem de instalação do Windows 8 Consumer Preview poderão ser liberados a qualquer momento, antes, durante ou depois da apresentação. Mais um motivo para ficar ligado — em Barcelona e blogs e sites de tecnologia como o TechTudo.

Se você se interessou, o procedimento para garantir uma atualização livre de dores de cabeça é relativamente simples, mais ainda a quem já se aventurou na formatação e reinstalação do Windows. Basicamente certifique-se de ter um bom backup (testado e, se possível, redundante) e, então, proceda à instalação via DVD ou pen drive. Criar uma segunda partição no disco é uma boa pedida também, mas não exclui a necessidade do download — o Consumer Preview é mais estável que um Beta seria, mas se nem com sistemas finais/estáveis o backup se torna indispensável, muito menos agora.

O que esperar?

Tudo, menos o óbvio. O histórico recente do Windows é positivo: saiu-se de um sistema com má recepção de público e crítica, decisões equivocadas e um período de desenvolvimento penoso (Vista) para uma versão “mais do mesmo”, porém feita da maneira correta, tapando cada buraco do seu antecessor (Windows 7).

O Windows 7 é maravilhoso, mas era mais do que a obrigação da Microsoft, querendo manter-se competitiva, entregar algo bom em 2009. Foi o que aconteceu, o Windows 7 é um sucesso, mas passou longe de ser revolucionário, sequer arriscado. Se o Vista deu algo de bom à Microsoft, foi a chance de fazer um sistema melhor que agradasse a todo mundo. Ele “baixou o nível” e, partindo dessa premissa, ficou mais tranquilo se superar.

Agora o cenário é outro. Como melhorar algo que já é bem bom? É difícil. Em vez de insistir em uma abordagem mais conservadora ou fugir à responsabilidade, optaram pelo caminho mais arriscado, mais espinhoso, mas o que promete maiores recompensas se tudo sair como o planejado. O “Windows reimaginado” pode consolidar a posição de liderança do sistema em computadores tradicionais e abrir caminho, fazer com que a Microsoft entre de sola no nicho mais quente desde a revitalização dos smartphones pelo iPhone, em 2007: o dos tablets.

Funcionários da Microsoft demonstram tablets com Windows 8 na BUILD, ano passado.

Tablets Windows 8 apresentados na BUILD. (Imagem: Microsoft/divulgação)

O momento é de ruptura, muito se fala em “era pós-PC” e não é à toa. O iPad é visto como um buraquinho na parede que nos separa do futuro. É intuitivo, fácil de mexer, gostoso de usar. Ao mesmo tempo em que a Apple bate recordes atrás de recordes de vendas e lucro, outras empresas se debatem para encontrar uma nova mina de ouro. O Google e todos os fabricantes que apostam no Android estão patinando para entregar uma experiência minimamente boa/competitiva, fabricantes tradicionais de PCs e notebooks já reveem suas condições — a Lenovo já não vende mais netbook via site nos EUA e a Dell afirmou não ser mais uma “empresa de computadores”, mas uma de TI, seguindo os (antigos) passos da IBM. Ninguém, porém, trouxe uma proposta diferente e revolucionária ao que a Apple tem.

O Windows 8 é um trunfo, uma carta na manga, essa “proposta diferente”. Ele é único no mercado, tem uma pegada nova e jovem e a força do nome “Windows” que +90% das pessoas que usam computadores veem todos os dias. E se nos tablets o futuro é promissor, não dá para esquecer os velhos teclado e mouse que ainda movem o mundo e criam boa parte do conteúdo consumido por tablets. De quebra, o Windows 8 será o estopim de uma reformulação profunda dentro da Microsoft. Serviços serão descontinuados, outros serão simplificados, todos integrados. As possibilidades são imensas, as responsabilidades, tão grandes quanto.

Amanhã teremos o primeiro contato real com o novo Windows, com a nova Microsoft para consumidores domésticos. Você está preparado?

sem comentário »

Ainda não precisamos de um novo Xbox

ter, 31/01/12
por Rodrigo Ghedin |
categoria Xbox
| tags Kinect, Rumores, Video game, Xbox, Xbox 360, Xbox 720

Como nascem rumores? Às vezes a informação, a princípio sigilosa, se espalha feito rastro de pólvora e chega aos ouvidos de um jornalista que, aqui, serve de trampolim para o mundo. Em outras, alguém intencionalmente ligado ao objeto do rumor entrega a informação ao jornalista. A tal “fonte confiável que não quis se identificar” é, em geral, a culpada.

Em outras, ninguém sabe. Alguém pode ligar fatos passados e presumir algo futuro; atentar a detalhes ínfimos que aos olhos de todos passam batidos; e, o que é pior e danoso: rumores podem ser fabricados.

A única unanimidade quando se trata de rumores, a única certeza é a de que não há certeza alguma. Fontes “confiáveis” falham com frequência, elucubrações elaboradas caem por terra com uma confirmação oficial. Não é fácil a vida dos futurólogos da tecnologia.

A gênese de um rumor

Em outubro do ano passado o Gamespot comprou um desses rumores que pairam de baixo do nariz de todo mundo. No trailer do jogo Real Steel, aparece um estádio e, nas placas publicitárias, algumas marcas reais. Dentre elas, “Xbox 720”.

Xbox 720 no jogo Real Steel. (Imagem: Gamespot.)

Faz algum sentido. 720 é o dobro de 360, “sobrenome” da atual encarnação do Xbox, console da Microsoft. Ao lado dessa propaganda havia outras de produtos reais, como o Bing, da própria Microsoft, e de outras empresas renomadas — Coca-Cola, Mercedes Benz etc.

Infelizmente, “fazer sentido” não é o mesmo que ter certeza e, da mesma forma que detalhes corroboram a história, outros a enfraquecem. Como apontou Flavio Freitas em uma discussão no Facebook, 720 é a forma como a “pior alta definição” é referenciada — o 720p, relativo a 1280×720. Associar a marca Xbox a esse número traria de carona a alta definição não tão alta assim, deixando o 1080p, ou Full HD, obscurecido, e o 4K, a próxima fronteira do vídeo, ainda mais. De resto, não há nada, absolutamente nada além do puro “achismo” que leve a crer que o nome do terceiro Xbox deva obedecer a alguma convenção em sua nomenclatura. Nada.

Pode até ser que o sucessor do Xbox 360 se chame Xbox 720. Eu duvido, mas… pode acontecer.

Mais rumores, mais “fontes internas”

A última semana foi testemunha de um turbilhão de rumores sobre o novo Xbox. O IGN afirmou que a nova geração será seis vezes mais rápida que a atual e 20% mais veloz que o Wii U, que ninguém ainda viu em funcionamento — as demonstrações na última E3 eram de concorrentes da Nintendo da atual geração. Ops.

O rumor do IGN ainda especifica o chip gráfico a ser usado, uma Radeon HD 6670 e desenvolvedores receberão os kits de desenvolvimento em agosto.

A fonte “confiável” não foi identificada e a Microsoft, claro, não se manifestou sobre o assunto. O rumor vai fundo ao especificar o modelo da GPU que será utilizado, mas isso, no contexto, não quer dizer muita coisa. Há um mar de diferença entre a arquitetura de um console e a de um computador, de modo que não dá para dizer que o novo Xbox terá a mesma qualidade gráfica de um PC atual com uma Radeon HD 6670.

E… convenhamos: é óbvio que a nova geração terá gráficos melhores que a atual. Tem sido assim desde o Telejogo. Isso não é previsão, é encheção de linguiça.

No Kotaku, novos rumores, dessa vez de que o novo Xbox usará Blu-ray em vez dos limitados DVDs e, o que é pior, trará um mecanismo que impedirá o uso de jogos usados, de segunda mão.

Mas… isso já existe. É o online pass.

A solução atual não impede o uso de jogos usados, mas limita suas funções online. Para habilitá-las, o comprador do game usado precisa comprar um “desbloqueador” nas lojas virtuais da Microsoft ou Sony. É sacanagem? Muitos acham que sim, mas é a forma que as empresas encontraram de capitalizar em cima de jogos já vendidos, ou posto de outra forma, de entrar no baco das lojas de games dos EUA, que ganham muito com esse comércio.

O fluxo de rumores, somado à ansiedade dos gamers, colocam até como final de 2012 uma possível data de lançamento do “Xbox 720”. A maior parte, porém, apsota em 2013. Novamente: pode acontecer, especialmente porque a Microsoft lucraria bastante com isso. Minha aposta? Vai demorar mais.

Xbox 720? Não faz sentido — ainda

Toda geração de consoles surgiu com um grande, mas bota GRANDE nisso, selling point.

Quando o primeiro PlayStation apareceu, ele trouxe para as casas dos jogadores gráficos tridimensionais minimamente reconhecíveis. Ainda eram um amontoado de blocos que lembraram pessoas, carros e paisagens, mas bons o suficiente para se passarem por tais.

Tekken, da Namco, de 1995.

A geração seguinte apresentou gráficos mais refinados (mera evolução), mas deu os primeiros passos na jogatina online (GRANDE selling point).

Com a atual, vimos novamente a consolidação do maior chamariz da anterior: Xbox LIVE e PSN atingiram níveis de integração, facilidade e universalização sem precedentes. O GRANDE selling point, porém, não foi esse, foi o dos gráficos em alta definição.

O que falta à geração atual? Melhores gráficos são, como dito acima, consequência, ganho incremental. Uma certeza. Interfaces naturais? Acessórios supriram a lacuna com mais agilidade, daí Kinect e Move serem, na minha visão e na de muitos outros, objetos que ajudarão a retardar a chegada dos sucessores de Xbox 360 e PlayStation 3. O que sobra? Televisores com resolução 4K? Nem estão à venda ainda. O que mais…? Eu sinceramente não consigo vislumbrar nada.

Xbox 360 vai bem, obrigado. (Foto: Josh Ferris/Flickr)

A produção de hardware novo é cara e exaustiva. Quem desenvolve jogo teria que deixar de lado ou dividir os esforços agora exclusivos para as plataformas em alta (e como estão em alta) para percorrerem toda uma nova curva de aprendizado nos novos SDKs. Todos ainda ganham muito com o mercado aquecido de games, só recentemente a Sony começou a ter lucro na venda de PlayStation 3, até então subsidiada devido ao alto preço de produção do console.

O momento não é propício para uma nova geração. Todos a esperam porque, historicamente, as gerações de consoles duram mais ou menos isso: cinco ou seis anos. Essa, todavia, tem tudo para causar uma ruptura nessa tradição. E isso seria bom para todos, de verdade.

Rumores, rumores, rumores… Às vezes eles guiam, ainda que indireta ou inocentemente, toda uma indústria. Pelo bem dos games, eu torço para que não seja o caso dessa vez. Uma coisa já é certa, porém: a Microsoft da França negou a vinda de um sucessor do Xbox 360 em 2012.

Vida longa ao Xbox 360!

1 comentário »

Fundações em 2011, grandes novidades para 2012

ter, 17/01/12
por Rodrigo Ghedin |
categoria Sem categoria
| tags 2012, CES, Tablet, Ultrabook, Windows 8, Windows Phone

Uma boa casa começa com boas fundações, sólidas, estáveis, capazes de aguentar as intempéries da natureza. Sem elas, nem uma mansão, nem um barraco se sustentaria. O ano de 2011 acabou e, para a Microsoft, parece ter sido um período de investimentos em fundações. Grandes anúncios ocorreram, mas foram poucos e de menor impacto se comparados aos dos anos anteriores.

Fazendo um rápido retrospecto, 2011 começou com o anúnciuo da parceria entre Microsoft e Nokia, em fevereiro. No mês seguinte, em março, foi lançado o Internet Explorer 9 apostando alto em desempenho acelerado via hardware, dando aos usuários um gostinho do que veremos com muita intensidade nos aplicativos Metro do Windows 8. Em maio, a empresa revelou ao mundo sua intenção de comprar o Skype por US$ 8,5 bilhões. Veio junho e, com ele, o anúncio oficial do Windows 8. Por fim, em setembro saiu a primeira grande atualização do Windows Phone (7.5 Mango).

Anúncios grandiosos, mas a maioria não passou disso, de anúncio. A maior novidade “palpável” já em 2011, o Mango, fez menos barulho do que o esperado e, até o momento, não ajudou a Microsoft a alavancar as vendas dos smartphones que usam a sua plataforma. As esperanças estão depositadas, agora, em novas estratégias agressivas de marketing e na parceria com a Nokia, que ainda engatinha com poucos aparelhos indisponíveis em grandes e importantes mercados.

Se por um lado 2011 foi carente de anúncios de peso como os dos anos anteriores (Kinect em 2010, Windows 7 em 2009), por outro foi importante para estabelecer fundações sólidas para o subsequente.

Novos Windows Phone, na CES.

Novos Windows Phone, na CES. (Imagem: Microsoft/divulgação)

Começando pelo próprio Windows Phone. O Mango não ajudou muito a mexer nos números de vendas, mas trouxe o sistema para as manchetes das publicações de tecnologia, colocou-o no mapa para os usuários em potencial e deu mais visibilidade a ele. Com duas versões programadas para 2012, Tango no primeiro semestre e Apollo no segundo, não é exagero acreditar que fecharemos o ano com disputas mais acirradas no segmento dos smartphones.

O mundo converge para o móvel, mas o Windows ainda tem força. Muita força. Já lemos e vimos bastante coisa do Windows 8, cujo lançamento está previsto para o final do ano. Ele é importante por vários fatores que vão além do simples ser uma nova versão do Windows — o que, por si só, já lhe confere bastante atenção.

O Windows 8 é a versão mais diferente de todas já lançadas pela Microsoft por um simples motivo: é a primeira pensada para um form factor diferente daquele para o qual o sistema foi concebido décadas atrás. O tablet.

Tami Reller, com tablet Windows 8 na CES.

Tami Reller, com tablet Windows 8 na CES. (Imagem: Microsoft/divulgação)

Existem vários desafios aqui, e difíceis, tanto que com mais de um ano de estrada, ainda não surgiu tablet Android capaz de peitar o iPad no seu nível. Os tablets com Windows 8 partem de uma premissa diferente da da Apple. Em vez de adaptar seu sistema de smartphones para as tábuas, a Microsoft está trazendo o do desktop. São filosofias diametralmente opostas e que refletem bastante as empresas por trás delas.

A intenção da Microsoft é que o tablet seja um “pau pra toda obra”, que quando o usuário conecte-o a uma dock e um teclado, ele deixe de ser um mero aparelho consumidor de conteúdo e se transforme em uma estação de trabalho. Por isso, pelo menos na plataforma Intel/X86, todo o legado do Windows será preservado. É diferente e tem muita gente interessada nessa combinação. Será interessante

Em paralelo aos tablets, vemos a ascensão dos ultrabooks, sensação na última CES. Apesar de evoluções naturais dos notebooks, o futuro é promissor e reserva modelos híbridos, que viram tablets ao rotacionar a tela, permitindo aos seus proprietários tirarem proveito das vantagens exclusivas a telas sensíveis a toques do Windows 8.

Para além do Windows, a Microsoft ainda tem outras apostas interessantes para 2012, do Xbox 360 e seu possível sucessor, passando pelo Bing, presença online, área de música/vídeo sob demanda e toda a gama de serviços e produtos voltados ao mercado corporativo — o que, apesar da importância, não nos diz muito respeito no momento visto ser esta uma coluna focada no lado consumidor/doméstico da Microsoft.

Será um ano especialmente interessante para acompanhar a Microsoft.

sem comentário »

Ano novo, PC novo (de novo)

qui, 29/12/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Dicas
| tags 2011, CCEnhancer, CCleaner, SpaceSniffer, TuneUp Utilities

Dezembro sempre traz reflexões sobre o ano prestes a terminar e resoluções para o que está para nascer. É nessa época do ano, também, que colocamos projetos há muito pendentes em prática — isso, claro, se a preguiça também característica dessa época deixar. No próximo fim de semana daremos adeus a 2011 e saudaremos a chegada de 2012. Para celebrar a data e ter um ano novo mais tranquilo no computador, que tal aproveitar as boas energias do momento e dar um trato no seu computador?

Comece a criar um hábito

Se você já tem uma rotina de manutenção do sistema, talvez seja a hora de uma limpeza mais profunda. Se não, seria uma boa aproveitar essas dicas para agregar esse hábito à sua rotina. As últimas versões do Windows são muito boas no quesito longevidade, mas ainda assim o simples uso gera alguns acúmulos que afetam desempenho e espaço em disco. Fazer uma faxina do gênero pelo menos uma vez por mês garante espaço e velocidade para as suas tarefas.

O que mostrarei aqui é uma limpeza mais profunda. Usaremos três programas (um, pago) e muito bom senso. Sinta-se à vontade para complementar com dicas e sugestões de outros utilitários nos comentários, ok?

Removendo arquivos inúteis

É impossível falar em manutenção do Windows sem citar o CCleaner. O programa gratuito da Piriform varre o disco rígido em busca daqueles arquivos temporários que em dado momento facilitaram ou agilizaram determinadas tarefas, mas que no geral só ocupam espaço em disco. Quanto mais tempo sem rodar um procedimento do gênero, maior o ganho em espaço.

O uso do CCleaner não tem segredo, basta abrir, mandar o software fazer sua análise e, depois, caso esteja tudo ok, executar a limpeza. Existem, porém, alguns macetes para otimizar esse processo e estender as suas funções.

Em outro texto publicado aqui no TechTudo, mostrei como refinar as configurações padrões do CCleaner. Como essa é uma faxina mais completa, vale a pena deixar o programa trabalhando o tempo que for preciso para que ele limpe tudo mesmo. Como informação extra, vale a pena dar uma olhada no CCEnhancer, uma extensão extraoficial que acrescenta definições para outros 500 aplicativos. Basta baixar o arquivo *.ini, clicar nele com o botão direito e, no menu de contexto, em “Instalar”. Feito isso, abra o CCleaner e as novas opções aparecerão precedidas de um asterisco.

Screenshot do CCEnhancer.

CCEnhancer. (Imagem: divulgação)

Otimização completa com o TuneUp Utilities 2012

O TuneUp Utilities é, talvez, o melhor utilitário de manutenção disponível para Windows. É pago e o preço é um pouco salgado (R$ 79 por uma licença válida para até três computadores), mas os recursos que oferece são dignos do que ele custa.

O TuneUp faz tudo o que o CCleaner faz e vai além. A correção e compactação do Registro são recursos notáveis, bem como as dicas de otimização e a manutenção com um clique. A última versão trouxe, em adição ao botão “Turbo”, que desabilita recursos do Windows para deixá-lo mais rápido, o modo “Economia”, que faz ajustes diversos para economizar energia em notebooks.

Screenshot do TuneUp Utilities 2012.

TuneUp Utilities 2012.

É uma ótima opção para quem prefere automatizar tudo e esquecer da manutenção do Windows. Dá para agendar rotinas de manutenção facilmente e ter sempre à mão notificações de programas que não são usados e dicas que o TuneUp captura do uso cotidiano do PC.

Removendo os excessos manuais

Um vídeo que você assistiu e esqueceu de apagar, fotos repetidas na hora da edição, arquivos temporários que o CCleaner deixou passar… Se você pudesse ter uma visão panorâmica do seu disco rígido, veria o tanto de espaço que é desperdiçado com bobagens.

Aqui, recorro a outro texto publicado ao longo de 2011, aquele em que mostrei como recuperar espaço em disco sem gastar nada. Além do CCleaner, na ocasião citei o SpaceMonger, um freeware simples e muito eficiente para mostrar onde arquivos gigantes devoradores de espaço se escondem. Na mesma linha existem ainda o WinDirStat e o SpaceSniffer, ambos muito bons e, ao contrário do SpaceMonger, realmente gratuitos — esse fica exibindo caixas de diálogo para o usuário comprar a licença. No caso do SpaceSniffer, o programa ainda roda independente de instalação e possui poderosos filtros ativáveis via linha de comando.

Atualizações

Para o Windows e Office, é bem provável que as atualizações sejam automáticas e, no momento, o seu sistema esteja ok. Muitos programas, infelizmente, ainda não dispõem de ferramentas do tipo, ou seja, precisam ser atualizados manualmente. Dá trabalho, mas o resultado compensa. Caso queira uma ajuda para descobrir quais aplicativos estão defasados, experimente o Update Checker do FileHippo ou o Personal Software Inspector da Secunia; ambos analisam os programas instalados e apontam quais estão desatualizados.

Em último caso…

Se a situação está feia, ou seja, se há vírus ou outros malware dando trabalho e o antivírus já não dá conta, talvez formatar o computador e reinstalar o Windows seja uma boa saída. Não se esqueça de fazer um bom backup, redundante se possível, antes de dar início ao processo. Ano novo, sistema novo? Por que não?

***

Espero que essas dicas animem vocês para pôr a mão na massa e darem um trato no computador antes de fecharmos 2011. Foi um ano divertido por aqui, a Microsoft se fortaleceu em várias áreas, mas ainda tem muito onde pode melhorar. Em 2012, as novidades prometem e logo de cara termos, já em fevereiro, o Beta público do Windows 8!

Continuarei comentando com mais profundidade as novidades da empresa por aqui. A todos vocês, leitores, meus sinceros agradecimentos pelas leituras, comentários e compartilhamentos nas redes sociais. Até ano que vem!

sem comentário »

Qual Windows Phone comprar no Natal?

ter, 06/12/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Windows Phone 7
| tags Brasil, HTC Ultimate, Mango, Natal, Nokia, Samsung Omnia W, Windows Phone

Fim de ano traz consigo o Natal, virada do ano, muitas retrospectivas e um estímulo generoso na economia. Em dezembro que o comércio vende mais do que em qualquer outra época do ano, a tradição de presentear entes e amigos queridos se reforça a cada ano que passa e, dessa combinação, esforços e planejamentos apostam alto na chegada do Papai Noel para alavancar as vendas.

Na tecnologia não é nada diferente. Embora seja um mês relativamente “morno” no que tange a novidades, muito do que é feito durante o ano visa dezembro para se justificar — daí a grande concentração de lançamentos em outubro e novembro. Quem perde o momentum paga caro; basta lembrar do Windows Vista, disponibilizado em 30 de janeiro de 2007. A perda do período de festas no final de 2006 frustrou parceiros da Microsoft e afetou, num primeiro momento (e para sempre, dizem alguns), a adoção do então novo sistema operacional.

Esse episódio, porém, meio que serviu de lição para a Microsoft que, nos últimos anos, tem emplacado hits de vendas às vésperas do Natal. Em 2009, foi o Windows 7. Ano passado, o Kinect. Em 2011 a grande vedete é o Windows Phone, que após um ano de estreia meio estagnado, correndo o risco até de acabar como uma decepção, começa a ganhar tração pra valer graças à chegada do Mango (versão 7.5) e a expansão para outros países — para a nossa felicidade, Brasil no meio.

Se você está pensando em trocar de celular e já se decidiu pela plataforma Windows Phone, quais as opções disponíveis oficialmente no Brasil? Quais estão a caminho? O que tem lá fora que ainda não desponta no horizonte brasileiro? Considere este texto como um guia do Windows Phone no Brasil, versão dezembro de 2011.

As opções “vá na loja e compre”

Hoje, existem apenas dois aparelhos com Windows Phone à venda, oficialmente, por aqui: HTC Ultimate e Samsung Omnia W.

HTC Ultimate

Foto de divulgação do HTC Ultimate.

HTC Ultimate. (Imagem: HTC/Divulgação)

A melhor e mais recorrente definição para o Ultimate é “grande”. Culpa do telão de 4,7”, que se por um lado oferece muita área para exibir o belo Windows Phone, por outro pode incomodar no transporte e manuseio — se a sua mão for pequena, chegar aos cantos da tela com uma só será um desafio.

O Ultimate, conhecido lá fora como Titan, é considerado high-end no universo Windows Phone — o que, como veremos mais adiante, não quer dizer muita coisa. De destaques, há o espaço interno de 16 GB (sem possibilidade expansão), câmera traseira de 8 MP, processador Qualcomm MSM8255 de 1,5 GHz e sistema de áudio melhorado com Dolby Mobile e SRS.

O preço acompanha o tamanho do aparelho: o sugerido pela HTC é de R$ 1.800.

Samsung Omnia W

Imagem de divulgação do Samsung Omnia W.

Samsung Omnia W. (Foto: Samsung/Divulgação)

Embora de uma fabricante distinta, o outro Windows Phone nacional preenche a lacuna dos low-end. Conhecido nos EUA como Focus Flash, o Omnia W tem tela de 3,7” com a tecnologia Super AMOLED, que garante contrastes e pretos mais profundos, câmera de 5 MP, 8 GB de espaço interno, o mesmo processador do Ultimate, mas rodando a 1,4 GHz e, a exemplo do grandão da HTC, suporte aos novos recursos introduzidos no Mango: câmera frontal e giroscópio.

Mais animador, o preço sugerido do Omina W é de R$ 1.299.

Quais modelos ainda não estão disponíveis aqui?

Para começar, os badalados da Nokia, Lumia 710 e Lumia 800. O primeiro, a versão low-end da fabricante finlandesa, será produzido em Manaus, o que em tese lhe garantirá alguns abatimentos fiscais que se refletirão no preço ao consumidor final. Ambos chegam no final de março de 2012.

De fora e sem previsão de chegarem ao Brasil, estão os “parceiros” dos dois modelos já disponíveis em território nacional, o low-end da HTC, Radar, e o high-end da Samsung, Focus S — esse é basicamente um Galaxy S II com Windows Phone e adaptado às exigências da Microsoft.

E ainda há os de outras marcas, a saber: Acer Allegro e ZTE Tania, ambos modelos baratos; LG Jill Sander E906, modelo de luxo (e, portanto, bem caro); e o Fujitsu IS12T, para o mercado oriental, que se destaca por ser à prova d’água e ter a maior capacidade interna da linha Windows Phone 7.5, 32 GB.

Low-end? High-end? Não importa

Ao longo do texto citei várias vezes “low-end” e “high-end”, termos em inglês para se referir, respectivamente, aos modelos de entrada/mais baratos e os topo de linha/mais caros.

No Windows Phone, essa polarização é bem tênue, praticamente inexistente. Isso ocorre porque, para garantir uma experiência homogênea, ou seja, para que o uso do Windows Phone seja parecido independente do aparelho usado, a Microsoft impõe diretrizes de hardware bastante rígidas. É um tipo de controle que não existe no Android, daí a disparidade tão gritante entre modelos de entrada e topo de linha no sistema do Google.

O que define o posicionamento de um Windows Phone são características circunstanciais — tamanho e qualidade da tela, espaço interno, resolução da câmera. No que diz respeito ao desempenho, não tem muito o que escolher. A título de exemplo, o Omnia W, modelo “low-end” da Samsung, utiliza o mesmo processador de todos os demais high-end — Focus S, Ultimate. Pode ocorrer, ainda, um underclock no processador, caso do HTC Radar, que embora use o mesmo Qualcomm MSM8255, a frequência é de 1 GHz. Não o suficiente para sacrificar a experiência do usuário, vale dizer.

Com uma loja de aplicativos saudável (40 mil apps e crescendo), novos investimentos em marketing e o apoio da Nokia, o Windows Phone tem um futuro promissor. O Natal pode ser uma boa oportunidade de embarcar nessa.

6 comentários »

De surpresa a líder de mercado, 10 anos de Xbox

ter, 15/11/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Xbox
| tags Xbox, Xbox 360, Xbox LIVE

Quando a Microsoft anunciou o Xbox original, pegou a todos de surpresa. Afinal, embora tenha presença no ambiente doméstico, a empresa sempre foi (muito) mais forte junto aos clientes corporativos. Windows, Office, Visual Studio, Dynamics, SQL Server… É até difícil listar todas as áreas em que a Microsoft atua no B2B.

Mas o Xbox não só foi anunciado como, há exatos dez anos, no dia 15 de novembro de 2001, começou a ser vendido nos Estados Unidos. O que levou a Microsoft a entrar no disputado mercado de consoles?

Xbox original. (Foto: Lorenzo Facchinetti/Flickr)

O Technology Review, do MIT, traz a história. Na época, com US$ 5 bilhões em caixa, a Microsoft podia se dar ao luxo de arriscar. Nessa, viu num video game a maneira mais fácil de chegar onde nunca havia estado, com força, antes: na sala de estar dos seus consumidores. Hoje, esse mercado movimenta US$ 144 bilhões ao ano; em 2015, estará movimentando US$ 226 bilhões.

Àquela altura ainda existia aquele teclado que levava a web à TV, mas a adoção era, com sempre fora desde o seu lançamento, baixa. O Xbox foi a porta de entrada para instalar uma base para a próxima revolução, a do entretenimento sob demanda.

Não foi fácil. Contra rivais com anos de experiência, Nintendo e Sony, o Xbox sofreu. O console trazia como diferencial o forte apelo na jogatina online: muito antes do PlayStation e dos consoles da Nintendo oferecerem interface de rede, o Xbox clássico já trazia uma porta RJ-45. Em 2002, a Xbox LIVE, rede online que possibilita confrontos via Internet, foi lançada. Apesar do pioneirismo, o sucesso avassalador do PlayStation 2, a falta de third parties e a inexperiência da Microsoft no ramo cobraram seu preço; antes de fechar um ano fiscal no azul, com saldo positivo de US$ 426 milhões em 2008, entre 2002 e 2007 estima-se que a empresa tenha perdido US$ 7,5 bilhões com a marca Xbox.

Na atual geração de consoles, porém, o Xbox 360 tem papel de protagonista. Foi o primeiro dos três grandes a sair e sempre vendeu bem, ao contrário do Wii, da Nintendo, que teve um começo fortíssimo, mas que hoje já ocupa a terceira posição nas vendas mensais, segundo o NPD Group. Mais do que reverter o cenário econômico na Microsoft, o Xbox 360 evoluiu de um console para uma central de entretenimento e, hoje, todo o seu sucesso é usado como trampolim para marcas da casa sem o mesmo prestígio junto aos consumidores, notadamente Windows Phone e Bing. No sistema móvel, a Xbox LIVE tem um HUB dedicado e integração com a rede do console; já o buscador será integrado na atualização do fim do ano, permitindo que se busque por conteúdo local e na nuvem utilizando comandos de voz com o Kinect.

Joystick do Xbox 360. (Foto: Alfred Hermida/Flickr)

Para além das suas próprias marcas, a Microsoft firmou e continua em busca de diversos parceiros de conteúdo. ESPN, HBO, diversos canais de TV que, em breve, passarão a exibir a sua programação ao vivo direto para assinantes da LIVE. A estratégia de utilizar jogos como isca para futuros consumidores de conteúdo sob demanda funcionou — quem entrou na disputa depois, com equipamentos dedicados a isso, está sofrendo; o Apple TV vende e tem menos brilho que os demais produtos da Apple e o Google TV era, antes da atualização para a versão 2.0, uma piada de mau gosto.

O Kinect, lançado ano passado, aumentou as possibilidades e a interatividade do console. O acessório ainda detém o título de gadget que vendeu mais rápido na história, com 8 milhões de unidades comercializadas em 60 dias. Embora os jogos que utilizam o Kinect ainda não empolguem, as possibilidades são infinitas e o uso cotidiano, para gerenciar e navegar no dashboard do console, já compensam o relativamente baixo investimento — lá fora, sai por US$ 150.

No mais, o Xbox 360 cumpre o objetivo para o qual seu antecessor foi criado: ser a presença da Microsoft na sala de estar. Ele funciona como um dos pilares da visão de três telas + nuvem da Microsoft, ao lado do computador e do smartphone, e já é uma das maiores forças da empresa no mercado doméstico. Para quem começou do zero, sem experiência alguma, há dez anos, as conquistas obtidas nesse meio tempo são notáveis.

9 comentários »

5 comerciais inesquecíveis da Microsoft

qui, 10/11/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria História
| tags Bill Gates, Comerciais, I'm a Mac, I'm a PC, Jerry Seinfeld, Publicidade, Steve Ballmer, Windows XP

O que chama a sua atenção? Neste fluxo interminável e frenético de informações no qual vivemos hoje, é cada vez mais difícil algo se sobressair, tanto que a esse fenômeno atribui-se um termo relativamente recente, o “viral”. O desencadeamento de um independe de produção, importância ou qualquer outro fator mensurável ou previsível; para um vídeo, imagem ou meme “viralizar”, é preciso que ele atice a vontade de compartilhar nos receptores.

Se essa mudança comportamental trazida pela Internet é benéfica ou não a nós enquanto seres pensantes e consumidores, não entra na questão nesse momento. Mas mesmo antes dessa mudança, quando a tríade TV-jornal-rádio era a única forma de se obter informações externas, a publicidade já existia.

Sendo o mais novo dos três, a TV teve, desde a sua gênese, a companhia de comerciais, propagandas. Pense que, quando do seu surgimento, os publicitários da época ganharam um passe livre para a sala de estar de famílias do mundo inteiro, algo impensável décadas ou mesmo anos antes. Eles tinham a atenção e a audiência do potencial público-alvo, só precisavam fazer o seu direito.

Feliz ou infelizmente, a própria publicidade audiovisual evoluiu junto com a TV, a computação e outras tecnologias de informação, ou seja, quando elas tinham maior necessidade de serem efetivamente boas, apelativas (no bom sentido), interessantes do ponto de vista técnico-artístico, sofriam com a falta de visão e a pobreza de recursos. Havia exceções, como sempre e em tudo; mas como veremos abaixo, a constante era formada por coisas bem… estranhas.

Montagem com cenas dos comerciais da Microsoft.

Enfim, falemos do assunto do texto de hoje: os comerciais da Microsoft ao longo da sua história. A empresa fundada por Gates e Allen jamais teve seu “1984″, mas proporcionou alguns momentos memoráveis, hilários e até constrangedores na tentativa de vender produtos que, por si só, vendem como água de qualquer forma — ou alguém aí só comprou o Windows ou o Office porque viu uma propaganda bacana? ;-)

Separei cinco comerciais marcantes da Microsoft, contextualizados e, claro, com os respectivos vídeos incorporados para que você os assista na hora. A ordem é cronológica.

#5 (1986) Steve Ballmer vendendo o Windows 1.0

O primeiro Windows era uma “skin” para o MS-DOS. Trazia a interface gráfica para o sistema, o que era uma grande novidade na época, mas não um grande selling point — era mais ou menos o “quem precisa de Kinect?” de hoje ou “touchscreen é pra jacu” de cinco anos atrás. Na falta de recursos (hey, tinha Reverse!), chamaram o sempre entusiasmado Steve Ballmer, colega de faculdade de Bill Gates e Paul Allen e presente na empresa desde os primórdios, para estrelar o comercial no característico estilo “quanto mais palavras por minuto, melhor”. Esse cara atualmente é CEO da Microsoft.

#4 (1995) Lançamento do Windows 95

Esse é clássico e um dos mais bacanas. Ao som dos Rolling Stones com “Start me up”, música mais que apropriada para a versão que apresentava o indefectível botão “Iniciar” ao mundo, a Microsoft demonstrava as várias habilidades do então revolucionário Windows 95. Um detalhe bem interessante que dá para perceber nesse comercial é a natureza corporativa do Windows naquela época, quando a Internet ainda engatinhava e os jogos eram basicamente a única opção de divertido com teclado e mouse. Os recursos mostrados são quase todos voltados ao uso do computador em empresas. Hoje, esse tipo de aplicação male má aparece em vídeos publicitários…

#3 (2001) Outra revolução: Windows XP

O comercial de lançamento do Windows XP é tão legal, mas tão legal, que arrisco até dizer ser o meu favorito da Microsoft — e olha que a Maddona nem figura entre meus artistas favoritos. Ao som de “Ray of Light”, a Microsoft apresentava aos consumidores domésticos o primeiro Windows genuinamente 32 bits e todas as suas vantagens que, na licença poética do vídeo, traduziu-se em liberdade (o voo dos usuários) e aconchego (“e eu sinto / como se tivesse chegado em casa”). As pessoas e as situações completam o cenário “pra cima” do clipe. E lá se vão dez anos…

#2 (2007) Bill Gates e Jerry Seinfeld

Em 2008, a Microsoft pagou US$ 300 milhões para a badalada agência Crispin Porter + Bogusky tornar a empresa “cool”. Na época a Apple destruía a Microsoft com sua divertida série “Im a Mac” e, quando se soube que o comediante Jerry Seinfeld estaria nos comerciais contracenando com Bill Gates em pessoa… cara, isso tinha que ser bom.

Mas não foi. O comercial “Shoe Circus”, esse aí de cima, foi uma das peças publicitárias mais bizarras e sem sentido da história da informática, colocou uma interrogação do tamanho do império da Microsoft na cabeça de usuários, entusiastas e jornalistas e… bem, não deu certo. Ainda insistiram num segundo episódio, igualmente ruim, antes da mudança de direção da estratégia de marketing que…

#1 (2010) I’m a PC

…deu muito certo. Quem pensaria que a resposta para alinhar novamente a imagem da Microsoft junto aos usuários estaria ali, nos comerciais da rival Apple? A série “I’m a PC” foi uma resposta tão esperta, tão fenomenal aos vídeos da “I’m a Mac” que até fãs ardorosos de iPod e MacBook deram o braço a torcer e reconheceram a genialidade da coisa.

Contextualizando: nos vídeos da “I’m a Mac”, são mostrados dois homens, um descolado representando a Apple, e um executivo gordinho e estabanado no papel de Microsoft. Estereótipos. A grande sacada da “I’m a PC” foi mostrar que, no mundo real, eu, você, o professor, o executivo bem sucedido, o estudante, o rapper… enfim, os mais de 90% de usuários Windows eram PC. É humanamente impossível, a quem liga o computador todo dia e se depara com o Windows como interface com a máquina, não se sentir conectado à mensagem do comercial. Na mosca. Irretocável.

***

Dali em diante os comerciais da Microsoft tomaram direções menos preocupadas em mostrar recursos, mais interessadas em abordagens humanas com leves toques de “crueldade” cuti-cuti-óunnn-que-bonitinho. Direção mais acertada, afinal, a empresa é de tecnologia, mas o público-alvo é de carne, ossos e coração.

Como bônus, deixo o último comercial divulgado pela Microsoft, que nessa leva traz situações cotidianas permeadas por soluções da empresa. Embora longe do impacto e da qualidade da “I’m a PC” e em circunstâncias diferentes e mais favoráveis, desse eu particularmente gostei muito:

Para quem ficou curioso, vale a pena assinar o canal da Microsoft no YouTube. Além de comerciais, ele também traz vídeos de ajuda e eventos organizados pela empresa.

1 comentário »

Parabéns pelos seus 10 anos, Windows XP

ter, 25/10/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Windows
| tags Windows XP

Se você puxar da memória ou garimpar links sobreviventes de outubro de 2001, notará algumas semelhanças entre os temores, esperanças e novidades do então recém-lançado Windows XP com as versões subsequentes, inclusive o já aguardado Windows 8.

Há exatos 10 anos a Microsoft começava a vender o Windows XP no varejo. O sistema já estava sendo distribuído pré-instalado em computadores de parceiros, mas para quem tinha uma máquina e queria sair do suplício que era o Windows Me, foi esse o dia da redenção.

Na época, com direito a uma grande festa comandada por Bill Gates numa Nova Iorque que ainda juntava os cacos do pós-11 de setembro, as promessas que sempre se renovam a cada novo Windows foram, dentro do esperado, refeitas. Sistema mais rápido, mais confiável, mais bonito e menos suscetível a falhas. Naquela vez, porém, as mudanças foram pra valer e, não é exagero dizer, as maiores desde a reforma completa pela qual o Windows passará meia década antes, no Windows 95.

Windows XP.

O grande trunfo do Windows XP foi deixar de lado o kernel que até então movia a versão para uso doméstico (versões 95/98/Me) e abraçar irrestritamente o kernel NT, naquela época restrito às versões para servidores, como Windows NT 4 e Windows 2000. A mudança acarretava maior consumo de memória, o que foi um problema considerando-se que, àquela altura, um PC médio saía das lojas com, quando muito, 128 MB de RAM; mas em vez de estagnar a venda do sistema operacional, como o que aconteceria com o Vista alguns anos mais tarde, o Windows XP deu início a um aumento expressivo nas vendas de PCs. Não por “culpa” exclusivamente sua, mas não fosse um bom sistema, nem a economia, nem o barateamento do hardware conseguiriam tal feito.

A bem da verdade, em sua versão RTM o Windows XP carecia de várias qualidades que, anos depois, foram importantes para postergar a sua aposentadoria ante os sucessores, Windows Vista e Windows 7. A Microsoft ainda tratava as atualizações do sistema como meramente opcionais, sem ressaltar esse ponto crítico ao usuário médio. Havia desde o primeiro dia, pela primeira vez no Windows, o sistema de ativação que, claro, foi quebrado antes mesmo do lançamento. A falta de drivers para Windows XP acarretou muitas telas azuis de morte e inconsistências no desempenho.

Mesmo assim, o Windows XP era um relento ante o horrível Windows Me. Só o fato de não ser obrigado a reiniciar o sistema com algumas horas de uso já fazia valer o upgrade. O NT, que durante algum tempo foi considerado um acrônimo de “New Technology” para fins de publicidade, não tinha essa alcunha à toa.

***

Pode-se dizer que a história do Windows XP se divide entre antes e depois do Service Pack 2, lançado em agosto de 2004. O segundo pacote de correções foi além e trouxe diversas melhorias reais ao sistema operacional, como suporte ao Bluetooth, bloqueador de pop-ups no Internet Explorer 6, firewall mais robusto e, talvez a maior contribuição, ênfase pesada nas atualizações do sistema providas pela Microsoft.

O SP2 surgiu num momento posterior ao estrago causado pelo Blaster, uma falha no Windows que desligava o sistema do nada após sobrecarregar o serviço RPC. E como a contaminação ocorria sem qualquer intervenção do usuário… foi uma situação singular na computação pessoal. Ah, e detalhe: quando a disseminação do Blaster teve início, a Microsoft já havia liberado uma correção para o Windows XP que sanava o problema, no boletim MS03-026. Prova de que, naquela época, atualização do sistema era coisa restrita a, quando muito, clientes corporativos.

Blaster em ação.

Blaster em ação.

O Windows XP foi a versão do Windows que mais tempo permaneceu com o status de atual, do final de 2001 até janeiro de 2007, quando o super atrasado Vista deu as caras. Também foi das que tiveram o maior número de variações, incluindo algumas decorrentes de processos antitruste sofridos pela Microsoft — na Europa, a edição “N”, sem Windows Media Player; na Coreia do Sul, as edições “K” e “KN”, sem Media Player e Windows Messenger; em países emergentes (e somente neles), a limitadíssima edição Starter. Coloque na conta, ainda, a Professional x64 (primeiro Windows doméstico para processadores 64 bits), Media Center Edition (com o Windows Media Center e um tema/visual style diferente), Tablet PC Edition, para ser usado em tablets; e Embedded, para sistemas embarcados, sem falar nas tradicionais, Home e Professional.

Ainda hoje o Windows XP é largamente usado. Foi apenas neste mês, por coincidência, que um dos seus sucessores, o Windows 7, ultrapassou a base instalada do XP. Dez anos depois. Apesar de hoje obsoleto ante os avanços de hardware e software, o Windows XP teve papel fundamental na história da computação. Foi o primeiro sistema operacional de muita gente, o talvez primeiro Windows que, depois do Service Pack 2 e bem configurado, parou de dar erros inexplicáveis e fazer o usuário gastar mais tempo resolvendo problemas do PC do que os seus próprios.

Parabéns, XP!

30 comentários »

Gerenciador de Tarefas: exemplo da união entre beleza e usabilidade no Windows 8

qui, 20/10/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Windows
| tags Interface, Usabilidade, Windows 8

Já discutimos, aqui mesmo, a questão da “elegância” dos aplicativos/programas para Windows. Embora existam alguns raros exemplares, o cenário geral é meio desolador para quem busca, além de praticidade, um visual agradável no uso cotidiano do computador.

O Windows em si é bonito — opinião pessoal, claro. Mas ele não sai ileso de análises mais profundas. Existem vários elementos arcaicos, herdados de versões antigas sem o devido cuidado ou simplesmente feios e, pior, com usabilidade ruim.

Em tempo: não me importo tanto assim com programas feios, desde que a usabilidade deles não seja afetada. Como exemplo, trago sempre à tona o IrfanView, que mesmo longe de ganhar qualquer prêmio de design, é de uma praticidade e facilidade de uso que espanta.

Voltando ao Windows. Estamos acompanhando, pelo blog oficial, os trabalhos na próxima versão do sistema, o Windows 8. Num dos posts mais recentes, Steven Sinofsky escreveu muito sobre o Gerenciador de Tarefas, uma parte do sistema que, mesmo não querendo, vez ou outra somos obrigados a ver e com ela interagir.

O post traça o histórico do Gerenciador de Tarefas, pelo qual vemos que, com o passar dos anos, do Windows 3.0 ao Windows 7, as atualizações foram incrementais, ou seja, sem mudanças radicais. O escopo desse utilitário também aumentou — no Windows 7 dá para fazer chover por ele, desde “matar” processos até gerenciar usuários logados.

A sempre competente telemetria da Microsoft detectou que, na prática, 85% do tempo em que o Gerenciador de Tarefas está aberto ele fica ou na apa “Aplicativos”, ou na aba “Processos”, e que as ações mais comuns são as de encerrar processos e aplicações. De posse de tais informações, chegaram a essa nova versão:

Gerenciador de tarefas simples no Windows 8. (Imagem: Microsoft).

Ficou mais bonito, mas mais importante, ficou mais prático. Ao chamá-lo com um Ctrl + Shift + Esc, o usuário se depara com os programas em execução e apenas o botão para finalizá-los. Com um clique no “Mais detalhes”, abre-se o modo completo, novamente mais bem resolvido e atento a detalhes como a troca do nome do executável (WINWORD.EXE, por exemplo) para o do programa em si (Microsoft Word).

Gerenciador de tarefas completo no Windows 8. (Foto: Microsoft).

É um caso acima do do IrfanView, um bom exemplo de como é possível unir bom gosto com praticidade. E, até que enfim, uma mudança palpável numa das áreas mais antigas e relegadas do sistema. O único problema é que ela não é a única.

Há alguns anos o entusiasta australiano Long Zheng colocou no ar um projeto chamado Windows 7 Task Force. É como uma daquelas “caixas de sugestões”, aberta para qualquer um que achasse poder contribuir com alguma melhoria para o Windows 7. Os próprios usuários votavam nas ideias submetidas e colocavam no topo da lista as mais prioritárias e/ou úteis.

Já fechado para novos envios, mas aberto à consulta, é quase um favor da “comunidade” à Microsoft. De ícones da época do Windows 3.X a inconsistências gritantes na usabilidade, está tudo muito bem documentado, com comentários e exemplos visuais, com imagens/screenshots. É bom ver que, mesmo com muita coisa ainda pendente e o novo direcionamento do Windows 8, que deverá focar na interface Metro, algumas coisas virarão realidade, como a suspensão da transferência e cópia de arquivos, ou o suporte nativo à montagem de imagens ISO. Se foi por conta do projeto ou não, acaba não importando muito; o que interessa é que, bem mais devagar que o ideal, estão tapando esses buracos.

O Windows é um sistema gigantesco, um dos maiores programas comerciais já criados. Ele move mais de 1 bilhão de computadores no mundo inteiro e, por poder ser instalado em praticamente qualquer máquina e não fazer exigências quanto à criação e distribuição de aplicativos, é preciso ser pensado da forma mais abrangente possível. Em outras palavras, os engenheiros e programadores têm outras prioridades. De qualquer forma, e como já diz o velho ditado, a beleza está nos detalhes. Não abro mão da praticidade a troco de beleza, mas não me incomodo nem um pouquinho se puder agregar as duas coisas.

sem comentário »

5 alternativas melhores a programas nativos do Windows 7

sex, 14/10/11
por Rodrigo Ghedin |
categoria Dicas
| tags Alternativas, foobar2000, IrfanView, Paint, Paint.NET, Windows Media Center, Windows Media Player, WordPad, WriteMonkey, XMBC

A história dos aplicativos pré-instalados no Windows é recheada de altos e baixos. A inserção de programas no sistema levou a Microsoft a enfrentar o seu maior desafio judicial, o processo antitruste pelas práticas monopolistas relacionadas ao Internet Explorer — dentre outros fatores, o fato de vir embutido “gratuitamente” no Windows foi visto como uma atitude desleal pela União Europeia.

Apesar desse calo no sapato que levou anos para ser dali tirado, a crescente de programas que acompanham o Windows perdurou até o Vista. Nessa que é tida como uma das piores versões do sistema, havia aplicativo para tudo — embora poucos fossem efetivamente bem quistos pela maioria dos usuários.

O Windows 7 introduziu uma mudança de filosofia, com o usuário no controle. Essa guinada refletiu também nos programas que acompanham o sistema, que foram drasticamente reduzidos. A bem da verdade, sobraram apenas os clássicos: Bloco de notas, Paint, WordPad, Windows Media Player, Internet Explorer… Alguns outros migraram para o Windows Live Essentials, oferecidos como opcionais pelo próprio sistema.

Mas mesmos esses ainda dividem opiniões. E, para ajudar a quem usa, mas não é lá tão fã dos programas nativos do Windows, bolamos essa lista com algumas alternativas a eles.

WordPad? WriteMonkey!

O WordPad é um intermediário entre o Bloco de notas e o Word, do pacote Office. Serve para escrever textos que não demandam formatação mais elaborada e tem até a “Faixa de Opções”, mais conhecida como Ribbon.

O WriteMonkey é uma opção mais flexível e minimalista. Mas não se engane: apesar da “cara limpa”, esse programinha é extremamente poderoso. Praticamente tudo é acessível via teclas de atalho e a interface pode ser modificada ao bel prazer do usuário — mude cores, fonte padrão, tamanho da coluna… Ele ainda exporta textos para markdown, textile e WikiCreole e traz vários indicadores para incrementar a experiência da escrita, de contadores de palavras/tempo até o modo tela cheia, que elimina quaisquer distrações.

 

Screenshot do WriteMonkey

WriteMonkey: simplicidade poderosa. (Imagem: divulgação)

 

Paint? Paint.NET!

O Paint, salvo para crianças brincarem e artistas se exibirem em vídeos de fast painting, não tem lá muita utilidade…

Se você produz imagens, tem no Paint.NET uma alternativa mais refinada. Ele é como se fosse uma versão “light” do Photoshop: suporta camadas, tem efeitos especiais, “desfazer” ilimitado e outros truques bacanas que ajudam tanto na criação de arte, quanto na edição de fotografias.

 

Screenshot do Paint.NET

Paint.NET: quase um Photoshop 'light'. (Imagem: divulgação)

 

Visualizador de Fotos do Windows? IrfanView!

Ver fotos é algo bem simples e que, a bem da verdade, o Visualizador de Fotos do Windows, programa padrão para essa tarefa, cumpre a contento. Mas se você quiser mais velocidade agregada a mais recursos, o IrfanView é a escolha.

Não se intimide com o ícone feioso do programa. Por baixo da sua interface espartana esconde-se um dos melhores aplicativos para Windows. Rápido, o IrfanView está cheio de atalhos e recursos para a manipulação de imagens, inclusive em lotes, tudo com o valioso auxílio das teclas de atalho. O suporte a formatos digitais, inclusive de vídeo (!), é grande e pode ser estendido com a ajuda de plugins.

 

Screenshot do IrfanView.

IrfanView: leve e cheio de recursos. (Imagem: divulgação)

 

Windows Media Player? foobar2000!

Outro caso em que o aplicativo padrão é bem decente, mas que com o substituto melhora. O foobar2000 é cria de um grupo de dissidentes do Winamp e, a exemplo do IrfanView, não impressiona pelo visual, mas deixa o Windows Media Player no chinelo quando o assunto é recursos.

Ao ser aberto, porém, o usuário se depara com um player rápido e extremamente discreto. O foobar2000 tem equalizador, aceita plugins e é muito, mas muito flexível. Sobram recursos também, como as inúmeras ferramentas de gerenciamento e organização de músicas, a criação e gerenciamento de playlists (inclusive automáticas) e, meu recurso favorito, a configuração totalmente livre de teclas de atalho globais — é um deleite poder, em qualquer lugar do Windows e sem tirar o foco do aplicativo que estiver usando no momento, pausar, dar play, voltar ou avançar canções.

 

Screenshot do foobar2000.

foobar2000: flexibilidade define. (Imagem: divulgação)

 

Windows Media Center? XMBC!

Não são muitos os que usam um PC como HTPC, ou seja, botam o computador na sala e o conectam à TV para entretenimento. Mas quem faz isso se vê sem muitas opções… O Windows Media Center vem no pacote a partir do Windows 7 Home Premium e, apesar de competente, esbarra em algumas limitações — rodar alguns formatos por ele, como os Real Media, é um desafio e tanto.

Esse e outros entraves desaparecem com o XMBC, um media center pra lá de robusto e extensível. Além de funcional, o XMBC aceita plugins diversos que estendem e embelezam o seu já sensacional visual.

 

Screenshot do XMBC.

XMBC: belíssimo media center. (Imagem: divulgação)

 

***

Não se sinta obrigado a fazer todas as substituições sugeridas. Elas são, pois, sugestões. Muitos usuários se viram bem com as soluções nativas que a Microsoft incorpora ao Windows. Como o objetivo é agradar o maior número de pessoas, algumas extravagâncias ou mesmo recursos úteis, porém mais avançados, costumam ser deixados de fora dessas aplicações nativas. É aí que as alternativas entram.

Se você discordar ou tiver outras sugestões de programas legais que substituem algum embutido no Windows, fale aí nos comentários.

6 comentários »

« posts anteriores
  • Rodrigo Ghedin

    Rodrigo Ghedin é bacharel em Direito e entusiasta de tecnologia. Já colaborou com diversos blogs e portais brasileiros de informática e com a Revista Oficial do Windows, da Editora Digerati. Atualmente é editor-chefe do blog/comunidade Gemind e colaborador (bem) esporádico do Gizmodo Brasil.

  • Últimos posts

    • Prepare-se para o Windows 8 Consumer Preview
    • Ainda não precisamos de um novo Xbox
    • Fundações em 2011, grandes novidades para 2012
    • Ano novo, PC novo (de novo)
    • Qual Windows Phone comprar no Natal?
  • Categorias

    • Dicas (7)
    • Hardware (3)
    • História (5)
    • Office (1)
    • Segurança (1)
    • Sem categoria (2)
    • Web (4)
    • Windows (11)
    • Windows Live (6)
    • Windows Phone 7 (5)
    • Xbox (4)
    • Zune (1)
  • Mais colunas

    • Baixatudo
    • Blogs
    • Fotografia
    • Gadgets
    • Google
    • Hardware
    • Internet
    • Jogos
    • Linux
    • Mac
    • Mobile
    • Negócios