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O enredo iPhônico em dez atos (ou como a Apple sempre nos passa a perna)

qui, 26/01/12 por Elis | categoria Smartphone

Primeiro ato: Vazam algumas informações para a imprensa, provenientes de uma fonte anônima, de que o protótipo de um suposto novo iPhone foi encontrado em algum lugar. Tal fonte revela que, sim, há indícios ainda não confirmados de que o desenvolvimento de um novo iPhone estaria sendo concluído e que muito em breve o mundo iria conhecer algumas novidades sobre a mais recente versão.

Mockup não oficial mostra iPhone 5 com tela maior

Segundo ato: fontes (anônimas) que tiveram acesso ao protótipo disparam críticas sobre o modelo; ele é cheio de bugs; tem defeito na antena; o design não é perfeito; há erros de concepção; ele virá novamente sem uma câmera sensacional; não terá USB sem cartão de memória; não é 4G; continua obrigando o usuário a seguir sofrendo com o iTunes; tem defeitos inconsertáveis. Como pôde a Apple criar um produto tão mal acabado?

Terceiro ato: um funcionário desleixado “perde” ou “esquece” o único protótipo disponível da empresa num boliche; ou um alto executivo tirou o aparelho dos cofres da fábrica para respirar “um arzinho”, mas ficou tão bêbado que o aparelho acabou escapando dos bolsos de suas calças. O dito funcionário estava bebendo sozinho, de tão cansado. Por sorte, o aparelho cai nas mãos do repórter de tecnologia de um grande blog, que por acaso frequenta o mesmo bar que o incauto funcionário da Apple. Ah sim: o funcionário doidão não aparece na imprensa nem é demitido. A Apple pensa em pagar alto pelo protótipo, caso se configure sequestro.

Quarto ato: começam a pipocar notícias sobre as novidades revolucionárias do novo iPhone. Desta vez a tela será muito maior – o aparelho terá display de 4, 5 polegadas e design mais fino; ele falará com o dono e dará conselhos sentimentais; projetará o teclado virtual na mesa ou nas palmas das mãos do usuário; terá um software muito mais potente e uma versão incrível do iOS. A imprensa especializada começa a especular sobre como a concorrência conseguirá barrar o inalcançável. Desta vez o Android perde; a Nokia e a Motorola terão de fechar suas fábricas. Será que a Samsung faz melhor?

Quinto ato: dias antes de mais um evento importante da Apple, a imprensa e os geeks começam a twittar e facebookear se indagando: “será que dessa vez sai um novo iPhone”? Será que ele aparecerá no dito evento ou teremos de nos contentar com mais uma versão de sistema com nome de bicho? Será que agora a Apple lançará, enfim, uma Jaguatirica em vez de um Leão ou um Leopardo? Do nada, um grande site de tecnologia lança um review completo do novo mimo. Sim, ele é incrível, é de fazer cair o queixo. De novo! Eles acertaram! Urrrruuuu!

Sexto ato: no tão comentado evento da Apple, perto das 9h41 da manhã o executivo top da empresa – desta vez, Tim Cook ou o espírito de Steve Jobs, falará “e tem mais uma coisinha…” e apresentará o novo iPhone, que surgirá na tela como uma espécie de manuscrito do Mar Morto ou as tábuas da Lei? Que é tudo isso e muito mais… faz pipoca, liga o micro-ondas pro dono sem que este perceba que está com fome; tem tela muito mais confortável com 856 mil cores; display que não quebra (na casa de quem, cara pálida?); uma nova versão de um desenho da Pixar e da Disney; parceria com gravadoras para incremento do catálogo do iTunes; é espelho e, de quebra, faz barba, cabelo e bigodes nos homens; para as moças, traz um kit de maquiagem da Mac (sacou?) de brinde e ainda por cima um aplicativo com um feixe de laser que… faz os pelos caírem imediatamente, pela raiz!

Sétimo ato: uma fila enorme de geeks se formana frente de todas as Apple Store do planeta. Mas há poucas unidades do aparelho – afinal, a fábrica da Apple na China tem pouquíssimos funcionários!

Oitavo ato: as operadoras de telefonia celular em todos os planeta só são liberadas para lançar e começar a vender o novo iPhone exatamente à meia-noite. Não há chororô e é preciso estar lá à meia noite porque o estoque se esgota em minutos.

Nono ato: nerds passam a noite nas filas, pegam chuva, ficam sem comer, mas saem vitoriosos com o saquinho na mão e, dentro, a caixa do novo iPhone, branquinha, sem manual. Um troféu. Fotos mil são publicadas nas redes sociais. Os sortudos ganham a chance de, durante alguns dias, sonharem em pegar alguém.

Décimo ato: o aparelho está à venda nas melhores casas do ramo pela bagatela de R$ 2 mil. Mas vale o preço. Afinal, ele substituirá a empregada, a peguete e fará o maior sucesso nas mesas dos bares. Você é o fodão, cara, tem um iPhone 5x! Por pouco tempo. Afinal, qualquer dia desses um outro funcionário vai sair da fábrica com um protótipo para passear. E vai beber…

 

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  • Elis Monteiro

    Elis Monteiro é jornalista especializada em Tecnologia e Telecom. Trabalhou no JB e no Globo. Mantém o blog Telefonia etc, tem coluna no Fórum PCs, é consultora de Mídias Digitais e palestra sobre cultura digital..

    Bia Kunze

    Dentista homecare e consultora em mobilidade, a “garota sem fio” Bia Kunze também é podcaster e comentarista da rádio CBN, além de dar palestras sobre mobilidade para empresas.

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