Jogos de ação

NOTA tt
8.3

Review Assassin's Creed 4: Freedom Cry

Assassin's Creed 4: Freedom Cry, novo DLC de Black Flag coloca o jogador na pele de Adewalé, ex Quartel-Mestre de Edward Kenway, que inicialmente se aventura em um assassinato templário. Confira o review completo do game.

Paulo Vasconcellos
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Assassin's Creed 4: Freedom Cry é o mais novo DLC da franquia da Ubisoft. Nela, o jogador é transportado a encarnar Adewalé, pirata que foi ex Quartel-Mestre de Edward Kenway, o pirata assassino. O Techtudo jogou o DLC e traz para você uma análise sobre esse novo conteúdo de Assassin’s Creed 4: Black Flag.

Confira o review completo de Assassin’s Creed 4: Black Flag

Assassins Creed IV: Freedom Cry (Foto: Divulgação)Assassin's Creed IV: Freedom Cry (Foto: Divulgação)


O outro lado da moeda

Adewalé, também chamado de Adé, que durante grande parte de Black Flag ajudou Edward Kenway em suas missões, se separa de seu amigo para iniciar uma missão pela causa assassina. Após ser treinado pelos credo dos assassinos, o pirata parte em direção às Índias Orientais após lutar contra uma frota de navios e naufragar em uma tempestade. Lá, ele conhece Bartienne, uma mulher negra dona de um bordel.

Após presenciar o regime que o governador De Fayet está aplicando aos seus irmãos escravos, Adewalé se interessa em participar de outras missões a pedido de Bartienne, ao mesmo tempo que descobre que o governador está trabalhando com um cientista francês que está quase descobrindo uma nova forma de navegação que dará ao Rei uma grande vantagem na guerra.

Bartienne é a nova aliada de Adewalé (Foto: Reprodução/Euro Gamer)Bartienne é a nova aliada de Adewalé (Foto: Reprodução/Euro Gamer)

Um ponto muito positivo neste quesito se dá à contextualização da história de Freedom Cry com Black Flag. Próximo ao final do jogo protagonizado por Kenway, podemos ver ele e Adewalé conversando um pouco após meses sem contato. Adewalé menciona o tempo que ficou com os assassinos – sem mencionar maiores detalhes como treinamento e missões dadas – e que está partindo para uma nova missão.

Alguns meses depois, recebemos Freedom Cry, cuja história gira em torno da “Nova missão” de Adewalé. O DLC não é tratado como parte paralela do jogo ou insere um personagem totalmente novo e sem nexo com a história, mas mostra aos jogadores o esmero da desenvolvedora em entregar um jogo cujo foco não era saturar o mercado, mas sim trazer bons conteúdos para os fãs.

Os mesmos gráficos exuberantes e o problema no som

Assassin’s Creed 4: Black Flag conseguiu trabalhar muito bem a parte gráfica do jogo, tanto em seus efeitos de partículas como água, fogo e fumaça, quanto nas expressões de seus personagens e construção de terreno. Em Freedom Cry não foi diferente, embora não tenha havido nenhuma inovação ou mudança após seu jogo principal, o DLC se mostra fiel na parte gráfica, onde durante nossa análise não foi encontrado nenhum bug.

Uma parte muita reclamada em Black Flag foi sua parte sonora, e infelizmente isso também foi trazido para Freedom Cry. Embora a dublagem em Português dos jogos seja uma grande conquista para o mercado brasileiro, o trabalho de tradução das falas dos personagens para nossa língua nativa foi tão desastrosa, ou mais do que o que foi encontrado em Black Flag. As dublagens dos personagens impacta tão negativamente no jogo que é capaz de em muitos momentos tirar totalmente o jogador de sua imersão.

Um exemplo que podemos utilizar se dá ao final do jogo, onde um personagem que está prestes a morrer fala com Adewalé. O jogador pode perceber nitidamente que o personagem em questão está gravemente ferido e teria muitas dificuldades em falar, contudo, a dublagem diz totalmente o contrário, mostrando o personagem falando com total eloquência e sem alteração na voz.

Adewalé possui um Bacamarte que consegue atingir vários inimigos de uma única vez (Foto: Divulgação)Adewalé possui um Bacamarte que atinge inimigos de uma vez (Foto: Divulgação)

Quanto aos efeitos sonoros, o problema ainda persiste. Em muitas cenas há ausência de efeitos sonoros, como uma música ou banda tocando no bordel enquanto muitos dançavam no salão, ou então durante a execução de algum inimigo. Em dado momento, nos escondemos dentro de um poço e o utilizamos para realizar um assassinato furtivo em um capataz. Quando Adewalé o puxou para dentro do poço, o som emitido por ele tinha duração e tom totalmente incompatíveis com a cena em questão. Era possível vê-lo caído morto ao fundo do poço, mas o som de seu grito ainda permanecia.

Todavia, nem tudo está perdido: neste DLC foram inseridas novas trilhas sonoras, que foram aproveitadas muito bem dentro da campanha. As músicas de fundo tratam-se de canções africanas, cada uma contextualizada com a situação que Adewalé passava no momento. Essa novidade no jogo, aliada ao desejo do assassino em salvar seus irmãos escravos das mãos do governador permitem ao jogador entrar de cabeça na proposta do jogo.

Ei, conheço esses comandos

Além da parte gráfica, outra parte de Freedom Cry que não possuiu inovação ou mudanças em relação ao jogo principal foi sua jogabilidade. Os mesmos comandos utilizados por Kenway são utilizados por Adewalé, sem mudança alguma. Mas, diferentemente de Edward que utiliza espadas, Adé utiliza um facão e um Bacamarte para executar seus inimigos, além das famosas Hidden Blades.

A jogabilidade repetitiva do DLC pode incomodar alguns jogadores que buscam um novo desafio ao jogar com o assassino, como velocidade de corrida diferente, força, movimentação e até execuções. Entretanto, a utilização da mesma jogabilidade pode ser justificada pelo treinamento de Adewalé, que foi o mesmo que Kenway recebeu durante sua estadia com os assassinos. As mesmas formas de execução, de furtividade e execução, tecnicamente, foram ensinadas a ambos.

Diversão em pouco tempo

É possível ajudar escravos a serem libertos assaltando leilões (Foto: Reprodução/Forbes)É possível ajudar escravos a serem libertos (Foto: Reprodução)

Por ser tratar de um DLC, é normal a duração da campanha ser muito menor em relação ao jogo principal. Durante nossa análise, foi possível zerar o jogo em menos de quatro horas, mas para compensar a campanha curta, o jogo disponibiliza um novo tipo de Side Quest (Missões Secundárias): Libertar escravos. Em muitos momentos – inclusive em nas missões principais – Adé precisará libertar seus irmãos escravos para que eles lhe ajudem na causa. Há diferentes formas de libertá-los: invadindo plantações e matando os capatazes, interrompendo um leilão, ajudando um deles que está ferido ou matar o perseguidor de um escravo que conseguiu fugir.

O jogo conta no total com nove missões bem distribuídas, que levará o jogador novamente aos emocionantes combates marítimos, aos furtivos assassinatos e aos silenciosos momentos de escuta de conversas entre inimigos.

Conclusão

Assassin’s Creed 4: Freedom Cry é, sem dúvidas, uma ótima aquisição que os jogadores poderão fazer. Com seu preço baixo em relação ao jogo principal, conteúdo originais e bem trabalhados, a diversão é garantida a todos fãs da série, mesmo que somente por algumas horas. Embora ainda haja erros a serem corrigidos, eles não tiram a magia que Assassin’s Creed traz em suas aventuras.

Qual o melhor Assassin’s Creed para começar a jogar? Opine no Fórum do TechTudo!

Nota TechTudo

NOTA tt
8.3
Gráficos
9
Jogabilidade
9
Diversão
9
Som
6

Prós

  • - História Contextualizada
  • - Músicas de Fundo
  • - Personagens carismáticos

Contras

  • - Dublagem pobre
  • - Efeitos sonoros dessincronizados
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  • Paulo Gomes
    2014-02-24T10:37:30  

    Muito bom ! Mas prefiro God of War !

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    • Paulo Gomes
      2014-02-24T10:37:30  

      Paulo Gomes ... Não se pode comparar GOW com tranqueira dessas néh!!! kkkkkkkkkkkk.

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    • Paulo Gomes
      2014-02-24T10:37:30  

      Paulo Gomes ... Não se pode comparar GOW com uma tranqueira dessas néh!!! kkkkkkkkkkkk.

  • José Filho
    2014-02-25T07:59:22  

    Não lembro do Kenway ter sido treinado pelos assassinos. Em que parte foi isso?

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    • José Filho
      2014-02-25T07:59:22  

      José Filho Em qualquer loja online que vende livros tem... Chama-se Assassins Creed: Bandeira Negra. Editora Galera.

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    • José Filho
      2014-02-25T07:59:22  

      Obrigado pela informação.

  • Luciano Nunes
    2014-02-26T18:38:26

    Uma coisa que eu nao gostei do DLC foi a falta das "Shanties" ou musicas que os piratas cantam no navio. Entendo que teria que desenvolver novas musicas para o DLC, mas eu ficaria feliz com as mesmas musicas do jogo principal. Navegar sem as musicas agora ficou meio sem graca.