Jogos de aventura

NOTA tt
9.0

Review Child of Light

Child of Light é um presente que a Ubisoft Montreal deu ao mundo como um dos RPGs mais belos vistos desde Final Fantasy. Confira a análise de TechTudo sobre este belo jogo.

Paulo Vasconcellos
por
em

Child of Light é o novo RPG criado pela Ubisoft Montreal. Lançado para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One, Wii U e PC, o jogo mostra a história de Aurora, que acorda em um mundo de Faz de Conta após supostamente morrer. Para retornar para casa, ela precisa enfrentar as criaturas das trevas e derrotar a Rainha da Noite, que roubou o sol, a lua e as estrelas. O TechTudo traz uma análise completa do jogo para você. Confira:

Child of Light: RPG inspirado em Final Fantasy 6 ganha data de lançamento

Child of Light (Foto: Divulgação)Child of Light (Foto: Divulgação)


História e Enredo

No ano de 1895, nasce a filha de um poderoso duque na Áustria. Aurora é seu nome e ela possui um belo cabelo ruivo. Infelizmente a mãe da jovem menina morre – ou pelo menos, é o que acreditam -, e o duque têm de cuidar de Aurora sozinho. Algum tempo depois, o coração do duque é enganado, e ele se apaixona novamente por uma mulher. Contudo, é na sexta-feira de Páscoa que o pior acontece: Aurora morre.

Após isso ocorrer, a pequenina acorda em um mundo mágico, habitado por criaturas poderosas e sombrias: um continente chamado Lemuria. Agora, Aurora precisa encontrar um jeito de voltar para casa e enfrentar a Rainha da Noite, a qual roubou o sol, a lua e as estrelas. Mas a pequena jovem não enfrentará esses perigos sozinho, ela receberá ajuda de várias aliados no decorrer do jogo.

Child of Light: história é contada como se fosse um livro de contos da fadas (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Child of Light: história é contada como se fosse um livro de contos da fadas (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

A imersão na história do jogo é espetacular. Embora possua alguns clichês de filmes, desenhos e até outros jogos mais antigos, a profundidade e relevância do enredo de Child of Light pega o jogador de surpresa. A cada nova área descoberta, o jogador embarcará em uma nova aventura, conhecerá novos povos e histórias que foram negativamente influenciados pelo mal da Rainha da Noite.

Logo no início do jogo e em outras partes da campanha é possível ouvir a voz de uma narradora contando a história de Child of Light para uma criança – que supostamente é o próprio jogador -, e uma das partes mais interessantes do jogo é a criação de seus diálogos, onde todos os personagens do mundo de Lemuria – inclusive a narradora – falam por meio de rimas em tom poético, fazendo com que qualquer um que esteja jogando ou assistindo fique ambientado com o enredo.

Uma obra de arte viva

Nos atrevemos a dizer que Child of Light é um dos RPG’s mais belos já vistos desde Final Fantasy. O jogo tem simplesmente um visual perfeito, e embora não possua efeitos e modelagens 3D, a belíssima arte gráfica do game faz o jogador esquecer esse detalhe.

Os traços e pintura de Child of Light são de tirar o folego (Foto: Reproduçõa/Paulo Vasconcellos)Os traços e pintura de Child of Light são de tirar o folego (Foto: Reproduçõa/Paulo Vasconcellos)

Os efeitos de partículas são excelentes, onde elementos como fogo e água possuem beleza impar e mecânica perfeita. Os eventos climáticos como ventania, por exemplo, mostrando o efeito que causa na personagem e no cenário, como o balançar de uma árvore, ou dos cabelos e vestido de aurora.

Os cenários dispensam comentários quanto a sua beleza. Todos os traços parecem terem sidos realizados a mão e pintados como nos livros de Contos de Fadas infantis, mostrando o esmero e dedicação de um time de arte muito habilidoso. Até mesmo Yoshitaka Amano – criador das artes conceituais da franquia Final Fantasy – criou um conceito artístico para o game.

Arte conceitual de Yoshitaka Amano (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Arte conceitual de Yoshitaka Amano (Foto: Divulgação)


Física e Jogabilidade

Child of Light é um RPG com combates baseados em turnos. O ponto negativo nesse tipo de luta geralmente é a demora nas batalhas, a falta de dinamismo e o fato de você não avistar os inimigos antes de iniciar a luta – chamado de Encontro de Passos, onde a cada X números de passos, um monstro surge.

Não obstante, Child of Light muda esse cenário, onde além de você poder avistar o inimigo que irá lutar, você também tem o poder de escolha se quer ou não lutar contra ele, com exceção dos bosses e inimigos que influenciam a campanha. Quanto aos combates, eles se tornam totalmente dinâmicos, pois você pode atrapalhar o tempo de carregamento do turno do inimigo, pode curar seus aliados e recarregar seus HP e MP. Tudo isso sem gastar uma ação de combate, somente no tempo de carregamento.

Child of Light: os combates além de dinâmicos, possuem belas animações (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Child of Light: os combates além de dinâmicos, possuem belas animações (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

Quanto aos controles, o jogador pode ficar um pouco confuso no começo do jogo até se adaptar a eles, uma vez que a protagonista Aurora é controlada utilizando as teclas direcionais ou W, A, S e D, enquanto Igniculus – o vaga-lume que ajuda a pequenina e realiza as ações dinâmicas mencionadas acima – é controlado pelo mouse. Mas não se preocupe, alguns minutos depois você já estará acostumado com a jogabilidade não só de movimento, mas também com os combates, que se tornam muito rápidos e dinâmicos.

A física também está presente em Child of Light. Embora Aurora seja uma menina capaz de voar, isso não as livra de outras leis da física, como por exemplo, durante uma ventania, onde ela é empurrada para trás, ou durante uma queda d’água, em que ela jogada para baixo. Mas não é somente em eventos climáticos que a física é encontrada. Ao empurrar uma caixa, há um peso que atrapalha Aurora, e ao subir em um galho, o peso de Aurora, mesmo que baixo, faz o galho descer.

Música para os ouvidos

Child of Light: narrativa e trilha sonora são espetaculares (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos) Child of Light: narrativa e trilha sonora são espetaculares (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

Se os gráficos de Child of Light são uma verdadeira obra de arte, a sua trilha sonora é uma melodia orquestral. Os efeitos sonoros, músicas e até a dublagem do jogo estão excepcionais. As músicas de fundo são tão imersivas e profundas que o jogador se sentirá no lugar de Aurora, sentindo seus medos e aflições. Belas combinações de piano e violino dão um leve tom melancólico ao jogo, que retratam perfeitamente a situação a qual Aurora e seus companheiros estão passando no momento.

O único ponto negativo neste quesito se dá ao fato de não haver muitas dublagens no jogo. Apenas a voz da narradora é dublada, enquanto a dos personagens foram trocadas por diálogos em texto. E falando em dublagem, aparentemente a Ubisoft aprendeu com seus erros em outros jogos, como Assassin’s Creed 4: Black Flag (como mencionamos em nosso Review do jogo), pois há uma melhora colossal na dublagem de Child of Light em relação ao jogo do assassino. Embora ainda hajam algumas arestas a serem corrigidas, a dublagem do jogo não deixa nem um pouco a desejar.

Divertido, mas não desafiador

Child of Light: novos desafios e ambientes são encontrados no decorrer do jogo (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Child of Light: novos desafios e ambientes são encontrados no decorrer do jogo (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

A medida que se avança na campanha de Child of Light, o jogador será posto a novas missões que o prenderão por um tempo até que se resolvam. Muita das vezes movido pelo desejo de encerrar a campanha, ou simplesmente pela curiosidade, o jogador se sente cada vez mais imersivo na história, fazendo sua motivação em continuar o jogo aumentar.

Child Of Light: todos os personagens falam por meio de rimas (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Child Of Light: todos os personagens falam por meio de rimas (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

Quantos aos diálogos do jogo, embora sejam totalmente em textos – o que poderia causar tédio e cansaço a alguns jogadores – ele se torna ao mesmo tempo divertido visto que todos os personagens do jogo falam por meio de rimas. Há até mesmo uma Bobo da Corte que lhe ajuda nas batalhas que não consegue rimar e é sempre corrigida pelos outros personagens.

Child of Light: os chefões não são difíceis de derrotar (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)Child of Light: os chefões não são difíceis de derrotar (Foto: Reprodução/Paulo Vasconcellos)

O ponto negativo nesta categoria se dá a falta de desafio que o jogo oferece. Jogadores mais assíduos de RPG perceberão que o jogo é muito fácil de jogar, onde nem mesmo os chefões e inimigos mais poderosos oferecem um desafio a mais para o jogador. O game possui duas dificuldades: Normal e Difícil, a qual o jogador deverá decidir qual irá preferir para começar a campanha. Durante nossa análise nós jogamos os dois modos e podemos dizer que não há diferencial tão grande nas duas dificuldades, o que nos remete a pensar que o público alvo do jogo seja pessoas mais jovens que queiram ter sua primeira experiência em jogos de RPG.

Conclusão

Child of Light é sem dúvidas um jogo belíssimo acompanhado de uma linda trilha sonora. Embora não possua desafios tão difíceis a se cumprir para um público veterano no gênero, a história do jogo, a diversão proposta e a dedicação do time de desenvolvimento em apostar em um novo título fazem de Child of Light uma ótima escolha de próximo jogo a se comprar.


Qual o melhor jogo da Ubisoft?
 Comente no Fórum do TechTudo!

Nota TechTudo

NOTA tt
9.0
Gráficos
10
Jogabilidade
9
Diversão
8
Som
9

Prós

  • - Arte gráfica excelente
  • - Trilha sonora e dublagem profunda
  • - Jogo totalmente traduzido para Português
  • - Enredo e personagens envolventes

Contras

  • - Falta de desafio
Seja o primeiro a comentar

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

recentes

populares

  • Valter Queiroz
    2017-03-25T19:18:25

    Eu gostei tanto do jogo que usei o poema do início da aventura de Aurora em minhas aulas de português. Lindo mesmo!

  • Jean Oliveira
    2016-10-28T02:19:42

    O jogo é tão lindo que escolhi ele pra apresentar na aula de direção de arte do curso de games que eu faço.

  • Marcos Carvalho
    2014-05-15T15:58:31

    eu li uma resenha bem legal em bailedosenxutos . com porque ela está feita toda em versos.

  • PEDRO SIMÕES
    2014-05-09T11:15:49

    e sobre o fator replay do jogo??

  • Juliano Lucio
    2014-05-08T13:50:20

    Fala galera, o jogo parece muito bom, estou baixando ele hoje, mas será que fui o único a achar o conceito parecido com o Puppeter??? o qual recomendo a todos por sinal.

  • Hugo Fraga
    2014-05-07T19:22:15

    Muito bom, e diferente

  • Gabriel Silva
    2014-05-07T12:23:13

    lindo jogo... adorei !!!!