Jogos de aventura

NOTA tt
9.0

Review Disgaea D2: A Brighter Darkness

O game é um RPG de estratégia com jogabilidade semelhante a Final Fantasy Tactics, mas que adiciona uma quantidade enorme de mecânicas novas.

Dário Coutinho
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Disgaea D2: A Brighter Darkness é o terceiro jogo da série de estratégia para PlayStation 3. O RPG possui um sistema de combate semelhante ao de games como Final Fantasy Tactics, porém se destaca pelo seu humor nonsense e animações trabalhadas, principalmente durante os combates. Para comemorar os 10 anos da franquia, a produtora trouxe de volta o trio original do primeiro jogo da série. Veja o que agrada e o que desaponta em A Brighter Darkness.

Disgaea Dimension 2 ou Disgaea D2 (Foto: Divulgação) (Foto: Disgaea Dimension 2 ou Disgaea D2 (Foto: Divulgação))Disgaea Dimension 2 ou Disgaea D2
(Foto: Divulgação)

História com muito humor

Disgaea D2: A Brighter Darkness traz de volta o trio original: Laharl, Etna e Flonne. Laharl é o demônio líder do sub-mundo apesar de ser apenas um garoto. Contudo, a maioria dos outros demônios não o respeita e um grupo chamado “Krichevskoy Faction” tenta derrubá-lo do posto de Overlord, culpando-o pelo aparecimento de flores celestiais no Submundo.

Laharl é o típico garoto impulsivo e com aspirações de grandeza, e não mede qualquer consequência dos seus atos. Ele é acompanhado por Etna, uma garota-demônio que o serve, mas implica muito com ele. Junto deles está uma outra personagem. Flonne é um anjo na forma de uma doce menininha que acredita na força do amor. Entretanto, Flonne tem gostos estranhos para sua idade, como ser viciada em séries de tokusatsu. Ela também costuma ser violenta, às vezes, fato que a levou a ser expulsa do paraíso e cair no Submundo.

Disgaea D2 tem enredo sem noção (Foto: Divulgação)Disgaea D2 tem enredo sem noção (Foto: Divulgação)

O clima sério, de tentativa de golpe de estado, passa despercebido devido ao humor sem noção de Disgaea D2. Laharl é em parte culpado pelas flores celestiais, plantadas por sua amiga, Flonne. Exagerado, o garoto quer resolver o problema lutando com quem aparecer na frente dele. Segundo ele, tudo pode ser resolvido na base do tapa, pois o mais importante é o fato de todos respeitarem sua autoridade.

Uma parte da diversão em Disgaea D2 está nesse enredo escrachado. Muitas situações malucas ocorrem no decorrer da história, como a mudança de sexo de Laharl, que acorda em um momento e percebe que virou uma garota. Há também muitas referências a jogos japoneses como Metal Gear Solid, jogos de luta e até filmes como Godzilla.

Jogabilidade intrincada

A despeito das vozes infantis e visual animê, Disgaea D2 esconde um intrincado sistema de combate que envolve muita estratégia. Como dito antes, o jogo é semelhante a títulos como Final Fantasy Tactics, no qual o cenário parece um tabuleiro e os personagens se movimentam em blocos.

Também como em outros jogos do gênero, os combates são em turnos e elementos como altitude e variação do terreno influenciam nos ataques, podendo até impossibilitá-los. Atacar inimigos em partes mais altas do cenário resulta em danos inferiores. Da mesma forma, atacar um inimigo pela lateral ou pelas costas, pode aumentar o dano. Como os combates são em turnos, é preciso antecipar as jogadas do inimigo para se posicionar de forma vantajosa.

Ataques especiais chamam a atenção pelos efeitos (Foto: Divulgação)Ataques especiais chamam a atenção pelos efeitos (Foto: Divulgação)

Disgaea D2 vai além do básico e adiciona muito ao gênero de jogos táticos de RPG. O título possui um sistema de zonas, onde alguns locais no cenário ficam marcados com cores durante os combates. Esses locais proporcionam um “Boost”, que pode variar conforme a cor, a favor do jogador ou não. Outro diferencial é o sistema de ataque em forma de “torre”, em que o jogador pode amontoar personagens, uns em cima dos outros, para formar combos ou golpes especiais.

Como se não bastasse os ataques em “torres”, Disgaea D2 acrescenta como novidade na série um sistema de montaria. Personagens humanos podem montar em monstros e aumentar status de ataques. Além disso, a quantidade de personagens jogáveis e duas subdivisões em classes chama a atenção. O jogador pode recrutar monstros que derrotou ou os adoráveis prinnies, ajudantes que mais parecem pinguins. Assim como os protagonistas do jogo, todos os outros personagens possuem muitos níveis para evoluir e habilidades para desbloquear.

Cada personagem possui uma vasta quantidade de ataques e o jogo ainda permite a combinação com dois ou mais guerreiros formando golpes exclusivos. Disgaea D2 ainda conta com um sistema para criar novos personagens, pegando emprestado aparência, roupas e habilidades de outros já existentes. As possibilidades de criação são grandes e permitem ao jogador soltar a criatividade.

Disgaea Dimension 2 conta com um sistema para criação de personagens (Foto: Divulgação)Disgaea Dimension 2 conta com um sistema para criação de personagens (Foto: Divulgação)

Porém toda essa variedade bem calibrada tem seu potencial possivelmente desperdiçado pela ausência de qualquer jogabilidade online. Disgaea D2 é um trabalho incrível de estratégia, com uma métrica bastante apurada, o que permitiria ótimas partidas online. Contudo, o game não apresentada nada disso, resumindo sua interação online aos troféus da PSN.

Visual animê

Disgaea tem um visual que lembra os desenhos animados japoneses. O segundo jogo da série até ganhou seu próprio animê em 2006, então não é de se estranhar que a produtora continuasse apostando neste estilo. O visual é bonito, mas não chega a impressionar quem já acompanha a série de longa data, ficando muito parecido com outros jogos da franquia para Playstation 2 e 3.

Faltaram animações de transição, como em Disgaea 4. Tal impressão é causada pelo encerramento de alguns capítulos, que lembram as partes finais de um animê com “cenas do próximo episódio”. Tais cenas ficariam muito melhor animadas.

Disgaea D2: A Brighter Darkness (Foto: Divulgação) (Foto: Disgaea D2: A Brighter Darkness (Foto: Divulgação))Disgaea D2: A Brighter Darkness (Foto: Divulgação)

O destaque do jogo na parte gráfica é a qualidade da animação, principalmente durante golpes elaborados. Como um que monta um tribunal no jogo e o inimigo é “condenado”. O trabalho de animação impressiona pela quantidade de quadros por segundo, para cada personagem dentre as centenas que existem no jogo. Isso demonstra como o título foi bem trabalho. O resultado desse esmero é instigar a curiosidade do jogador para testar cada um das milhares de combinações de ataques.

Disgaea D2: A Brighter Darkness pode ser encontrado com dublagem e legendas em inglês, em sua versão para o ocidente. A dublagem norte-americana ficou ótima, trazendo vozes condizentes com a idade e perfil dos personagens, como a voz fofinha da Flonne.

Conclusão

Para quem gosta de games como Final Fantasy Tactics, Disgaea D2: A Brighter Darkness é obrigatório. O game eleva a estratégia a um novo nível de complexidade e, mesmo quem não curta o humor nonsense ou a história maluca do jogo, não irá se decepcionar com o sistema de combates. A quantidade de personagens jogáveis e combinações impressiona, gerando ataques especiais que adiconam novas possibilidades aos combates.


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Nota TechTudo

NOTA tt
9.0
Gráficos
8
Jogabilidade
9
Diversão
9
Som
8

Prós

  • - Combinações de ataques especiais
  • - Sistema de criação de personagens
  • - Enredo bem humorado

Contras

  • - Falta de jogabilidade online
  • - Ausência de animações em desenho animado
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