Câmera

NOTA tt
8.8

Review FujiFilm XQ1

A XQ1 é uma compacta da FujiFilm que veio para matar as saudades dos amantes das famosas compactas analógicas munidas de película. Sem perder a qualidade das concorrentes de última geração, ela chegou por R$ 1.599. Vale o preço? Confira o review

Luciana Maline
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A XQ1 é uma pequena, porém, bem notável câmera compacta da FujiFilm. Em sua lista de atributos, o destaque por ser portátil sem perder a delicadeza do design retrô. Para somar às escolhas felizes da marca, ela ainda conta com um leque de possibilidades para o usuário exercer a sua criatividade, além de um sensor X-Trans CMOS II de 12 megapixels que garante a qualidade da imagem. Porém, apesar do conjunto de vantagens, será ainda vale investir R$ 1.599 em uma compacta em tempo de concorrência com belas câmeras de celular? Confira o review e tire as suas próprias conclusões. 

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FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Design

A FujiFilm investiu em construir uma câmera de bolso, sem deixar de lado o porte, e fez bem a sua função. Com 100 mm de largura, 58,5 mm de altura, profundidade esbelta de 33,3 mm e o peso pena de 206 g, ela pode rodar na bolsa de forma discreta, sem gerar desconforto no transporte e está sempre à mão. 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A câmera da FujiFilm se destaca por caber nos mais diversos lugares (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Aliás, por falar em mão, com apenas uma delas já dá para realizar cliques de forma segura e sem gerar fotos tremidas. Com isso, o fotógrafo pode alcançar ângulos mais variados e, logo, fotos mais criativas. Ponto a favor da marca.

Na frente, ela é composta por uma lente Fujinon clara (F1.8) que, assim que a câmera é ligada, já se projeta para a frente em duas camadas de zoom. Ela é circulada por um anel de controle personalizável que, por sua estrutura repleta de "ranhuras", acaba acumulando poeira. Acima, somente o AF e a marca da câmera como assinatura, nada além. Aliás, diga-se de passagem, a frente "limpa", sem excessos visuais foi uma escolha fina e de bom gosto da FujiFilm. 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A XQ1 possui duas versões, uma preta e uma em prata (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Para compor a sensação de memória das câmeras analógicas e suas películas, lançadas nos anos 60, a FujiFilm escolheu a frente rugosa para o seu modelo em preto. Já na versão prata, a companhia optou por uma frente completamente lisa, que acabou por dar um tom um menos vintage à marca e mais similar ao que é visto nos dias atuais.

Já a sua parte traseira é composta em sua maior parte pelo display de LCD com 3 polegadas e brilho regulável, que varia de zero a cinco para positivo ou negativo. No fim, o resultado fica bom e, somado ao alto contraste e o bom ângulo de visão, ela faz bem as vezes de visor. Sua estrutura também parece resistente e não quebrar com facilidade diante das quedas ou colisões. Mesmo assim, nunca é bom abusar. 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A traseira da FujiFilm XQ1 possui um monitor de 3 polegadas (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Em seu lado direito, o botão centralizado de Menu/Ok, onde também pode ser regularizadas as funções fotografia Macro, ativação de temporizador de 10 ou 2 segundos, presença ou ausência de flash, exposição, variável de -3 a 3, e lixeira. Ele é pouco maior do que os demais, porém, o suficiente para caber diferentes tipos de dedo e gerar maior conforto e precisão aos mais diferentes tipos de usuários. Acima e à direita dele, o botão de play e, à esquerda, o de gravação de vídeo.

Abaixo, à direita, o de retorno/ativar informações do display, ao lado do E.Fn voltado para personalizar o anel presente na lente ou acesso rápido ao Wi-Fi. Por sinal, tal acesso imediato é um grande agravante para a experiência intuitiva, já que, após a foto retirada, o usuário poderá enviá-la de forma fácil e rápida, sem ter todo aquele processo de procura interna em menus e mais menus.

Ainda na traseira, em sua parte superior, ela conta com um compartimento emborrachado, ideal para o encaixe do polegar na hora do disparo. Mais um fator para somar a boa experiência e segurança na “pegada” da câmera, que já conta com uma lente clara, um estabilizador, a leveza e, claro, o resultado não poderia ser outro senão qualidade. 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)Ela garante uma boa pegada e acesso fácil aos botões do menu (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Na parte de cima, o botão On/Off que, mesmo bem restrito em tamanho, apresenta uma elevação adequada para que não haja necessidade de pressionar em excesso para o comando ser realizado. Ao lado dele e bem superior em tamanho o botão de disparo, circulado por uma chave de zoom de movimentos leves e respostas rápidas. Mais pegado a lateral, porém, não muito longe ao disparo, o menu operacional da câmera, em formato circular.

Trata-se de um famoso círculo robusto, comum a grande maioria das câmeras presentes no mercado, mas, neste caso, o formato é coerente a dinâmica delicada presente em toda a câmera. Ele também possui uma estrutura de traços verticais regulares, semelhante ao anel, e sofre o mesmo problema: acúmulo de pó e uma tremenda dificuldade na hora de tirar.

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A FujiFilm XQ1 vista de cima (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Nele, o usuário poderá escolher se as fotos tiradas serão em P (ajuste programado), S  (definição manual da velocidade do obturador), A (definição manual da abertura do diafragma), M (modo manual) , C (modo de fotografia personalizado) , SP (Panorâmica), Filter (aplicação de filtros), Automático e, por fim, SR+, ( automático avançado, que te ajuda a definir o melhor modo para realizar aquela foto). 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)O dial com configurações principais da câmera (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


No extremo oposto, o flash embutido, um ponto que chama a atenção logo de cara por ser uma boa escolha e não muito comum. Ele é acionado por uma pequena chave próxima e facilmente encontrada.  Na face direita, entrada USB, com proteção cotidiana, sem muito mistério.  

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)O flash da XQ1 é embutido e pode ser facilmente acionado quando necessário (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Para fechar o design bem pensado da FujiFilm, a base é composta pela proteção para a bateria, que divide compartimento com espaço para cartão de memória Macro, bem próximo da entrada HDMI. 

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A bateria da FujiFilm XQ1 é bem protegida e divide o compartimento com espaço para o cartão de memória (Foto: Luciana Maline/TechTudo)



Desempenho

Desde o ato de ligar, a XQ1 já mostrou que veio com tudo para gerar uma boa experiência ao usuário. Primeiro, por sua rápida resposta e dinamismo bem auxiliados pelo conjunto processador EXR II mais sensor X-Trans CMOS II de 2/3 polegadas e 12 megapixels. O resultado também se reflete no imediatismo na hora do clique e na competência do foco automático, ou seja: você aperta o botão e, pronto, imagem congelada, sem correr aqueles conhecidos riscos de "tremidas". 

Ainda sobre as possibilidades trazidas por esse conjunto, a fidelidade de tons, sejam eles de cores quentes ou frias, além dos recursos abaixo:

Balanço de Branco

Ela oferece 10 opções de configuração de balanço de branco em um leque bem completo, perto do que se encontra por aí. São elas: Automático, Personalizável, Temperatura de cor, Bom tempo, Sombra, três modalidades de Luzes Fluorescentes, Incandescente e Subaquático. No modo automático, ela é capaz de bater o branco de forma inteligente e alcança um desempenho ok, sem muito a se reclamar. Como recurso criativo, apesar de algumas diferenças serem bem sutis, eles ainda podem funcionar como filtros de cor.  

Comparação entros os balanço de branco na XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)Comparação entre os os balanço de branco na XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

Mas, o mais legal dela está na capacidade de se regular a temperatura de cor, função não muito comum de ser vista em compactas. O usuário pode regular entre 10.000K e 2500K e, com isso, consegue ser bem mais preciso em sua intenção na coloração da foto, gerando efeitos de tom excelentes, principalmente em imagens em alta exposição.

Sensibilidade (ISO)

A XQ1 apresenta um bom intervalo entre as possibilidades de ISO. O usuário tem a liberdade de selecionar 18 formas de sensibilidade, que variam de 100 a 12.800 ou, os que não querem se preocupar com esse tipo de regulagem, principalmente em ambientes de luzes muito diversas, podem optar pelo modo Automático, que chega a 3.200. Não há muito o que se reclamar da oferta automática e, durante os testes, ela funcionou bem tanto em fotos noturnas quanto diurnas.

Diferença de ISO da XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)Diferença de ISO da XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Nas escolhas manuais, entretanto, os resultados foram os esperados: quanto maior o ISO, maior a presença de grãos e prejuízos na saturação da cor e contornos. Isso pôde ser bem notado quando o ISO máximo, de 12.800, foi utilizado em comparação aos demais: tom cinzento e grãos mais marcados.

Manual

Para gerar maior autonomia entre os entendidos do assunto, a FujiFilm traz três opções que possibilitam ao usuário dar intenção à foto; ele pode optar por regular só a abertura do diafragma (S), ou só o tempo do obturador (A), ou ambos (M). No modo manual completo, o usuário tem disponível na tela, ao lado direito, um fotômetro e, abaixo da imagem, os valores de abertura, velocidade e ISO. 

Disso, o único problema é a dificuldade em configurar os três ao mesmo tempo: o usuário pode alterar a velocidade e optar por regular o valor do ISO no anel presente na tela, por exemplo, mas, para regular a abertura do diafragma, o processo não é direto e deve-se acessar um botão no Menu com o fim de modificar o referencial de controle.

No mais, dá para fazer imagens bem interessantes, com uma velocidade de 1/4000 a 4 segundos, capaz de congelar movimentos rápidos até aplicar técnicas de light-painting, em contexto apropriado.

Zoom 

Zoom 16x foto tirada com a XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)O zoom 16x da XQ1 traz ótimos resultados (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Apesar de não possibilitar o intercâmbio de lentes, o usuário não precisa se preocupar tanto em estar próximo ao objeto para obter boas fotos. O zoom pode chegar a 16x em sua versão digital e 4x na óptica. Durante os testes, ela realmente se manteve fiel ao que se propõe e, em condições de iluminação razoavelmente boa - como o entardecer de um dia de sol - ele não gera ruídos e não prejudica a nitidez após a aproximação, sem contar com a real possibilidade de corte. Os usuários que apostam no zoom como um diferencial na hora de comprar uma câmera, acreditem, a XQ1 não lhes deixarão na mão.

FujiFilm XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A FujiFilm XQ1 possui uma Fujinon que faz zoom super bem (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Flash

O flash de cabeça fixa, comum às compactas, é um recurso aceitável para os ambientes de baixa iluminação, porém, deve ser tratado como, apenas, um compensador de luz, não um recurso criativo. Com a câmera da FujiFilm, não é diferente. O flash da XQ1 é embutido e alcança resultados práticos comuns: iluminação restrita ao primeiro plano e modificações no balanço de branco, além do “achatamento” do objeto fotografado. Mas, não se pode negar; ela evita imagens tremidas e garante alguma definição de seus contornos

Vídeo

No quesito vídeo, a XQ1 também alcança nota alta, dentro do que se propõe. Ela filma em Full HD (1920 x 1080) e, em seu aproveitamento máximo, grava em até 14 horas contínuas. Na prática, ela consegue fazer os procedimentos básico com certa agilidade, como medir a luz, aplicar o balanço de branco adequado e foco automático. Todos esses fatores, em conjunto, geram um bom resultado em vídeos que necessitam de mudança rápida de ambiente. 

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Aliás, para isso, ela também tem um bom estabilizador de imagem, que evita tremidas durante o processo. Nos testes, ela funcionou bem tanto em caminhadas, quanto em subidas de escadas e até em carros em movimento.

Assim como em fotos, ela também disponibiliza uma linha cuja influência é o horizonte, recurso que ajuda bastante a não deixar os quadros tortos e só perceber depois. Também não há o que reclamar de seu microfone; captação limpa e sem ruídos, mas, vale lembrar que seu alcance não é dos maiores.

Recursos criativos

A base dos recursos criativos que a câmera oferece está em sua oferta de filtros e, com isso, algumas marcas autorais alcançadas somente em edição por Photoshop podem aplicados na hora do disparo. São 13 filtros ligados a intensidade de luz e saturação de cor. Um deles, inclusive, é capaz de selecionar somente uma cor (Vermelho / Laranja / Amarelo / Verde / Azul / Roxo) para destaque e deixar o resto em PB, e o resultado fica bem legal. 

Foto tirada com XQ1 filtro (Foto: Luciana Maline/TechTudo)Foto tirada com XQ1 na opção de filtro (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


Aos saudosos da película, a FujiFilm preparou uma série de filtros especial, que simula a coloração presente em famosos filmes da marca, como o Velvia e o ASTIA. Claro que os resultados não são idênticos, até porque, o material e os referentes de visão são bem diferentes, mas dá bem para refrescar a memória e sentir o gostinho. 

Foto tirada com a XQ1 (Foto: Luciana Maline/TechTudo)A pamorâmica desta câmera faz bem o que se propõe (Foto: Luciana Maline/TechTudo)


A opção panorâmica também é bem legal; mostra o procedimento de forma didática e o tempo entre a captação de uma imagem e sua sequente era bom, sem pressa. Tudo isso evita (e muito!) a sobreposição de imagens. À exemplo, em todas as fotos tiradas durante os testes, nenhuma delas houve sobreposição.

Compartilhamento

O conjunto de recursos de transmissão de dados da XQ1 é mais um ponto a somar ao interessado no modelo. Além da transmissão via cabo USB, ela também oferece um competente transporte via Wi-Fi. O usuário pode conectar de seu desktop pela rede interna da XQ1, sem necessidade de ID ou senha, ou baixar o aplicativo FujiFilm Camera Application em celulares e tablets com Android ou iOS.

O procedimento é bem fácil e rápido: baixou o app, fez o pareamento e as imagens já aparecem no display do gadget. Aos viciados que curtem compartilhar com os amigos as fotos nas redes sociais, mas não contam com um boa câmera de celular, está aí uma boa solução. 

Custo-benefício

A XQ1 chegou ao Brasil pelo salgado valor de R$ 1.599 e isso, inegavelmente, tende a deixá-la no meio do caminho de seu padrão de consumidor. Seus resultados são muitos bons, mas, os que desejam uma compacta para tirar boas fotos no automático, podem encontrar modelos por até menos de R$ 1.000. Para quem quer qualidade em fotos manuais, acham semiprofissionais de porte de primeira ou segunda mão pela mesma margem de preço, mas com vantagens em sensor, lentes intercambiáveis, entre outras vantagens.

O ponto que, talvez, justifique pagar esse valor é a parceria entre portabilidade (que não deve ser confundida com resistência) e qualidade gerada pela máquina. Então, se você deseja uma compacta de bolsa, bonitinha e cheia de qualidade e recursos (e pode investir nisso), a compra é mais que recomendada. Caso contrário, aguardar uma promoção pode ser a melhor solução.

Tabela informativa FujiFilm XQ1 (Foto: Arte/TechTudo)Tabela de especificações da FujiFilm XQ1 (Foto: Arte/TechTudo)






Nota TechTudo

NOTA tt
8.8
Qualidade da Imagem
9
Peso/Tamanho
10
Funcionalidades
9
Custo-benefício
7

Prós

  • Design retrô
  • Portabilidade
  • Sensor de qualidade
  • Ofertas de compartilhamento

Contras

  • Preço
  • Botões frágeis
  • Fácil acúmulo de poeira
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