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NOTA tt
8.5

Review Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom

Sequência do RPG de sucesso tem tudo para agradar aos fãs de anime.

Thomas Schulze
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Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é a aguardada sequência da série desenvolvida pela Level-5 e publicada pela Bandai Namco. Com versões para PC (download via Steam) e PS4 - ainda sem previsão de lançamento para Nintendo Switch e Xbox One -, o jogo tem gameplay tradicional de RPG, com destaque para a estética similar a de um anime do Studio Ghibli. Confira nosso review completo com prós e contras de Ni no Kuni 2.

Ni no Kuni 2: Revenant Kingdom ganha trailer com mais de 15 minutos de gameplay

Um anime interativo

O primeiro Ni no Kuni ganhou notoriedade por vários aspectos. Além de um ótimo RPG com méritos próprios, sistemas de combate e gameplay, Wrath of the White Witch se destacou pela parceria firmada com o Studio Ghibli, um dos principais nomes em animação. 

Responsável por clássicos como "Meu Amigo Totoro" e "A Viagem de Chihiro", o estúdio agregou ao game um valor artístico sem precedentes. Embora a parceria não se repita em Revenant Kingdom, dá para notar que muito do “DNA” original foi mantido, tanto no estilo de jogo como na identidade visual. Velhos fãs se alegrarão ao ver mais um título com cara de anime!

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)Ni no Kuni II: Revenant Kingdom não foi feito pelo Studio Ghibli, mas ainda parece algo vindo da produtora (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Lutando pelo seu reino

Na aventura, seguimos o príncipe Evan centenas de anos após a jornada do primeiro jogo. Após uma traição tirar o menino do trono, ele escapa com a ajuda de Roland e, juntos, ambos trabalham para retomar o reino.

Posteriormente, mais aliados são liberados para ajudar a dupla em sua jornada. Ainda que o controle só seja possível sobre um personagem por vez, é apenas uma questão de tempo até que o jogador precise gerenciar equipes em campo de batalha. Felizmente, a maioria dos personagens é memorável, com bons golpes e personalidades.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)Evan precisa restaurar seu reino recrutando aliados pelo caminho em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)




Interface limpa e elegante

Além das armas adquiridas e habilidades aprendidas na progressão natural da trama, há outros aliados valorosos que fazem diferença nas lutas. Os Higgledy, por exemplo, são pequenos auxiliares que servem de suporte constante tanto no ataque como na defesa, já que são capazes até de curar o dano causado nos combates.

Há uma boa variedade de Higgledies espalhados pela campanha principal, então é divertido, útil e interessante recrutá-los para tornar as batalhas de Ni no Kuni 2 mais estratégicas. Os combates acontecem em tempo real, mas como a interface é limpa e não há muitos menus para se preocupar na hora da ação, tudo é bem imersivo e fácil de acompanhar.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)Ni no Kuni II: Revenant Kingdom tem combates em tempo real com muita fluidez  (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Doce variedade

A jornada de Evan para formar um novo reino começa realmente do zero. Dessa forma, além dos elementos tradicionais de RPG, há ainda uma boa dose de administração e gerenciamento em Ni no Kuni 2.

Para criar um reinado próspero, o jogador precisa contratar desde ferreiros até lojistas e agricultores para montar o castelo, plantações e estabelecimentos. Gerenciar é um ótimo atrativo que complementa bem a campanha principal. Isso é importante, já que ela não é muito extensa: em pouco mais de 35 horas é possível zerar o game, sem contar as missões paralelas.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)É divertido reerguer todo um reino a partir da estaca zero em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Fácil demais

O maior problema de Ni no Kuni 2 é a dificuldade - ou melhor, a quase completa falta dela. Como o jogo nunca fica desafiador, ele acaba se tornando um pouco entediante e "automático", já que exige muito pouco do jogador.

O próprio sistema de progressão é automático, então não é preciso se preocupar com os atributos dos heróis. No máximo, vale a pena usar o recurso Tactic Tweaker para filtrar quais vantagens sua equipe terá nas lutas. Com ele, é possível atribuir pequenos boosts, mas isso não faz tanta diferença quanto deveria.

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é tão fácil que podia entediar o jogador mais exigente (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Inimigos bem amigáveis

Além de não ser preciso se preocupar com pontos de experiência e customização, antes mesmo de entrar em lutas já é possível observar se os inimigos são mais fortes ou mais fracos que seu grupo.

Com isso, as chances de perder uma batalha são tão reduzidas que, em vez de incentivar o jogador a pensar, como a maioria dos RPG no mercado, Revenant Kingdom estimula a preguiça. Sem confrontos interessantes, os atrativos se limitam aos aspectos artísticos do jogo, como seu visual e som. Eles, sim, são um verdadeiro espetáculo!

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)É possível perceber se os inimigos são mais fortes que você antes de entrar em uma luta em Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Artisticamente brilhante

Joe Hisaishi, um dos compositores mais conhecidos do Japão e do mundo dos animes, ficou responsável pela trilha sonora de Ni no Kuni 2 - e seu trabalho é simplesmente magnífico.

O jogo ostenta uma das melhores trilhas sonoras desta década em videogames e vale a pena parar um pouco a aventura só para apreciá-la. Da mesma forma, o visual em cel shading casa perfeitamente com o áudio e transmite a atmosfera lúdica e aventuresca perfeita!

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)Ni no Kuni II: Revenant Kingdom conta com uma trilha sonora maravilhosa do mestre Joe Hisaishi (Foto: Reprodução/Thomas Schulze)


Conclusão

Ni no Kuni II: Revenant Kingdom é um jogo de RPG bem legal, que conta com um gameplay simples e intuitivo em seus combates. Apesar de a campanha principal ser mais curta que a média do gênero, há uma boa variedade de missões paralelas e atividades de gerenciamento para entreter o jogador. O baixo desafio poderia tornar o game tedioso, mas sua incrível arte e trilha sonora soberba elevam a qualidade do produto. Revenant Kingdom é ideal para fãs de anime e JRPGs!

Ni no Kuni 2 é o melhor RPG para PC? Comente no fórum do TechTudo!

 

Nota TechTudo

NOTA tt
8.5
Gráficos
10
Jogabilidade
6
Diversão
8
Som
10

Prós

  • Trilha sonora de Joe Hisaishi;
  • Linda direção de arte;
  • Interface limpa e intuitiva.

Contras

  • Muito fácil;
  • Campanha curta.
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