Jogos de ação

NOTA tt
7.8

Review Skyhill

Skyhill traz uma mecânica simples e desafiante, mas acaba se perdendo na repetição. Confira a análise.

Tais Carvalho
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Skyhill é um jogo independente de ação e sobrevivência, desenvolvido pela produtora russa Mandragora e disponível para Windows, Mac e Linux. O título aposta na mecânica simples e jogabilidade desfiante para criar momentos de tensão e suspense. Mas, apesar da premissa interessante e visual carismático, Skyhill se perde entre momentos de diversão e repetição. Confira a análise completa.

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Os degraus da sobrevivência

À primeira vista, Skyhill pode parecer um título de terror. Mas essa impressão fica apenas no visual dos monstros e mutantes do game, já que a jogabilidade é muito mais voltada para o gênero RPG e roguelike. Seguindo à risca a fórmula dos jogos de sobrevivência, o objetivo é manter-se vivo com recursos limitados.

Explode os 100 andares do hotel Skyhill (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Explode os 100 andares do hotel Skyhill (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)

Em meio à Terceira Guerra Mundial, o jogador assume o papel de Perry Jason, que acredita estar seguro e escondido na suíte de luxo no hotel Skyhill. No entanto, os ataques com armas biológicas atingem o prédio a mutantes agressivos invadem e dominam o estabelecimento. Jason poderia continuar escondido se não fosse por um detalhe: os recursos estão acabando. Para sobreviver e não morrer de fome, ele deve atravessar os 100 andares da hospedaria em busca de materiais e comida.

Morrendo de fome, literalmente

A jogabilidade de Skyhill é simples e intuitiva. No game, o jogador deve estar atento em quando e onde explorar. O jogo começa no 100° andar do hotel, na suite de Jason, e os cenários são gerados aleatoriamente. Ou seja, a localização de salas e objetos será sempre diferente a cada partida. Sendo assim, sobreviver durante a jogatina se torna um misto de estratégia e uma pitada de sorte, o que instiga o usuário a continuar explorando.

A movimentação do personagem e a coleta de itens é feita apenas no clique do mouse. Jason começa em um sala VIP, que serve como base para o jogador e o local pode ser aprimorado, assim como os itens do inventário, como armas, comida e ferramentas. O que garante bônus e mais chances de sobrevivência. Além disso, também há liberdade de exploração. Cada andar tem três salas que podem ser abertas ou não. Tudo depende de como você quer gastar seus pontos de comida.

Explorar é essencial para descobrir alimentos e itens (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Skyhill: explorar é essencial para descobrir alimentos e itens (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)

Pontos estes que são muito importantes. O protagonista tem dois medidores, um de saúde e outro de fome. O mais comum seria pensar que o primeiro é mais importante, mas Skyhill contraria essa lógica. Jason perde uma pontuação de comida para cada sala que percorre, e isso faz com que os alimentos se tornem prioridade. Aliás, quando a barra chega a zero, ele literalmente começa a perder saúde e morre de fome. 

No quesito realidade, Skyhill se perde um pouco – já que Jason sente fome a cada passo – mas o game acerta na combinação de sobrevivência e consegue criar ótimos momentos de tensão entre um andar e outro. Você nunca sabe o que pode encontrar logo abaixo ou se está preparado para descer até lá. Mas infelizmente, uma das características que deveria ser o destaque, acaba também por se tornar um dos aspectos mais negativos.

Os mutantes aparecem aleatoriamente nos cenários (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Skyhill: os mutantes aparecem aleatoriamente nos cenários (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)

Explorar é divertido e desafiador em Skyhill, porém, somente nos primeiro 50 ou 40 andares. E não é apenas os cenários que ficam repetitivos, mas também os inimigos, os combates e o objetivo, que consiste basicamente em comer ou buscar alimento a cada três passos.

Além disso, como parte dos jogos de sobrevivência, morrer é uma constante. O que não é ruim, claro. O processo de tentativa e erro é um dos atrativos do gênero. E Skyhill ainda permite ao jogador liberar habilidades que ajudam no começo de uma nova partida. Mas subir e descer 100 andares com elementos repetitivos não é nada muito animador para quem pensa em começar tudo novamente.

O sistema de combate não traz emoção ao game (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Skyhill: o sistema de combate não traz emoção ao game (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)


Manual de sobrevivência

Outro ponto que decepciona em Skyhill é o sistema de combate. As lutas ocorrem em turnos, com dois tipos de ataques diferentes. O jogador pode apenas clicar e observar Jason atacar na sua vez ou selecionar o ícone de mira para escolher entre três regiões do corpo do inimigo: cabeça, braços ou torço.

Cada parte tem porcentagem diferente de dano e chances de acerto, que, somados aos pontos de cada arma, proporcionam dinâmica maior ao combate. Ainda assim, as lutas não têm emoção alguma e as animações são muito simples. Não há a sensação de perigo em enfrentar inimigos e você conta mais com a sorte do que habilidade.

Ao morrer você ganha habilidades para começar de novo (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Skyhill: ao morrer você ganha habilidades para começar de novo (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)

Já os sistemas de construção e evolução de personagem são semelhante ao que podemos encontrar nos jogos do gênero. Jason ganha experiência ao matar inimigos, o que melhora os pontos de força, vida e agilidade. Os itens, por sua vez, podem ser combinados em menu simples e fácil de usar, que indica os objetos necessários para construir.

O menu de construção funciona como manual de sobrevivência, e é essencial para a parte estratégica do jogo. Isto porque ele oferece várias opções ao jogador, desde criar itens que garantem mais pontos de vida ou comida, até desenvolver peças para consertar os elevadores para evitar que Jason precise dar muitos passos.

Os cenários são gerados aleatoriamente (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)Skyhill: os cenários são gerados aleatoriamente (Foto: Reprodução/Tais Carvalho)


Gráficos e som

Em termos visuais, Skyhill apresenta artes caprichadas, inspiradas nos desenhos em quadrinhos. E mesmo com cenários pequenos, os detalhes e animações são claramente bem feitos. A trilha sonora é agradável e ajuda a criar os momentos de suspense do game. O jogo conta com legendas e menus em português.

Conclusão

Skyhill é um roguelike com pontos bem positivos, e executa bem a fórmula dos jogos de sobrevivência com um bom sistema de construção e exploração. No entanto, os cenários que deveriam ser seu ponto de destaque acabam por deixar o jogo repetitivo. E seu sistema de combate não faz jus ao gênero. Felizmente, o título compensa no visual e liberdade estratégica, sendo uma boa pedida para quem curte jogos desafiadores.

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Nota TechTudo

NOTA tt
7.8
Gráficos
8
Jogabilidade
7
Diversão
8
Som
8

Prós

  • Gráficos
  • Habilidades para desbloquear
  • Mecânica de sobrevivência

Contras

  • Cenários repetitivos
  • Sistema de combate raso
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