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Sonic CD

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Review

Notas do editor
  • 9
  • 10
  • 10
  • 10
Prós
  • Jogabilidade no touchscreen
  • Gráficos remasterizados
  • Trilha sonora excelente
  • Inclusão de Tails
Contras

Pontos negativos:

Conclusão

Sonic CD mostra que não é preciso um retrabalho gráfico intenso para apresentar um clássico aos jogadores da geração atual, que podem adotar sem medo até mesmo as versões mobile. Com um valor de replay acima da média para o gênero de plataforma e opções de escolha de trilha sonora e de jogar com Tails, o game é uma excelente opção para download e lembra uma época na qual a Sega conseguia realmente fazer títulos de qualidade com o ouriço azul.

05/Jan/2012 18h35

Sonic CD volta às plataformas atuais com estilo

Bruno do Amaral Para o TechTudo

Nome: Sonic CD
Gênero: Ação
Distribuidora: Sega
Plataformas: iOS (iPhone, iPod touch e iPad), Android, PC, Xbox Live e PSN

Sonic CD (Foto: Divulgação)Sonic CD (Foto: Divulgação)

Assim como na indústria cinematográfica, remakes de clássicos têm sido uma lucrativa fonte para as desenvolvedoras de jogos na última década. Basta pensar em nomes como Street Fighter, Zelda e God of War. Mas é mais fácil atribuir validade a relançamentos quando se aplicam novas tecnologias para modernizar, de alguma forma, o game em questão. Foi o que a Sega fez com um de seus maiores títulos na época de ouro dos 16 bits: Sonic CD.

O próprio título do jogo já denuncia sua idade, quando os compact-discs laser eram ainda novidade na indústria – ironicamente, a Sega agora só distribui o game via download em todas as plataformas. Desenvolvido pelo mesmo estúdio japonês responsável pela primeira aventura do ouriço azul no Mega Drive/Genesis, Sonic CD era exclusivo do acessório Mega CD/Sega CD, um trambolho com poucos títulos para justificar o elevado preço cobrado na época.

Mega Drive/Genesis acoplado no Sega CD (Foto: Divulgação)Mega Drive/Genesis acoplado no Sega CD (Foto: Divulgação)

Dessa forma, poucos tiveram a oportunidade de jogar a segunda (tecnicamente) aventura de Sonic. Ainda assim, o game foi aclamado pela crítica e acabou levando um jovem chamado Christian Whitehead a conceber em 2009 a Retro Engine, um espécie de emulador para iPhone e iPod touch. O desenvolvedor aplicou o programa a uma prova-conceito com Sonic CD rodando a 60 quadros por segundo e com resolução ligeiramente maior.  Ele demonstrou em vídeo na época ao site especializado em iOS, TouchArcade.

 

Logo depois, pouco se ouviu falar a respeito do projeto, levando muitos a pensar que fora simplesmente abandonado de forma espontânea ou forçado pela Sega. Na verdade, a empresa também gostou do trabalho de Whitehead e o chamou para trabalhar em um lançamento oficial e completo de Sonic CD mais de dois anos depois, mas agora para outras plataformas além dos devices da Apple, em resoluções maiores e tela wide.

A grande pergunta é: o game sobreviveu ao teste do tempo e se adaptou às novas tecnologias de maneira adequada? É o que vamos responder na nossa análise abaixo, mas sinta-se à vontade para já baixar Sonic CD clicando aqui.

Gráficos

Sonic CD (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)Sonic CD (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)

A parceria entre a Sega e Christian Whitehead sempre glorificou o passado exatamente como era. Assim, Sonic CD está de volta com os mesmos pixels do Mega Drive acoplado ao Sega CD, então espere uma experiência totalmente retrô nesse quesito. Por outro lado, agora há um campo de visão bem maior com as telas wide (ou seja, na proporção 16:9), facilitando a visualização de plataformas e inimigos antes confinados aos limites das TVs de tubo.

Outra grande adição foi a melhoria na fluidez do game. Whitehead cumpriu o prometido, garantindo uma taxa de quadros de 60 fps constante. Tudo isso serviu para, de fato, melhorar um jogo que já era bonito com uma maquiagem leve e de bom gosto. É possível enxergar claramente todos os detalhes dos personagens e cenários, podendo observar o cuidado com o qual a equipe concebeu o título originalmente. Mas não faria mal um filtro para eliminar o excesso de serrilhado, talvez.

O desenho animado original que serve de abertura e final do jogo foi todo restaurado e agora roda em tela cheia sem comprometimento de cores. Chega a bater o saudosismo de uma época na qual ver vídeos rodando em consoles era algo de outro mundo.

Performance

Os dispositivos atuais podem não ter o slogan “blast processing” do CPU Motorola MC68000 do Mega Drive, mas certamente conseguem superar os arcaicos 7,68 MHz (se bem que o Sega CD conseguia até 12,5 MHz com o mesmo processador, mas ainda muito pouco comparado ao 1 GHz do iPad). Então, nada mais do que esperado ver Sonic CD rodar sem engasgos ou com demorados tempos de carregamento.

Jogabilidade

Aí há um grande parêntese na história. É de se esperar que, no PC, no Xbox 360 e no PlayStation 3, o game seja tão bom de jogar quanto no Mega Drive. Só que uma das inovações da Retro Engine era claramente destinada ao iPhone e iPod touch – ou seja, aparelhos com interface via touchscreen.

Controles virtuais no iPhone (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)Controles virtuais no iPhone (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)

Os controles virtuais sempre foram um problema para a Sega, como é possível ver em emulações medíocres na App Store, como Streets of Rage e Golden Axe. Whitehead conseguiu um tempo de resposta muito mais adequado pela tela de toque e com maior eficiência no reconhecimento, proporcionando uma experiência o mais próxima possível com a de ter um joystick nas mãos.

Ajuda muito o fato de a jogabilidade de toda a franquia Sonic ser muito simples, com o uso de apenas um direcional e um botão de ataque/pulo. Isso significa que é confortável realizar partidas tanto no iPhone quanto no iPad (o aplicativo é universal, funcionando para ambos os tamanhos de tela). Nunca será a mesma coisa de um controle do Mega, mas é uma das melhores representações em touchscreen na App Store atualmente.

Som

Como um dos pontos fortes do Sega CD era sua capacidade de rodar discos de música em formato digital e com fidelidade sonora, o game brilha nesse aspecto com um som límpido em estéreo. A trilha conta com peças memoráveis com muito hardrock dos anos 80 e o j-pop com guitarras pesadas, chegando a figurar entre as melhores de toda a história da Sega.

Sonic CD (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)Sonic CD (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)

Felizmente, a empresa teve o bom gosto de oferecer tanto a versão japonesa quanto a norte-americana (com a marcante canção “Sonic Boom”), totalmente diferentes uma da outra. Por padrão, o jogo inicia com a trilha nipônica, mas isso é facilmente modificável no menu.

Mas, e o game?

Bom, ele continua excelente como sempre foi. Com sua mecânica de viagem no tempo, com três épocas diferentes para cada fase (passado, presente e futuro), Sonic CD é um dos maiores da franquia na era 16 bits, perdendo apenas para o antológico Sonic 3 & Knuckles, outra pérola da Sega que necessitava dos dois títulos conectados (com a tecnologia Lock-on da empresa) e foi jogada por ainda menos gente, o que o torna automaticamente como um grande candidato a próximo relançamento.

Sonic e Amy (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)Sonic e Amy (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)

De qualquer forma, Sonic precisa enfrentar essas viagens temporais para encarar o arqui-inimigo Dr. Eggman (também conhecido como Robotnik) e o novo vilão Metal Sonic. Além de salvar seu mundo, o ouriço também precisa resgatar a Amy, sua namorada/caso/ficante ou seja lá o que ela representar para o azulado.

Além de garantir um passado bom e um futuro promissor, Sonic ainda precisa chegar às difíceis fases de bônus para recuperar as Time Stones, que são idênticas às esmeraldas de todos os outros jogos da série. Para isso, é preciso destruir discos voadores em pistas em um estilo semelhante ao de Mario Kart, mas sem a necessidade de seguir o traçado ou mesmo o sentido do circuito. Era algo muito mais para mostrar as capacidades do Sega CD com os efeitos de rotação e escala, trunfos do rival Super Nintendo na época.

Tails aparece no remake (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)Tails  (Foto: Reprodução/Bruno do Amaral)

Chegando ao final do game pela primeira vez, é possível voltar a jogar com Tails, a raposinha de duas caudas ausente no jogo original. Como esperado, com ele fica muito mais fácil, pois o companheiro do Sonic tem a habilidade de voar por breves períodos. Entretanto, zerar o título com o sidekick não garante nenhuma cena adicional ou desenho animado, infelizmente.

Como está repaginado, agora há conquistas: sejam proezas no GameCenter da Apple, ou achievements na Xbox Live e troféus na PlayStation Network. Não há tantas assim a serem buscadas, mas pode servir de incentivo para alguém voltar a jogar mais vezes.

Conclusão

Sonic CD mostra que não é preciso um retrabalho gráfico intenso para apresentar um clássico aos jogadores da geração atual, que podem adotar sem medo até mesmo as versões mobile. Com um valor de replay acima da média para o gênero de plataforma e opções de escolha de trilha sonora e de jogar com Tails, o game é uma excelente opção para download e lembra uma época na qual a Sega conseguia realmente fazer títulos de qualidade com o ouriço azul.


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Gênero

  • Nelson Almeida
    2012-01-06T12:56:58

    Faltou dizer que infelizmente tiraram as vozes da abertura animada do jogo na versão japonesa, uma pena porque "You Can Do Anything" dá de lavada em "Sonic Boom".

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  • Rogerio Souza
    2012-01-06T08:22:04

    esqueceram de dizer que tambem tem esse jogo pro android

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  • Nelson Almeida
    2012-01-06T12:56:58

    Faltou dizer que infelizmente tiraram as vozes da abertura animada do jogo na versão japonesa, uma pena porque "You Can Do Anything" dá de lavada em "Sonic Boom".

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  • Rogerio Souza
    2012-01-06T08:22:04

    esqueceram de dizer que tambem tem esse jogo pro android

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