Jogos de ação

NOTA tt
8.0

Review Splinter Cell: Blacklist

Splinter Cell: Blacklist traz diversão para fãs do gênero. Saiba como o título redefine os jogos de espionagem. Confira nossa análise.

Renato Carvalho
por
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Splinter Cell: Blacklist é um jogo que segue a tendência dos últimos lançamentos das grandes produtoras. Com um protagonista marcante, ótimos gráficos e uma direção cinematográfica, o título se esforça para conquistar de vez o seu espaço entre as franquias mais bem sucedidas da atualidade. Porém, entre abordagens silenciosas e trocas intensas de tiros, percebe-se que faltou inovação no modo single player. Blacklist possui versões para PC, PS3, Xbox 360 e Wii U.

Splinter Cell: Blacklist (Foto: Divulgação)Splinter Cell: Blacklist (Foto: Divulgação)

A história começa bem, mas...

O título narra a história de Sam Fisher e sua equipe de agentes especiais a bordo do Paladin, um avião gigantesco com autorização americana para buscar informações em qualquer território sobre ameaças globais. Embora o título possua um antagonista com nome e sobrenome, o game deixa claro que os jogadores deverão medir forças contra uma organização com células e líderes em diversos países.

Os Engenheiros são chamados assim porque pretendem reorganizar a política internacional. Utilizando um enorme poder bélico, inclusive com armas químicas, o grupo ataca pontos decisivos exigindo que os Estados Unidos retirem suas tropas militares em serviço ao redor do mundo.

O pontapé inicial do enredo é excelente, oferecendo argumentos para que Sam Fisher possa percorrer inúmeros territórios sem que a história pareça forçada. Sendo assim, nas primeiras horas de jogo fica a sensação de que o objetivo da Ubisoft funcionou, com um protagonista que exerce autoridade sobre seus comandados e gadgets que oferecem um suporte decisivo no campo de batalha.

História traz ótima premissa, mas desenvolvimento é superficial. (Foto: Divulgação)História traz ótima premissa, mas desenvolvimento é superficial. (Foto: Divulgação)

A proposta começa a falhar quando se percebe que pontos irrelevantes são acrescentados na trama no decorrer do jogo. Além dos questionamentos superficiais, o título traz inúmeros clichês que podem até incomodar os mais atentos. Referências a filmes de ação e jogos de aventura lançados recentemente são constantes.

Gráficos de ponta

Os gráficos de Splinter Cell: Blacklist são ótimos, porém podem ser divididos em dois aspectos. A ambientação é sensacional, explorada de maneira impressionante em locações de diferentes partes do mundo e o nível de detalhes dos cenários não perde em qualidade para nenhum título lançado recentemente.

Título traz gráficos detalhados. (Foto: Divulgação)Título traz gráficos detalhados. (Foto: Divulgação)

A movimentação de Sam Fisher também apresenta um alto nível de qualidade. O único fator que pode incomodar os jogadores mais exigentes é a expressão facial dos personagens secundários. Falta de naturalidade no rosto dos coadjuvantes, deixando evidente em alguns diálogos o quão mecânicos eles são.

Jogabilidade com altos e baixos

O nível de dificuldade elevado do começo do jogo logo é deixado para trás. Aplicando os recursos financeiros de maneira sábia, os jogadores poderão adquirir bombas de fumaça, armas de choque, adesivos explosivos, gás lacrimogêneo e gás sonífero, além de inúmeras melhorias nas armas, no traje e no avião.

Jogabilidade traz abordagem silenciosa, tiroteios, drones e mais. (Foto: Divulgação)Jogabilidade traz abordagem silenciosa, tiroteios, drones e mais. (Foto: Divulgação)

Após as primeiras missões o conceito fica simples; em alguns casos até demais. É possível superar qualquer desafio do game com apenas duas ou três tentativas e alguma paciência. Como ponto positivo, o jogo possibilita diferentes estilos de abordagem, que se dividem em três: Fantasma, Pantera e Assalto. As diferenças se refletem na jogabilidade, alternando entre estratégia, agressividade e furtividade.

O sistema de cobertura beira a perfeição. A forma como Sam progride nos cenários pode fazer com que os jogadores percam horas se arrastando pelos ambientes apenas para surpreender os inimigos. No final fica a sensação de que o gênero ganhou um novo padrão de qualidade, extremamente elevado e esbanjando naturalidade.

Multiplayer inovador

Blacklist traz modo multiplayer diferenciado. (Foto: Divulgação)Blacklist traz modo multiplayer diferenciado. (Foto: Divulgação)

O modo multiplayer de Splinter Cell: Blacklist é mais do que válido, é obrigatório. Uma das novidades é o fato de os jogadores poderem experimentar diferentes jogabilidades na mesma partida, com espiões controlados em terceira pessoa e mercenários em primeira.

Além do modo citado acima, os jogadores podem disputar inúmeras partidas contra outros usuários ao redor do mundo. Entre as principais está o modo clássico, que coloca espiões e mercenários em ambientes tomados pela escuridão, oferecendo uma caçada que exige atenção e habilidade.

Dublagem decepcionante

Bastante questionada nos trailers, parece que a dublagem recebeu pequenas melhorias, porém ainda não alcança o nível de qualidade de outros jogos lançados recentemente em português. Embora esteja claro que o jogo precisa de um conceito infanto-juvenil, palavras leves para situações pesadas se contrastam com cenas de violência explícita, incluindo tortura, e o intenso clima de corrupção.

Sam Fisher comanda Splinter Cell desde 2002 e volta em Blacklist. (Foto: Divulgação) (Foto: Sam Fisher comanda Splinter Cell desde 2002 e volta em Blacklist. (Foto: Divulgação))Sam Fisher comanda Splinter Cell desde 2002 e volta em Blacklist (Foto: Divulgação)

Conclusão

Splinter Cell: Blacklist é um jogo obrigatório para os fãs do gênero. O título leva os games de espionagem a um novo nível, com um sistema de cobertura perfeito, equilíbrio nas ações e diversas possibilidades de abordagem em campo. Apesar dos clichês da história, sobram motivos para apreciar a campanha e principalmente o modo multiplayer.


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Nota TechTudo

NOTA tt
8.0
Gráficos
9
Jogabilidade
10
Diversão
8
Som
8

Prós

  • - Modo multiplayer diferenciado
  • - Sistema de cobertura perfeito
  • - Jogabilidade variada
  • - Inteligência artificial dos inimigos

Contras

  • - Dublagem pouco realista
  • - História sem ritmo e profundidade
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  • Carlos Maffei
    2013-09-17T17:01:28

    Estou jogando no Xbox e estou achando o game muito bom. Discordo da análise acima no quesito da dublagem, achei o trabalho muito competente, a voz dada a Sam Fisher está muito bem adaptada.

  • Decibel
    2013-09-11T01:30:18  

    eu finalizei o game muito bom eu ja joguei todos splinter cell do play 2 eu achei o jogo com um grau de dificuldade muito auto oque acaba irritando bastante as fases sao meio curtas as vezes vc tem que esperar muito tempo pra atacar oque torna um exercicio de paciencia, os comando sao muito complexos jogar usando o teclado 'e complicado nao 'e um jogo perfeito mais 'e valido

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    • Decibel
      2013-09-11T01:30:18  

      basta jogar no console. :-) achei o jogo perfeito.