NOTA tt
7.0

Review Strike Vector

Star Fox encontra Call of Duty em um jogo que é pura ação misturando naves futuristas e FPS. Confira o review completo!

Dário Coutinho
por
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Strike Vector é um jogo que pode não parecer, mas se trata de um lançamento indie. Sua qualidade gráfica é algo que fica evidente logo nos segundos iniciais. Fugindo do tradicional, os produtores da Ragequit Corporation apostaram em um game de tiro com naves, focado exclusivamente no multiplayer online.

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Strike Vector é caótico e alucinante em doses demais para jogadores casuais (Foto: Divulgação)Strike Vector é caótico e alucinante em doses demais para jogadores casuais (Foto: Divulgação)

Gráficos incríveis

O game com naves e visual impressionante vai na contramão do que muitos consideram um jogo indie. Nada de visual 8 bits, Strike Vector utiliza quase todos os recursos da Unreal Engine 3 para entregar um conceito futurista muito bonito.

Em um futuro pouco amistoso, pilotos irão se enfrentar em arenas com suas naves chamadas de Vectors. O jogo suprime sua história resumindo o enredo a breves explicações e concentrando-se no combate multiplayer. Por conta disso, o jogador é levado direto para a tela de seleção de vector, armas e salas para entrar e enfrentar outros jogadores.

De cara a impressão é muito boa, pois a qualidade gráfica do jogo impressiona. Mesmo para quem já está acostumado ao que a Unreal Engine 3 pode fazer, Strike Vector demostra toda a expertise da Ragequit no tratamento visual de suas obras. O design e aparência das naves são muito interessantes, puxando para algo não tão clean e deixando claro o aspecto de “guerrilha” até mesmo nos menus.

Qualidade gráfica de Strike Vector está acima da média de outros jogos indie (Foto: Divulgação) (Foto: Qualidade gráfica de Strike Vector está acima da média de outros jogos indie (Foto: Divulgação))Qualidade gráfica de Strike Vector está acima da média de outros jogos indie (Foto: Divulgação)

Sentindo as máquinas em uma jogabilidade direta

Apesar de ser perfeitamente jogável, utilizando mouse e teclado, a emoção de pilotar as naves de Strike Vector parece só fazer sentido com um analógico na mão. Com um controle, o jogo fica mais natural e orgânico, aumentando a imersão.

As naves possuem dois tipos de movimentação, elas podem ficar com seus propulsores na vertical, o que resulta em um movimento mais lento ou com seus propulsores na horizontal, permitindo alcançar grandes distâncias. Além disso, o jogador pode utilizar uma propulsão extra como um “after burner”, que pode ser utilizado por alguns segundos.

Os vectors possuem três tipos de armas. São duas em cada lado da nave e uma especial. Ao iniciar o game é comum ter duas armas iguais em cada lado da nave, mas é possível modificar esse set e equipar a nave com um sistema de armas variados.

Arsenal grande e variado

Falando em armas, há uma quantidade imensas delas em Strike Vector. Entretanto elas se dividem em oito tipos principais. O arsenal é composto pelos clássicos metralhadora, shotgun, lasers, misseis e etc. Mas, não apenas armas, o arsenal de Strike Vector é composto por armas especiais, especializações e perks. Os perks funcionam como power-ups e garantem vantagens extras como melhor mira, blindagem extra, mais munição, invisibilidade entre outros.

Controlar a nave no começo é complicado (Foto: Reprodução / Dario Coutinho) (Foto: Controlar a nave no começo é complicado (Foto: Reprodução / Dario Coutinho))Controlar a nave no começo é complicado (Foto: Reprodução / Dario Coutinho)

Uma das características mais marcantes de Strike Vector é essa incorporação de elementos de FPS em sua jogabilidade. Essa impressão é reforçada por armas que permitem destruir inimigos a distância no melhor estilo Snipper. Assim como a possibilidade d mudar a câmera para uma visão em primeira pessoa.

Início complicado

O começo de Strike Vector é um pouco complicado. O game não separa muito bem os novatos dos veteranos, e no início será muito comum ser destruído em poucos segundos. Para poder conseguir sobreviver por mais alguns instantes, é interessante checar cada fresta dos cenários em busca de símbolos verdes que consertam a nave.

Esse pequeno caos no começo é aliviado pelo HUD que ajuda o jogador a situar-se no cenário. Entretanto, os cenários serão outro inimigo para o jogador, já que basta encostar-se em qualquer parede para a nave explodir. Fica evidente que faltou um modo com missões ou um tutorial mais elaborado para ensinar o jogador iniciante a sobreviver em meio ao caos do modo multiplayer.

FPS com naves futuristas

Assim como a maioria dos FPS atuais, Strike Vector também possui vários modos de combate: Deathmatch, Domination, Bounty Hunter e Team Deathmatch. Para o jogador novato o modo mais interessante é o Team Deathmatch. Jogar em time, nos primeiros momentos, torna a frustração e não saber controlar a nave corretamente e ter que se proteger do foto intenso mais fácil.

Conclusão

Strike Vector impressiona pelo conceito simples, porém bem executado. Para um jogo indie, o game esbanja um visual impressionante. O design dos vector é muito bonito. A jogabilidade é um pouco caótica no começo e leva um tempo até se acostumar. Parte jogo de tiro, parte jogo de nave. Alie isso às salas cheias de veteranos e temos um dos jogos mais frustrantes para o jogador novato.


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Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
9
Jogabilidade
7
Diversão
7
Som
7

Prós

  • - Visual bonito
  • - Não exige placa dedicada de vídeo

Contras

  • - Controles confusos
  • - Muito difícil no começo
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