Jogos de luta

NOTA tt
7.0

Review WWE ALL*STARS

Duas gerações de guerreiros, quatro jogadores simultâneos e dezenas de golpes exagerados – estes são os coeficientes da equação que faz WWE ALL*STARS um dos títulos mais divertidos de 2011.

Ingo Müller
por
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Nome: WWE ALL*STARS
Gênero: Luta
Distribuidora: THQ
Plataformas: PS3, PS2, Xbox 360 e Wii 

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Duas gerações de guerreiros, quatro jogadores simultâneos e dezenas de golpes exagerados – estes são os coeficientes da equação que faz WWE ALL*STARS um dos títulos mais divertidos de 2011.

O grande barato do game é investir em algo que andou meio esquecido na atual geração de consoles: um modo multijogador em que você possa enfrentar seus amigos na mesma sala, em vez de focar as disputas em duelos com estranhos na internet. Tudo isto ajuda a caracterizar o clima do game, que é uma verdadeira festa do wrestling. Mas será que essa mistura de luta e coreografia pode agradar o público Brasileiro?

Em terras tupiniquins, sempre tivemos grandes lutadores – de Éder Jofre a José Aldo. Porém, com exceção de Michel Serdan e seus Gigantes do Ringue, poucos foram os atletas nacionais que se dedicaram a luta livre profissional, um esporte coreografado que faz grande sucesso nos EUA. Muita gente encara como “marmelada”, mas os confrontos televisionados pela WWE (World Wrestling Entertainment) são emocionantes como lutas de um filme de ação: mesmo sabendo que o mocinho sempre vence, você quer ver o desfecho do combate. 

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Personagens caricatos 

E assim como no programa de TV, assistir as lutas de WWE ALL*STARS no videogame é bem legal, já que todos os personagens são bastante carismáticos. Para este game, o elenco ainda ganhou um upgrade visual: os lutadores ficaram tão musculosos que parecem aqueles bonecos do He Man que eram vendidos nos anos 80.

O padrão anabolizado foi aplicado até mesmo naqueles que, estão longe de serem fortões na vida real (estou falando de você, Sheamus!) – mas isso ajuda a reforçar a total falta de realismo do game, que mesmo com gráficos simples consegue fazer um bom trabalho em retratar os competidores do passado e do presente da WWE

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Pegar e jogar 

Ao contrário das lutas transmitidas na TV, os resultados dos combates deste game são imprevisíveis – por isso mesmo, a jogabilidade precisa responder bem. Neste quesito o game não faz feio: existem comandos para bater e agarrar com velocidade ou com força, movimentos exclusivos e finalizações próprias para cada lutador, além de comandos para imobilizações no solo e dois botões de defesa, um para trocação e outro para arremessos que, se apertados no tempo certo, garantem um reversal para o defensor. Isto resolve um dos principais problemas presentes na maioria dos jogos de luta livre, que é a falta de contra-ataques. 

Felizmente, todos estes comandos são de fácil execução: você não precisa decorar enormes listas de golpes e combos para vencer neste game, basta pegar e jogar. Isto tornam a jogabilidade bastante amigável até mesmo para quem não é fã de jogos de luta: tecnicamente, WWE ALL*STARS está mais próximo de Super Smash Bros Brawl (da Nintendo) do que de UFC Undisputed, por exemplo. 

Senhoras e senhores! 

Em termos de trilha sonora não temos nada de espetacular, mas o jogo também não deixa a peteca cair. O som do game é o que se espera de um jogo de luta livre: bons efeitos sonoros de pancadas, narradores exagerados, músicas de entrada e vozes ameaçadoras, como a do promoter Paul Bearer, que te desafia a enfrentar o coveiro Undertaker no modo de um jogador. 

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Modos de jogo variados… 

Além dos combates um contra um, o game permite lutas de “todos contra todos” para três ou quatro competidores, disputas de duplas, desafios de dois contra um, combates extremos onde vale acertar o oponente com uma série de armas improvisadas (cadeiras, muletas e até mesmo o gongo do ringue!) e até lutas na gaiola, onde ganha quem conseguir escalar as grades montadas em volta da arena e escapar para o exterior. 

Ainda é possível encarar o “caminho dos campeões” para enfrentar a lenda Undertaker, o superstar Randy Orton ou desafiar uma combinação dos dois mundos no desafio da dupla D-Generation X, composta por Triple H e Shaew Michaels 

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Mas se as gerações combinadas formam uma dupla mortal, o que acontece quando lendas e superestrelas colidem? A resposta para esta pergunta você vai encontrar ao longo dos 15 desafios do modo “Fantasy Warfare”, que coloca dois lutadores de cada época para testarem seus limites contra oponentes improváveis. Sempre quis saber quem era o maior gigante do UFC? Sem problemas: suba no ringue como André Roussimoff ou Big Show e decida a parada. 

Para ajudar o jogador a decidir que lado escolher, o game traz sempre um clipe muito bem editado com vídeos em alta definição de trechos entrevistas e os melhores momentos destes competidores especiais, mostrando os golpes mais impressionantes de cada atleta, como o tradicional 619 de Rey Mysterio. 

… Golpes, nem tanto 

Falando em 619, este não é o único golpe clássico de luta livre que está presente no game, da cotovelada voadora do “Macho Man” Randy Savage ao “ajuste de atitude” de John Cena.

O problema é que apenas estes golpes típicos de cada lutar estão bem retratados, e o restante dos movimentos do game parece apenas uma série de socos e pilões genéricos. Uma pena, pois se a THQ tivesse possibilitado mais variedade nos movimentos do game, a experiência de jogar WWE seria mais gratificante. 

WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)WWE ALL*STARS (Foto: Divulgação)

Faltou gente 

Outro quesito que merece comentários é o elenco: o game tem uma seleção razoável de lutadores e uma boa quantidade de personagens destraváveis, mas é impossível não jogar WWE ALL*STARS sem ficar com a sensação de que muita gente importante ficou de fora: faltam lendas como Lex Luger, e a constelação das superestrelas sente falta de gigantes como o indiano Great Kali. 

Pra piorar, nem adianta tentar usar o editor de personagens do game, que é limitado e apenas produz mais clones dos personagens já existentes. O jeito é apelar para os DLCs, que colocam a sua disposição guerreiros como Ted DiBiase, R-Truth e até o comentarista e ex-lutador Jerry Lawler. 

Conclusão 

A THQ fez um game bastante divertido, que nos faz lembrar dos tempos nostálgicos de WCW x NWO no N64 (ou de WWF Wrestlefest no fliperama, caso você tenha mais idade). Porém, apesar de acertar no conceito do jogo, a empresa vacilou um pouco na execução. Algumas falhas de programação também são bastante desagradáveis, como os loadings excessivos e glitches de imagem – nada que comprometa a diversão uma disputa com a galera, mas com certeza pontos negativos que impedem o jogo de se tornar um dos jogos indispensáveis desta geração. 

 

Nota TechTudo

NOTA tt
7.0
Gráficos
7
Jogabilidade
8
Diversão
8
Som
7

Prós

  • - Jogabilidade simples
  • - 2 gerações no mesmo ringue
  • - Vídeos em alta resolução
  • - Diversão para até 4 jogadores

Contras

  • - Golpes e combos repetitivos
  • - Alguns lutadores ficaram de fora
  • - Excesso de Loadings
  • - Criação de personagem limitada
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