Turma do Chico Bento

Turma do Chico Bento

Aventura
Acessar
NOTA tt
9.5
acessos
1.501
Licença
Grátis
Idioma
Português
Desenvolvedor
Level-Up!
Tamanho
screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento screenshot de Turma do Chico Bento

Participe de muitas aventuras com Chico Bento e toda turma

Raquel Freire
por Raquel Freire
em 06/09/2013 16:56

Turma do Chico Bento é um jogo social para Facebook. Nele, você é o mais novo morador da simpática Vila Abobrinha, onde fará muitos amigos e participará de aventuras com o caipira mais querido do Brasil e sua turma. O game te permite entrar no mundo de Maurício de Sousa e interagir com personagens como Chico Bento, Zé Lelé, Zé da Roça, Rosinha, Dona Marocas e Nhô Lau, entre tantos outros que povoam nosso imaginário desde pequenos.

Há diversas atividades para fazer: cuidar da plantação, criar animais, produzir receitas e vender artigos no mercado são apenas algumas. Mas o foco do jogo não é ganhar dinheiro ou aumentar as terras do seu sítio; o objetivo maior é ser feliz. Por isso, a evolução acontece principalmente com sua participação em atividades e jogos que se revelam a cada aventura. Se você vai à escola, ajuda os amigos em seus sítios ou cumpre uma tarefa dada pela sua mãe, tudo isso soma pontos de experiência que lhe ajudam a subir de nível.

Começando o jogo

O primeiro passo para começar é montar seu personagem. Você pode escolher cor de pele, penteado, roupas e acessórios, assim como as feições do rosto. Mas é claro que a aparência do boneco segue o traço típico da HQ, o que dá toda a graça à história. Também é preciso escolher nomes e aparência dos seus pais, que vão interagir muito com você durante toda sua trajetória.

Feito isso, será mostrado um resumo da sua história e o que levou você e sua família até a Vila Abobrinha. Então começará o enredo “A pechincha que vale ouro”, pontapé inicial na sua jornada e única aventura que não pode ser escolhida. Você inicia o jogo com 500 trocados (moedas) e 3 contos (notas), dinheiro que permitirá comprar e vender itens no mercado.

É possível comprar trocados com contos e vice-versa, o que torna mais fácil cumprir certas tarefas no decorrer da partida. Num primeiro momento, cada nova ação será acompanhada de um pequeno tutorial, que explica, por exemplo, que cada vez que um personagem tem uma exclamação sobre a cabeça é preciso clicar nele.

Logo os tutoriais cessam, e aí o game segue com mais fluidez. Isso acontece no nível 4, mas chegar nesse patamar é uma questão de minutos. A partir desse ponto é possível mudar os objetos do sítio de lugar, aparência da casa e escolher novas aventuras.

Lugares e ferramentas

O mundo da Turma do Chico Bento se divide em quatro lugares principais: sua própria casa, a vila, a escola e o Ribeirão, além dos sítios do Hiro, Nhô Lau, Chico bento e Rosinha. É preciso lembrar que ele é um social game, portanto as fazendas dos seus amigos de Facebook também farão parte da sua vida. Mas diferentemente de outros jogos sociais, aqui é perfeitamente viável evoluir rapidamente sem interagir com nenhum outro usuário.

Onde quer que esteja, você verá, no topo da tela, os indicadores de nível de felicidade; pontos de energia; o estágio do dia (manhã, tarde ou noite); e quanto você tem em trocados e contos. Na parte de baixo ficam os menus para mudar de visual; ir rapidamente para o seu sítio e dos vizinhos; entrar no mercado; escolher aventuras; e viajar pelo mapa, por onde é possível ir a qualquer lugar. É também neste espaço que ficam as ferramentas para mover e guardar objetos, alterar a aparência da casa e de seus pais, obter informações sobre seus animais e vender mercadorias.

Aventuras

Um dos diferenciais da Turma do Chico Bento é ser construído com base em aventuras. As histórias têm ritmo e enredo iguais às do Gibi, sempre com pano de fundo educativo e divertido. Os diálogos entre os personagens obedecem ao consagrado caipirês do Chico Bento, que transforma “ordem” em “ordi”, “nós” em “nóis” e por aí vai.

Cada aventura traz atividades próprias, inerentes à narrativa. Por exemplo: quando o jogador seleciona “A marmita do pai”, a maior parte das tarefas consiste em plantar e colher alimentos para colocar na marmita do pai, que foi pescar no Ribeirão e esqueceu de levar comida.

Vários personagens vão pedir favores, e cada vez que você executá-los receberá “felicidade” extra. Nem todas as solicitações são da aventura, mas todas oferecem a bonificação. Algumas tarefas precisam ser desempenhadas de dia e outras, à noite, por isso é importante gerenciar o tempo.

Ao terminar uma aventura, o jogador recebe uma “prenda”. Todas as histórias têm um ou mais objetivos internos, que, quando cumpridos, dão recompensas extras. Os prêmios podem ser objetos de decoração, pacotes de energia (muito úteis no jogo), peças de vestuário, plantas etc. Alguns podem ser vendidos e gerar dinheiro, mas outros só servem para enfeitar seu sítio.

Efeitos gráficos e sonoros

Tanto a parte gráfica quanto os efeitos sonoros chamam muita atenção. Todos os objetos são desenhados com muita atenção nos detalhes, além de vários terem efeitos visuais. A casa, por exemplo, fica iluminada quando anoitece, assim como lampiões, velas e outras construções.

Já os sons empurram o jogador direto para o clima do interior. A moda de viola como trilha musical, junto com assobios de pássaros e mugidos de vacas, deixa a impressão de que o jogador está realmente numa pequena comunidade rural familiar.

Mini-games

Há dentro do jogo alguns mini-games disponíveis, fazendo com que jogador sempre tenha algo com que se entreter. Um deles é a “Pesca no Ribeirão”, uma espécie de tiro ao alvo virtual. O outro é o “Catando Goiabas”, que nada mais é do que roubar algumas frutas da goiabeira preferida do Nhô Lau. Os dois dão trocados e pontos de experiência, coma diferença óbvia que o primeiro tem peixe como principal premiação, enquanto o segundo, goiabas.

Todo dia aparecerá um quadrinho na lateral esquerda com a Dona Marocas, indicando que você deve ir à escola. Basta navegar pelo mapa para chegar ao lugar, onde há sempre dois jogos disponíveis: um caça-palavras e um de ordenação, ambos com teor educativo. Completada a tarefa, você receberá trocados e pontos de experiência. Se não “faltar as aulas”, no fim da semana recebe dois contos, equivalente a 2 mil trocados.

NOSSA OPINIÃO
NOTA tt
9.5

Apesar do tema “fazendinha” já ter sido bastante explorado entre os games, Turma do Chico Bento consegue ser original, interessante, cativante e divertido. Isso se deve à fidelidade e ao enredo inspirador, cujos elementos foram perfeitamente transportados para o mundo virtual. Cada vez que você visita o Chico Bento, é capaz de pensar “Ah, então é assim o sítio dele”.

É claro que familiaridade com a história, principalmente se o jogador tiver lido os gibis na infância, contribui muito para essa sensação. Além disso, a própria brasilidade da HQ favorece a identificação instantânea, porque ali estão retratados frutas, árvores e legumes típicos da nossa cultura. Na vila, por exemplo, o telefone público não é uma cabine vermelhinha, mas um orelhão amarelo com suporte azul.

Mas visualmente, o jogo merece elogios também pela qualidade dos efeitos. Impressiona a forma translúcida da água no Ribeirão, com os peixes nadando no fundo, ou a maneira como os raios de luz se projetam de dentro para fora da casa, através da janela. Os desenhos são muito bem feitos, desde pedras até grandes contruções.

As animações merecem ressalvas. Por um lado, os movimentos dos animais são perfeitos, os personagens projetam o corpo quando conversam, ou seja, há um nível de preciosismo que não se vê em jogos do gênero. Mas talvez por isso mesmo, algumas falhas bizarras acabam acontecendo, sobretudo com os animais. Primeiro que eles se atravessam e ocupam o mesmo espaço. Em segundo, nao adianta colocá-los dentro de cercas; se você reiniciar o app, eles estarão do lado de fora.

Com o tempo, o jogador acaba se acostumando com esse bug, que não chega a ser um grande incômodo (e algumas vezes cria situações engraçadas). O que causa bastante irritação é a raspadinha, um jogo “de sorte” que custa 1 conto (caro, para os parâmetros do game). Como na vida real, a ideia é raspar e ver o prêmio conseguido; na prática, ele é tão viciado que quase sempre a prenda é a mesma – geralmente um piso barato e desinteressante.

É claro que isso não tira o brilho do game, até porque você pode simplesmente não brincar com a raspadinha, mas acaba sendo uma parte desestimulante. Tirando esses pequenos problemas, o jogo é perfeito. Quem gosta de fazendas em geral tem tudo para ficar viciado, até porque sempre há atividades e novos desafios.

Fórum

Faça uma pergunta

AS ALTERNATIVAS