Fabricantes

20/12/2010 11h26 - Atualizado em 14/07/2011 07h08

Microsoft e Intel na era dos tablets

José Antonio Oliveira
por
Para o TechTudo

Apesar de todo o histórico esforço do Linux, do MacOS e de tantos outros competidores que ficaram pelo caminho (lembram-se do OS/2?), a líder absoluta do mercado de sistemas operacionais para computadores pessoais sempre foi a Microsoft, com o Windows, por tantas vezes criticado.

Juntamente com a Microsoft, a Intel reinou quase todo esse período, fabricando os processadores das máquinas que rodavam Windows. Além disso, ela também reinava firme e forte no mundo Linux e, mais recentemente, no mundo do Mac, depois que a Apple abandonou sua arquitetura RISC do PowerMac.

O único contratempo que a Intel sofreu, há alguns anos, foi o surgimento dos processadores da AMD, que chegaram a abalar o reinado, mas que depois passaram ao posto de segundo lugar, devolvendo o primeiro lugar à Intel.

Processador ARMProcessador ARM (Foto: Reprodução)

Com o advento dos smartphones e celulares com mais funções, vimos uma plataforma surgir no horizonte dos processadores, a ARM. Na verdade, a ARM não é uma fabricante de processadores, mas uma arquitetura de processadores, assim como a Intel tem sua arquitetura x86. Os processadores da ARM são fabricados por empresas como Samsung, Qualcomm, Texas Instruments e muitas outras.

Atualmente, segundo a própria ARM, somente na plataforma Android, cerca de 300 mil aparelhos com o novo processador são fabricados diariamente, resultando em quase 110 milhões de aparelhos por ano. Isso sem mencionar as milhões de unidades do iPhone, celulares da Nokia, Samsung, LG e BlackBerry; videogames portáteis, roteadores, tablets, MP3 players, TVs, DVDs etc. Todos esses aparelhos são animados por um processador ARM.

Os tablets são um capítulo à parte. Apesar de já existirem há muito tempo, eles ainda não haviam se popularizado tanto quanto nos últimos anos, especialmente neste ano de 2010.

E o que a Microsoft e a Intel têm com isso?

Muito simples. Nos anos de 2008 e 2009, assistimos à febre dos netbooks. Todo mundo queria ter um, já que eram relativamente baratos, ultra portáteis e fáceis de se usar. Eles rodavam o mesmo Windows que o computador de mesa rodava. Todos esses netbooks, salvo raras exceções, tinham um processador da Intel.

Mas em 2010, o mercado descobriu, primeiramente com o iPad e posteriormente com os tablets Android, que é possível usar tablets para grande parte das tarefas do dia-a-dia, tais como ler e-mail, navegar na Web, ter acesso às redes sociais, assistir filmes, ler livros e revistas, ouvir música, jogar etc.

Tudo indica que o mercado vai, cada vez mais, apostar nos tablets, e que os netbooks já estão com os seus dias contados. É possível dizer, sem medo de errar, que num futuro próximo, muitas pessoas deixarão de usar PCs e notebooks, e passarão a usar os tablets e os smartphones para as tarefas mais simples do cotidiano.

A Apple e o Google estarão na frente nesse futuro. Ambos já são os líderes com seus tablets (e todos eles têm processador ARM).

Alguns podem questionar essa previsão dizendo que já existem vários tablets baseados em arquitetura Intel x86 rodando Windows 7. Perfeito, mas se os compararmos com os tablets que rodam iOS e Android, eles, os tablets com Windows, vão perder facilmente nos quesitos de preço, duração de bateria e desempenho.

A Microsoft ainda pode lançar um tablet com Windows Mobile 7, o que seria ótimo por causa da integração com o MS Office e os aplicativos Live, mas ainda não se viu nenhum movimento nesta direção. Será que ela vai perder o bonde da história?

E a Intel? O que será que está fazendo para sobreviver à onda dos tablets que virá por aí?

No ano passado ela se associou com a Nokia no desenvolvimento de um sistema operacional único para tablets, celulares e netbooks, o Meego. Mesmo assim, o sistema ainda não decolou e a maioria dos aparelhos que já foram anunciados traz dentro de si um processador ARM.

Ainda não se sabe como a Microsoft e a Intel reagirão a esse fenômeno chamado "tablet". Será que veremos um declínio dessas duas enormes empresas por conta disso?

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