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02/12/2010 10h58 - Atualizado em 14/07/2011 07h10

Nook Color: Reinventando os e-readers (Mas Já?)

Noah Mera
por
Para o TechTudo
E-readers está de volta ao mercado E-reader está de volta ao mercado. (Foto: Divulgação)

 

Em 29/08/2010 a maior rede de livrarias americana, Barnes & Noble, anunciou grande prejuízo no trimestre devido às fracas vendas de livros físicos e gastos no desenvolvimento de seu e-reader Nook e sua loja de e-books. No dia 26 Outubro pudemos conhecer como a empresa espera atingir a meta de avançar dos 20% de mercado que possui até o momento para os 25% anunciados pelo presidente da companhia no mesmo comunicado em que reportou a perda.


A Primeira era dos e-readers

O Nook primeira geração é um competidor á altura do Kindle em vários aspectos, possui os recursos padrão de qualquer e-reader como a tela e-ink, o suporte aos padrões de mercado e ao padrão proprietário da B&N e vai além, trazendo recursos como navegação sem restrições à internet, jogos (Sudoku e Xadrez) e a pequena tela LCD de toque que funciona como a central de comandos do aparelho mostrando capas dos livros para seleção, transformando-se em teclado quando necessário e até mostrando trechos dos sites navegados em cores.

Estes recursos a mais conquistaram uma grande fatia do público americano e a empresa ainda conta com uma parcela de clientes fieis às livrarias e sua disponibilidade de títulos, mas a Apple lançou seu iPad, um tablet que além de todo multimídia ainda lê ebooks, lançando apreensão sobre este mercado em formação e a B&N achou que podia ir adiante em suas estratégias.


A Reinvenção do Nook

Nook Color na disputa por um lugar no mercado de tables e e-booksNook Color , entre tablets e e-books (Foto: Divulgação)

A nova versão do Nook – o Nook Color - que tantos recursos consumiu se afasta do conceito de e-book reader e investe nos recursos extras. A telinha de toque LCD colorida se expande para todo o aparelho (7’’), que perde a e-ink. O software base do aparelho é uma versão própria da plataforma do Google para dispositivos móveis, o Android. Com capacidade para vídeo e trazendo integração com Twitter e Facebook além de contar com um programa para desenvolvedores (para aplicações centradas em leitura, segundo a empresa) o Nook Color aproxima-se de um tablet básico.

A impressão que fica do Nook é que o aparelho foi desenvolvido para revistas e livros infantis – tal o destaque dado na data de lançamento e no site do aparelho para as duas categorias, que é justamente onde faz mais sentido o abandono do e-ink em favor de telas LCD (que em teoria prejudicam leituras mais atentas/demoradas, embora haja controvérsia em relatos de usuários do iPad internet a fora).

Será que Cola?

A primeira geração do Nook está longe de ser um fracasso (embora não vá salvar a B&N dos sucessivos prejuízos), mas agora a empresa decide investir em um aparelho que se situa entre um e-book reader e um tablet. Será uma estratégia adequada? Não seria melhor ganhar receita com os livros infantis para iPad ou PCs ao invés de investir em um conceito novo que não se sabe qual será a aceitação do mercado? E talvez investir o dinheiro do desenvolvimento do aparelho em uma internacionalização do Nook, a exemplo da Amazon e seu Kindle?

A mim não parece uma boa jogada da Barnes & Noble, mas vamos esperar a resposta do público às perguntas acima.

SITES DE REFERÊNCIA:

Oglobo.com

G1.globo.com

Crunchgear.com

Barnesandnoble.com

Barnesandnoble.com

Digitaltrends



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