11/01/2012 13h18 - Atualizado em 11/01/2012 15h06

Empresas anunciam suas nuvens na CES 2012: entenda essa tendência

Filipe Garrett
por
Para o TechTudo

A CES 2012 revelou uma tendência interessante para o mercado nos próximos anos. Os fabricantes de hardware passam a oferecer um sistema de computação na nuvem que acompanha seus produtos e fornece serviços para seus clientes. Acer e Lenovo embarcaram nesta tendência que, até aqui, era restrita a grandes prestadores de serviço da Internet, como o Google.

Mas o que é, afinal, computação na nuvem e para que serve?

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lenovsA Lenovo apresentou seu serviço de armazenamento na nuvem durante a CES 2012 (Foto: Reprodução)

Resumindo, a ideia de nuvem é mudar o foco do usuário para sistemas digitais de armazenamento e gerenciamento de dados. Se hoje você precisa de um disco rígido com inúmeras pastas e partições para dar conta de seus arquivos, em um futuro, usando um serviço na nuvem, será capaz de guardar tudo na própria internet.

A grande vantagem nisso é que você poderá acessar seu conteúdo de qualquer lugar, desde que disponha de uma conexão com rede.

Diante da definição, serviços na nuvem podem ser compreendidos como toda e qualquer plataforma que permita armazenamento e gerenciamento de dados na rede. É o caso, por exemplo, do seu email. É um tipo de caixa postal na nuvem. Ou a plataforma do Google Docs. O Dropbox, onde você pode guardar diversos arquivos e compartilha-los, o Picasa para fotografias e assim por diante.

Por que criar serviços na nuvem?

É uma estratégia interessante para estreitar o vínculo com o consumidor e buscar a oferta de uma plataforma mais completa. No caso da Lenovo, por exemplo, a segunda maior fabricante de PCs do mundo entende que o Lenovo Cloud reforça a estratégia da empresa de espalhar produtos em outros nichos. Motiva as pessoas que possuem um ultrabook da marca, com espaço reduzido em um SSD de 128 GB, a comprar um smartphone ou tablet, sabendo que poderá manter dados na nuvem que poderão ser comuns a ambos os aparelhos.

Acer e Lenovo seguem os passos da Apple

CLOUDiCloud (Foto: Reprodução)

E os serviços da Acer e Lenovo seguem exatamente esta diretriz. Eles permitem que os consumidores de produtos da marca sejam capazes de acessar o mesmo conteúdo nos mais diversos produtos. Vale para notebooks, PCs, tablets, smartphones e até mesmo TVs, no caso da Lenovo.

Mais sobre a nuvem

Também já existe um console de videogame que funciona na nuvem. O OnLive permite que você jogue o game que quiser, onde quiser, sem precisar comprar um Xbox, um PS3 ou um PC poderoso. Você compra o aparelho, paga um valor para jogar e pode desfrutar de qualquer lançamento das três plataformas.

onliveOnLive é um serviço de jogos na nuvem (Foto: Reprodução)

A grande questão é que serviços pesados de computação na nuvem, como o OnLive ou a plataforma da Lenovo, que oferece 200 GB e possibilitaria que você sincronizasse um filme em Full HD para ver na TV em casa, demandam de algo que, ainda, é um luxo distante do brasileiro: rápidas conexões de Internet.

E isso vale para os serviços fixo e móvel. Em ambos os casos, o Brasil está muito atrás de outros países e isso pode comprometer qualquer iniciativa mais séria do mercado em termos de computação em nuvem no país. Mais vale limitar os serviços do que oferecê-los irrestritamente em uma Internet lenta e que causará irritação nos consumidores.

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